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O Apdeites mudou.

Link ao Apdeites V2

A nova versão Apdeites V2 está já disponível em http://apdeites2.cedilha.net, com cinco interfaces diferentes. Assim, cada visitante pode escolher o visual que mais lhe agrada ou que acha mais “manuseável”. Além disso, a arrumação de posts inclui novas categorias e foram integradas diversas ferramentas em todas as páginas, entre outras novidades.

Esta reestruturação implica a eliminação de algumas páginas do “antigo” Apdeites, que se conservará, no entanto, neste endereço e em paralelo, ainda durante uns tempos..

Agradecemos que os nossos visitantes actualizem os seus links ao Apdeites para o endereço

Caso ainda se note, nesta fase de transição, alguma discrepância de conteúdos, dead links ou qualquer outra espécie de erro, agradecemos nos façam chegar essas notas por e-mail.

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   09-02-07 - 13:57

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FCCN: Portugal terá site para denunciar conteúdos ilegais

Portugal vai ter a partir de Maio um site especializado na segurança online onde se poderá fazer denúncias sobre conteúdos ilegais na Internet, disse esta terça-feira à Lusa um responsável da Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN).
No site a ser criado, «jovens e adultos vão poder denunciar conteúdos pedófilos, de violência extrema ou xenófobos, e outros que alegadamente constituam crimes públicos», disse à agência Lusa Lino Santos, da direcção técnica da FCCN.

Segundo o especialista, a medida está integrada no programa europeu «Safer Internet Plus» e ainda aguarda avaliação da Comissão Europeia.

No entanto, «deve ser aprovada até o fim deste mês» e vai ser fundamental para «iniciar e facilitar a investigação criminal, melhorar o tempo de reacção das autoridades, assim como encurtar as distâncias a nível europeu».

«As denúncias feitas no site vão primeiro ser tratadas junto de operadores especializados - que farão uma primeira triagem - para verificar se realmente se trata de conteúdos ilegais e determinar a origem do conteúdo», adiantou o especialista.

«Se os conteúdos ilegais forem portugueses, a denúncia será comunicada de imediato às autoridades nacionais. Se os conteúdos forem oriundos, por exemplo, de um servidor na Alemanha, a hotline portuguesa [que está ligada à rede europeia] contacta a rede alemã para que esta faça a denúncia às autoridades daquele país», acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, Luís Magalhães, presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), outra entidade envolvida no projecto, disse que a hotline será «fundamental para detectar conteúdos ilícitos na Internet e garantir uma maior segurança dos utilizadores».
(…)
Diário Digital, 06.02.07

A notícia diz tudo: diz que os conteúdos podem ser “alegadamente” classificados e diz que os crimes podem ser “outros”. Conclui-se, portanto, que as diversas organizações policiais que operam no espaço cibernético não estão a cumprir o seu papel, as suas obrigações, e que, assim sendo, há necessidade de criar uma espécie de agência central de delação.

O parágrafo anterior, por exemplo, estando frontalmente contra a criação de tal organismo, contra os fundamentos que o orientam e contra o espírito a ele inerentes, poderá sem qualquer esforço vir a ser considerado, enquanto “conteúdo”, como uma opinião “de violência extrema”; ou poderá ainda suceder, por exemplo, que determinados “jovens” descubram - neste artigo de opinião como em qualquer outro - algo que a eles, “jovens”, pareça ou lhes cheire ser “crime público”; vai daí, toca a efectivamente denunciar aquilo que alegadamente lhes parece ser ou lhes cheira a qualquer coisa de “outros”.

Se isto não é grave, gravíssimo, se não estamos agora mesmo na iminência da liquidação total da liberdade de expressão na Internet, então, isto consumado, nada mais poderá alguma vez pôr em causa esse bem maior.

