Este Miguel Sousa Tavares não tem um pingo de vergonha naquele trombil!!! A
querer plagiar a minha idéia de plagiar. Como se o anormalão mal-disposto
fosse capaz de atingir o meu nível... Não me faltava mais nada... Já tenho
o período e a minha irmã, e ainda tinha de aturar este azeiteiro. Ora favas
para ele!
Sou melhor que o MST eh eh eh!!!eu pilho plagio tudo mais que me dá na real
gana insulto o madail o socrates e ninguem me chateia!! sou o maior o
verdadeiro e original trapaceiro
10:42 AM
Anonymous said...
Só não vê o plágio quem é cego. Infelizmente, ainda não há blogues em
braille, pobre batatinha...
12:49 PM
miguel
horta said...
O Batatix tem razão: Não é plágio, é... tradução!
3:07 PM
Anonymous said...
De facto, somos um país de brandos costumes... Fica a ansiedade de se saber
o que irá dizer o "insigne autor" e, mais do que isso, o que irão dizer os -
esses, sim - autores da obra que, pelos vistos, serviu de "inspiração" para um
imenso sucesso de vendas.
6:09 AM
Anonymous said...
De facto, somos um país de brandos costumes... Que dirá o "insigne autor",
protagonista de um inédito sucesso de vendas e encaixe financeiro? E o que
dirão, já agora, os autores responsáveis por tal momento de inspiração? E como
é que poderemos imaginar a "capacidade de trabalho" de MST, que nunca foi
muito dado ao esforço de produzir em grande escala..?
6:16 AM
Anonymous said...
Onde é que esta o plagio? Um esta em portugues e outro em inglês (?)
eheheheh.
7:32 AM
Anonymous said...
Eh pá! Isto é sério! Este canalha é do pior! Que filho da puta mais
aldrabão! Mas por que é que os jornais não pegam nisto? Por medo?
Se calhar o rapaz está cheio de boas intenções e apenas segue a máxima do
Lavoisier "Nada se perde, tudo se transforma". Repararam nas aspas? estou a
citar, não estou a copiar! Se clahar foi uma gralha e o MST tinha aspas do
início...ao fim!!!
... Não estou em mim, acreditem, depois do que acabei de ler! Mesmo assim
ainda dou o benefício da dúvida ao Miguel, mas só até ele vir a lume...
esclarecer o que parece estar esclarecido...
4:29 AM
bicho
said...
" E esta, hein?" - Fernando Pessa Não é minha, é do Pessa! eheheheheh
Abaixo o plágio.
Os factos são os seguintes. Em 1975, Lapierre e Collins publicam em
Paris o livro «Cette nuit la Liberté» (Esta noite a Igualdade). Em 2003,
Sousa Tavares publica em Portugal o livro «Equador» (Equador). O perfil dos
protagonistas dos dois livros é semelhante, apesar de terem nacionalidades
perfeitamente distintas. Um foi para a Índia e outro para São
Tomé. Acontece que alguns parágrafos das duas obras também são praticamente
iguais. A única coisa que está aqui em causa é saber se, em 1975, Lapierre
e Collins podiam razoavelmente prever que, em 2003, Sousa Tavares, ia ter a
mesma ideia e usar as mesmas expressões constantes no «Cette nuit la Liberté»
(Esta noite a Igualdade). Se podiam prever, a conclusão é óbvia: Lapierre e
Collins deviam ter incluido na bibliografia consultada, uma referência ao
futuro «Equador» (2003). Não o fizeram. Se não podiam prever, a
conclusão é igualmente óbvia: Lapierre e Collins não podem ser acusados de
não terem citado o futuro «Equador» (2003) na bibliografia consultada.
Como eu tinha previsto.
Ja contactou o Dominique Lapierre e o Larry Collins?
5:26 AM
Parvo
Coelho said...
O que está aqui verdadeiramente em causa, sem o estar, é o processo de
génese criativa. Quem gerou, e quando gerou, o primeiro estado de alma
conducente a uma ideia palpável e dízivel pela escrita. Se é que gerou e não
foi gerado. O resto não importa para o caso. A Liberdade mede-se por isso
mesmo, por podermos ter exactamente os mesmos processos criativos intervalados
por 28 anos de diferença. O plágio não existe quando a intenção não é plagiar
mas, apenas e tão só, apresentarmos como nossa uma ideia que, por acaso,
outros tiveram antes de nós, e da qual podemos até ter uma vaga ideia.
5:27 AM
Manuela
Henriques said...
Estou em estado de choque. Tenho os dois livros em questão e estive a
confirmar, tim tim por tim tim todas as «semelhanças» descritas. Infelizmente,
há mais. Admirava o Miguel Sousa Tavares, sempre o tive na conta de uma
pessoa séria e recta, cheia de principios. Isto foi a pior bofetada que
ele nos podia ter dado. Que profunda desilusão!!! Como é possível?!? Espero
que ele tenha uma boa explicação para as «semelhanças», mas eu já nem a quero
ouvir. O «Equador» foi ontem para o lixo. Guardei «Esta Noite a Liberdade» --
o original.
5:42 AM
jornalistasemmedo said...
boa tarde a todos Para provar que os jornalistas não têm medo destes
temas, aqui venho eu, à procura de alguém que me dê mais pistas sobre este
caso (q tal o ppo autor do blog?) Sou jornalista do 24horas e estou a fazer
esta estória, m nem o livro "Freedom at Midnight" consigo encontrar, já que
está esgotado!! Agradeço toda a ajuda possível: 213306432 Obrigada!
Muito agradecido pelo despertar. Vamos lá à investigação, então!
6:30 AM
Anonymous said...
Tradução? Que eu saiba as várias traduçoes que são feitas, continuam a
aparecer com o nome do Autor/Escritor original.
Se assim for começamos
a ter por aí escritores (errr, tradutores) que é uma maravilha.
Que tal
traduzir o proximo Romance de Dan Brown? Será que fico rico? Ou mesmo o
próximo livro do Harry Potter...
Será que é uma profissão a
considerar??? A ver por este exemplo, hummmm... ...acho que vou começar a
vasculhar livros ingleses para os traduzir.
6:41 AM
Pedro
Faria said...
Que vergonha. Espero que o MST venha a público explicar-se. Parágrafos
completamente iguais!?!
6:53 AM
Anonymous said...
E a minha mulher que diz que o equador foi um dos melhores romances que leu
até agora! O que ela não sabe é quem são os verdadeiros autores dessa
maravilhosa "obra-prima".
Se é assim tão notório, porque é que incluiu o
livro plagiado na ficha da bibliografia ?
São só estes casos, ou são
muitas dezenas ou centenas ?
Se forem só estes pode ser uma mera
brincadeira. Não é invulgar, às vezes até são pequenas homenagens a
determinado autor, da literatura à musica há casos desses.
7:14 AM
Anonymous said...
ja li o 'cette nuit la liberté' há demasiado tempo para recordar assim os
eventuais plágios... talvez...
agora, duma coisa não tenho dúvida
alguma, isto insere-se numa estratégia para demolir um homem (MST) que pese
embora a bizarria de algumas opiniões (i.e. FCP, Algarve e/ou touros de morte)
continua a ser extraordinariamente incómodo para os poderes e interesses
estabelecidos!
7:19 AM
Anonymous said...
Boa tarde,
Gostaria de contactar o autor deste post para
eventualmente escrever uma notícia sobre o
assunto.
cumprimentos,
mposser@expresso.pt
7:39 AM
Manuel
P.Andrade said...
Agradecia que o autor do post me contactasse pois sou jornalista e posso
escrever sobre este assunto
mposser@expresso.pt
7:43 AM
LR
said...
A bem da verdade, o primeiro parágrafo citado é escandalosamente igual ao
original; mas os restantes apenas denotam chupismo de informação...
8:29 AM
Anonymous said...
quem se sente enganado, roubado, piratiado que recorre à Justiça. O
próprio só tem de esperar que os acusadores provém as suas insinuações.
9:28 AM
Anonymous said...
pois, não defenderei nem acusarei, apenas considero que é preciso provar
estas acusações. CAbe a quem acusa encontrar provas e levar o dito perante a
Justiça. Não nos precipitemos
9:32 AM
Carlos
Miguel Matias - Seixal said...
Como é possível ainda haver gente aqui a dizer que só com provas? As provas
estão aí. A menos que tudo isto seja forjado e que aquelas frases em inglês
não existam de facto no livro referido. Se assim não for, não preciso de mais
provas. O homem copiou pura e simplesmente e ponto final.
É por isso k eu admiro pessoas como o José Rodrigues dos Santos... já
alguém comprou o seu novo livro? Para kem não sabe o nome do livro é "A
Fórmula de Dan Brown" é muito bom!! eu recomendo.
10:15 AM
Anonymous said...
Embora me sinta profundamente desiludido, afinal MST era a ùltima pessoa de
quem esperava semelhante coisa,penso que se está a axagerar afinal o livro tem
quase 500 páginas, e estamos a falar de meia duzia de frases.Mas claro que
anseio por uma explicação.Paredes de Coura
10:44 AM
caracatu
said...
ora aí está uma boa razão para se aprender Inglês, se não também Francês e
Espanhol, onde se encontram bons autores
mas nem assim me venham com
coisa de facilidades, que quem não lê não conhece, não sabe, não traduz nem
bem nem mal, não transpõe e plagia, logo, não cria arte, não é artista nem dá
a conhecer nem vende nem faz dinheiro, pobre e desconhecido, ainda que honesto
homem de uma só cara...
pò raio c'os ditos valores que não dão lucro
11:07 AM
Anonymous said...
Li os dois livros e, de facto, há muitas semelhanças na construção inicial.
Os cenários são diferentes (excepto a Índia, metida um bocado a martelo no
Equador), mas os erros históricos das primeiras edições de Equador levam-me a
pensar que MST estaria tão influenciado pelo livro de L e C que se visualizou
40 anos depois dos acontecimentos do livro que estava a escrever. E assim se
explicaria muita asneira anacrónica que poderia ter sido evitada. Um assunto a
merecer a atenção dos estudiosos dos livros, em vez de se preocuparem com
coisas sem valor.
Carlos Matias
11:08 AM
Anonymous said...
Já que estamos numa de copy/paste tirei esta do J.P. George que tem um blog
chamado esplanar...
“... o problema central do livro está na
escrita, a qual se presta grandes reparos e deixa muito a desejar. Quero
dizer: pobreza do vocabulário, limitados recursos expressivos, estilo sem
matizes, descuidado, repetitivo. O suficiente para vulgarizar um livro.
Feri-lo de morte. Desde logo, há qualquer coisa de errado quando um escritor
utiliza, amiúde, as mesmas fórmulas: “a leitura sonolenta do Mundo, o seu
jornal de todos os dias (p. 11); “a sua pacata e habitual vida de todos os
dias” (p. 15); “tentando adivinhar como era a sua vida de todos os dias” (p.
44); “os rituais de todos os dias” (p. 86). Ou ainda: “regressara à sua Lisboa
de sempre” (p. 12); “almoçava invariavelmente no seu clube de sempre, no
Chiado” (p. 14); “João Forjaz, um dos membros do grupo das quintas-feiras e
seu amigo de sempre” (p. 18); “mal tinha acabado de entrar na sala de baile,
vindo do bar e das mesmas conversas de sempre com os mesmos de sempre” (p.
26); “na atitude eterna do caçador esperando a sua presa, como sempre sucedeu
desde a noite dos tempos, desde que o primeiro caçador de sempre (p. 41); “a
sua delicadeza de sempre” (p. 87); “meia dúzia dos seus amigos de sempre (p.
103). Exemplos como estes abundam, volta e meio tropeçamos em coisas como “o
melhor peixe do mundo” (p. 23), “dar a resposta mais natural do mundo” (p.
28), “como se fosse a coisa mais previsível do mundo” (p. 34), “serviram sumo
espremido das laranjas de Vila Viçosa – as melhores do mundo” (p. 36),
“demorara todo o tempo do mundo” (p. 96), “o homem mais rico e mais avarento
do mundo” (p. 245), “com o ar mais calmo e natural do mundo” (p. 322). Mas há
mais. Diria mesmo, há muito mais: “Mergulhar na sua boca e ficar lá dentro”
(p. 90); “e ele mergulhou, também de olhos fechados, naquela boca e naquela
paixão” (p. 312); “a boca que, sôfrega, mergulhava na dele” (p. 323); “e
mergulhou a boca na sua” (p. 332); “puxou-lhe um pouco o vestido mais para
baixo e mergulhou lá dentro a língua e a cabeça” (p. 335); “agarrou-lhe a boca
e mergulhou nela a sua” (p. 383).
Casos como estes denunciam
desatenção, descuido, negligência. Porque, enfim, as palavras devem ser
escolhidas com rigor e ponderação. E em Equador não parece ter havido esse
esforço, esse trabalho. Quero dizer: Miguel Sousa Tavares não conseguiu
desembaraçar-se (ou não esteve para isso?!) de certas “muletas” literárias, de
certos vícios de linguagem: “via desfilar lentamente a vila” (p. 44), “a igual
monotonia da paisagem que via desfilar da sua cadeira” (p. 93), “horas
passadas a ver desfilar a costa angolana” (p. 118), “a paisagem desfilava ao
ritmo do passo do cavalo” (p. 165); “passeando o olhar” e “passeando os seus
lânguidos olhos”; “uma chuva de pingos, grossos como bagos de uva” ou “bátegas
de chuva, grossas como pedras”; “rolava o cognac francês dentro do pesado
copo” ou “cada um com o seu pesado copo de cognac na mão”; “o Pico de S. Tomé,
eternamente afogado em nuvens e nevoeiro”, “da cor do Sol afogando-se no mar”,
“quando a tarde já se afogava no mar”; “madrugada adentro”, “pela sua boca
adentro”, “subira pela floresta adentro”, “que sussurrava pelo seu corpo
adentro”, “o frio que lhe entrara pelo seu corpo adentro”, “mar adentro”,
“água adentro”, etc.
(...) Advérbios de modo, então, nem se fala. No
mesmo parágrafo, um surto pavoroso de “estupidamente”, “imediatamente”,
“ligeiramente”, “finalmente”, “subitamente”; na mesma página (89),
“verdadeiramente”, “instintivamente”, “ligeiramente”, “friamente”,
“seguramente”, “naturalmente”, “suavemente”. Não deixa de ser notável, porém,
a capacidade de Sousa Tavares para utilizar tantos advérbios de modo numa
mesma frase (p. 314): “infinitamente”, “ligeiramente”, “nervosamente”,
“livremente”. Difícil é escolher entre tantos exemplos.”
E a rematar:
“ Insuficiência linguística, limitação na linguagem? Trapalhice?
Custa-me a admitir, mas é o que parece.”
11:19 AM
Anonymous said...
Esse Tavares está mesmo na berra. Dêem uma olhada aos blogs osdiasuteis e
orestauradorolex
Estou chocada... Foi um dos melhores livros que já li... Mas são
muitas "coincidências"... Realmente, nao dá mesmo para desmentir quando se
é confrontado com factos destes.... e só axo q os jornalistas percam o medo...
e o tal "jornalistasemmedo" consiga acabar o seu trabalho sobre o tema
11:26 AM
Anonymous said...
Não se esqueçam também do blog renaseveados outros que lhe dão com toda
a força e razão! É mesmo assim!
Que problema. Eu gostei do livro. desconhecia o inglês. É muito
mau. Claro que todos nós ( eu comecei agora apublicar)) vamos buscar as
palavras às leituras, é o próprio Mário Cláudio que o afirma, ninguém tem na
cabeça uma fábrica de palavras, mas traduzir e transcrever passagens
inteiras?!... Muito mau!... João Norte
12:06 PM
tozé
said...
Estou boquiaberto... Querem ver que o Scolari já sabia disto quando disse
que o MST não valia nada enquanto escritor? :-)
12:41 PM
Anonymous said...
«É por isso k eu admiro pessoas como o José Rodrigues dos
Santos...»
LOL ! Escritor admirável esse! Pelo menos foi esperto,
fez plágio subtil a tudo o que o andou a investigar durante 20 anos o Augusto
Mascarenhas
Barreto. http://www.google.com/search?hs=WZl&hl=en&lr=&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&q=Augusto+Mascarenhas+Barreto&btnG=Search
Lamentávelmente,
mesmo assim, estragou um fabuloso argumento num excecrável romance de sopa de
peixe com leite das mamas.
1:51 PM
Anonymous said...
Isto é um verdadeiro exagero. è decepcionante ver que Miguel Sousa Tavares
quase que copiou partes de outro livro. No entanto, n é por isso que o livro
perde o ser valor, pois ele n esta nas partes copiadas, mas sim no livro como
um todo. O livro e muito bom, um romance como ha muito ja nao se via em
Portugal. De qualquer maneira, MST esta de parabens! e espero que continue a
escrever e da proxima, que tenha cuidado em nao plagiar mais nada porque
realmente nao vale a pena. Por causa de uma part insignificante do livro q
copiou, ja ha pessoas a deitar o livro ao lixo. Enfim, os erros pagam-se caros
MST, mas espero que dêem uma segunda chance ao homem, q afinal d contas ate
escreve muito bem, e este foi apenas o seu 1ºromance.
2:30 PM
Anonymous said...
"...(MST) que pese embora a bizarria de algumas opiniões (i.e. FCP, Algarve
e/ou touros de morte) continua a ser extraordinariamente incómodo para os
poderes e interesses estabelecidos!"
Incrível. Ele consegue
incomodar-se a si próprio?!? Grande contorcionista!!!
