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10.02.07
Apdeites V2

Arquivado em diversos às 17:52 por JPG

O Apdeites mudou.

Link ao Apdeites V2

A nova versão Apdeites V2 está já disponível em http://apdeites2.cedilha.net, com cinco interfaces diferentes. Assim, cada visitante pode escolher o visual que mais lhe agrada ou que acha mais “manuseável”. Além disso, a arrumação de posts inclui novas categorias e foram integradas diversas ferramentas em todas as páginas, entre outras novidades.

Esta reestruturação implica a eliminação de algumas páginas do “antigo” Apdeites, que se conservará, no entanto, neste endereço e em paralelo, ainda durante uns tempos..

Agradecemos que os nossos visitantes actualizem os seus links ao Apdeites para o endereço

Caso ainda se note, nesta fase de transição, alguma discrepância de conteúdos, dead links ou qualquer outra espécie de erro, agradecemos nos façam chegar essas notas por e-mail.


09.02.07
Alegadamente outros: a solução final

Arquivado em diversos, segurança às 13:57 por JPG


FCCN: Portugal terá site para denunciar conteúdos ilegais

Portugal vai ter a partir de Maio um site especializado na segurança online onde se poderá fazer denúncias sobre conteúdos ilegais na Internet, disse esta terça-feira à Lusa um responsável da Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN).
No site a ser criado, «jovens e adultos vão poder denunciar conteúdos pedófilos, de violência extrema ou xenófobos, e outros que alegadamente constituam crimes públicos», disse à agência Lusa Lino Santos, da direcção técnica da FCCN.

Segundo o especialista, a medida está integrada no programa europeu «Safer Internet Plus» e ainda aguarda avaliação da Comissão Europeia.

No entanto, «deve ser aprovada até o fim deste mês» e vai ser fundamental para «iniciar e facilitar a investigação criminal, melhorar o tempo de reacção das autoridades, assim como encurtar as distâncias a nível europeu».

«As denúncias feitas no site vão primeiro ser tratadas junto de operadores especializados - que farão uma primeira triagem - para verificar se realmente se trata de conteúdos ilegais e determinar a origem do conteúdo», adiantou o especialista.

«Se os conteúdos ilegais forem portugueses, a denúncia será comunicada de imediato às autoridades nacionais. Se os conteúdos forem oriundos, por exemplo, de um servidor na Alemanha, a hotline portuguesa [que está ligada à rede europeia] contacta a rede alemã para que esta faça a denúncia às autoridades daquele país», acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, Luís Magalhães, presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), outra entidade envolvida no projecto, disse que a hotline será «fundamental para detectar conteúdos ilícitos na Internet e garantir uma maior segurança dos utilizadores».
(…)
Diário Digital, 06.02.07

A notícia diz tudo: diz que os conteúdos podem ser “alegadamente” classificados e diz que os crimes podem ser “outros”. Conclui-se, portanto, que as diversas organizações policiais que operam no espaço cibernético não estão a cumprir o seu papel, as suas obrigações, e que, assim sendo, há necessidade de criar uma espécie de agência central de delação.

O parágrafo anterior, por exemplo, estando frontalmente contra a criação de tal organismo, contra os fundamentos que o orientam e contra o espírito a ele inerentes, poderá sem qualquer esforço vir a ser considerado, enquanto “conteúdo”, como uma opinião “de violência extrema”; ou poderá ainda suceder, por exemplo, que determinados “jovens” descubram - neste artigo de opinião como em qualquer outro - algo que a eles, “jovens”, pareça ou lhes cheire ser “crime público”; vai daí, toca a efectivamente denunciar aquilo que alegadamente lhes parece ser ou lhes cheira a qualquer coisa de “outros”.

Se isto não é grave, gravíssimo, se não estamos agora mesmo na iminência da liquidação total da liberdade de expressão na Internet, então, isto consumado, nada mais poderá alguma vez pôr em causa esse bem maior.