Existe controlo policial e institucional sobre os conteúdos no ciberespaço, e o poder judicial é exercido sobre os seus autores, mentores ou executores, de acordo com as leis nacionais e internacionais vigentes. Todos os crimes tipificados como tal são legalmente perseguidos e puníveis, neste meio virtual como em qualquer outro da vida quotidiana. Mas esta nova agência central de delação, com o alto patrocínio, em Portugal, de uma entidade ligada ao Ensino, vem criar um precedente absolutamente novo e evidentemente perigoso: a denúncia por motivos “alegadamente” “outros”. Conceitos nos quais passará a caber tudo, sem qualquer restrição, filtragem ou coerência. Institucionalizada a suspeição enquanto método e enquanto poder, demitidas por redundância as organizações legais das suas funções, apeada a Lei do seu estatuto de eficácia e destruído o seu espírito cívico e regulador, pouco ou nada restará em termos de direitos, liberdades e garantias. Bastará então que a alguém, seja por que motivo for, ocorra uma qualquer suspeita, ou que refira um conteúdo que “alegadamente” qualquer coisa, para que - no mínimo - esse conteúdo seja “triado”, em busca de qualquer ilegalidade, e que seja determinada “a sua origem”. Ou seja, aquilo que antes era da competência de profissionais formados para o efeito, e cuja actuação era legitimada, regulada e supervisionada por órgãos superiores, também eles legítimos, passa agora para a esfera da simples denúncia - presume-se que mesmo anónima - e para a “competência” de qualquer um.

Note-se que, por fastidioso que pareça referir tal evidência, não consta que até hoje fosse proibido ou houvesse algum impedimento a que os cidadãos, “jovens e adultos”, se queixassem junto das entidades competentes quanto a quaisquer situações que lhes parecessem de carácter criminal. Verificada a fundamentação da queixa, as autoridades actuavam. Não havia crimes “outros”, mas apenas aqueles que a Lei determinava.

Esta novel central de informações, felizmente ainda não avaliada pela Comissão Europeia, pretende substituir-se à autoridade do Estado e subverter o Poder Judicial, deixando simplesmente que ambas as coisas caiam na rua. Por exemplo, estando alguém, neste momento e num computador qualquer, passando a pente fino aquilo que aqui se diz. Pode perfeitamente suceder que esse alguém encontre aqui uma qualquer coisinha de “alegadamente” ilegal ou que possa não ser um crime dos mais comuns mas, quem sabe, algo de “outros”.

A sociedade da informação, a aldeia global, dará assim lugar a uma sociedade altamente vigiada, um campo de concentração global.

Imagem: réptil anfíbio anuro Bufo bufo, original de RSPB.
Conhecimento do assunto via blog Fractura.

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   07-02-07 - 14:38

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Segundo noticiam hoje diversos jornais, e como se pode também ler no Diário Digital, um Juiz de Direito foi suspenso preventivamente das suas funções, aliás na sequência de um processo disciplinar que lhe foi concomitantemente instaurado, por ser o autor de um blog que “contém linguagem considerada como imprópria e obscena”.

Dando de barato, pelo menos para já, qual foi a instância judicial ou de quem partiu nominalmente a ordem de suspensão, e sem entrar em considerações de cariz terminológico sobre a matéria de facto que deu origem à suspensão de funções e à instauração do processo, o Apdeites procedeu a uma operação de pesquisa dos conteúdos do blog Aqui e Agora, da autoria do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Hélder Fráguas; tentámos, por conseguinte, identificar ou isolar alguns termos ou expressões que sejam passíveis de classificação, segundo o senso comum e corrente, como “linguagem obscena”; quanto à outra categoria ou nível, isto é, quanto à linguagem que possa ser considerada como “imprópria”, abstivemo-nos de sequer tentar localizar uma só palavra ou expressão que fosse, pelo simples facto de essa classificação ser absolutamente relativa e subjectiva, dependendo em exclusivo de quem assim a considera, porque a considera como tal, em que circunstâncias e quando.