Já que estamos numa de denegrir, alguém da comunicação social que pegue
nisto. O homem além de plagiador, penso que dúvidas já não existem, é um
tremendo... vá: miserável. Isto é verídico, esse senhor de seu nome Miguel
Sousa Tavares; não sei se ainda é casado se não, mas também nao interessa;
quando as questões da legalização do aborto vieram à tona pela primeira vez,
ele era um dos tremendamente defensores da PEnalização do mesmo. O que não
disse , quando defendia a sua posição é que obrigou a mulher a fazer um aborto
contra a sua vontade. É verídico.
4:20 PM
Anonymous said...
A ser verdade essa fraude, é uma pena!
4:53 PM
Anonymous said...
É bom que seja mentira. Por que razão se faz m plágio? Será sempre o
dinheiro a ditar os comportamentos de certas pessoas? Qualquer dia verei
publicado um livro de que eu deveria ser autor, mas um rábula fez-me
desaparecer os dados que eu recolhi e, se calhar, o rábula vendeu-os ao autor
do livro cujo autor deveria, por direito, ser meu.
Intrigante... O MST já reagiu publicamente a isto?
5:07 PM
Arquitecto Saraiva, Sol posto said...
Miguel Sousa Tavares disse ao Correio da Manhã (sic): «(...) Se fosse para
plagiar não escrevia. Há frases que foram escritas mil vezes na história da
literatura, mas tenho o meu próprio estilo. Inimitável». Vejamos. Sousa
Tavares é um homem sério. Isso não tem discussão. No entanto, isso não
invalida o que está à vista: há parágrafos praticamente iguais e semelhanças
evidentes entre os protagonistas de «Cette Nuit la Liberté» (Esta Noite a
Igualdade) de Lapierre e Collins, publicado em 1975, e o «Equador» (Equador),
do próprio Sousa Tavares, publicado em 2003.
Miguel Sousa Tavares não
mente, não plagia e tem um estilo «inimitável».
Assim sendo, a
conclusão só pode ser a seguinte: O «Equador» foi escrito por alguém que
não Sousa Tavares e publicado em nome dele. E foi esse alguém que se inspirou
no «Cette nuit la Liberté (... a Igualdade) com o desconhecimento de Sousa
Tavares. Como, aliás, eu tinha previsto numa crónica que publiquei no
«Expresso» à data da publicação do livro.
Mas há outro
problema. Mais grave. Que afecta a carreira literária de Sousa
Tavares. E que é o seguinte: Sousa Tavares deixou de ter hipótese de
algum dia poder vir a ser candidato ao Prémio Nobel da Literatura. O que
reduz a lista de candidatos Portugueses a dois nomes. António Lobo Antunes.
E eu próprio.
5:26 PM
Anonymous said...
Não gosto do Tavares, não consegui ler mais do que meia dúzia das suas
páginas arrogantes, nunca teria dado pelo plágio... Adorei ler "Esta noite
liberdade" que o meu Pai me recomendou numas férias de Verão!
Ainda
bem que para alguém foi evidente a cópia vil! estou muito contente por saber
que mais gente leu, gostou, respeita e defende Dominique la Pierre e Larry
Collins
5:33 PM
Matias
Falcão said...
Estou enojado. Já tinha lido o «Esta Noite a Liberdade» (e não
«Igualdade», como diz esse arquitecto imbecil) e acabo de confirmar o plágio.
Com os meus olhos. E não são apenas os parágrafos descritos no post. Há mais.
Pois há. MST, eu gostava muito de si. Agora digo-lhe: tenha vergonha na
cara! «Se fosse para plagiar não escrevia», diz o senhor? Irra, isso é
que é descaramento! «Há frases que foram escritas mil vezes na história da
Literatura», diz o senhor? Que lata! Homessa! E parágrafos inteiros
iguais, também foram escritos mil? Dois mil?
Basta. Ao menos tenha
a decência de assumir o erro e não deite mais areia para os olhos dos milhares
de «tolos» que julgou ter ludibriado.
Deixo-lhe uma sugestão: aplique
a si mesmo o julgamento SEVERO e IMPIEDOSO que tantas vezes aplicou aos
outros, muitas vezes com razão, algumas vezes sem ela... Quer um exemplo?
O senhor ainda tinha crédito, apesar de defender publica e pateticamente a
inocência de um mafioso notório como Pinto da Costa, fingindo não saber dos
Calheiros, dos Quinhentinhos, das putas pagas pelo FCP para serem servidas aos
árbitros, dos cafezinhos, dos almoços... e restante trampa do Apito
Dourado.
O senhor, último bastião da ética, dos principios, da
seriedade, da honestidade intelectual... Não era? Não era?
Mas
já não é de todo. O Equador, sucesso da sua vida, é um belo livro. Mas tem
umas manchas terríveis. Plágios. P-l-á-g-i-o-s.
Que
desilusão.
Que pensaria disto, se fosse viva, a Senhora sua Mãe, a
GRANDE e IMORTAL SOPHIA?
6:01 PM
Anonymous said...
Mas será tudo isto verdade? É que eu não quero acreditar que o MST não é,
afinal, criativo.
Leitora
6:33 PM
Patrícia
said...
sem comentários... eu a par de outros adiei constantemente a leitura do
livro em questão, parece que era um feeling, ainda bem que li este post, pois
detesto dar dinheiro a trapaceiros... Curioso é o facto de MST considerar
que as frases citadas no post sejam frases do léxico comum de qualquer
escritor. Estranho... de facto não devo ser uma grande escritora, afinal não
tive a sabedoria suficiente para encontrar as tão famosas palavras.
É
uma vergonha. Felizmente vou poder ler o verdadeiro livro sem me sentir
corrumpida!
Sinceramente... Como diria um velho amigo meu, "estupidifiquei" (entre
aspas porque foi um amigo que disse, e não eu)...
6:50 PM
Anonymous said...
Tenho de Tavares a imagem de um ordinário sem nível e sem educação. Agora
fico também com a imagem de um burlão. Envergonha o nome de sua mãe, Sophia,
uma das grandes senhoras da literatura portuguesa. Gostava de o ver pedir
desculpa por esta pirataria. Mas isso seria pedir demais a uma pessoa de
menos...
Jorge Cabrita - Barreiro
7:23 PM
Anonymous said...
O que Miguel Tavares fez não me surpreende. Quem acompanha as suas
intervenções repara na forma infame como se refere a todos os que não
partilham das suas opiniões. Sou psicólogo há muitos anos e denoto nesse
comportamento um profundo complexo de inferioridade. A inferioridade de quem
não consegue chegar aos calcanhares do talento da mãe, p. ex., e que necessita
de se impor por outros caminhos. Obrigado as autores deste blogue por nos
terem demonstrado as fraquezas deste personagem que se faz passar por
grande...
Mário Alberto
7:40 PM
maria
manuel said...
E pensarmos nós que este animal ainda quis acusar uns jovens artistas de
plágio por uma peça de teatro que impediu de ir a cena... Que porcalhão!
7:56 PM
Anonymous said...
Muito grato aos intervenientes blogistas...por me terem poupado a aquisição
do "Equador"!!!Somos, de facto, um país de "trafulhas"
1:15 AM
Pedro C.
Monteiro said...
Não tenho nenhuma simpatia particular pelo MST, embora partilhe, por vezes,
das suas opiniões sobre o estado das coisas, e lhe reconheça algum desassombro
que na maioria não abunda. Mas a pose marialva (caça, touros e gajas), a
ligeireza de muitas opiniões/afirmações, sobretudo, o discurso absolutamente
desonesto sobre futebol, levaram-me a nem sequer tocar no Equador. Há, porém,
uma coisa em que lhe reconheço razão: independentemente de saber se plagiou ou
não: é lamentável que estas acusações sejam feitas a coberto do anonimato.
Alguém, nestes comentários, e muito propósito, cita o J.P.George. Mas esse,
diga-se, faz crítica que, para além de exaustivamente fundamentada, é
ASSINADA.
PS - O original supostamente plagiado não é francês? Se era
para exemplificar com uma tradução mais valia ter usado a portuguesa (que
suponho que exista). Já agora.
Muito grato aos bloguistas intervenientes por me terem poupado a aquisição
do "Equador"....Sempre foi verdade que "Num mundo de cegos quem tem olho é
Rei"!
Tenho mesmo saudades dos tempos em que ele fazia as reportagens e as
viagens para a Grande Reportagem... Aquela da Túnisia marcou-se para sempre -
a escrita, a experiência, as imagens e, acima de tudo, um mapa com um percurso
riscado a marcador colorido.
Talvez o MST pensasse que nenhum português iria ler "Freedom at Midnight" e
assim nunca nenhum dos incultos iria descobrir as suas traduções
plagiadoras...
1:53 AM
Gabriel
Costa said...
Se as frases citadas constam realmente do referido livro "Cette nuit la
liberté" é realmente uma grande desilusão. Sem qualquer desculpa e que fazem
persupor que o resto do livro "Equador" foi também plagiado de outras
obras. Realmente isto prova que o mundo é perverso e os homens são
tendencialmente desonestos. Gabriel
2:28 AM
Anonymous said...
SOUSA TAVARES SEM VERGONHA NA CARA...NAO HESITA EM CONDENAR AS ATITUDES
SOCIAIS DE ALGUNS "PORTUGUESES"....E PROVA DO DITADO "FAZ O QUE DIGO, MAS NAO
FAÇAS O QUE EU FAÇO"
ROCHA EM PÉ
2:36 AM
Ricardo
- Porto said...
Ol livro tem largas centenas de páginas! O que aqui no blog tem como
copiado não perfaz 2 páginas. E ele teve a decência de referir o livro
original na sua obra. Quanto à questão dos tradutores, trata-se da tradução do
livro de Português para várias línguas. Mas pelo facto de ele não ter
vergoha de dizer o que pensa e ainda mais grave, ser do FCP, toda a gente o
ataca (até se diz aqui, neste blog, anonimamente, que ele obrigou alguém a
abortar!). A inveja está para os Portugueses como a sesta para os
espanhóis. É a imagem de marca!
que vergonha... já não basta ser um fumador que não respeita os outros,
uma pessoa que anda à velocidade quer quer na estrada, porque diz ele que tem
um carro bom. Só faltava esta nova de ser tradutor.
2:41 AM
Anonymous said...
Quem fica a ganhar é a editora do "Esta noite a Liberdade". Ainda que
tudo seja verdade, não se pode cruxificar ninguém desta maneira. É preciso ter
calma! O fundamental da história é a mesma coisa, ou estamos a falar só de
frases soltas?... É que para mim o Equador é um bom livro pela história no seu
conjunto, independentemente de quem a escreveu. Eu posso não gostar da pessoa
que escreve,isso não invalida que seja uma boa história.
2:42 AM
Anonymous said...
hoje ele vai ser o comentador de serviço no telejornal da TVI. Vou gostar
de ver o que ele diz sobre o assunto.
É realmente inacreditável. Depois de ler os excertos das duas obras aqui
deixados, concluo tratar-se de uma tradução. No entanto e como tradutora, sei
que o nome do tradutor deveria estar incluído na obra. Não será? Agora a
sério: a primeira coisa que me veio à cabeça ao ler sobre esta polémica foi o
facto do MST querer processar o grupo de teatro Fatias de Cá por terem
plagiado o seu... plágio?!!!! Aposto que o Carlos Carvalheiro (director dos
Fatias de Cá) se está a rir neste preciso momento, enquanto toma o seu
cafezinho da manhã.
2:55 AM
Anonymous said...
Tenho para mim que tudo isto não passou de uma "gralha" literária; na
gráfica alguém se esqueceu de colocar aspas no início da 1ª página e no fim da
última.
3:03 AM
Filipe
Cardeal said...
Eina pá! Então o Equador tem «picanços»? Ora, ora. Tanta conversa,
tanta pose e depois... BUM! Um abraço ao Dominique Lapierre e ao Larry
Collins. Este «arquitecto Saraiva» é o mesmo do Sol? Se não é, parabéns
pelo plágio. A escrita, o raciocinio e as conclusões são iguais. Por isso o
Sol é o fiasco que é.
3:05 AM
Geraldo
Mohler said...
Será que a TVI ainda vai fazer a novela baseada no «Cette Nuit la
Liberté/Equador»? O que dirá Moniz disto tudo? E que dirá disto o jornal «A
Bola»? e o «Expresso»? E que dirão disto Lapierre e Collins? E, já que
se falou da grande Sophia, que diria disto o grande tribuno e polemista
Francisco Sousa Tavares, pai de MST? E que dirá disto Pacheco Pereira? E
Pulido Valente? E Zé Saramago? E Lobo Antunes? e Francisco José Viegas? E
Pedro Mexia? E Clara (não é essa!) Ferreira Alves?
3:16 AM
Anonymous said...
O homem distraiu-se, pronto, tá mal, não é bonito. Mas daí a crucificá-lo
vai um grande passo. Give him a chance.
3:19 AM
MaJor -
Santo André said...
Apesar de por vezes achar q as opiniões MST são radicais, o q vai no oposto
da sua mãae, e nomeadamente sobre o fcp, ninguém deverá ser julgado na praça
pública, pois já vimos como estas coisas poderão destruir uma pessoa. Se há
plágio ou algo similar, vão para tribunal, q é lá q se resolvem os diferendos,
não é esconderem-se sobre o anonimato e fazerem estas merdas! E eu q até nem
gosto dele....
3:20 AM
Baptista
Galeão said...
O Pirata das Caraíbas. com Johnny Depp. O Pirata dos Trópicos. de
MST.
3:21 AM
ladymiss
said...
nao li o equador porque a partir do momento em que entro na praia do malhão
em pleno agosto e não há NINGUÉM que não o esteja a ler, eu não leio. mas
isso é comigo. Se realmente se trata de plágio, e contra factos não há
argumentos, era altura de mostrar a cara e os factos publicamente sem ser no
anonimato. A ver se tiravam a cara de pão de ló àquele emproado do MST...
3:24 AM
Anonymous said...
Concordo perfeitamente com tudo o que estão a fazer. Na realidade nunca
gostei dele e sempre desconfiei que por trás daquela cara existe um individuo
sem escrúpulos.
Já agora onde é que os autores do Cette Nuit La Liberté foram buscar as
descrições deliciosas sobre os apetites e idiossincrasias dos Marajás? Se
calhar tb. há transcrição..
3:32 AM
Anonymous said...
"...pobreza do vocabulário, limitados recursos expressivos, estilo sem
matizes, descuidado, repetitivo. O suficiente para vulgarizar um livro.
Feri-lo de morte."
Apesar da opinião acima referida, devo dizer que
"Equador" foi o livro que mais gostei de ler. E, curiosamente, a parte mais
"entediante" (na India) foi a que, parece, terá sido plagiada. Toda a história
passada em S. Tomé deixou-me maravilhada, com uma vontade enorme de conhecer
aquele paraíso, tal a qualidade da descrição (com vocabulário simples, não
pobre e com recursos expressivos q.b.). A julgar pelo sucesso do livro não sou
a única. Não é um livro vulgar.
Quanto a feri-lo de morte, como a
escrita não o conseguiu pareça que há quem queira fazê-lo por outros
meios.
De facto MST pôs muitos portugueses a ler, coisa que os supostos
plagiados, com todo o seu mérito, não conseguiram. Isto é muito importante no
panorama da literatura em Portugal.
Não concordo com o plágio e muito
menos com o facto de MST, após as ditas evidências, não o assumir, mas, para
mim, o mais importante é que ele - e só ele - conseguiu escrever AQUELE livro.
Espero que em breve resolva escrever uma "continuação".
Sara
3:32 AM
Anonymous said...
Desculpem, sou visitante assiduo da FNAC, nunca peguei num livro do
Tavares, quanto mais dar cheta, o diabo seja surdo e mudo.
Se ele
escreve tão bem como fala, então, esta tudo dito.
Passo
3:33 AM
inominado said...
Agora a sério:
Este tipo de plágios que são aparentes à primeira
leitura, podem merecer uma segunda que os relativiza.
Umberto Eco foi
acusado de plagiar o escritor Robert Van Gulik, para escrever O Nome da Rosa.
Por sua vez, este Van Gulik, com livros traduzidos em português, aparentava-se
nas tramas literárias das suas novelas ( excelentes e baseadas em histórias de
um juiz-detective, na China Imperial)a um certo Conan Doyle.
U. Eco,
não gostava das comparações. No entanto, reconheceu que se baseou em certos
autores para a "ideia geral" da sua obra prima.
Neste caso de MST a
questão pode muito bem ser outra, ainda que misturada com esta e que ele
certamente vai utilizar como argumento justificativo. A questão grave, com
MST, neste caso, parece ser a cópia pura e simples de ideias, descrições e
narrativas concretas, mudando apenas pormenores sem importância e aliás,
decisivas e adaptados à sua própria história.
A questão parece simples
de resolver e não vai ser com certeza à paulada.
Cabe a MST o ónus de
se defender de uma acusação concreta, lavrada num blog anónimo ( o que é pena,
mas é compreensível)e onde os elementos disponíveis já são muitos para se
dizer terminantemente que não há plágio algum.
Há, pelo menos, indícios
de cópia. Se houve plágio, só uma análise aos dois livros o poderá dizer e no
final de contas, só mesmo o autor o poderá confirmar.
COmo não
confirma, vai ser preciso provar a quem quiser acusar. Pela minha parte,
não acuso. Constato apenas os factos que se apresentam. Se são
desagradáveis para o autor, é pena, mas deverá lemebrar-se o mesmo que em
muitas das suas crónicas faz muito pior...
Cá se fazem, cá se pagam.
3:35 AM
Charlie
Partana said...
Congratulations MST!