Existe controlo policial e institucional sobre os conteúdos no ciberespaço, e o poder judicial é exercido sobre os seus autores, mentores ou executores, de acordo com as leis nacionais e internacionais vigentes. Todos os crimes tipificados como tal são legalmente perseguidos e puníveis, neste meio virtual como em qualquer outro da vida quotidiana. Mas esta nova agência central de delação, com o alto patrocínio, em Portugal, de uma entidade ligada ao Ensino, vem criar um precedente absolutamente novo e evidentemente perigoso: a denúncia por motivos “alegadamente” “outros”. Conceitos nos quais passará a caber tudo, sem qualquer restrição, filtragem ou coerência. Institucionalizada a suspeição enquanto método e enquanto poder, demitidas por redundância as organizações legais das suas funções, apeada a Lei do seu estatuto de eficácia e destruído o seu espírito cívico e regulador, pouco ou nada restará em termos de direitos, liberdades e garantias. Bastará então que a alguém, seja por que motivo for, ocorra uma qualquer suspeita, ou que refira um conteúdo que “alegadamente” qualquer coisa, para que - no mínimo - esse conteúdo seja “triado”, em busca de qualquer ilegalidade, e que seja determinada “a sua origem”. Ou seja, aquilo que antes era da competência de profissionais formados para o efeito, e cuja actuação era legitimada, regulada e supervisionada por órgãos superiores, também eles legítimos, passa agora para a esfera da simples denúncia - presume-se que mesmo anónima - e para a “competência” de qualquer um.

Note-se que, por fastidioso que pareça referir tal evidência, não consta que até hoje fosse proibido ou houvesse algum impedimento a que os cidadãos, “jovens e adultos”, se queixassem junto das entidades competentes quanto a quaisquer situações que lhes parecessem de carácter criminal. Verificada a fundamentação da queixa, as autoridades actuavam. Não havia crimes “outros”, mas apenas aqueles que a Lei determinava.

Esta novel central de informações, felizmente ainda não avaliada pela Comissão Europeia, pretende substituir-se à autoridade do Estado e subverter o Poder Judicial, deixando simplesmente que ambas as coisas caiam na rua. Por exemplo, estando alguém, neste momento e num computador qualquer, passando a pente fino aquilo que aqui se diz. Pode perfeitamente suceder que esse alguém encontre aqui uma qualquer coisinha de “alegadamente” ilegal ou que possa não ser um crime dos mais comuns mas, quem sabe, algo de “outros”.

A sociedade da informação, a aldeia global, dará assim lugar a uma sociedade altamente vigiada, um campo de concentração global.

Imagem: réptil anfíbio anuro Bufo bufo, original de RSPB.
Conhecimento do assunto via blog Fractura.


07.02.07
Juiz em causa imprópria

Arquivado em diversos, blogs às 14:38 por apdeites

Segundo noticiam hoje diversos jornais, e como se pode também ler no Diário Digital, um Juiz de Direito foi suspenso preventivamente das suas funções, aliás na sequência de um processo disciplinar que lhe foi concomitantemente instaurado, por ser o autor de um blog que “contém linguagem considerada como imprópria e obscena”.

Dando de barato, pelo menos para já, qual foi a instância judicial ou de quem partiu nominalmente a ordem de suspensão, e sem entrar em considerações de cariz terminológico sobre a matéria de facto que deu origem à suspensão de funções e à instauração do processo, o Apdeites procedeu a uma operação de pesquisa dos conteúdos do blog Aqui e Agora, da autoria do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Hélder Fráguas; tentámos, por conseguinte, identificar ou isolar alguns termos ou expressões que sejam passíveis de classificação, segundo o senso comum e corrente, como “linguagem obscena”; quanto à outra categoria ou nível, isto é, quanto à linguagem que possa ser considerada como “imprópria”, abstivemo-nos de sequer tentar localizar uma só palavra ou expressão que fosse, pelo simples facto de essa classificação ser absolutamente relativa e subjectiva, dependendo em exclusivo de quem assim a considera, porque a considera como tal, em que circunstâncias e quando.

Portanto, apenas no vastíssimo campo daquela linguagem que pode eventualmente ser considerada por alguém como “obscena”, pesquisámos os últimos 20 “posts” daquele blog. Os resultados foram, de facto, surpreendentes.

Encontrámos, por diversas vezes, palavras (de diversos enquadramentos, em tipo, género e número) como “deputados”, “computador”, “reputado”, “reputação”, “reputar”, etc.; aquilo que detectámos de mais parecido com o que a acusação de obscenidade faria supor, foi o substantivo “disputa” e o respectivo verbo “disputar”. Mas ainda assim, convenhamos, seria necessária muita ginástica mental para conseguir ler a designação em calão de “prostituta”, naquelas palavras que desgraçadamente utilizam aquele étimo como seu núcleo ou parte constituinte.