Portanto, apenas no vastíssimo campo daquela linguagem que pode eventualmente ser considerada por alguém como “obscena”, pesquisámos os últimos 20 “posts” daquele blog. Os resultados foram, de facto, surpreendentes.

Encontrámos, por diversas vezes, palavras (de diversos enquadramentos, em tipo, género e número) como “deputados”, “computador”, “reputado”, “reputação”, “reputar”, etc.; aquilo que detectámos de mais parecido com o que a acusação de obscenidade faria supor, foi o substantivo “disputa” e o respectivo verbo “disputar”. Mas ainda assim, convenhamos, seria necessária muita ginástica mental para conseguir ler a designação em calão de “prostituta”, naquelas palavras que desgraçadamente utilizam aquele étimo como seu núcleo ou parte constituinte.

Na mesma senda de espiolhamento sistemático, tentámos localizar algo parecido com a palavra mais comummente utilizada no Português corrente, aquela que designa em apenas cinco letras as diversas formas de apresentação da matéria fecal, mas, nem assim, nada feito, não detectámos tal palavra uma única vez; o mais parecido com que topámos, em todos os textos, foi o antepositivo “mer”, como em “mero/a” ou em “meramente”, por exemplo. Da dita substância em si, nem rasto enquanto palavra “obscena”.

Numa terceira tentativa, já de certa forma em desespero de causa e fartos até à raiz dos cabelos de andar à procura de algo que lá não se encontra, verificámos se porventura não haveria nada parecido com “parir”, ou “pariu”, ou assim; mas não; nem isso; o mais parecido que lá está é “Paris Match”, mas supomos que a designação dessa venerável revista francesa não possa ser tida em conta como, propriamente, “linguagem obscena”.

Também quanto às (pouquíssimas) imagens que ilustram e abrilhantam o blog em causa, pouco ou nada haverá a dizer, na mesma perspectiva: assim de repente, há lá uma gravura de Amadeo de Souza-Cardoso que, realmente, algumas almas mais insensíveis poderão considerar como, por exemplo, particularmente feio, mas ainda assim seria necessário esticar muito a corda para ver aquele quadro do pintor como uma coisa “obscena” ou sequer “imprópria”, enquanto linguagem pictórica.

Nesta conformidade, e presumindo que aos autores da suspensão e do processo disciplinar movidos contra o referido Doutor Juiz não ocorrerá sequer a sorte de nomes que alguns lhes estarão chamando neste momento, o Apdeites está em condições de garantir que os conteúdos do blog Aqui e Agora não possuem quaisquer conteúdos menos recomendáveis, e muito menos ainda em se tratando de apuro e aprumo na linguagem - de primeira água, podemos asseverar.

Sugerimos, portanto, ao ou aos autores de tão graves acusações, e mentores de tão gravosas medidas, contra tão insuspeita pessoa, que enfiem o instrumento de cordas no saco e que se entretenham de uma vez por todas em actividades mais meritórias, como praticar actividades libidinosas com suas próprias pessoas ou procurar em suas próprias cabeças quaisquer vestígios de parasitas microscópicos, retirando-os com a ajuda do indicador e do polegar. Com o devido respeito, é claro.

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   06-02-07 - 15:18

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De forma sucinta, o WBloggar é um programa gratuito que permite a escrita, manuseamento, gestão e publicação de blogs de forma remota, ou seja, a partir do próprio computador em que se trabalha. Pode-se escrever um novo post (ou alterar qualquer dos existentes) sem ter de estar on-line e sem necessidade de aceder ao endereço da plataforma onde está alojado o nosso blog; depois, já on-line, basta enviar os novos conteúdos, à distância, por assim dizer; o Wbloggar permite isto, para a maioria se não para todas as plataformas (Blogger, Wordpress, MT, B2, LiveJournal, etc.), mas possibilita ainda um interface de escrita e de gestão muito mais completo do que o específico de qualquer daquelas plataformas.
(Mais indicações num post anterior sobre esta ferramenta.)