Now, you belong to the club:
Pinto
Capone da Costa Valentim Tattaglia Loureiro Joao Tattaglia
Loureiro Pimentira Barzini Machado Lourenço Bruscetta Pinto Adriano
Moggi Pinto Pinto Gotti de Sousa José Soprano Veiga Carlos Lansky
Calheiros etc etc
Wellcome to the Family. From now on, you must show
respect for the Family. We love you, but don't ever mention or discuss Family
matters in public. Ever.
Bom trabalho! Mas o anonimato não era preciso perante a evidência
reclamada, apenas obrigaria a maior contenção. Assim, só contribui para
desviar a discussão. No entanto, dá para perceber que está no «meio» e
naturalmente não se quer queimar.
3:45 AM
adepto
do FCP said...
Vão ver que a culpa do picanço ainda é do Pinto da Costa. Poupem-nos! Já
não bastava o Apito Dourado e ainda temos de levar com a escandaleira do
«defensor oficial». Que carago!
3:51 AM
márcio
ramires said...
Pois, é complicado, Miguel.
Por muito que esperneies e te digas
insultado e «magoado»... ainda não vieste explicar a única coisa que tinhas de
explicar, não é verdade?
Assim é complicado Miguel. Muuuuito
complicado.
3:56 AM
Julio
Gonçalves said...
A verdade é que parece que chegou a vez de Miguel Sousa Tavares expor a sua
condição humana. Afinal também plagiou (um bocadinho!). Evidentemente que esta
notícia vai ter uma enorme repercussão por todo o lado! Afinal para quem passa
a vida a criticar tudo e todos (muitas vezes sem razão), parece que chegou a
vez de ele próprio ser alvo dessas críticas. Quem se põe a jeito... Por
último, acho que o livro continua a ser um bom romance. Porém, o escritor
talvez devesse aprender alguma coisa com esta lição: ser mais humilde.
3:59 AM
Anonymous said...
Eu não li nenhum dos livros, mas acho que tenho uma explicação.
Provavelmente, o MST leu o livro de Lapierre e Collins e não gostou. Só que,
em vez de fazer o que a Manuela Henriques fez (que deitou o Equador ao lixo)
decidiu ter uma acção civicamente mais correcta, porque ecológica, e
reciclou-o! Foi apenas isso! Quem é que o pode condenar?
4:35 AM
Anonymous said...
E de quem é a autoria do romance A Filha do Capitão, de quem é? DOng,
errado- Aleksandr Púchkin, que a escreveu em 1836.
4:45 AM
Anonymous said...
1.º A língua portuguesa é limitada e certas coisas só podem ser ditas de
certo modo. 2.º Para a feitura de 'Equador', o Miguel teve que recolher
informação sobre personagens históricas, sobre factos reais ocorridos em vida
dessas personagens. 3.º O Miguel não podia fugir ou escamotear esses
factos. Por exemplo, a existência de um Marajá anafado cuja morte ocorre por
motivo de tédio - isto é um dado histórico e não há outra forma de o descrever
senão aquela que o Miguel utilizou. 4.º Plagiar é fácil, mas é ainda mais
fácil não plagiar.
5:24 AM
Anonymous said...
não sei como é que ele se vai safar desta... mais vale assumir logo o que
fez... mas isso não é nada fácil.
5:32 AM
cristina
ferreira said...
Estou triste . Senti o mesmo que experimentei há 52 anos quando um dos
meus irmãos mais velhos me disse que não era o Menino Jesus que trazia os
presentes de Natal .
5:52 AM
Johnny
said...
Pois é, à conta disto o MST vai vender mais uns milhares de cópias do
Equador.
E o pormenor de pôr o texto plagiado na bibliografia parece-me
algo saído de um livro da Agatha Christie. "Sim, como ele próprio admitiu
que era dele a pistola, não pode ter sido o assassino."
Também denunciei um plágio no meu blog. Hoje em dia, com a internet, é muito mas muito
difícil um plagiador ficar impune.
6:26 AM
Maria
Clara Desmarets said...
Já vivi mais do que o suficiente para encarar este tipo de revelações com
prudência, distanciamento, tolerância e, vá lá, alguma bonomia. Bravata minha?
Não. Confesso que vivi (Neruda -- Pablô Néri-udá, como diz a minha amiga
literata Françoise)
Gostei muito de «O Equador», que um certo sobrinho
prestimoso levou numa das visitas à Tante excêntrica de Paris. Gostei muito do
«Equador», como já tinha gostado muito, e muito antes, de «Cette Nuit La
Liberté». Li-o de um fôlego em Paris, onde vivo tranquila e feliz desde 1976.
Se não me falha a memória, foi mesmo nesse ano. Paris, Paris... Eu lia
todas as reportagens de Dominique Lapierre no «Paris Match» dos bons
velhos tempos. E cruzei-me com ele no Suez, num desses hasards em que a vida é
fértil.
A escrita,... ah, as armadilhas da escrita! Podia estar uma
tarde a escrevinhar sobre o Acto de Escrever mas, isso sim, seria presunção,
tonterie. E eu não quero passar pelo que não sou.
Voyons. O autor (ou
autores?) deste blogue denunciou, escondendo-se no anonimato, um facto
envolvendo o escritor MST. Quem escreve não dá a cara e o nome mas,
helás!, o texto que suporta a denúncia é credível, horrorosamente
credível.
Cito Gaston Fauvier: «A verdade nunca é caluniosa ou
difamatória».
Ouai. Passo os considerandos de índole subjectiva sobre
MST (quem somos nós, incluindo MST, para julgar quem quer que seja?). O texto
que me interessa é a comparação dos parágrafos. Que não pode ser mais factual
e objectivo. A comparação vale por si só, não precisa de intróito nem de
suporte... e não admite grande variedade de interpretações...
Diz esta
velha excêntica para os seus botões: a única coisa que o Miguel Sousa Tavares
tem de explicar, se o quiser fazer (por respeito aos seus leitores), é por que
razão há no «Equador» passagens rigorosamente iguais a passagens de um livro
publicado muito antes, «Cette Nuit la Liberté».
Seulement
ça.
«O resto é poeira. Que assentará com o tempo, imperceptivelmente.
Como a ilusão que cai como folha derrubada pelo Outouno» (Camus).
As coincidências, digamos assim, são
perturbantes.
Não é por isto que «Equador» deixará de ser um belo
livro.
O que está em causa é outra coisa bem mais importante chamada
honestidade intelectual. Que, aliás, o senhor tanto preza e tanto reclama para
si.
Portanto, explique-se. Rebata a acusação, defenda-se, descalçe a
bota, arranje uma desculpa qualquer... mas EXPLIQUE-SE!
Estamos à
espera.
7:01 AM
Vasques
Resende said...
Corleone, Partana, Barzini, Tattaglia, Gotti, Capone, Soprano, Gambino,
Stompanato, Bruscetta ... oh, que HORROR! LA FAMIGLIA!!!
Os cavalos a
correr, as meninas a aprender, qual será o mais bonito que se irá
esconder? Acertou: o cavalo mais bonito apareceu hoje degolado na cama de
Corleone da Costa!
OK. Não exageremos. Sousa Tavares foi um menino mau
mas não pertence ao bando.
7:09 AM
Josq
said...
Podemos sempre comer gato por lebre. Um dia enjoamos. A mim já aconteceu
aos comentários, a vulso e sobre tudo e mais alguma coisa, do sujeito - que
até tem cultura, tirou advocacia, já casou, descasou e voltou a casar, sabe
línguas e fala-barato, um homem normal, em suma, com tendência para o
narcicismo mas ninguém é perfeito e errar é humano. Nunca li o livro dele
nem o comprei para oferecer, mas não conhecia sequer o original dos franceses
(suponho que são)... Se tivesse lido, pelos excertos que me mostram, não
devia ter gostado. Não perdi nada. O MST agora ver-se-á ao espelho...
partido. As pauladas não levem a mal, deu-as nele próprio. Mas admira-me
que após tantas e tantas edições de uma coisa aparentemente vulgar chamada
Equador, que circunda a Terra, ninguém, de livreiros/editores a
livreirios/analistas/críticos até hoje, já lá vão 3 anos, ninguém tenha tido
conhecimento do outro livro. Que experts são estes? Ou são
colaboracionistas? É o estado da bovinidade?
7:14 AM
Manuel
Ataíde said...
Afinal este Tavares é como os outros Tavares que ele critica: um
chico-esperto, com a agravante de se servir da pseudo-atitude de pouseur
armado em irreverente. Na TV é sempre do contra, como jornalista nunca deu uma
"caxa" e como escritor é mediano e ainda por cima, copião... enfim, o
estereótipo do mau português. Só falta o bigode...
7:15 AM
Thomaz
Noronha Saavedra said...
O FCP, os Caçadores e os Fumadores continuam bem servidos.
Parabéns
pelo excelente Equador. E parabéns pelo bom gosto de se ter inspirado, ainda
que muito parcialmente (são nacos senhores!), num original de grande qualidade
como «Cette Nuit la Liberté».
Caro Miguel: não ligue. Isto é a inveja a
falar. Continue a escrever e tenha mais cuidado nas transcrições. Como dizia o
meu avô Alberto, a discrição é a alma do negócio - e do béstséla, acrescento
eu. Ih! Ih! Ih!, vá, não leve a mal. Andamos todos os mesmo não é?
Um
abraço nesses ossos. Já sabe, qualquer coisa apareça, estou no Alentejo. E
traga o espingardão que a gente dá cabo deles, hã? PUM! BANG! PUM!
TRÁ-TRÁ-TRÁ-TRÁ, tudo tombado no chão, nã mexe mais! Ih! Ih!
Ih!
Abraço e a estima do
Rodrigo Thomaz Peres de Noronha
Saavedra
7:30 AM
Anonymous said...
Será que se tornou num novo estilo literário o "copy
past". Definitivamente só pessoal até ao final do século XX e haja tempo !
7:37 AM
F. Horta
e Costa said...
É de péssimo gosto e refinada cobardia meter o Pai e a Mãe de MST ao
barulho.
Muito menos para os caluniar, como esse miserável nojento que
escreveu uma valente porcaria sobre Francisco Sousa Tavares. Se este fosse
vivo, certamente despedaçava o crânio do anónimo cobardolas à porretada.
O assunto é constrangedor, mas diz respeito ao filho MST e só a ele.
Deixem Francisco Sousa Tavares e Sophia de Mello Breyner em paz. Dois
Portugueses Grandes. Um minimo de decência e respeito, porra! Custa
muito?
Há gente muito ordinária e muito cobarde. Muito ordinária,
mesmo.
7:45 AM
Paulo
Santos said...
Caiu a máscara a um dos últimos arautos da moralidade...
"Os
leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou
da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o
veneno"
F. Nietzsche
PS: MST "suicidou-se" socialmente com o
seu próprio veneno
8:01 AM
Barão de
Lacerda said...
Ena, pauladas! Isto está bom! Já não bastava aparecer no pasquim mais
ordinário e rasca da praça -- o 24 Horas -- e ainda aproveita tão indigna
tribuna para vociferar palavrões («bardamerda») e prometer pancada. Na,
isto não é para o meu nível. Irra, que choldra! Razão tinha o Eça. O País não
tem remédio.
8:13 AM
jodasilva said...
Se pusermos um milhao de macacos a teclar em maquinas de escrever durante
1000 anos, um deles vai escrever um verso dos Lusiadas! Se calhar este
plagio foi apenas um acaso. Nao batam mais neste macaco de imitacao.
8:17 AM
Anonymous said...
Enfim, se me permitem a grosseria, eu diria que sempre que tropeçamos numa
pedra, debaixo dela pode sair algo viscoso... Fica a glória e honra para
Dominique la Pierre e Larry Collins que, provavelmente, não pensaram terem o
poder de ser plagiados (ou mais verdadeiro ainda, copiados) por alguém que
sempre se assume como conhecedor único e absoluto da verdade? Triste, caro
MST... pergunto-me que pensará da imagem que o espelho lhe devolve sempre que
se olha nele...
8:19 AM
Anonymous said...
MST, afinal e tão-só... mais um Artista Português!
Sendo MST o ícone da verdade absoluta em Portugal, até me estranha que
tenha coragem de fazer uma coisa dessas. O homem para quem Pinto da Costa é um
símbolo de idóneidade, jamais faria tal coisa. Vocês devem estar enganados :-)
8:30 AM
Anonymous said...
Muito gostaria de ter visto aquela cara de enjoado quando se viu
descoberto...Não lí o livro nem nunca me passou pela cabeça gastar um tostão
que fosse com tal criatura (o que ele não se deve ter rido dos papalvos que
correram a adquirir um exemplar...)e agora basta-me ler o blog para ter a
certeza do que afirma. Não me irei dar ao trabalho sequer de consultar o livro
na livraria. Livra, ele há cada um...!
8:38 AM
Anonymous said...
a Maria Clara Desmarets envio a minha admiração sincera. dos muitos posts
que li hoje foi o mais justo e isento. parabéns pela elevação e pela
clarividência só possíveis por parte de uma verdadeira senhora.
8:40 AM
Anonymous said...
"Agradecia que o autor do post me contactasse pois sou jornalista e posso
escrever sobre este assunto" cumprimentos, mposser@expresso.pt
Não percebo... não tem capacidade para investigar sozinho?...A quem
mais interessa a identificação ...?
8:47 AM
Anonymous said...
O que vou aqui escrever é da minha inteira responsabilidade e não foi
plagiado!!! Apresento-me como... anónimo, tal como o(s) autor(es) deste blog,
por solidariedade para com quem teve a brilhante ideia de desmascarar mais um
dos aldrabões deste País de mentira e de mentirosos! MST revela no jornal «24
Horas» de hoje (24 de Out) aquilo que é: malcriado, grosseiro, raivoso,
«artista», enganador! Não li o Equador (e ainda bem) nem o original copiado
por MST mas sei um pouquinho de inglês para perceber aquilo que é evidente:
temos mais um plagiador armado em coitadinho!!! Tenha vergonha MST!!! E em vez
de palavrões e pauladas, assuma a sua fraqueza de espírito e retire já o livro
das bancas!!! Por respeito aos grandes escritores que este País de mentira e
mentirosos, felizmente, ainda consegue ter!
8:52 AM
Anonymous said...
"ja ha pessoas a deitar o livro ao lixo." Não façam isso. Com esta
bronca, talvez ainda se esgote a edição e, porque não fazer um negociozito com
o seu exemplar?... ao menos minimiza-se o prejuízo...
9:02 AM
Francisco Sottomayor said...
"Much ado about nothing!" (desculpem qualquer erro no meu
inglês)
Terá sido Shakespeare o primeiro a usar esta
expressão?
Francamente, o livro é excelente. A história
envolvente.(desculpem os entes seguidos...mas que descuido!)
Ninguém se
pergunta como MST soube das façanhas incríveis dos Marajás? Concerteza não as
inventou ele! Isto é recolha bibliográfica. Quando fiz um relatório de estágio
também copiei frases, com aspas. Mas penso que isso não será muito utilizado
em literatura. Se algum crime houve, foi por trapalhice, ou acham que em vez
de 500 puros sangues devia ter dito 501?
Finalmente. Deixem o futebol
fora disto. Dá para perceber que o ódio com que algumas pessoas escrevem sobre
MST tem raízes profundas no futebol. E que grande parte dessas pessoas são
adeptas de clubes impolutos e celestiais da capital. Peço desculpa mas não vou
desenvolver mais este assunto perante pessoas cheias de razão e que sabem
PERFEITAMENTE quem são os maus no futebol. Realmente como muitos disseram, a
inveja (ainda para mais cega) é feia.
Não gosto de muitas opiniões
dele, mas acho que o seu sucesso e algumas namoradas engraçadas que ele tem ou
teve também entram aqui.
Seria um caso psicológico (sociológico)
interessante para estudar, como já alguns se propuseram a estudar MST...
9:02 AM
Anonymous said...
A ideia de criar um blog como este não ocorreria, certamente, aos MST deste
país... Pelos vistos, ideias e criatividade é coisa que o «senhor» (?) Tavares
não tem... Nem ideias, nem criatividade, nem educação, nem respeito, nem
vergonha na cara!!! Talvez por isso o «senhor» (?) Tavares, pseudo-escritor,
tenha tido necessidade de GANHAR DINHEIRO à custa de outros... É isso, aliás,
que, pelos vistos, tem feito a vida toda... GANHAR DINHEIRO à custa de outros,
destilando ódios, vociferando palavrãos, desancando em tudo o que mexe e,
sabe-se agora, traduzindo, também, obras há muito publicadas!!! Um génio da
baixaria e do embuste; um iluminado da má criação e da vigarice; um «nobel»
exemplo de como NÃO DEVEMOS SER nem... escrever! Obrigado bloggers por terem
tirado a máscara a mais um rosto da mentira e da intujice! «Senhor» (?)
Tavares, será preciso mais para nos deixar em paz e nos poupar, de uma vez por
todas, aos seus tenebrosos comentários? Morda a língua e desapareça!
9:08 AM
gata
escaldada said...
Agora que descobriste a pólvora, não me queres ajudar a acender o rastilho?
Permutam-se informações a preço de amiga (vá lá, dá-me uma "estranha forma de
resposta" - put6@sapo.pt)
9:09 AM
marymary
said...
bem mas que tragedia.. tanto alarido para que??
Nao interessa se
tirou idieas de um outro livro....
a verdade é que nunca ha-de deixar
de ser um optimo livro...
Força MST!
9:10 AM
Anonymous said...
«Bardamerda»? «Pauladas»? O homem é, de facto, do mais reles comportamento
social. Que ordinário. E os autores do blogue têm razão. Em vez de insultar e
ameaçar, ele que explique porque fez isto e peça desculpa aos leitores. Se não
tem carácter, ao menos que tenha respeito pelos outros.