Na mesma senda de espiolhamento sistemático, tentámos localizar algo parecido com a palavra mais comummente utilizada no Português corrente, aquela que designa em apenas cinco letras as diversas formas de apresentação da matéria fecal, mas, nem assim, nada feito, não detectámos tal palavra uma única vez; o mais parecido com que topámos, em todos os textos, foi o antepositivo “mer”, como em “mero/a” ou em “meramente”, por exemplo. Da dita substância em si, nem rasto enquanto palavra “obscena”.

Numa terceira tentativa, já de certa forma em desespero de causa e fartos até à raiz dos cabelos de andar à procura de algo que lá não se encontra, verificámos se porventura não haveria nada parecido com “parir”, ou “pariu”, ou assim; mas não; nem isso; o mais parecido que lá está é “Paris Match”, mas supomos que a designação dessa venerável revista francesa não possa ser tida em conta como, propriamente, “linguagem obscena”.

Também quanto às (pouquíssimas) imagens que ilustram e abrilhantam o blog em causa, pouco ou nada haverá a dizer, na mesma perspectiva: assim de repente, há lá uma gravura de Amadeo de Souza-Cardoso que, realmente, algumas almas mais insensíveis poderão considerar como, por exemplo, particularmente feio, mas ainda assim seria necessário esticar muito a corda para ver aquele quadro do pintor como uma coisa “obscena” ou sequer “imprópria”, enquanto linguagem pictórica.

Nesta conformidade, e presumindo que aos autores da suspensão e do processo disciplinar movidos contra o referido Doutor Juiz não ocorrerá sequer a sorte de nomes que alguns lhes estarão chamando neste momento, o Apdeites está em condições de garantir que os conteúdos do blog Aqui e Agora não possuem quaisquer conteúdos menos recomendáveis, e muito menos ainda em se tratando de apuro e aprumo na linguagem - de primeira água, podemos asseverar.

Sugerimos, portanto, ao ou aos autores de tão graves acusações, e mentores de tão gravosas medidas, contra tão insuspeita pessoa, que enfiem o instrumento de cordas no saco e que se entretenham de uma vez por todas em actividades mais meritórias, como praticar actividades libidinosas com suas próprias pessoas ou procurar em suas próprias cabeças quaisquer vestígios de parasitas microscópicos, retirando-os com a ajuda do indicador e do polegar. Com o devido respeito, é claro.


01.02.07
Vamos a isso!

Arquivado em diversos às 11:51 por apdeites

—– Original Message —–
From: “Webritmo, Publicidade na Internet Unip. Lda.”comercial@webritmo.com
To: joao.graca@netcabo.pt
Sent: Thursday, February 01, 2007 11:23 AM

Subject: Re: domínio pago e apagado!

Caro Sr. esta conversa é quase toda verdade, faltam algumas palavras a meu favor que o Sr. cortou ..

Mas como o Sr. sabe ou deveria saber.. o Sr. Fez uma gravação ilegal e como tal já enviei o Site para 2 testemunhas e para o Meu advogado….

Por acaso eu pensava que o Sr. era advogado, mas pelos vistos não é… caso contrário não teria feito isto…

Vamos então ver quem tem razão…………………….. e qual brincadeira é que fica mais cara….. Já que diz que eu brinco….

—– Original Message —–
From:
joao.graca@netcabo.pt
To: comercial@webritmo.com
Sent: Sunday, January 28, 2007 10:30 PM
Subject: domínio pago e apagado!

Sr. Carlos Cavaleiro,

A sua “brincadeira” já me custou suficientemente caro. O www.cedilha.com está inacessível, à espera de uma licença que eu paguei e que vc. se “recusa” a libertar (ou lá o que é). Não sei se esta manobra se deve a puro ressaibo seu, por eu ter resolvido mudar de poiso, ou se já terá uma encomenda para “ceder” o cedilha.com.

Seja qual o for o caso, pode vc. ter a certeza absoluta de que tudo farei para reaver aquilo que é meu por direito, e que me foi abusivamente sonegado.

Espero que resolva esta situação - que é inteiramente de sua responsabilidade - ainda durante o decorrer do dia de amanhã, 30 de Janeiro.