Alguns utilizadores do WBloggar ficaram absolutamente “pendurados” quando, recentemente, um ou todos os seus blogs passaram da conta “Old” para a “New Blogger”. Evidentemente, não apenas os dados de acesso mudaram, como também o endereço do “host” Blogger é agora, para os blogs que já migraram, ligeiramente diferente; por isso, deixou de ser possível, com o WBloggar, enviar novos posts ou “ir buscar” os anteriores.

A solução para isto é muito simples: não altere as definições actuais; crie uma nova “conta” no WBloggar.

1. File | Add account | (Yes) Next
2. (Custom) [esta opção está no fim da lista]
3. Account Alias: Novo Blogger [ou qualquer outro nome à escolha] | (assinale ou não o “Ping”)
4. Next | Next [verifique se é de alterar alguma coisa; em princípio, não]
5. Host: www2.blogger.com | Port: 80 [ou outra, verifique; retire a opção https, se assinalada]
6. Next | User: (o endereço de email da sua conta Google) | Password (da sua conta Google) [assinale ou não “save password”]
7. Finish

Se não houver nenhuma mensagem de erro, está de novo com o seu WBloggar “em linha” com a Blogger.com. Para testar a configuração, importe alguns posts ou envie um novo, como teste, o qual a seguir irá apagar remotamente.

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   06-02-07 - 13:23

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Faz hoje um ano que a blogosfera se deu conta da morte de Joana, a autora do blog Semiramis.

Uma mensagem na caixa de comentários ao último post publicado naquele blog dava conta da terrível notícia:

Caros amigos,

A Joana partiu para não mais vai voltar.

Eu era uma das três únicas pessoas que conhecia a sua identidade. Na hora da partida não sei qual a sua vontade em relação ao magnifico blog que mantinha com grande paixão.

Sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo durante os últimos 15 anos. Onde quer que estejas, não te esquecerei.

As nossas homenagens à memória de Joana Semiramis.

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   04-02-07 - 13:32

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XAMPP

Já aqui falámos do WAMP, uma ferramenta “quatro em um” (Windows+Apache+MySQL+PHP) que permite, entre outras coisas, montar, testar, rever localmente - no próprio computador - qualquer tipo de site e, nomeadamente, os escritos em linguagem PHP e que dependam de base-de-dados. Como é o caso do Wordpress, evidentemente.

O XAMPP serve também para o efeito, com as vantagens acessórias, em relação ao WAMP, de necessitar de menos recursos e de ter rotinas de instalação e ferramentas de manuseamento e gestão bastante mais simples. Existem versões do XAMPP não apenas para Windows, como para MAC OS X, Linux e Solaris. O download é curto e a instalação automática, com poucos ou nenhuns requisitos de configuração, havendo ainda uma série de módulos e acessórios opcionais (FTP Server, Perl, etc.).

Com este programa gratuito, pode inclusivamente criar o seu “Wordpress portátil” - por exemplo, numa simples “pen drive”. Com a versão XAMPP Lite para Windows, poderá levar consigo o seu site ou blog para todo o lado, e trabalhar nele quando e onde quiser.

XAMPP painel de controlo

Imagem logótipo de XAMPP: Apache Friends

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   03-02-07 - 18:17

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O meu blog dava um programa de rádio

Rádio Comercial

Programa “O meu blog dava um programa de rádio”.

O blog em destaque nesta semana é o Café Central.

Emissões: Sábado, às 21:00 horas, e Domingo às 23 h.

Sintonia 97.4 (Lisboa)

(outras frequências RC)

(Publicado a posteriori)
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   01-02-07 - 11:51

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—– Original Message —–
From: “Webritmo, Publicidade na Internet Unip. Lda.”comercial@webritmo.com
To: joao.graca@netcabo.pt
Sent: Thursday, February 01, 2007 11:23 AM

Subject: Re: domínio pago e apagado!

Caro Sr. esta conversa é quase toda verdade, faltam algumas palavras a meu favor que o Sr. cortou ..