Por uma país de elevada qualidade intelectual: Enterrem os Cabos!!!
9:39 AM
Carlos
Lidley da Maia said...
Rapaziada!! É melhor ninguém escrever nem mais uma palavra no blogue, se
não o nosso Miguelão vem por aí abaixo de escantilhão, faz copy-paste disto
tudo e ainda edita mais bestseller, eh, eh, eh, eh, eh!!!
Diz o mst que os tradutores não deram por ela. Pudera, nem eles sabiam que
estavam a traduzir para escrever outro livro, o Equador!
9:48 AM
João
Salvaterra said...
Que pobreza de alguns críticos. A verdadeira culpa de MST é ser adepto
do FCP e não entrar na pseudo click intelectual de Lisboa. Se MST fosse
adepto do SLB e amigo do Dr. João Vale e Azevedo estariam a acusar Lapierre e
Collins de plágio antecipado. Ao que chegou a verborreia
centralista. Não tenho MST em boa conta, julgo-o um pouco arrogante e
convencido mas tenho a certeza que muitos dos seus actuais crítico(a)s
ficavam, até agora, todos embevecidos só de estar junto a MST. O nosso mal
endémico é, como já foi referido, INVEJA!
9:52 AM
Anonymous said...
Até que enfim a verdade ! Nunca percebemos como é que um indivíduo
carregado de sumo de cevada nas veias e nos genes, conseguiria escrever
algo.
www.riapa.pt.to
9:54 AM
Anonymous said...
Que estranho, alguém ignorar completamente as provas do assunto em
discussão (o plágio) e discutir antes um possível ataque por razões
clubísticas! Nada que seja estranho da parte de certos adeptos boçais, mas
esperar-se-ia que alguém que tenha lido os dois livros e sabido da polémica a
discutisse com base nas provas, e não num teórico ataque dos da "clik
pseudointelectual de Lisboa" a um defensor da honra do FCP e dos corruptos a
ele associados. Este complexo de inferioridade de alguns habitantes do
Norte já chateia... Não se pode expor um corrupto ou um plagiador ligado ao
FCP sem que venham com esta de ser apenas um ataque clubístico. Ultrapassem o
vosso complexo de inferioridade, e aprendam que defender plagiadores ou
corruptos contra todas as evidências e sem apresentar provas é sinal de
pequenez e de complexos de inferioridade!
10:00 AM
Anonymous said...
O que mais me encanta nesta história é a forma como o idiota se presta a
ser toureado. Nunca pensei que fosse tão pouco inteligente. Grita, chama
nomes, ameaça de porrada e continua com a bandarilha enfiada no cachaço. Que
maravilha! Um grande aplauso aos autores deste blogue!!!!!
10:05 AM
F. Horta
e Costa said...
Ó Lapiz Azul, tenha vergonha! Aproveitar este infeliz incidente que
envolve, e só, MST, para atingir um Homem que já não está cá para se defender
(Francisco Sousa Tavares) é do mais reles e ordinário que consigo imaginar.
Cale-se seu cobarde, já percebemos que não tem vergonha nem escrúpulos. Se
soubesse quem o senhor é pode ter a certeza que lhe espetava um lápis
directamente no olho. E se lhe atingisse o cérebro, paciência.
10:11 AM
Rui Rato
said...
É isso mesmo: a bandarilha está lá cravada, o touro esperneia, esperneia,
mas quanto a explicações sobre o que interessa: népia. Assim é complicado.
Muuuuuito complicado (plágio ao sr. Márcio Ramiro)
10:15 AM
Gabriela
Luz Pereira said...
O Miguel está vivo e bem vivo. Parece que facilitou e muito (como é
possível uma criancice destas, ó Miguel?) mas vão ver que ele ainda vai colher
dividendos desta história. Porque se há coisa que ele é... é esperto! Um
espertalhaço!
Quanto às ameaças de porrada e a tentativa de
vitimização, acho que isso são cantigas de trazer por casa, habituais no
discurso do Miguel. Nada de especial.
Aguenta-te à bronca Miguel. Não
iludas a questão, que é pior: está bem à vista que alguma coisa não correu
bem. Enfrenta a verdade e sai por cima, Amigo! O livro é muito, muito porreiro
e todos temos direito a errar.
Parece-me um pouco absurdo, para não dizer mesmo ridículo, que o MST seja
estúpido ao ponto de incluir na bibliografia do livro obras que ele próprio,
EVENTUALMENTE, terá plagiado.
Como gosto muito de metáforas, era a
mesma coisa que eu colocasse um letreiro na porta da minha casa com o seguinte
aviso: "Caros ladrões: fui passar férias para os antípodas e só venho daqui a
três meses. No entanto, deixei a chave de casa debaixo do tapete por causa da
empregada de limpeza".
Não era condição obrigatória que quando chegasse
a casa tivesse sido assaltada, mas todos os que se dessem ao trabalho de ler o
aviso seriam ladrões em potência. Até um dia ser, realmente,
assaltado.
Mas estou curioso para saber como equatorial escritor vai
descascar este abacaxi. Subir pode custar muito, mas para cair é um
instantinho!
Já agora, eu li o livro do Sousa Tavares. Parece-me que as acusações que
estão fundamentadas são demasiado pequenas e irrelevantes para que sustentem
uma acusação de plágio.
10:49 AM
Anonymous said...
Por acaso é essa a opinião que tenho dele: é muito estúpido. Como não tem
argumentos para sustentar discussões, insulta e ameaça cargas de pancada. No
entanto, não me parece que haja aqui nenhuma acusação de plágio. Apenas se
pede ao homem que explique porque copiou parágrafos inteiros de outro livro. E
isso, realmente, ele não explica.
plágio ou não, niguem pode dizer que MST n é um senhor, namedida em que tem
um estilo maravilhoso à imagem queiroziana ,tarefa dificil para muitos. e tudo
aqilo que fazemos é inspirado em aglo que já vimos ou vivemos, por isso
amigos, depois de tantos livros vendidos (e deve dizer-se que era muito bom!)
não vale apena desprestigiar a imagem do senhor, mas acima de tudo deve
fazer-se justiça ou pelo menos uma explicação, até pq a atitude tomada no 24
horas n foi a mais correcta. com os maiores cumprimentos, sara de almeida
11:01 AM
lapis
azul said...
COSTA ve se tens tento na lingua que tu em mim não enfias nada entendes? e
deixa de seres garoto desmente a história se fores capaz está publicada no
correio da manhã
11:05 AM
Anonymous said...
Caros amigos, tenho lido com atenção os mais variados comentários e, de uma
forma geral, todos condenam a «esperteza saloia» (a expressão é plagiada, não
é minha)de MST. O livro pode ser muito bom, mas se calhar não valia nada sem
as ideias dos... verdadeiros autores. O que está aqui em causa, a meu ver (e
não sou tão sabichão como certos «opinion makers» deste país que aparecem na
TeleVIsão...), é um «estranha forma de escrita» de quem, de repente, é
desmascarado. Sejam 2 ou 3 parágrafos, 2 ou 3 ideias, 2 ou 3 personagens, a
verdade é esta: o sucesso de Equador, afinal, é de outros e não de MST. Não
saiu da imaginação desse «senhor» mas, sim, dos SENHORES Lapierre e Collins.
Dêem as voltas que derem, pelo menos, este blog já serviu para alguma coisa.
Funcionou como detector de mentiras...
11:06 AM
Anonymous said...
Não comprei o livro até agora, mas pretendia adquiri-lo. No entanto,
confesso que fiquei agora com sérias dúvidas sobre a aquisição. Provavelmente
optarei por comprar a versão "original" de Lapierre e Collins.
A única
coisa que falta é a explicação do MST. Porquê aquelas cópias a que assistimos
aqui?
Quanto ao livro na sua totalidade, o conjunto pode não ser
considerado plágio...
Entretanto, não me parece que isso seja
suficiente para se dizer dele algumas coisas das que já li por aqui.
11:11 AM
ursinha
said...
Estão todos a plagiar. É o MST, é o Rodrigues dos Santos (espera pela
demora), é o Alberto de Carvalho (espera pela demora), é o Rodrigo da SIC
(espera pela demora) e outros, muitos mais. É preciso é calma. O MST veio
hoje no pasquim 24 horas do outro anormal Tadeu dizer que dava paulada e
tribunal. Vamos embora prá paulado ó Miguel, mas antes da paulada prova lá que
os textos do teu livro não são iguais aos do francês. Melhor, prova lá que são
diferentes, se tu até copiaste os nomes dos indianos e dos sirs e tudo mais.
Cala-te, pá. Deixa de escrever e dedica-te a fazeres operações plásticas
porque és muito feio!
11:52 AM
Joana
Barata Moura said...
OK. Plágio não será. Mas copiar frases e parágrafos inteiros (é que nem se
deu ao trabalho de disfarçar, arre!) é o quê?
Bonito não é de
certeza!
Mas ele não disse nada ainda? Já percebi que saiu nos jornais
que o MST está magoado. MAGOADO !???! Mas magoado com quê? Magoado com
quem?
Magoado por «alguém» ter descoberto o que não era suposto
descobrir e ter revelado a descoberta ao público?
Nós, leitores e
público em geral, é que temos razões para estarmos magoados com ele! Então
não é assim? Ou está tudo maluco?
Então ele foi apanhado com a mão na
massa e ainda nos quer fazer crer que está «magoado»?
Maria Clara, sei o que estás a sentir. Não o disseste, por modéstia, mas
digo eu: a Sophia sabia que podia contar contigo. Sempre. Lembras-te de
Goa? Pois lembras... Não te apoquentes, querida Amiga. É a vida. Nada de
grave. Todos erramos. E o Miguel é forte e há-de sobreviver, o
maroto.
Um beijo da Ema
12:06 PM
carlos
barbosa antunes said...
Porra, não queria ter esse F. Horta e Costa como inimigo: o homem diz que
espeta um lápis no olho do outro e que se está bem a cagar na coisa. Chiça!
Tudo isto é uma grande trapalhada. A verdade, no entanto, é variável
conforme a latitude. mas esta teoria tem dono: o bom e velho Pascal que a
explicitava em longitude (metia os Pirenéus em vez do Equador como barreira
diferenciadora). Modestamente, podemos acrescentar algumas variações sobre
a cousa...
12:16 PM
Luis
Ivens Capelo said...
Estúpido, não me parece que seja. Acriançado talvez. Mimado, seguramente.
Lembrem-se que não deve ter sido fácil para MST crescer à sombra de um gigante
intelectual como a Mãe, Sophia, e de um tribuno portentoso como o Pai,
Francisco Sousa Tavares. Talvez isso explique alguma coisa. Embora não
explique tudo. Claro.
12:23 PM
Anonymous said...
filhos duma ganda vaca...portugueses burros que passam horas agarrados a tv
e ao pc acreditam em tudo o que veem.nao e plagio
12:32 PM
Anonymous said...
o autor do blog que aceite as consequencias do que disse e va a tribunal.
12:33 PM
Anonymous said...
Estranho, muito estranho mesmo, que ande tanta gente interessada e
lamentosa e raivosa à volta do... lixo! De que é que estavam à espera? De
pérolas? No meio da trampa?
1:00 PM
Anonymous said...
Esta atitude imoral (e criminosa) do plágio está em vias de se tornar um
desporto de elite no nosso País...
Mas tão escabrosa como a atitude do
pretenso autor em questão, é a atitude dos supostos jornalistas que deixam
aqui comentários do estilo "sou jornalista, contacte-me para fazer uma peça
sobre o assunto". O que é que se passa convosco, Srs. Jornalistas? Não
sabem lêr? Precisam que alguém leia os dois livros e vos conte a história? Ah!
Pois é... tinha-me esquecido que este palhaço é também "um dos vossos"...
MST é um personagem que sabe tudo, já foi pivô de informação da Sic, foi
corrido, não é a pessoa que admiro, aliás nunca fui seu fã, e desde que é
comentador da tvi piorou a minha opinião, se repararem o lado da face é
escohida para tapar o defeito do lábio quando acentua frazes mais puxadas,
mas fico satisfeito pela derrocada ao suposto mal feitor, quando alguém
toca muitos instrumentos !....
1:22 PM
Barão de
Lacerda said...
A mim, que sou nobre por nascimento, vocação e educação, o que mais me
chateia nesta história é ver o dr. Sousa Tavares, que é um bocadinho
canastrão, OK, mas cuja opinião me habituei a respeitar (na Grande Reportagem,
no Publico, no Expresso), a proferir ameaças nesse pasquim ordinário e boçal
chamado 24 Horas. De facto, é rasquice atrás de rasquice.
Homem,
tenha juizo! Respeite-se. Quer desatinar, desatine no PUBLICO ou no EXPRESSO,
que sempre são de outro nível. Até os palavrões soam melhor. Não sendo
elitista -- que não sou --há um certo número de coisas em que não podemos
facilitar. Para todos os efeitos, ao 24 Horas diz-se: NÂO, NÃO e NÃO.
É que aparecer no 24 Horas, que vive da merda, na merda e para a
merda, não lembra a uma pessoa com um minimo de classe, educação e bom senso.
[Note, sr. Tadeu, não é nada de pessoal: o senhor é esforçado e vê-se
que tem o perfil certo para o jornal: fez o que lhe competia: tentou compor a
cagada do dia à custa do MST. É para isso que lhe pagam e é isso que o sr.
Tadeu sabe fazer].
O MS Tavares é que devia ter cagado no raio do
pasquim. Assim mesmo: cagado. De alto.
Nasce um tipo Barão para aturar
isto! Que lástima, que ferro, que choldra!!!
Barão de Lacerda
1:45 PM
Anonymous said...
Absolutamente espantoso. A barragem dos jornais punha em questão o que li
neste blog. Agora, ao ver as comparações entre os textos, não duvido. É uma
imensa vergonha! Há frases iguais, conceitos e - até!!!!! - personagens. Nunca
tinha lido "Equador" porque ... enfim... mas agora é que não vou ler
mesmo. Estará a explicação na justificação dada pelo autor de "Equador"
para outras barracadas? A de que andou a contratar jovens para lhe escreverem
o livro qual manta de retalhos? Parabéns aos autores do blog! E percebe-se
bem o seu anonimato pela reacção dos jornais! Sou jornalista e sei o que
a(s) casa(s) gasta(m)!
Vão ver que ele daqui a uns anos vai começar a plagiar essa grande
escritora Sophia de Mello Breyner, mal por mal fica tudo em familia.
2:01 PM
Anonymous said...
Estará tudo louco????entao o homem nao escreveu Sul e outras pérolas de
crónicas de viagens, será que alguém lhe bufa ao ouvido quando ele faz as
concisas, astutas e inteligentes intervençoes na tvi ...as crónicas nos
jornais..as conferências que dá( onde fala duas horas de improviso eu já
assisti a uma). Não passais de umas bestas niveladas pela vossa mediocridade.
JP Clemente
Se vocês soubessem... tenho um blog que se farta de copiar coisas...
hehehehe
3:03 PM
Anonymous said...
Toma seu FDP! Do Nacional da Madeira com Amor!
3:03 PM
Anonymous said...
Verifiquei agora que o blog faz censura..isso é q é plágio..e dos
grosseiros..essa é a mais antiga profissao do mundo. JP Clemente
3:05 PM
Anonymous said...
Graças a Deus que NUNCA li nada deste gajo. Nunca me inspirou confiança.
Além de arrogante tem a mania que é o maior....que vá ler os seus livros à
cabeceiro do pinto da costa...
3:25 PM
unhanegra said...
Já agora, quem é capaz de me dizer se MST plagiou páginas inteiras da obra
"Désordres à Pondichéry" de Louis Delamarre.
3:27 PM
tu dela
said...
Parabéns ao post do Barão de Lacerda. Subscrevo na íntegra.
E uma
pergunta. A TVI que fez um contrato chorudo com o despenteado mental agora
como é? A série televisiva faz-se e depois? A TVI não se mete em apuros também
e não terá que pagar direitos de autor aos franceses?
E o Expresso vai
de mal a pior. O prestígio com colaboradores destes vai com a enxurrada...
3:28 PM
Anonymous said...
Não digam mal dos Sousa Tavares. O F. Horta e Costa já comprou duas caixas
de lápis azuis para espetar nos olhos da malta... chiça, que o primo do barão
é tramado. Comparado com ele, o plágio do «buldog» Sousa Tavares é uma
brincadeira.
3:30 PM
Anonymous said...
Porra, eu tenho é médo do barão f. Horta e Costa. O gajo ameaçou meter ium
lápis azul no olho do outro. Mas por mal antes o tareco ou o buldog do filho e
mais o plágio...
3:36 PM
Anonymous said...
" Plágio " é excessivamente fino para classificar mais um exemplo da
epidemia de copianço literário que grassa em Portugal . Depois dos escândalos
das Doutoras Clara Pinto Correia e Maria João Pires, só faltava O MST
engrossar o que, sem papas na língua, se chama um golpe de chulos
intelectuais.
Confesso que não gosto nem um bocadinho deste Miguel Sousa Tavares. Não
gosto dos seus comentários no Jornal Nacional, e muito menos me agrada quando
se põe a falar de futebol. Agora que o "seu" EQUADOR é uma autêntica
obra-prima lá isso é...
3:41 PM
123 de
Oliveira 4 said...