João Pedro Graça

Download da gravação AQUI (durante os próximos cinco dias).

Gravação em formato .wma, no Letras Com Garfos

Gravação em .zip, no Bitaites

(Este post foi transcrito do blog alternativo do Apdeites, em 01.02.07)


29.01.07
Apdeites “inop”, www.cedilha.com inacessível. Porquê?

Arquivado em diversos, sistemas, segurança às 12:37 por apdeites

No dia 18 ou 19 deste mês de Janeiro, recebi uma chamada do proprietário da Empresa Webritmo, onde o domínio www.cedilha.com esteve alojado desde o ano 2004; essa chamada, como aconteceu ao longo de três anos, destinava-se a saber se eu pretenderia renovar o alojamento e a licença do domínio.

Respondi que não, não era para renovar, dada a fraquíssima qualidade dos serviços prestados por aquela Empresa, e que iria transferir o meu domínio para outro “host”.

No dia 20, paguei o alojamento e a licença do domínio à Empresa WebHS.pt, o novo “host” do cedilha.com, transferindo nesse mesmo dia para o novo servidor todos os conteúdos do domínio.

No dia seguinte, 21, solicitei ao “host” anterior que alterasse os “name servers” do mesmo domínio para os endereços que me foram indicados pelo novo “host”.

Um dia depois, a 22, recebi a confirmação da Webritmo de que a propagação do novo endereço físico estava em curso.

No dia 23, caducava (sem que eu soubesse disso, porque nunca me foi comunicado) a licença de utilização do nome de domínio.

A partir do dia 24, tudo parecia normal, à excepção de alguns visitantes do Apdeites me alertarem para o facto de não terem acesso aos conteúdos; além disso, a frequência e a quantidade de visitantes começou a diminuir gradualmente.

A 27, recebi um e-mail da WebHS com as seguintes informações:

Temos a informar que a transferência do domínio cedilha.com falhou devido ao facto de não ter sido aceite pelo administrador actual. Assim, e uma vez que entretanto foi ultrapassada a data de renovação do mesmo - 23 de janeiro de 2007, será necessário que seja renovado com a mesma empresa onde foi registado.

Mais informamos que 60 dias após essa renovação poderemos transferir o seu endereço para a WebHS.

Por fim, no dia 28, o domínio www.cedilha.com “desapareceu” de vez, e com ele não apenas o Apdeites como todos os outros sub-domínios, conteúdos, ficheiros e arquivos; tudo.

Porquê?

Como é possível que alguém tenha o poder de liquidar três anos de trabalho, apenas porque lhe apetece ou seja por que razão for?

Que diabo de país é este, que Empresa, que empresário pode ser tão canalha quanto isto?

(Este post foi transcrito do blog alternativo do Apdeites, em 01.02.07)


25.01.07
Ganhar uns trocos na Web? Não se metam nisso!

Arquivado em diversos, blogs, dicas às 11:15 por JPG

Há coisa de dois meses, foi aqui publicado um texto sobre o ReviewMe - resenhas ou apreciações pagas à peça - que explicava todo o sistema, aparentemente simples e inovador; nesse artigo, ficou em suspenso o respectivo pagamento, por parte daquela Empresa virtual, e haveria apenas que esperar até que o chequezinho chegasse; quando isto aconteceu, sem falta, uns dias depois, foi acrescentada uma nota de rodapé ao mesmo post, dizendo que sim senhor, cá tinham chegado os trinta dólares da ordem.

Erro. Enorme. Quer dizer, o cheque chegou, de facto, perfeitamente em regra, a valer USD $30. Pois, vale de facto mas… nos Estados Unidos da América do Norte!

Em Portugal, um cheque recebido dos USA não pode ser cambiado directamente, em qualquer banco; tem de ser depositado na conta do “beneficiário” identificado nesse cheque. Acontece que a “comissão” que os bancos portugueses cobram pelo depósito de cada cheque provindo dos Estados Unidos é uma verdadeira enormidade: 20 € mais Imposto de Selo mais taxa de “Não Sei Quê”; ou seja, para depositar os trinta dólares recebidos da ReviewMe, seria creditada na minha conta a fabulosa quantia de 8 dólares e qualquer coisa; um valor a rondar os 7 euros. Ainda aqui tenho o chequezinho, para recordação, verdadeiro souvenir desta experiência surrealista que é viver em Portugal.