Mas como o Sr. sabe ou deveria saber.. o Sr. Fez uma gravação ilegal e como tal já enviei o Site para 2 testemunhas e para o Meu advogado….

Por acaso eu pensava que o Sr. era advogado, mas pelos vistos não é… caso contrário não teria feito isto…

Vamos então ver quem tem razão…………………….. e qual brincadeira é que fica mais cara….. Já que diz que eu brinco….

—– Original Message —–
From:
joao.graca@netcabo.pt
To: comercial@webritmo.com
Sent: Sunday, January 28, 2007 10:30 PM
Subject: domínio pago e apagado!

Sr. Carlos Cavaleiro,

A sua “brincadeira” já me custou suficientemente caro. O www.cedilha.com está inacessível, à espera de uma licença que eu paguei e que vc. se “recusa” a libertar (ou lá o que é). Não sei se esta manobra se deve a puro ressaibo seu, por eu ter resolvido mudar de poiso, ou se já terá uma encomenda para “ceder” o cedilha.com.

Seja qual o for o caso, pode vc. ter a certeza absoluta de que tudo farei para reaver aquilo que é meu por direito, e que me foi abusivamente sonegado.

Espero que resolva esta situação - que é inteiramente de sua responsabilidade - ainda durante o decorrer do dia de amanhã, 30 de Janeiro.

João Pedro Graça

Download da gravação AQUI (durante os próximos cinco dias).

Gravação em formato .wma, no Letras Com Garfos

Gravação em .zip, no Bitaites

(Este post foi transcrito do blog alternativo do Apdeites, em 01.02.07)

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   29-01-07 - 12:37

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No dia 18 ou 19 deste mês de Janeiro, recebi uma chamada do proprietário da Empresa Webritmo, onde o domínio www.cedilha.com esteve alojado desde o ano 2004; essa chamada, como aconteceu ao longo de três anos, destinava-se a saber se eu pretenderia renovar o alojamento e a licença do domínio.

Respondi que não, não era para renovar, dada a fraquíssima qualidade dos serviços prestados por aquela Empresa, e que iria transferir o meu domínio para outro “host”.

No dia 20, paguei o alojamento e a licença do domínio à Empresa WebHS.pt, o novo “host” do cedilha.com, transferindo nesse mesmo dia para o novo servidor todos os conteúdos do domínio.

No dia seguinte, 21, solicitei ao “host” anterior que alterasse os “name servers” do mesmo domínio para os endereços que me foram indicados pelo novo “host”.

Um dia depois, a 22, recebi a confirmação da Webritmo de que a propagação do novo endereço físico estava em curso.

No dia 23, caducava (sem que eu soubesse disso, porque nunca me foi comunicado) a licença de utilização do nome de domínio.

A partir do dia 24, tudo parecia normal, à excepção de alguns visitantes do Apdeites me alertarem para o facto de não terem acesso aos conteúdos; além disso, a frequência e a quantidade de visitantes começou a diminuir gradualmente.

A 27, recebi um e-mail da WebHS com as seguintes informações:

Temos a informar que a transferência do domínio cedilha.com falhou devido ao facto de não ter sido aceite pelo administrador actual. Assim, e uma vez que entretanto foi ultrapassada a data de renovação do mesmo - 23 de janeiro de 2007, será necessário que seja renovado com a mesma empresa onde foi registado.

Mais informamos que 60 dias após essa renovação poderemos transferir o seu endereço para a WebHS.

Por fim, no dia 28, o domínio www.cedilha.com “desapareceu” de vez, e com ele não apenas o Apdeites como todos os outros sub-domínios, conteúdos, ficheiros e arquivos; tudo.

Porquê?

Como é possível que alguém tenha o poder de liquidar três anos de trabalho, apenas porque lhe apetece ou seja por que razão for?

Que diabo de país é este, que Empresa, que empresário pode ser tão canalha quanto isto?