Não gosto de ir ao encontro do que parece óbvio e parece óbvio que é um
plágio (confio no que foi aqui transcrito de um e de outro livro). Será MST
burro para plagiar assim descaradamente? Será isto uma encomenda do próprio
para vender mais uns exemplares? A imagem continuará imaculada, os
simpatizantes do FCP continuarão a prestar-lhe vassalagem bem como as pessoas
que fundamentam opiniões apenas com o que lêem nas capas de jornais do calibre
o 24 horas ou do CM. Em Portugal tudo fica sempre em águas de bacalhau, não
creio que isto seja diferente. Ele lançará outro livro em breve (vem ai o
Natal) e o povo (que agora já é culto) aderirá em massa. Não admiro a
personagem mas vejo-lhe alguns méritos. Não o acho genial porque esses
escondem-se muito (há excepções claro). Não li o livro nem tenho intenções de
o fazer. Não porque toda a gente lê ou leu mas porque não me apetece e prontos
(com S no fim).
3:43 PM
Jerónimo
Vidigueira said...
O Sousa Tavares esteve hoje no telejornal da TVI e não abriu o bico sobre o
assunto. Nem ninguém lhe fez qualquer pergunta sobre o dito.
No pasa
nada?
Que porcaria de País é este?
Há demasiadas vacas sagradas
e demasiados jornalistas com medo, muito medo, de fazerem
perguntas.
Que tristeza!
3:45 PM
Anonymous said...
Este homem tem passado a vida a insultar pessoas: Saramago, Joaquim Letria,
João Carreira Bom, que bem o lixou, apresentando provas da sua falsa
integridade; dissse que o Eduardo Moniz era um imbecil e depois este,
contratou-o, obrigando-o a apertar-lhe a mão, com as câmaras a filmar a cena
repugnante. MST sempre escreveu pessimamente. O Equador é um desastre
linguístico. Medíocre como o país. MST está a pagar pela língua. E julgo saber
que está mais para surgir. O curioso é que as televisões, que tanto criticaram
a esquelética Margarida Rebelo Pinto, apenas tola, silenciaram, quanto ao
vergonhoso plágio do enfatuado Miguel. Viva o Benfica!
3:59 PM
Anonymous said...
Malta! Vocês viram o cavalo na TVI?!!! Que cara! E ninguém tocou no
assunto, tudo muito caladinho. Pois. Não pode dizer «bardamerda» ali em
directo, não é? Tem de estar quieto para não se espalhar ao comprido. Diz um
amigo meu que é vizinho dele que anteontem foi uma gritaria lá em casa do
Tavares. Que ele não se calava a vomitar palavreado do piorio. Grande
ordinário Por isso é que nem o irmão mongolóide gosta dele.
Paulo Palma
4:15 PM
Anonymous said...
Há coisas dificeis de me entrar na cabeça... dar uma paulada numa pessoa
por exemplo é uma delas...só porque denunciaram uma verdade escabrosa (enganou
milhares ou milhões de pessoas, esse sr. e a respectiva editora deveriam
recolher os livros, e fazer a respectiva devolução monetária aos lesados,
felizmente não sou um deles). Outro ponto que acho delirante é a agressividade
verbal que esse sr. usa constantemente em forma de ameaça, muito metafórico,
mas quando nos seus comentários semanais num canal de t.v. fala pelos
cotovelos, desancando neste Portugal que é pequeno demais para alguem com um
ego como o dele... diz mal de governantes, ainda hoje de dirigentes
desportivos, e passa impune ninguem lhe oferece paulada,,, mas aki fica uma
expressão: para o que este sr. bebe a expressão paulada até deve de ser uma
das mais moderadas do seu vocabulário, como ainda não leu um livro com algo
mais pesado, isto por enquanto mas aguardaremos,,, a educação já conheceu
melhores dias,,, lembro-me dele a criticar a ministra da educação, mas ele é o
mal educado não tem formação,, o melhor é não lhe dar conversa...outra coisa
que acho divertida é tentar dar aquele ar de gentelman, deve ter lido tambem
em algum livro com certeza porque todos nós sabemos o que esse senhor vale...
quem tem telhados de vidro não deve mandar pedras
4:17 PM
Anonymous said...
Diz-nos o «fado»lusitano que quando se fala bem de alguém é porque esse
alguém está a baixo da mediocre média deste país invejoso das cuecas limpas do
vizinho; falar mal é dar voto de expulsão a pessoas que depois são os
Damásios, os Saramagos, os engenheiros da Nokia e todo um conjunto de pessoas
que se salvaram da MERDA de país que os viu nascer. COMAM MERDA INVEJOSOS
4:25 PM
miguel
horta said...
Os meus amigos tenham medo, muito medo... O Horta e Costa não é o Barão
da PT. O Barão tem o mesmo primeiro nome do Sousa Tavares: Miguel! E tenho
certeza que não se sujava a defender o canastro do escriba/ copista. O F.
Horta e Costa vaza-vos os olhos com facilidade espantosa!!! Lembrem-se do que
fez ao Camões quando o zarolho se meteu a trovador com a mulher
dele... Força F.H.Costa! Vá-se a eles! E á paulada como o malcriadão do
MST!
4:27 PM
CarlosPais said...
MST, em vez de oferecer pauladas porque nãoconvocar uma conferência de
imprensa e rebater tudo o que aqui está dito??? Se acha que estão a montar uma
cilada, prove o contrário, mas com factos e provas e nada de pauladas e
justiça, porque por essa via...meu amigo, já todos sabemos como acaba... no
ESQUECIMENTO. Aproveite e prove ao mundo que a cambada que o povoca está
enganada. Consegue???? Estou aqui para ver....
4:35 PM
Lucy
Dalton said...
É uma espécie de voo de Ícaro, um pacto faustiano: querer ser mais do que
se é. Em Portugal há muito boa gente a plagiar as ideias dos outros, sobretudo
se pertencem a subordinados. No jornalismo também é costume copiarem-se press
releases inteiros. Quando confrontados com a atitude, os faltosos costumam
indignar-se e ficam ofendidos. Não li o livro, não quero ter televisão, não
preciso de falsos deuses. Há muitas pepitas literárias escritas por gente que
não tem protagonismo nem vaidade. O portuga tem a mania de idolatrar as
pessoas que vão à televisão, compram tudo o que escrevem. Gostei das citações
originais, o melhor de tudo isto foi ter ficado a conhecer novos autores.
4:51 PM
Anonymous said...
Isto tudo não passa de uma cabala para nos desmoralizar a nós portistas,
(porque todos sabemos do amor ao FCP por parte do MST), em vésperas de
defrontarmos Lucilio and the boys. Aí sim é plágio.... dos 20 campeonatos
ganhos nos ultimos 30 anos.Jogaremos até que as orelhas e narizes lhes doam.
Viva o FCP JP
Tem pastelinhos de bacalhau? Não tem? Então dê-me um copo de vinho
branco...
Ai Miguel, ai Miguel
A vida tem desta coisas... (e de
outras também).
LOL
5:29 PM
Anonymous said...
Ainda bem que não li o livro...do MST (suponha eu) Pois tinha muitos
outro a frente na minha lista de prioridades Parabens pela coragem desta
revelação pois para além da exclusão do livro da minha leitura fica tb o nojo
por este supostos intelectuais... obrigado
bogieman
5:45 PM
Anonymous said...
o plagio do mst segundo foi aqui divulgado é uma vergonha literária para o
País, mas ao ler os comentários feitos sobre este plágio fico ainda mais
envergonhado pela ignorancia (para ser meigo) revelada por alguns ao
confundirem tudo com o futebol... é fanatismo tal e qual o desse sr de que
falam... cultivem-se
5:52 PM
estupefacto said...
Vai ser interessante ver o aumento de vendas que o título original vai ter.
De certeza que muitos leitores irão deitar fora o seu "Equador" e bastantes
mais irão procurar a fonte de inspiração de MST. Ainda não li o "Equador" e
até era para o comprar agora, mas mudei de ideias e vou comprar antes o
"Fredom of Midnight"!
5:55 PM
Locomotiva said...
Não sei porque é tão grande a surpresa e tão grande a indignação, só mesmo
um inculto secundário poderia achar alguma graça ao Equador,um livro ensosso
de mal escrito, com um grau quase zero de qualidade literária. Também já se
sabe há muito que Portugal é um país de imitadores, daí que a figura retórica
da "indignatio" (tão cultivada por padres e ayatollahs e todo o tipo de bons
moralistas) seja escusada. Talvez haja candides a mais e ingénuas de três
bicos, com falta aguda de leituras, porque é quase imperdoável gostar-se do
Equador. Por isso, "sartus resartus", não surpreende que o imitador e
sub-escriba seja crucificado por outros imitadores ou ainda alabado pela vasta
e pouco vocal massa de incultos secundários. Uns manobram mal o insulto,
outros o elogio. De facto a cultura tv tem andado a fazer estragos óbvios, que
espera-se serão reparados por uma geração mais mortífera e lúcida de
bloguistas. A arte do insulto também está decadente, como se depreende dos
posts pró e contra (os posts pro ainda conseguem ser mais insultuosos além de
fazerem ricochete). O certo é que o MST vai vender a 15 edição ainda melhor e
vai ter um imenso amargo de boca ao descobrir que os seus (in)fiéis leitores
lhe comprarão o próximo dishonest best seller para ver de onde é que desta
veio o plágio. Mas talvez ele entrementes tenha o pequeníssimo talento
lusitano de aprender a disfarçar, e venha o plágio em diferido ou triferido, e
não absolutamente ad lettera como agora. A verdade é que MST não terá
ficado em piores lençóis do que já estava, Ficou mas foi com a medula espinal
mais à vista. Pende para o macaco. Não é lá muito bonito. Mas cada um faz o
que pode. Também é irónico constatar a patologia do dedo acusatório que de
repente se vira contra si mesmo
Saudações incívicas ao MST e à
leitorada pró e contra, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes
frères.
Locomotiva
5:55 PM
Anonymous said...
Fosga-se, quase 180 comentário é obra.
6:23 PM
Anonymous said...
Estive a prestar atenção à cavalgadura durante o jornal da TVI. A pose do
símio é, de facto, esmagadora. Parece um gorila, capaz de estralhaçar o
canastro ao primeiro desgraçado que resolver rebater uma das suas doutas
opiniões. Eu, aqui, prometo: se me cruzar na rua com esse invulgar cretino,
mostro-lhe com quantos paus se faz uma canoa. CUIDADO SOUSA TAVARES! UM DESTES
DIAS, QUANDO MENOS ESTIVERES À ESPERA, UM LEITOR ENGANADO (EU) VAI DAR_TE DUAS
BOFETADAS DE MÃO ABERTA COMO SE FAZ AOS RAPAZELHOS DE ESCOLA! VAIS PARA CASA
VERMELHO E A CHORAR SEU BARDAMERDAS!
Sunil Dias - Amadora
6:36 PM
boris
barroso said...
Pessoa infrequentável, jornalista medíocre, pseudo-«opinion maker»,
moralista de meia tigela, hipócrita encartado, vira-casacas moral, escritor de
trazer por casa, alcoólico e amigo da coca, eis o Tareco Jr. Portugal
merece-o.
6:37 PM
Anonymous said...
MALTA! VAMOS LÁ FAZER ALGO PARA AJUDAR O BRONCO DO
TAVARES!
helpline@vikaspublishing.com
POR ESTE ENDEREÇO DE MAIL
PODE-SE ENTRAR EM CONTACTO COM UMA DAS EDITORAS DOS POBRES LAPIERRE E COLLINS.
EU VOU RECLAMAR DE TER SIDO LUDIBRIADO POR ESTE PASCÁCIO. FAÇAM O MESMO!
6:50 PM
Anonymous said...
Vocês não se recordam quando o Tavares insultou o pobre do Madaíl, o do
futebol, impondo a ideia de que o Madaíl era semianalfabeto e incapaz de dizer
duas direito? O Madaíl ficou à rasca, coitado! É um simplório. Mas o Tavares é
um ignorante e escreve com as unhas dos pés. Sabem-no os que trabalharam com
ele na »A Luta», jornal do Partido Socialista, e nas televisões por onde
passeou a arrogãncia, a tolice e snifações. E engrolou o Santana Lopes, numa
jogada provinciana, que arredou o Aletria da direcção da revista Sábado. O
homem é um cardápio de indignidades. Viva o Sporting!
6:51 PM
Anonymous said...
Boa meu! Vou já mandar um mail para esses infelizes roubados. A ver se
obrigam o Tavares a cagar a nota que andou a ganhar à conta de indignidades.
Que labrego!
Manuel Jorge
6:57 PM
Anonymous said...
Estou a ler atentamente os dois livros e, de facto, já lá encontrei muitas
coisas semelhantes. Não se reduz a estes parágrafos. Até há descrições de
personagens quase idênticas. Dêem-se ao trabalho e vejam bem. Que belo
escritor me saiu este MST.
Antunes das Neves
7:12 PM
Morais
said...
"Contam-se pelos dedos os blogs com autores devidamente identificados".
Pelos dedos de uma mão, das duas? E as dos pés tambem contam?? Esta é de muito
má fé. Ou não é leitor frequente de blogs ou o seu objectivo é pura e
simplesmente criar "ruido". Se os factos são tão evidentes porque escrever sob
anonimato? Só os cobardes é que se refugiam no anonimato como reconhece.
"(...)o da imunidade virtual. Essa questão tem barbas e meio país já foi
insultado através da blogosfera." Logo, como meio país o foi voce acha-se no
direito de o fazer (será este um 'direito adquirido'?). "Revelam factos" quais
factos? Meio dúzia de paragrafos entrecortados para dar a ideia de um só? Isso
qualquer um faz!! A pergunta que se coloca é: porque o MST e não a Agustina,
ou o nosso Noel, ou João? Será que estes estúpido ainda não percebeu que
quanto mais "ruido" cria mais os livros vendem. O MST devia estar agradecido
por ajudarem a venderm ainda mais!!
Depois de Carlos Cruz, chega-nos mais outro violador (pedofilizante):
Miguel de Sousa Tavares (em cada qual à sua maneira).
Que grandes
malandros! E querem ser forçosamente bons, usando e abusando!
Eu sabia
que mais tarde ou mais cedo estas situações se iriam desbloquear com esta nova
e eficaz forma de comunicação!
Mas ainda há muito para FAZER! É preciso
dar a cara, e sairem todos do anonimato, mas para já compreendo que nem todos
o conseguirão fazer por muitas e variadíssimas razões... Não há que ter medo
quando se está com a razão... é preciso enfrentar este poderio de «monstros»
pedofilizantes... Eis aqui uma boa forma de acabar com estas situações a
serem denunciadas... PARABÈNS, CORAGEM e estejamos atentos de forma
ordeira e comunicativa... É que pressinto que um nova forma jornalística
irá surgir muito em breve...
1:30 AM
Mariana
said...
Vá lá, fotografem ou digitalizem uma ou duas páginas do livro, copiado,
esse mesmo de onde sacaram essas cenas do Tavares, e publiquem no blogue que é
para ver se calam, de vez, a cambada de palermas cautelosos da blogosfera e
arredores. Se não sabem como fazer, peçam a quem sabe.
Lamentável. Espero que os jornais e as televisões não fujam desta notícia.
A ser verdade, o que de facto parece ser, este senhor deve ser severamente
punido. Uma vergonha este MST.
lamentável. MST deve ser severamente punido. Uma vergonha.
2:12 AM
mariana
said...
publiquem no vosso blogue as páginas digitalizadas onde constam as cenas
copiadas para se acabarem de vez com estes dolorosos momentos de suspense e
com as pauladas do MST.
2:16 AM
Lucy
Dalton said...
Essa ideia de andar à chapada ao MST parace-me ignóbil, medieval e bronca.
Don`t be emocional! O melhor é os revoltosos e indignados dirigirem-se à
editora e reclamarem o dinheiro e irem logo comprar o livro que o inspirou.
Porque quando se compra um livro está-se a pagar também a sua originalidade e
é essa que deve ser compensada. Fico sempre surpreeendida quando as pessoas
dizem que é um dos melhores livros que leram e pergunto-me: afinal quais foram
os restantes? Enquanto, continuarem a ler os livros errados perpétua-se o
ciclo de dar relevo a gente de segunda, enquanto a excelência tem de emigrar
para não viver como um apátrida. Porque razão, um pivot (por exemplo) que leva
a vida a encher a cabeça dos espectadores com notícias sensacionalistas pode
transformar-se nas horas vagas num escritor de grande talento? Ter vontade de
ler livros com capas pirosas, letras que parecem agarrarem-se à carteira,
assinados por gente que se popularizou por ir à televisão está na mesma
frequência, talvez um grau a cima (porque são mais páginas) de quem tem a
febre de consumir revistas cor-de-rosa. Se os leitores do MST querem agora
bater-lhe... é lamentável, mas cada um tem os leitores que merece.
2:24 AM
Anonymous said...
"Hoje estou muito pessimista" MST in Jornal da Noite TVI 24/10/2006
2:29 AM
Joana
Arantes said...
Será que alguém pode transcrever o início do "Freedom at Midnight" em
Inglês?
2:54 AM
Anonymous said...
O meu nome é Bruno Silva e sou jornalista do site Portugal Diário.
Tendo em conta a repercussão mediática que este assunto ganhou nos últimos
dias, gostaria de entrar em contacto com o autor deste blog, para elaborar uma
nova peça jornalista sobre o assunto. Para tal, deixo o meu e-mail:
bsilva@mediacapital.pt Com os melhores cumprimentos, Bruno Silva
2:58 AM
Anonymous said...
Sobre a qualidade ou não do livro, não posso comentar, uma vez que o senhor
em causa não faz, não fez nem nunca fará parte das minhas prioridades
literárias. Como tenho pouco tempo, tenho de dar-me ao luxo de escolher
bem.
Já quanto à sua constante pose enchouriçada, altaneira e bazófia é
outra coisa. A criatura é absolutamente odiosa. Se não poupa ninguém nas suas
crónicas e comentários, por que motivo deveria agora ser poupado? Admito até
que, como muitos, esteja a sentir uma nãotãosecretaquantoisso sensação de gozo
pelo facto, que vai mais além da típica atitude portuguesa de prazer pela
desgraça alheia.