Com um outro cheque, recebido da Alemanha (em Euros, portanto), sucedeu algo ainda mais cómico, se não fosse deprimente. Tratava-se de uma comissão devida pela venda on-line de determinado software, e veio sob a forma de Travelex (”worldwide money”); ou seja, 24.75 € em forma de travellers check que, mais uma vez, levei ao Banco para depositar. Surpresa: a comissão (mais alcavalas) excedia o valor do depósito; logo, teria de pagar cerca de um euro para depositar o papel, e seria creditado em ZERO Euros! Mais um chequezinho para a colecção. Se alguém for coleccionador de cheques, é favor avisar, ou se tiver algum para troca, talvez seja esta a maneira de iniciar uma originalíssima colecção, parecida com as de cromos, produzida e realizada por verdadeiros cromos, mas que não é de cromos.

Isto não é brincadeira, nem partida de 1 de Abril, que ainda vem longe. Quem estiver à espera de receber pagamentos pelos anúncios que tem no site ou no blog, por exemplo da AdSense(*), bem pode tirar o cavalinho da chuva, como se costuma dizer. A não ser que vá viajar para a América em breve, ou que tenha lá família ou amigos, essas quantias serão imediatamente devoradas pelos custos do depósito em qualquer Banco português. Atenção, repita-se: as comissões são cobradas por cheque, independentemente do seu valor; ou seja, só valerá a pena a deslocação à agência se o valor do cheque for superior a, digamos, 50 ou mesmo 100 dólares (ou Euros); e. mesmo assim, é garantido que uma boa fatia fica ali mesmo, abarbatada pelo Banco.

No que diz respeito ao Apdeites, e assim em jeito de medida drástica, a primeira coisa a fazer, no imediato, será retirar toda a publicidade das páginas. Não apenas pagam miseravelmente (e aos bochechos), a AdSense, a CoffeeCup, a Panda Software, a Bravenet e outros, como a maior parte do dinheiro - se não a totalidade - serviria apenas para encher de migalhas uns cofres-fortes quaisquer.

P.S.: já agora, uma dúvida inocente: será que as empresas virtuais não sabem disto? Não saberão elas que grande parte dos cheques nunca será descontada? Ou seja, que bem podem endossar milhares ou mesmo milhões de dólares, distribuídos por cheques de valor microscópico, tendo a certeza prévia de que essas quantias nunca lhes serão sacadas? Não será isto um excelente esquema, exclusivamente assente na ingenuidade e na credulidade dos internautas?

(*) Claro que, no caso da AdSense, se os valores forem elevados e/ou se os pagamentos forem efectuados por transferência bancária (em qualquer caso), esta questão não se põe. Este artigo refere-se a pagamentos de pequenas quantias através de cheque.


23.01.07
MSP: advogado on-line

Arquivado em diversos às 18:40 por JPG



Alertados por uma “local” do Diário de Notícias de ontem, decidimos investigar se os factos correspondiam em rigor ao noticiado, por um lado, e o que haveria a objectar aos serviços prestados no site em questão, por outro. Realmente, e citando de memória, certo causídico alegava, naquele artigo de imprensa, que a prestação de serviços jurídicos através da Internet seria o mesmo que “alguém consultar um médico por telefone”. Ou coisa que o valha. E que uma “consulta” on-line pela módica quantia de 20 euros era qualquer coisa como “um absurdo”, ou coisa que o valha novamente.

Fomos ver. Realmente, a MSP é uma firma de advogados inscritos na respectiva Ordem que, através de um site perfeitamente legal, presta aconselhamento jurídico a quem dele necessitar - abrangendo a maioria ou as mais comuns das áreas do Direito - e se dispuser a pagar os tais 20 €, nada mais, nada menos, por consulta virtual.

Presume-se, pois, que a corporação dos advogados, se é que tal coisa existe na prática, se sente incomodada pelo facto de o aconselhamento jurídico (a putativa actividade profissional central de qualquer advogado) poder ser prestado de forma rápida, prática e financeiramente acessível para o cidadão comum, seja algo de menosprezável ou de alguma forma negativo. Sinceramente, se nos é permitida a opinião, e mesmo sem experiência própria ou conhecimento de causa efectivo, a ideia daquele grupo de advogados parece meritória a todos os títulos.