(Este post foi transcrito do blog alternativo do Apdeites, em 01.02.07)

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   27-01-07 - 18:56

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O meu blog dava um programa de rádio

Rádio Comercial

Programa “O meu blog dava um programa de rádio”.

O blog em destaque nesta semana é o Mulher-A-Dias.

Emissões: Sábado, às 21:00 horas, e Domingo às 23 h.

Sintonia 97.4 (Lisboa)

(outras frequências RC)

(Publicado a posteriori)
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   07-01-07 - 15:21

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Para que ao menos por uma (e última) vez, algumas consciências mais hesitantes, ou débeis, ou tíbias, não confundam a transcrição de um texto sobre plágio com… plágio, cumpre “explicar” o seguinte: são coisas completamente diferentes. Tão óbvia é a diferença entre utilizar em proveito próprio o trabalho alheio, omitindo, obliterando ou empastelando a(s) fonte(s) utilizada(s), e a utilização de matéria sobre o assunto para fins de promoção, divulgação e constituição de acervo atinente, que resulta redundante qualquer tipo de explicação ou esclarecimento para demarcar essa mesma diferença. Apenas por evidente má fé, presumindo que não se trata da mais pura estupidez, se pode sequer alegar similitudes ou especular sobre a mais ínfima semelhança entre uma coisa e outra.

Pelo interesse de que se reveste, transcreve-se seguidamente, NA ÍNTEGRA, um artigo publicado hoje por Rui Araújo, Provedor dos Leitores do jornal Público.
Os sublinhados são da responsabilidade do Apdeites; os destaques (a “bold”) estão conforme o original.


UMA FORMA DE PLÁGIO
“Embora o assunto que aqui abordo não me pareça ser novo (lembro-me de já ter lido uma crítica idêntica em anteriores cartas ao provedor) dado o lado caricato da situação penso que devo fazer uma breve crítica ou pelo menos comentário.Penso ser do código de conduta de um jornalista a citação das fontes bibliográficas do seu texto. Em especial quando esse texto é quase todo baseado num artigo ou trabalho de outro(s).
Na passada edição da PÚBLICA (22/10/2006) na secção ‘Ciência Louca’ de Clara Barata ‘Em busca do autobronzeador ideal’ percebe-se pela leitura do texto que este teve a sua origem numa tradução de um texto de uma revista anglo-saxónica (estaria tentado a dizer qual mas não o faço).
No entanto, por alguma razão de edição (ou esquecimento da autora…) parece mesmo que é efectuado um ‘copy & paste’ do inglês que depois é traduzido por cima. Um resquício de tal procedimento parece ser evidente na coluna da direita no final do parágrafo ‘Efeitos da UVA’ onde o texto aparece ainda em inglês!!
Admito que dada a natureza da secção ser de âmbito de divulgação, o jornalista pode basear-se noutros trabalhos. Mas deve citá-los e evitar erros grosseiros como o que aconteceu nesta edição”, escreve J. Sérgio Seixas de Melo, de Coimbra.

O texto “Efeitos da UVA” termina da seguinte forma:
“is present more uniformly throughout the day, and throughout the seasons than UVB.”

Pedi um esclarecimento a Dulce Neto, editora da Pública, sobre a parte em inglês.
“Tratou-se de um lamentável lapso de edição”, explicou.
O provedor não diria melhor…

Solicitei, portanto, explicações a Clara Barata, editora da secção “Ciência” e autora do artigo em questão.