A verdade é lixada: o gajo merece.
NSC
3:02 AM
Anonymous said...
Parabéns ao autor deste Blog! Tenho o livro em casa porque mo ofereceram,
mas já nem vou lê-lo, vou deitá-lo para o lixo! Eu já me admirava como é que o
"bon vivant" e cronista desportivo de algibeira, tentáculo dos SISTEMA
portista, era capaz de ter tempo para escrever tanto romance... Assim também
eu... era romancista!
3:17 AM
Machado
Santos said...
Para todos os Horta e Costa: Expliquen lá porque é que a são, chefe do
gabinete do Ministro do ambiente, se encontra neste ministério desde o tempo
do Guterres e só não teve tacho, ou teve e nós não conhecemos, durante o
ministério do Isaltino. Também o que é que fizeram aos bens doados por um
homo aristocrata à Câmara Municipal de Oeiras. Também o que é que têm a ver
com os terrenos do litoral alentejano propriedade do BES. Por mim já chega
sermos roubados há 200 anos pelas mesmas famílias. O que pretendem fazer de
Pinheiro da Cruz?
3:26 AM
Hugo
Char said...
Eu, francamente, acho bem. Aliás, acho mesmo mtu bem; assim é q devia ser
sempre. Afinal algumas traduções são tão más, q mais vale dar o nome do
tradutor como autor do livro, q envergonhar o escritor original com a
tradução!! Este caso é mais visivel, porque o próprio MST não teve vergonha
de pôr no livro os nomes daqueles q traduziu. Não esquecer, também, todos
os outros que para aí andam... tipo o José Rodrigo (dos Santinhos lá dele), q
vai plagiar lixo ao lixo, o prob é descobri esse lixo literário, q quem o lê
nada vê. ;) Digamos q uma % bastante elevada da literatura nacional... de
nacional ñ tem nada.
3:32 AM
Jorge do
Vale said...
Muito bom, o vosso trabalho "encomendado". Já agora, foi pago em euros
ou em reais?!
3:32 AM
Anonymous said...
É, de facto, lamentável situações destas acontecerem. Eu, que até li e
gostei do Equador, estava longe de imaginar que, afinal, o livro até nem era
original. Perante estas evidências ainda se torna mais ridícula a figura de
MST a fazer-se de vítima dos "mauzões anónimos" da net. Tenha tento na
língua (onde é que eu já ouvi isto) e peça desculpa aos seus leitores pelos 25
€ que deram por um livro plagiado. Bom trabalho de pesquisa. Parabéns ao
pessoal do blog.
3:42 AM
Anonymous said...
Não é a primeira vez.Esse individuozinho com manias de intelectual já antes
plagiou páginas inteiras de um romance de um escritor francês dos anos trinta
chamado Louis Delamarre chamado "Désordres à Pondichéry"...
O problema
é que essa coisa nunca veio a público (Louis Delamarre não deixou família), e
como só os editores é que têm poderes para perseguir alguém por plágio (neste
caso), a coisa acabou com um "arranjo" à grande e à francesa.
4:13 AM
Anonymous said...
De facto, há tanta inveja e estupidez em Portugal que não admira que
estejamos na cauda da Europa. O livro tem 500 páginas inteiramente em
Português. Se os autores deste blog conseguirem provar que a história no seu
todo foi plagiada e na realidade não passa de uma tradução, então que o façam.
4:17 AM
Anonymous said...
Há uma coisa com a qual ninguém conta: se o livro foi tão vendido como
dizem, à pala deste escândalo vai ser uma corrida desenfreada às livrarias
para comprar a obra plagiadora e a obra plagiada. Nunca pensaram Lapierre
& Collins que ainda iriam tirar dividendos de um livro publicado (ou
escrito) em 1975, e muito menos pensou MST que esta seria uma bela estratégia
de marketing.
Em paralelo e silenciosamente Lapierre & Collins
processarão MST mas debaixo da mesa lá resolverão a questão dos dinheiros e
ambas as partes continuarão ricos e uns alregremente impunes, outros
alegremente enganados
4:26 AM
Deuzia
said...
Mas o MST até escreve bem, apesar do suposto plágio...ou sera que foi
alguem que lhe corrigiu os textos no livro Equador? É pena é ser tão
revoltadinho da "guerra colonial", sempre com rispidez nos comentarios que faz
nas diversas aparicoes. Faz lembrar o F. Louçã... Contactem o autor
"original" ver onde isto dá....
Eu ja desconfiava pois uma pessoa que diz que os habitantes da cidade do
Porto são portistas (no jornal da noite da TVI) não pode, nem deve escrever um
livro que seja digno desse nome. Pois tá visto.
4:32 AM
Voodoo
Chile said...
Exmo.Sr.Prof.Dr.Engº Miguel Sousa Tavares: Só para dizer:
BEM
VINDO Á GERAÇÃO DO COPY/PASTE ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
ou
será COPY/PASTE/TRANSLATE...
Nota: Que raio de jornalistas são aqueles
da TVI, que perante uma situação destas não tiveram "tomates" para falar uma
coisinha que fosse acerca deste assunto???, e logo ali com o Miguel Copy Paste
á frente deles...será que a Media Capital é accionista da Editora do
"Equador"...
4:33 AM
Anonymous said...
Têm algum comentário a fazer a este gajo?
http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/10/racaoparaporcos.html#comments
4:35 AM
Anonymous said...
É por isso que só leio BD... Esse MST é um degenerado.
4:36 AM
Locomotiva said...
Em defesa do MST:
O país anda todo plagiado. A república portuguesa
é um plágio da Francesa. Sócrates é um plágio de um yuppie eurocrata. O
cardeal Poli. um plágio de um fumador envergonhado. Fátima um plágio da Virgem
de Kiev. O nosso socialismo um plágio dos dissidentes da 1a. Internacional. A
Opus Dei nossa de cada dia um plágio de um psicopata chamado Escrivá que era
um plágio de um Marquês. A Maçonaria nossa um plágio dos ritos escoceses,
franceses(modificados ou não) e ingleses. Aqueles aventais,
francamente. Entretanto Eça, o divino, de quem MST é um dos muitos epígonos
contemporâneos, plagiou Flaubert. O crime do Padre Amaro é um plágio de La
Faute de L'Abbé Moret. A nossa marinha de Guerra com meio submarino
caquético é um mau plágio de uma marinha de guerra. A nossa Justiça um péssimo
plágio de uma justiça. Cada clube de futebol e as legiões de mentecaptos que
os apoiam plagiam as glórias passadas, que na maior parte dos casos, tirando o
glorioso FCP (ou a o religioso FCP?) que promove a santa histeria colectiva -
bem haja - são pindéricas. Os dirigentes plagiam primadonas. E são muita
feos. Para não me alargar mais. Qual é o crime de ser plagiador num país
onde todos plagiam tudo e todos? Sinceramente, les belles ãmes indignadas
pró e contra.Não é caso para tanto. As televisões continuarão a plagiar~se
umas âs outras. O melhor é desligá-las a todas. O Expresso estava â rasca,
mortinho por plagiar aquela osga entupida, o SOL. O Público agora também vai
plagiar the Sunday Times. Ler jornais em Portugal é um acto de plágio, em
si. O próprio Cavaco é um plágio de si mesmo.
Quoi faire,
entâo? Ler Boris Vian, para começar. Depois de duas revoluções literárias a
de Joyce e a de Proust ler reciclagens queirozianas é patético. Todos os
leitores do Equador, sobretudo os que gostaram daquilo, são o plágio de um
leitor.
O Tamen traduziu brilhantemente o Proust. O J.L. Borges está
muito bem traduzido. A inteligência brilha e há de sempre vir ao de cima, mau
grado os diferentes exércitos do preconceito.. Porque ler as produções dos que
se venderam â TV?
O Rodrigues de Carvalho ( já vai na teceira edição ou
quarta?) plagia servilmente o Lobo Antunes. Este pelo menos tem mau feitio, e
(descontando as estupendas crónicas que apareceram primeiro no sulpemento do
Público, e por isso estás perdoado Lobo) só se plagia invariavelmente a si
mesmo desde a Memória dos Elefantes. O Saramago também se plagia,
descaradamente, livro após livro. O ponto, Zé! o ponto! a vírgula, a pausa
ainda estão â tua espera. Bela e carnívora vírgula! venenoso
ponto!
Também está perdoado António Ramos Rosa que declarou há anos em
entrevista: sou um plagiador.
Eu plagiador assumido, o chamado
Locomotiva, cá estou, infiéis, às vossas desordens.
Mas previno, a
verdade é mais dolorosa ainda , em cada portuga instalou~se um medíocre
osmótico, do tamanho e lamento dizê-lo do formato de uma neo Basílica )mais
cimentáriads, mais Abelha Carraçuda). Daí o tique Pontificante. Daí a pocilga
de Papas mediáticos em que gostosamente nos enrolamos. S.S. Tavares III agora
leva na carola? Retorno justo do karma para quem paulou na tola de tantos
outros.
Essa treta do leitor magoado, pró e contra. O fado dos
encornados por MST? Takes two to tango, mes amis, romains, citoyens.
Parafraseando Outro Bispo Recentemente Embotelhado (Cesariny) Plagiários somos
nós todos desde pequenos, ou ainda menos.
Locomotiva, Pax,
Justitiae e toda a Peçonha em Dia!
PS - Mas quem disse que um
escritor não devia plagiar, ou que não podia? O plágio tabém pode ser colagem,
citação, pastiche, inscrição aberta e ali deixada , transcrição doutro
registo, assimilação do ritmo de um outro e mesmo apropriação irónica ou não
do discuros de um outro ou para ser mais lacaniano, do discurso do outro. Mas
por onde esta gente, nãp passou por Andy Warhol, nem pelo teorizador das
"machines litéraires". Triste admitir que é verdade que os escrutores são
rascas, mas os leitores não fazem a coisa por menos.
Surpeende-me ver
uma Inquisiçâo de dentes arreganhados tão ignorante como a outra, a gritar por
fogueiras? Não. Portugal sempre andou a plagiar a Inquisição. Há inquisidores
de esquerda e de direita por toda a parte.
4:57 AM
LMP
said...
Não será fácil para o MST vir a público explicar-se. Não terá sido fácil
para o(s) autor(es) deste blog descrobrirem que, o MST afinal não era o génio
que eles acreditavam que era. Compreendo a ilusão das suas vidas e porque se
escondem no anonimato. Afinal, quem muito admiravam, aos seus olhos, não passa
de um traidor. A não ser tudo isto, o que poderá ser: i) o(s) autor(es) deste
blog não faz(em) outra coisa a não ser procurar quem são os autores que andam
por ai a plagiar (neste caso advinha-se que a tarefa seja dura). ii) o(s)
autor(es) deste blog tentam um ajuste de contas com o MST (aqui revelam ter
fracos princípios). iii) a não ser isto o que será?
As acusações contra
MST são muito fortes e sustentadas. Mas os factos a seu favor também são muito
fortes. Se MST com o «Equador» contribuiu para que em Portugal mais pessoas
adquirissem hábitos de leitura, então o MST tem aqui uma atenuante. Por outro
lado, se MST traduz parágrafos inteiros do livro «Cette Nuit la Liberté»,
contribuiu para divulgar a obra dos srs Dominique la Pierre e Larry
Collin.
Muitos dos autores de comentários deste blog, sem nunca terem
lido um livro, apressam-se a ajuizar não só o que está em causa como também um
rol de outras coisas. Não fora a oportunidade de terem aqui o seu palco jamais
se ouviria o que lhes vai na alma.
Luís Miguel
5:03 AM
Anonymous said...
VAMOS LÁ VER SE ENTENDO:
A "tralha" que ele encontrou no sótão era
do avô;
A história estava na génese do Avô ...
Afinal não deu
material nenhum !!!
5:05 AM
M.
Aparício said...
Pois, confesso que nunca achei que o MST fosse grande coisa como escritor.
Nunca me inspirou e acabei por desistir de uma leitura tão desinteressante.
Da dupla Lapierre - Collins, no entanto, aprecio não só a qualidade da sua
escrita como todo o trabalho prévio de investigação e documentação sobre os
temas. Já agora, se o MST admira tanto o Dominique Lapierre, talvez queira
imitá-lo na sua opção pessoal de vida. É que este senhor e a sua esposa
Diminique Conchon, fundaram em 1981 uma obra solidária na Índia (com ajuda da
Madre Teresa de Calcultá) para onde direccionam todos os proveitos editoriais
e pessoais. Este casal vendeu os seus pertences e a sua casa para construir
barcos-hospitais e infraestructuras básicas no Ganges e passa 11 meses por ano
na Índia, a trabalhar nas missões. Ou seja, não doaram só o seu dinheiro, doam
todo o seu tempo! Talvez o nosso querido MST se inspire, mas duvido....
gostei do equador. agora tenho de ler o outro, e com o meu descernimento
ficar, ou não, estarrecido com o suposto original.
5:17 AM
Cimbalina said...
Parece-me que a existir plágio e o mesmo, a meu ver, não seja de
louvar; Pese embora o laivo de decepção que assola o meu espírito e a minha
alma; Considerando ainda os inúmeros furores, reacções ilógicas e
irracionais que o autor suscita (vá-se lá saber porquê...):
-MST teve,
na realidade, um mérito indiscutível e imenso que foi pôr quase Portugal
inteiro a LER! E, melhor ainda, a ler INTERESSADA-MENTE! Num país como
o nosso, onde tão pouco se liga à cultura, não será isto um feito
notável? Deixemo-nos de falsos pruridos e convenhamos - o livro, plagiado
ou não, é belíssimo e mereceu totalmente a ampla divulgação que lhe foi
dada! Criado, plagiado na totalidade ou parcialmente, o que é certo é que
Equador nos deu a conhecer certos aspectos da nossa hitória muito bem
ocultadinhos: - a escravatura - às claras ou nem tanto; - a mentalidade
torpe e nefasta dos senhores das roças (e tanta roça que parece haver ainda
hoje por aí;) - uma imensa mesquinhez de espírito e cinismo da sociedade
que perdura, ainda, nos dias de hoje, enfim... Que disto e muito mais
deveríamos saber todos, parece-me inquestionável. Incontornável é, também,
que quem leu Equador retirou dele enorme prazer e conhecimento, que é para
isso que se lê. Perante isto, não sejamos assim tão inflexíveis: não batam
mais no autor e não deitem o(um) livro para o lixo, que isso sim é crime!!!
Ao ler as primeiras noticias sobre este assunto achei que se tratava de uma
vingança ou de um caso de inveja. Com os exemplos que aqui foram dados já
começo a ficar na dúvida eacho que o MST devia vir dar uma explicação
plausivel para o que se passou caso contrário deve assumir as consequências
Pois ok. Parece que sim, mas afinal pode ser que não. Aguardemos a evr o
que isto dá e se dá.
Agora espanta-me com franqueza, a mediocridade de
quem mistura constantemente futebol, com regiões e com
literatura.
Espanta-me que para muitos tudo seja pertença do mesmo
saco.
Espanta-me também que não consigam separar as pessoas de algumas
das suas ideias.
Mas pronto...isto é apenas mais uma
opinião.
Agora o que me espanta mesmo, é que vivendo nós num país de
calões, onde formatos de programas televisivos raramente são originais, onde
as ideias de negócios são maioritariamente "adaptadas" de outras realidade,
onde até a política subverte conceitos "inspirados" em países com outras
realidades, se "empale" um autor desta forma tão imediata e
incisiva.
Confia-se mais num anónimo, que numa reputada figura
pública.
Ainda assim, espero que se comprove a verdade, seja ela qual
for.
E pronto,aguardo para ver.
5:53 AM
Anonymous said...
Sophia envolta em diáfanos véus percorrendo as praias da nossa imaginação e
o filho cerne se torna de uma anedota de que custa até gargalhar. Não leio
best-sellers, por princípio, por isso não os compro, logo não vou ter de o
largar o Equador no lixo... e os livros são como filhos que se não fizeram mas
se desvendam em cada palavra encontrada, em cada frase construída... Quem
manda os "fazedores de cultura" cá da nossa praça se deixarem enrodilhar na
sua própria vaidade e estarem sempre bajulando os vencedores. Quem lhes
paga para isso? Tenho vontade de chorar, por ti Miguel, o das grandes
reportagens nascidas do sonho e da aventura... por mim que não tendo lido o
livro sou capaz de inadvertidamente ter ajudado à sua propagação...
5:59 AM
MST
said...
Já vi que tenho de vos dar umas pauladas ...
6:09 AM
retirado
do blasfémias said...
Início da 27ª edição do "Equador":
Depois de as coisas acontecerem,
é quase irresistível reflectir sobre o que teria sido a vida se tem feito
diferente Se soubesse o que o destino lhe reservava nos próximos tempos,
talvez Luís Bernardo Valença nunca tivesse apanhado o comboio, naquela chuvosa
manhã de Dezembro de 1905, na estação do Barreiro. Mas agora, recostado na
confortável poltrona de veludo carmin da 1ª classe, Luís Bernardo via desfilar
tranquilamente a paisagem através da janela [...]
6:14 AM
DESILUDIDO said...
MERECEMOS O PAÍS QUE TEMOS, BARDAMERDA PARA ISTO TUDO...
Gostava tanto de levar umas palmadas tuas... Já estou a
geito...
7:09 AM
Anonymous said...
Este livro tem tradução para português, e pelo menos duas edições!E
chama-se "Esta Noite a Liberdade" e é líndissimo!
7:18 AM
Anonymous said...