Se o preço das consultas virtuais parece “escandalosamente” baixo, talvez seja porque os honorários dos advogados, no sistema presencial, são escandalosamente altos. Se este sistema virtual pode, de alguma forma, transformar o direito à justiça num bem comum, para todos, e não num bem de luxo, só para alguns, então estamos todos de parabéns: os promotores da iniciativa, porque finalmente rompem com o sistema de “todos iguais perante a lei”, desde que tenham dinheiro para pagar essa “igualdade”, e o cidadão comum de mais fracas posses, que passa assim a poder usufruir de um módico de aconselhamento legal sem que para isso seja obrigado a ganhar o totoloto ou a que lhe morra de repente uma qualquer tia podre de rica.

Percebe-se, contudo, a preocupação da classe em que as novas tecnologias possam, quem sabe, um dia já não muito distante, vir a dar-lhes cabo daquele negócio que ainda há não muito tempo era o direito… ao Direito.


WebHS: portuguese web hosting

Arquivado em diversos às 17:42 por JPG



O Apdeites está agora em nova casa. E esta é, sim, uma casa portuguesa, com certeza.

As vantagens imediatas desta mudança são enormes, patentes, tão óbvias que, como muito acertadamente diz a nossa juventude, “até chateia”.

Para nós, porque pagamos metade do que pagávamos antes pelo alojamento do domínio www.cedilha.com, e temos mais 50 Mb disponíveis, além dos 200 Mb do plano base. Além disso, dispomos agora de assistência técnica verdadeiramente 365/24/7 (ou seja, sempre), atendimento telefónico personalizado e competente, e ainda uma página de controlo e comunicações, no website do host, ferramenta de gestão do site que viabiliza qualquer espécie de assistência ou de alternativa de comunicação. Outra vantagem significativa, se não decisiva, é que não temos agora qualquer limite de tráfego (bandwidth), quando antes estávamos limitados a 5 Gb mensais.

Para os nossos visitantes, porque os acessos a qualquer das nossas páginas passam a contar como tráfego nacional e não internacional, como sucedia no host anterior. Depois, porque a velocidade de acesso é bastante superior e, finalmente, porque os “tempos mortos” (suspensões do serviço) são, pelo que se pode aferir dos dados disponíveis, muito inferiores àquilo que antes sucedia… ou praticamente nulos, presumivelmente.

Esta “publicidade” ao nosso novo serviço de alojamento, português e profissional, é inteiramente voluntária e resulta de um facto apenas: o tremendo alívio que representa sabermos que estamos agora em boas mãos. Sem qualquer favor. Pelo contrário, com os nossos mais sinceros agradecimentos por todo o apoio prestado pela equipa WebHS.

Agradecimentos extensíveis ao colega Bitaites, que nos indicou e recomendou este novo “poiso”.


19.01.07
Ano novo… coiso

Arquivado em diversos às 21:33 por JPG

O Apdeites, seguindo o avisado e não deliberado conselho do colega Bitaites, está em mudanças. Não se trata de mudanças cosméticas, mas de mudanças mesmo, com armas e bagagens, para outro local e para outro “host” (webhs.pt).

Se, nos próximos dias, ocorrerem algumas perturbações no serviço, é natural, estas coisas são assim mesmo. Esperamos ter tudo a funcionar “nos trinques” o mais depressa que for possível, digamos, por exemplo, dentro de uma semanita… no máximo. Talvez se arranje a coisa até à próxima 2ª Feira, a ver vamos.

Entretanto, algumas “fichas” já começaram a ser “desligadas” no alojamento antigo.

Qualquer assunto, é usar o e-mail. Se houver alguma chatice imprevista, está disponível o nosso blog alternativo, que é para isso mesmo que serve.

Update em 23.01.07, 17:00 h
Tudo ok. Quer dizer, faltarão talvez umas correcções, nada de importante, e tudo estará perfeitamente funcional.

Agradecimentos a Miguel Costa, da WebHS, pela preciosa, competente, eficientíssima ajuda no processo de transferência do domínio.


O massacre dos inocentes

Arquivado em diversos às 19:05 por JPG


Este “clip” não é recomendável para pessoas mais impressionáveis, em geral, ou para admiradores de tudo aquilo que diz respeito ao Japão (ou de golfinhos), em particular. Como, de resto, é o meu caso. Desgraçadamente.

Fontes
Glumbert
YouTube

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