“É de facto lamentável que o texto tenha saído assim; não tinha reparado que saiu com um extracto da frase em inglês. Sobrou de um local de onde tirei a informação, obviamente. Não está citado porque consultei vários sítios na Internet, para recolher informação e compará-la. Nem sempre esse trabalho de pesquisa é citável, porque podem ser mais as citações do que o próprio texto, como era o caso dessa caixa. Sei que algumas pessoas gostam de dizer que copiámos tudo e traduzimos, mas fazemos o mesmo que qualquer pessoa que esteja a estudar um determinado tema faz, que é procurar informação, compará-la e trabalhá-la, sobretudo quando se procura fazer passar uma informação útil, como é o caso dessa caixa. As citações são essenciais, mas devem-se fazer quando se utiliza de facto um naco de informação único de precioso para compor o trabalho (por exemplo, podem-se consultar vários jornais e todos reproduzem um mesmo telex, com pequenas afinações; da mesma forma, uma informação de saúde pode ser apresentada em vários “sites”, livros e outras fontes, na íntegra ou com pequenos ajustes, e não se devem citar todos os sítios consultados). Para fazer a caixa, não me lembro que sítios citei, mas sei que andei por vários sítios para coligir informação. O que não devia ter acontecido era sair um extracto em inglês - até porque o texto passou por várias mãos até sair –, isso com toda a certeza…”, respondeu a autora do texto.

As justificações são inaceitáveis.
Clara Barata não se recorda dos sítios que citou na “caixa” porque não mencionou nem um.
E o texto (apesar de a jornalista garantir
sei que andei por vários sítios para coligir informação”) resume-se (à excepção de oito palavras) a uma única fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/Sun_tanning).

Eis a prosa da revista Pública e a da Wikipedia na internet:

“Faz com que os melanócitos libertem melanina que já está produzida.”
causes release of preexisting melanin from the melanocytes

“Faz com que a melanina se combine com oxigénio, o que produz o escurecimento da pele”
causes the melanin to combine with oxygen (oxidize), which creates the actual tan color in the skin

“Parece ser menos cancerígena que a UVB, mas causa melanoma, que é uma forma perigosa de cancro da pele”
seems to cause cancer less than UVB, but causes melanoma, a far more dangerous type of skin cancer than other types

“Não é bloqueada pela maior parte dos protectores solares, mas pode ser travada, em boa parte, pela roupa”
is not blocked by many sunscreens but is blocked to some degree by clothing

“Desencadeia a produção de mais melanina na pele”
triggers creation and secretion of new melanin into the skin

“Causa o crescimento de sinais e algumas formas de cancro da pele (mas não melanoma)”
is thought to cause the formation of moles and some types of skin cancer (but not melanoma)

“Envelhece a pele (menos que a UVA)”
causes skin aging (but at a far slower rate than UVA.)

“Estimula a produção de vitamina D, que é essencial ao organismo e diminui os riscos de outros cancros”
stimulates the production of Vitamin D, which promotes lower rates of disease, and ironically lower rates of skin and other types of cancer

“Queima mais facilmente que a UVA se houver sobreexposição; em pequenas quantidades é benéfica”
is more likely to cause a sunburn than UVA as a result of overexposure, however moderate exposure can be healthy

“Pode ser quase completamente bloqueada pelos protectores solares”
is almost completely blocked by virtually all sunscreens

Os dois textos são, praticamente (sic), idênticos.
Clara Barata não “comparou” nem “trabalhou a informação”, ao contrário do que afirma. Limitou-se a copiar frases na íntegra (na ordem exacta do original) sem inserir aspas e sem indicar a autoria.

A jornalista responde: “E porque haviam de estar colocadas entre aspas essas frases, pergunto eu? Não me lembro de onde tirei os dados da caixa, podem ter vindo em grande parte de um sítio, não faço a mais pequena ideia, mas duvido que seja de algum autor que se sinta espoliado (porque são dados factuais, como já disse várias vezes). E as últimas frases devem estar repetidas em todas as notícias escritas sobre o assunto, mais ou menos da mesma forma, porque são provenientes de um comunicado de imprensa. Quem quiser procurar frases e expressões iguais ou semelhantes a outras em inglês ou português encontrá-las-à muito no PÚBLICO ou até no New York Times”.