Ando farto de me rir. Há anos que não via um emproado como o Tavares levar
tamanho baile. É mesmo humilhante. São farpas atrás de farpas e ele, com uma
falta de inteligência, que deve ficar na memória de todos nós, parece um cão a
tentar morder o próprio rabo. Que refinado cretino! Se por mais não fosse,
este blogue deu-nos a hipótese de desfazer o mito Miguel Sousa Tavares. Não
passa de um arruaceiro sem nível e de pouca inteligência!
Nada se cria, tudo se recria. Nada se perde, tudo se transforma. Em alguns
casos, basta apenas tarduzir.
7:43 AM
Barão de
Lacerda said...
Vai uma confusão enorme na cabeça de alguns iletrados que por aqui têm
largado «prosa» reveladora de um infantilismo e uma ignorãncia verdadeiramente
atrozes.
Sendo Barão, mas não sendo elitista, acho muito bem que o Povo
use a net para dizer de sua justiça e carpir suas revoltas. É saudável e é
muito democrático. Dantes, o Povo não se podia expressar com esta
facilidade.
Mas o que tenho lido por aqui (tirando algumas excepções) é
deveras incomodativo e confirma a suspeita: há uma geração de ignaros que
escrevinha alegremente sobre tudo, sem cuidar ao menos de escrever as
idiotices em Português correcto.
Trata-se de fanfarronice mas também
de ignorância pura. Os Pais têm a maior dose de culpa, certamente. Mas não
toda. Permito-me recordar que esta mesma geração que não sabe escrever
Português; que não lê; que não sabe o que é o cheiro do campo; que cresce
vidrada nos jogos e nos computadores; esta pobre geração, como se não
bastasse, é agredida diariamente com doses substanciais de lixo na Televisão e
lixo nas bancas e quiosques.
O resultado está à vista.
Noto que
poucos, muito poucos, conseguiram alcançar o que está em causa neste episódio
Equador. O que está em causa são ramos de uma árvore e não a floresta inteira.
Estão em causa frases e passagens de um livro de Sousa Tavares (Equador)
obviamente iguais a frases e passagens de um outro livro (Cette Nuit da
Liberté) publicado 28 anos antes de Equador.
A larga maioria, obtusa e
precipitada, bolsa comentários ferozes sobre MST, permitindo-se juízos de
valor alargadissimos: sobre a pessoa, o carácter, os hábitos, a obra e o
currículo dele. Assim mesmo, por atacado, num desbragamento favorecido
(aliás: só possível) pelo anonimato da rede.
Outros, mais avisados,
restringem-se ao essencial, cuidando de expressar perplexidade face à cópia
factualmente demonstrada e pedindo explicações ao visado. Com a firmeza
própria de quem se sente embustado.
Eu, Barão de Lacerda, nobre por
nascimento, vocação, educação e trabalho, permito-me apenas sugerir ao Miguel
que deixe de lado as ameaças, a vozearia e o palavreado grosseiro -- indignas
de um filho de Sophia -- e trate, responsavelmente, de prestar explicações aos
seus leitores. Públicas e convincentes, de preferência.
O resto,
caro Povo, é elementar. O Criador deu-nos cérebro também para podermos
engendrar os nossos próprios juizos; que serão tanto mais justos e
equilibrados consoante o nosso grau de Civismo, Educação, Cultura e Lucidez.
Enfim. Uma pena e uma seca, tudo isto. Que choldra, que pus, que
doença vai grassando por este País.
Barão de Lacerda, Alentejo
7:46 AM
Waldomiro Excelsio Araponga said...
Maria: não é geito, é jeito. Com «j». Deixe lá as palmadas e trate mas é de
estudar para não fazer tristes figuras, mulher!
7:51 AM
janus
said...
é preciso ter alguma calma. Shakespeare nunca escreveu nenhuma peça de
teatro com uma historia original. Reescreveu sim outras peças q ja circulavam
na epoca nomeadamente gregas. É por isso q é um plagiador ? Nunca ouvi essa
acusaçao. O grande problema aqui sao os grandes odios q MST tem semeado ao
longo dos anos que agr levam grande parte das pessoas a nao pensar duas vezes
por ser ele. Acho q devia haver uma analise cuidada ao livro, como outro
comentador disse o q foi colocado neste blog nao chega a duas
paginas.
valete frates
8:02 AM
Grunho
said...
Ele é como eu, que sou da claque do FCP! É tudo á paulada, assim mesmo, á
PORTUGA, daqueles que ele tanto gosta de criticar e que acha que não deviam de
viver aqui, emigra ó beto! Essa de partir as trombas não consideramos um
plágio porque o gajo é cá da malta do Zé Nuno!
8:17 AM
Miguel
Horta said...
Caro Barão e outros incomodados: Não vai de agora tudo o que o Ill.
Barão assinala. Pior: nem se espera que melhore.Permita-me, no entanto a
franqueza. O raio do Miguelito merece o enxovalho, não? Sempre o vi
amesquinhar, insultar, apoucar todo e qualquer um. Com razão, sem razão, ele é
jipe, é camião. Ele, o convencidão de uma figa, a julgar os outros com a sua
suposta superioridade em demasiados decibéis... Ele, com a sua fanfarronice
barata e a sua vaidade desmedida, pensando ser o único neste País que viu
mundo (esquecendo até, porventura, que de um modo ou outro, por esta ou aquela
razão, foi coisa que desde o séc.XV os Portugueses sempre foram fazendo). Ele,
que com aquela raiva contra si próprio, cegou e fez-se o exmplo do que agora
se chama o "Tuga": malcriado, grosseiro, maníaco-depressivo, arrogante, e o
que mais o caro Barão se lembrar de bom, bramando contra gente que mal não lhe
fez e que, se calhar, se limita a tentar sobreviver neste atoleiro que é uma
batalha... Concordamos ou não que, em não se explicando, e ainda ameaçando com
pauladas, vociferando, mandando bardamerda (esquecendo que o está a fazer a
muitos que o compram e até talvez tenham a paciência de o ler), o Tavares
merece a vergonha, que obviamente não reconhece, mas que passa? Caro Barão,
e com esta me vou: O Miguel ainda não percebeu, que faz parte da "choldra"
do Eça. Que ferro, caro Barão, que ferro...
PS.:Alguém
caridosamente,dada a ignorância deste vosso criado, consegue explicar que
história é aquela do"Désordres à Pondichéry" de Louis Delamarre?
8:40 AM
Anonymous said...
Caro Barão de Lacerda,
Que luz, que presença de espírito, que verve,
que nobreza, que pilhérias. Sim, senhor, de estalo este naco de prosa. Vamos
imprimir, sair a correr para o Grémio e mostrar ao resto da rapaziada
tertuliana.
Assinam, Duque de Saldanha Conde Barão Conde de
Redondo Duque da Terceira Calçada do Duque Duque de Palmela Praça
D. Pedro IV Liceu D. Pedro V Liceu Rainha D. Leonor
8:43 AM
Anonymous said...
Vamos lá ter calma, eu não nutro simpatia alguma pelo senhor MST, Não li o
"Equador" nem tenho intenções de o ler precisamente por não "ir muito à bola"
com ele. Mas o que é verdade tem que ser dito, e o que é facto é que ele não é
burro para plagiar um best seller... pelo amor de Deus, tenham juízo...
9:13 AM
Anonymous said...
Reparem bem no pormenor: MST não significa Miguel Sousa Tavares... MST quer
dizer MIGUEL SABE TRADUZIR!!! Que vergonha! Não lhe ensinaram na escola que
copiar é feio?
É por pessoas como o senhor que a monarquia
acabou, para meu grande desgosto.
Primeiro, trata os seus semelhantes
da forma ignóbil que se possa imaginar. Segundo, chama iletrados (ainda que
não a todos...) àqueles que expressam de forma livre a sua opinião. Mas não se
coíbe de largar uma verdadeira "pérola" linguística, apesar da sua inesgotável
verborreia. E passo a citá-lo, não a plagiá-lo:
"Dantes, o povo não se
podia expressar com esta facilidade"
DANTES, caro Barão? Há-de
dizer-nos, a todos os iletrados que contribuíram para os comentários deste
blog, em que diciionário de língua portuguesa encontra essa
palavra.
Antes que pergunte, eu uso o "Aurélio" e como tem português e
brasileiro, ainda pensei que essa expressão do DANTES pudesse vir do outro
lado do Atlântico. Mas não vi lá nada.
Só essa do DANTES deu para ver a
pessoa que é, depois de tudo o que escreveu. Olhe, faz-me lembrar o MST nas
suas lições de ética e moral e depois veio a saber-se o que se sabe!
9:29 AM
Xi
Casperta said...
A Margarida Rebelo Pinto ao pé do MST é uma honesta menina de coro; essa ao
menos copia-se a ela própria.
9:37 AM
Nacionalista said...
Miguel Sousa Tavares é 1 BERBERE no verdadeiro sentido do termo e até faz
traduções na língua dos BERBERES...
9:41 AM
Madeirense said...
Qualquer dia vai copiar o Bailinho da Madeira
9:42 AM
Anonymous said...
Isto tem alguma coisa a ver com o facto de o Sousa Tavares ser um gajo de
esquerda?
9:51 AM
plágio
original said...
Um plagiador que cita a respectiva fonte, de facto, nunca tinha visto. MST
até no "plagio" é original, passo o oxímoro.
coitado do homem... quer ser pós-moderno e não o deixam... aquela pose de
neo-colonialista intelectual francês a chafurdar no entulho africano era pose!
o que o MST queria era sampla, produzir um disco de hip hop e relembrar o
Bronx 1979... yo yo... A Sociedade de Autores de França já sabe disto? A
Oficina do Livro vai ter de pagar pelos samples? A SPA vai continuar a cobrar
direitos de autor sobre uma obra plagiada? Que confusão, ainda bem que não
compro livros que tem 5% IVA ao contrário dos meus queridos CD's.
10:10 AM
Amilcar
Alho said...
Para mim era fogueira com ele... Só me pergunto como a comunicação
social não denuncia isto!!!!
10:14 AM
Anonymous said...
Meu caro, eu não sei se ele plagiou ou não. Sei que, pelo que aqui se
demonstra, copiou bocados inteiros de outro livro. E mudou uns algarismos para
disfarçar a tramóia. E isso é muito grave! Muito grave!
Jorge Marques
Fagundes
10:14 AM
Anonymous said...
E eu a pensar que ele só perdia a noção da realidade qdo falava de
bola.
Ele e mais uns quantos e quantas cá da terrinha têm a mania que
são espertos, ou porque estudaram lá fora, ou porque viajam mto, pensam que só
eles entendem certas coisas, o resto ... a populaça, esses barrabotas que
nunca beberam um chá no deserto!? Essa gentalha que anda de transportes
públicos!? Que nunca leu os clássicos!!!! Como é que pode viver sem ler os
clássicos!!!!!!! Esses lupen São bons para serem enganados.
Fartos
deles! claras pintos correias/ ferreiras alves filomenas mónicas e
miguéis sousa tavares e afins
(ou seja: A MERDA DA
ELITE)
cambada de xico-espertos ESTAMOS FARTOS DELES
10:19 AM
Anonymous said...
Li o Publico e tenho a dizer que o argumento invocado por Sousa Tavares
contra o anonimato émuito fraco. É fácil invocá-lo por alguém que tem atrás de
si um exército de jornalistas (de jornais e tv) solícitos, prontos a dar-lhe
espaço para ele se defender e insultar os outros. Depois, dá-se ao desplante
de dizer que escreveu um grande livro e que o outro, do qual copiou bocados, é
mau. Este tipo é um verme e não vou perder mais tempo com
ele.
Albuquerque Menezes
10:21 AM
Anonymous said...
Fartos deles!!!
fora c/ as claras p. correias/ferreira alves/menas
mónicas e também c/ este (que até parecia que só aparvalhava qdo falava de
bola)
Ora tomem lá, podem limpar a mão à bota mais a linda elite que
bajulam a toda a hora.
Agora já sei porque é que há tantos anos que ando a dizer que não gosto
deste gajo!
Juro que não era por ele ser um adepto (primário) do FCP!
Até porque gosto muito dos meus primos.
10:27 AM
Anonymous said...
Atenção a MOLIN:
MOLIN disse: "DANTES, caro Barão? Há-de
dizer-nos, a todos os iletrados que contribuíram para os comentários deste
blog, em que diciionário de língua portuguesa encontra essa
palavra."
Então aqui tem:
DANTES- 1. Relacionador retrospectivo
do tempo ou situação anterrior ao da referência. 1.1 no passado, antigamente,
outrora.
Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa /pag.
2612)
Letrado
10:29 AM
Anonymous said...
De esquerda???????????? O Tavares de esquerda???????????? Homessa! Mas de
esquerda em que aspecto???? É canhoto???
10:31 AM
Anonymous said...
Ora entao, regreso as noticias portuguesas para descobrir que afinal aquele
tao "afamado" livro de tao "afamado" autor nao e' afinal mais do que uma
traducao. De louvar aos descobridores de tamanha facanha. De castigar todos
aqueles que cegos se fazem ainda que protegendo - """o mais recente prodigio
da escrita portuguesa ???? """"" Os media sao e serao sempre os mesmos ,
tapados pela importancia vã de alguem que afinal não é ninguem senao um
pequeno copiador ... de lamentar que algum dia pudesse pensar que não seria
apanhado, para quem de tamanha inteligência... Triste meu Portugal por
abraçares alguem que não te merece .... Juste pour rire .....
10:32 AM
Barão de
Lacerda said...
Estimado Miguel Horta
Tem V.ª Ex. razão quando refere que a pessoa
em questão -- o Miguel Sousa Tavares -- não é certamente um exemplo de
modéstia, equilibrio e humildade.
MST é um individuo de discurso e
prosa truculenta que, não raras vezes, exerce o direito à critica com uma
rudeza inaceitável. Conheço várias pessoas visadas nos escritos de MST que se
sentiram pura e simplesmente insultadas por, tal a violência dos termos
utilizados por ele.
Aliás, a reacção de MST publicada pelo pasquim 24
Horas («bardamerda» e «pauladas») não abona grande coisa a seu favor. Num
momento que exigia serenidade, boas maneiras e lucidez, MST escolheu
praguejar, berrar e ameaçar.
Como MST gosta de referir, e este velho
nobre confirma, a Vida é feita de escolhas.
Tem razão o estimado
Miguel Horta quando refere, usando um termo popular, que MST «se pôs a jeito».
Pôs, sim senhor.
E acrescenta este velho e cansado Barão: um Homem
que, conscientemente, se cola a si mesmo uma imagem de seriedade inatacável e
que ataca impiedosamente aqueles que, no seu entender, cometem o pecado da
DESONESTIDADE INTELECTUAL, não pode cair numa coisa destas. Poder, pode,
claro. Mas o preço a pagar é muito mais alto.
Sobretudo, parece-me
que MST não tem o direito de esperar dos outros a compreensão e a
tolerância que ele manifestamente não tem quando se trata de criticar (quantas
vezes crucificar!)... os outros.
E com esta me calo, que me encontro
gasto e cansado
Barão de Lacerda, Alentejo
10:34 AM
Anonymous said...
A duvida agora não é se plagiou nesta obra ou não , a duvida é se existirão
mais plagios da mesma personagem...
Em suma quem é plagio, a obra ou o
Autor .... ???
10:34 AM
Anonymous said...
Denúncias anónimas não merecem crédito.
zapatras
10:38 AM
Anonymous said...
No meio de muito disparate e outro tanto de mau Português, verifico que há
gente mais esclarecida, entre tanta resposta. A mim, preocupa-me o saber
uma coisa: o "plagiar" (apresentar como seu aquilo que copiou ou imitou de
obras alheias) tem mínimos e máximos? Isto é: tanto faz uma frase, como um
parágrafo, três capítulos, um livro inteiro? Ou na literatura há regras,
como na música? Lembro-me, neste campo, do caso de "My Sweet Lord", de George
Harrison, cujas semelhanças com "He's So Fine" ultrapassavam os quatro
compassos. George Harrison pagou milhões de direitos de autor: MST, mesmo
que tivesse sido um parágrafo, não pagará nada? E a razão pela qual cita na
bibliografia o livro original de 1973 parece-me evidente: mera precaução, não
fosse alguém dar pelas parecenças...
10:46 AM
Anonymous said...
Bem, uma coisa é certa: o gajo não é de direita.
10:49 AM
Barão de
Lacerda said...
Estimado Senhor Molin
Tem V.ª Exc. toda a razão quando refere o
lapso. É «antes», obviamente. Perdoe-me a gralha (conceda ao menos o beneficio
da dúvida a um velho barão de vista cansada) e não diga, porque não me
conhece!, que trato os meus semelhantes de forma ignóbil. Pelo contrário.
Pelo contrário. A Nobreza verdadeiramente importante não vem por nascimento
nem consta de algum brasão. Vem do comportamento.
Passe
bem
Barão de Lacerda, Alentejo
10:50 AM
Anonymous said...
Ó minha cambada de animais gregários, exceptuando o (tu)barão Lacerda que
esse é animal, ponto. Ainda não perceberam que se trata de uma manobra
publicitária numa altura em que está quase escolhido o elenco de actores da
série que aí vem, baseada no livro ? Quem não leu vai a correr ler e toca a
facturar mais uns cobres.
10:51 AM
rui c.t.
gomes said...
Este blogue é uma obra-prima de manipulação. A começar por ser da autoria
de um anónimo - é tão fácil ser anónimo e acusar terceiros de factos graves...
mesmo que este blogue seja uma fraude sempre é mais divertido que ler MST
ou vê-lo TV - felizmente já não via o bicho porque não tenho TV há 4 anos...
11:15 AM
Miguel
Horta said...