O provedor contesta mais uma vez a argumentação.
A jornalista pergunta:
(“E porque haviam de estar colocadas entre aspas essas frases, pergunto eu?”).
A resposta parece óbvia: por causa dos princípios éticos e do próprio Livro de Estilo do PÚBLICO: “A assinatura de um texto deve reflectir de forma rigorosa a sua autoria”.

Acompanhando o exemplo do New York Times mencionado por Clara Barata, também eu cito um caso ocorrido nesse jornal no ano passado: o repórter Jayson Blair foi obrigado a demitir-se (designadamente) por causa do plágio. E esta semana (3/1/2007) uma jornalista do San Antonio Express-News demitiu-se depois de ter sido acusada de reproduzir informação do mesmo sítio na internet (Wikipedia) que Clara Barata, sem identificar a fonte.

Poderá parecer excessivo, mas os leitores precisam de poder confiar no jornal que compram.

O problema, por outro lado, não é um autor sentir-se espoliado. É o princípio. E a argumentação sobre a reprodução de “dados factuais” também não colhe. A Wikipedia só por si não pode ser considerada uma fonte credível…

A jornalista afirma que as últimas frases devem estar repetidas em todas as notícias escritas sobre o assunto”.
Devem estarnão é jornalismo, é um palpite. E, por outro lado, as transgressões alheias não servem de justificação.
O provedor questiona os métodos e o desleixo (publicação de uma frase em inglês).

O artigo principal da jornalista também é questionável, do ponto de vista deontológico: Clara Barata revela as fontes das citações (discurso directo) que reproduz, mas omite outras (as de discurso indirecto!). Copiou literalmente – ou quase – inúmeros parágrafos da New Scientist, sem mencionar a fonte e sem colocar o texto entre aspas.

Exemplos:

“A chave deste novo autobronzeador está num extracto de plantas chamado forskolina que, nas experiências da equipa, protegeu ratinhos sem pêlo de radiação ultravioleta e permitiu-lhes desenvolver um bronzeado natural, estimulando os seus melanócitos (…)”.
“The key chemical, a plant extract called forskolin, protected mice against UV rays and allowed them to develop a natural tan by stimulating pigment-producing cells called melanocytes.”

“A capacidade de se bronzear – (…) – é controlada pela hormona de estimulação dos melanócitos, que se liga a uma proteína que existe no exterior destas células. Esta proteína, que se chama receptor de melanocortina 1, funciona mal em muitas pessoas que têm a pele clara e o cabelo ruivo. É por isso que não se conseguem bronzear, e ainda por cima correm maiores riscos de desenvolver cancro da pele.”
“The ability to tan is largely controlled by a hormone called melanocyte-stimulating hormone, which binds to the melanocortin 1 receptor (MC1R) on the outside of melanocytes. Many people with with red hair and fair skin have a defect in this receptor, meaning they find it almost impossible to tan and are prone to skin cancer”.

“Numa segunda série de experiências os cientistas usaram ratinhos susceptíveis ao cancro, expondo-os ao equivalente a uma a duas horas de Sol na altura do meio-dia solar, diariamente, durante 20 semanas.”
“In a second experiment, a particularly cancer-prone strain of mice, also bred to lack effective MC1Rs, were exposed to the equivalent of 1 to 2 hours of midday Florida sunlight each day for 20 weeks.”
Fonte do texto em inglês: www.newscientist.com/channel/health/mg19125704.100-tan-stimulant-may-bronze-even-the-fairest-skins.html.

O corta e cola (“copy & paste”) extensivo é uma forma de plágio (sobretudo quando as fontes são omitidas). E isso é inadmissível no jornalismo.
O Livro de Estilo é peremptório
: “O PÚBLICO considera o plágio uma conduta absolutamente inaceitável. Todas as informações recolhidas em qualquer documento ou noutros órgãos de comunicação devem ser sempre devidamente atribuídas”.

Serge Halimi, jornalista do Le Monde Diplomatique, chegou a alertar os leitores para estas práticas, denunciando, do mesmo modo, a indulgência e a conivência generalizadas: R