Caro Molin Que se saiba o Aurélio não é dicionário bilingue
(brasileiro?) como o amigo, certamente distraído pelo calor do cibernético
debate, foi distinguindo... É dicionário sim, mas de Português. Só. Olhe,
fora de brincadeiras, olhe que o Barão, por compreensão, não lhe daria as
pauladas que o outro promete a torto e a direito. Mas. noutros tempos, uma
réguada não seria desperdício. Quer ver porquê?
Dantes, adv. Outrora,
antigamente, antes de agora; antes:dantes, havia arroz de quinze e bacalhau a
pataco; "não... nada de novo... mesmo nada... Tudo como dantes", Camilo, O
assassino de Macário, II, 6, p.90. (De de, e antes).
Isto, claro, não
fui que inventei para sair em defesa do nobre Lacerda. Foi retirado da Grande
Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Que quer Molin, o Português tem
destas... "Quod Erat Demonstrandum".
Tive curiosidade em "passar" os 271 comentários Uma tristeza !!! (Realço
a canalhice e má-criação dos anónimos "stricto sensu"). Quanto ao assunto
em concreto, aguardo os comentários do visado, aos exemplos dados e a outros
que aparentemente existem. Num país de faz-de-conta só nos faltava mais este
"escândalo" !
11:58 AM
ó puto
vai brincar com a tua pilinha said...
Gostava que me explicasse porque não dá a cara ???
Que consequências
pode sofrer, se não der a cara ?
De quem tem medo ?
Não é nada
difícil, comprovar o Plágio, e há entidades competentes para o
efeito.
Quais são os VERDADEIROS objectivos de colocar esta situação na
Blogosfera ?
O que pretende provar ? QUEM ou o QUÊ, de facto pretende
atingir ?
Parece-me que MST e o Equador são meros acessórios, neste
projecto de nome FREEDOMTOCOPY.
Claro que não vai abrir o
jogo.
Uma figura sem rosto acusa VIRTUALMENTE ....... outra com
rosto.
Que nome se dá a isso ??
Cobardia. Pois
!
Anote duas coisas:
1 - Não quero saber do MST para
nada. Não me aquece, nem me arrefece.
2 - A assinatura digital do
seu IP está plenamente identificada. Sabia ???
........ santa
ingenuidade !!!!
Há pouco tempo também houve aí um "Miguel Esteves
Cardoso", da trêta, a bloguar...
Ainda há quem perca tempo com estas
"merdas" .... Tchhhhhhhhhhhhhhh !!!!!!
12:00 PM
Anonymous said...
Eu acho o tavares giro. É assim baratuncho e ordinário tipo joão jardim.
Gente pequenina. Mas fazem-nos rir. No meu tempo, quando o circo ia à aldeia,
os palhaços pobres também contavam anedotas ordinárias.
12:08 PM
Anonymous said...
Foge Câo que te fazem BARÃO Para aonde se me fazem Visconde... Eis a
nobreza portuguesa....
incrivel que a mairoia dos comentários sejam feitos por anónimos.....são os
veros pts..... enfim....
12:18 PM
Locomotiva said...
Tenho que deslocalizar a noção de plágio com que está ser focado este
debate (?). O principal plágio do MST não é ao estilo do Collins e do Lapierre
(coitado este, como nos informa com piedosa solicitude uma senhora que
comentou neste blog, agora dando os seus pobres chavos a gente da seita da
Madre Madrasta Teresa de Cacultá que baptizava os infiéis moribundos, quer
quisessem quer não) de quem copiou varios nacos, mais tarde copy pasted ao
longo do seu texto. Deslocalize-se então com novo foco a noção de plágio
que esteve a ser utilizada até aqui .O principal plágio de MST é ao estilo do
Divino Queirós, que o Povo não lê porque a ração de televisevês que consome
levou â formação de uma nova e surpreendente plebe audio-visual que só reage
ao grito e â batatada porque não tem mais nada na cabeça e também nem podia
ser doutra maneira. Nota â margem; tem havido aqui comentários grunhos e
ressentidos sobre as élites - mas MST não é elite, como não é ninguém que
esteja nos quadros das televisões que sâo máquinas de cortar cérebros âs
rodelas. A élite é outra, e é discreta. First row always to crass and gross
people.
Li a entevista de MST no Público. Inconvincente. O MST afirma
(sic!) que "o Equador é um Grande Livro." Está no seu direito de fazer o
marketing que entender. Só que não é elegante. Lá grande é o livro. Um
tijolo, como se diz na gíria.
Bien né, o MST? Talvez, mas isso só por
si não chega para fazer um gentleman.
Saudações infiéis a todos os
comentadores, ralé (parece ser a maioria), nobre povo urbano e suburbano e
nobres retirados na província - outra abafante realidade, mas pelo menos o ar
é melhor e há menos carros. E vêem-se as coisas algumas eternidades antes e
depois dos tiques urbanos.
12:32 PM
Anonymous said...
A vida pode ser dura... Um dia estar lá em cima, e no dia seguinte... ver o
nome arrastado pela lama.
Confesso que no caso do MST isso não me causa
qq tipo de tristeza. Provavelmente este escândalo vai ajudá-lo a ser menos
arrogante! Há poucas pessoas com um ego tão exagerado como o dele e, pior do
que isso, que se adoram rodear de delfins que o admiram para se sentir
verdadeiramente adorado.
Por isso acho que este caso foi um mal que
veio para bem. Um pouco de modéstia e alguma humildade não lhe ficam mal.
Acho que ele tem valor profissional, fez uma carreira de sucesso e,
goste-se da figura ou não (e eu não gosto nada) o tipo tem algum mérito. A
questão é que ele já era... Já fez... Já não consegue acompanhar a realidade
actual ainda que faça todas as 3as feiras os comentários na TVI. A verdade é q
ele parou nos anos 80 e na maioria dos temas vive das suas memórias de
juventude.
MST arroga-se uma moralidade e uma ética que não tem e este
parece-me o ponto mais importante a tirar de toda esta polémica. É o tipo de
pessoa que condena os privilégios de quem tem determinado estatuto, mas é o
primeiro, por ex., a fumar nos aviões pq as assistentes de bordo sabem quem é
ele e lhe facilitam a coisa. É o primeiro bajulador de si próprio que sempre
que percebe que falou demais atira a culpa para os outros. É o primeiro a
acusar o próximo de mentiroso se necessário para justificar algum mau
comportamento da sua parte.
Poderia continuar por aqui fora a falar
sobre o MST, mas quem quer saber da vida sexual do escritor, das suas idas ao
elefante branco ou da sua necessidade de tomar viagra porque a idade nao
perdoa, do vício do álcool, das drogas, etc, etc, etc? Não vale a pena ir tão
longe, mesmo porque o tema da conversa não passa por aqui. Fica para outro
blogue... O MST que aguarde!
12:38 PM
Anonymous said...
Nao vos doa o pau! Um lisboeta que é do "fê quê pê" não presta mesmo!...
só merece levar com o pau!...
12:43 PM
VADIO
said...
"Os portugueses sempre tiveram inveja uns dos outros. Então inventam
plágios. O Equador não plágio nenhum", Dominique la Pierre e Larry Collins é
que plagiaram o MST. Palermas!...
12:49 PM
Anonymous said...
Será que estou a ver bem????? Será que o 2º Comentário da Clara Pinto
Correia, é mesmo dessa espécie de escritora? Se, realmente é, só digo uma
coisa: O MUNDO ESTÁ PERDIDO E EU JÁ NÃO ENTENDO NADA DISTO!
Deves ser um daqueles professorzecos que estão da mal com o Miguel, só
porque desmascara a incompetência dos Professores e não ataca a
Ministra. Porque se atacasse a Ministra da Educação a esta hora era citado
em todos os blogs dos Profs incompetentes como aliado e este nunca tinha
aparecido. Já agora vai atrás da maioria dos autores de qualquer coisa e vê
se não encontras, informações, ideias, sons etc., para considerares plágios,
isto se não disserem mal da Ministra.
1:29 PM
Anonymous said...
A minha consideração por MST já tinha terminado há dois anos, quando no
auge da sua clubística azia contra a Selecção Portuguesa e contra Scolari em
especial, ele afirmou, em jeito de balanço da nossa participação no Euro 2004,
que a mesma nem tinha sido grande coisa, já que se ficara por 4 vitórias, 1
empate e 2 derrotas. Li e reli e nem queria acreditar! É que, só para apoucar
a Selecção Portuguesa - que tem sido um dos maiores motivos de alegria e de
orgulho para o país - ele teve o desplante de considerar como um empate aquele
jogo épico contra Inglaterra!!! Aliás, um jogo em que Scolari mostrou mais uma
vez a sua imensa categoria, já que foi buscar ao banco os jogadores que
marcaram os golos: Rui Costa e Hélder Postiga. Nunca lhe perdoei esta falta de
patriotismo, pois, por muito amor que possamos ter pelo nosso clube, Portugal
está sempre em 1º lugar. Por isso, a baixeza de carácter ora revelada pelo
plágio não me espantou mesmo nada. BC
Bravo. Aos autores deste Blog os meus mais sinceros parabéns e
agradecimentos.
1:43 PM
Anonymous said...
Cambada de Otários. O elenco de actores da série baseada no livro está
quase escolhido. Há que fazer um pouco de publicidade. O MST deve estar a
rir-se disto tudo
3:07 PM
às vezes
um charuto é apenas um charuto said...
"A assinatura digital do seu IP está plenamente identificada."
Oh
pides, oh ignorantes! Pois ainda não houve vassourada suficiente que vos
tivesse varrido, canhestros beleguins?
3:27 PM
Anonymous said...
Transcrevo aqui grande, grande parte do Preâmbulo do Livro VII do Tratado
de Arquitectura de Vitrúvio, maravilhosamente traduzido por M. Justino Maciel,
IST Press, Lisboa 2006, porque está lá, que nem de propósito dirigido a MST,
mas em todos os sentidos útil a todos os que vêm falando do “problema que
estamos com ele”, tudo o que é preciso saber, e não dirigido apenas aos
práticos da arquitectura, mas também a todos os paisanos das letras e não só,
sobre plágio. Mais uma vez, MST, que perante Bush, esse selvagem, proclamou
ser filho de Atenas e de Roma, se esqueceu de estudar a lição.... Ou será que
pensa que isto de ser filho de Atenas e de Roma é um dom
natural?
(...)
Preâmbulo
O Mérito dos
Escritores
1. Saiba e utilmente procuraram os nossos maiores, através
dos escritos, transmitir os seus conhecimentos às gerações futuras, a fim de
que se não perdessem mas chegassem, no decorrer dos tempos, à máxima subtileza
do entendimento sendo publidados em livro e progressivamente enriquecidos em
cada época. A eles, efectivamente, devem ser prestados não poucos mas
muitíssimos agradecimentos, porque não deixaram passar egoisticamente em
silêncio os seus conhecimentos, em todos os campos, mas procuraram
transmiti-los por escrito.
Exemplos Célebres
2. Com efeito, se
assim não tivessem actuado, não teríamos podido conhecer a história de Tróia,
nem o que Tales, Demócrito, Anaxágoras, Xenófanes e outros físicos pensaram da
natureza das coisas, nem quais as regras que Sócrates, Platão, Aristóteles,
Zenão, Epicuro e outros filósofos estabeleceram como norma de vida para os
homens, nem seriam conhecidos os feitos de Creso, Alexandre, Dario e outros
reis ou porque razões actuaram, se os nossos maiores não tivessem transmitido
à posteridade os seus escritos.
Condenação do Plágio
3. Se deste
modo, pois, lhes devemos estar reconhecidos, devemos também estar contra
aqueles que plagiando estes escritos, os apresentaram como seus. São dignos de
vitupério, apoiam-se em textos que não lhes pertencem e gloriam-se com a
violação do que é de outrém, revelando uma índola perversa; devem não apenas
ser repreendidos mas ainda punidos pelo seu modo ímpio de agir. Sabe-se, aliás
que já estas coisas foram objecto do cuidado dos Antigos, de modo a não
ficarem impunes. Não será descabido referir os desfechos destes julgamentos e
como chegaram até nós.
A Novidade das Bibliotecas
Helenísticas
4. Os reis da dinastia de Átalo, levados pelos
maravilhosos encantos da literatura, instituíram em Pérgamo uma excelente
bilioteca para usufruto comum; então, Ptolomeu, levado, por uma irreprimível
inveja e impetuosa cobiça, fez todo o possível para, com não menor indústria,
construir em Alexandria uma biblioteca semelhante. Tendo-a completado com suma
diligência, não se sentiu satisfeito com ela, procurando, com isso aumentá-la
e desenvolvê-la. E, assim, ofereceu públicos jogos às Musas e Apolo, cirando,
como para os atletas, prémios e honras para os vencedores de jogos
literários.
Juízos sobre a Autenticidade das Obras
5.
Instituídas estas coisas, realizando-se os jogos, tinha de ser escolhido um
júri que se pronunciasse sobre as competições. O rei, havendo já escolhido
seis cidadãos e não encontrando facilmente um sétimo juiz idóneo, voltou-se
para aqueles que estavam à frente da biblioteca e perguntou-lhes se conheciam
alguém capacitado para aquela função. Indicaram-lhe um certo Aristófanes, que
diária e metodicamente lia todos os livros com a maior aplicação e a máxima
diligência. E assim, na assembleia dos jogos, tendo sido distribuídos lugares
reservados aos juízes, Aristófanes, convocado com os restantes, sentou-se no
lugar que lhe fora designado.
O Crítico Deve ser Erudito
6. Em
primeiro lugar, coube aos poetas recitarem os seus textos, e todo o povo,
fazendo sinais, pedia aos juízes que se pronunciassem. Tendo sido pedido a
cada um o seu veredicto, seis concordaram em atribuir o primeiro prémio àquele
que julgaram ter agradado mais às assistências e o segundo prémio
atribuiram-no ao seguinte. Aristófanes, todavia, ao ser interpelado sobre a
sua opinião, afirmou que devia ser proclamado vencedor aquele que tinha
agradado menos ao povo.
A Verdade Vem Sempre ao de Cima
7.
Tendo-se indignado veementemente o rei e a assistência, Aristófanes
levantou-se e pediu que se dignassem ouvir o que tinha para dizer. Feito
silêncio, explicou-lhes que, de entre os concorrentes, apenas um era poeta, os
restantes tinham recitado obras alheias. Convinha, pois, que os juízes se
pronunciassem sobre os escritos pessoais e não sobre os plágios. Perante o
povo, admirado, e o rei duvidoso, apoiado na sua memória, trouxe de certos
armários muitos livros e, comparando-os com os poemas recitados, obrigou os
plagiários a retractar-se. O rei, então, ordenou que eles fossem condenados
com ignomínia e cumulou Aristófanes de inúmeros presentes, colocando-o à
frente da Biblioteca.
(...)
3:32 PM
Pedro
Quaresma said...
É curioso que haja ainda quem acente a tónica no autor do blog. É isso que
realmente interessa aqui? Tenham juízo!! Ainda não houve ninguém que
refutasse, da forma clara e objectiva com que foram apresentadas as traduções,
a acusação de plágio. É fácil e lusitano esta forma de lidar com a verdade :
quem dela se ocupa é mesquinho, invejoso, frustrado, etc, etc... Em suma, e
por favor, comecem a olhar as coisas de frente e deixem-se de conversas da
treta. Sr. Miguel Sousa Tavares : explique-nos esta "construção ilegal em área
protegida".
3:48 PM
Paulinho
dos limoes said...
Mais engraçado que descobrir que o MST é um plagiador, é ler os comentários
que aqui se fazem.
Depois da douta Clara Pinto Correia que na
realidade é um saco de vento (a irmã é bem pior), e da Marg. Rebelo Pinto (que
se auto-plagia com frases iguais em todos os livros)é um saco de vento, tocou
a vez ao MST.
Não lí Equador, nem faço tenções de lê-lo, pois li 4 ou
5 páginas do "Nao Te Deixarei Morrer, David Crockett" e achei execrável. Que
mania os escritores têem de transformar as suas memórias de infância em
livros. Para que raio é que queremos saber se o paizinho ou levou ou não ao
futebol.
Parabens aos autores do blog. Gostaria apenas que
transcrevessem o que ele disse no 24Horas, ou metessem um scan do artigo.
3:50 PM
Anonymous said...
vou ver se descubro o livro original. A ser verdade é uma enorme
desilusão.
António Ricardo
3:54 PM
Barão de
Lacerda said...
Vejo que há um senhor anónimo que me chama «animal» por oposição a todos os
outros participantes nesta charla, que serão «gregários».
Bravo senhor
anónimo! Que espírito, que verve, que elevação. Continue assim e ainda vai
parar so 24 Horas ou coisa que o valha. E parabéns pela coragem! É de
homem!
Vejo que o senhor anónimo não tem educação e atrevo-mea deduzir
que, muito provavelmente, não estudou nem leu os Clássicos. Quanto a isso,
pobre criatura, nunca é tarde para começar.
Instrua-se e apure o
carácter, é o conselho de um velho barão, note, com viço mais do que
suficiente para lhe ferrar duas valentes palmatoadas na cara. Seu
rapazola.
Barão de Lacerda, Alentejo
4:12 PM
Anonymous said...
Já agora, caros editores do blog, querem explicar o que também será
novidade? Que MST não escreveu o livro sozinho? Isto é, que, como personagem
de peso que é, teve uma valente equipa a investigar e teclar por ele? Julgo
que, no final, será por aí que irá surgir a justificação, a água na fervura
desta história. Com MST a sacudi-la do capote.
4:20 PM
Para o
MST said...
Estou a ver que há aqui o próprio MST a comentar neste blog. Se não é ele,
deve ser alguém muito próximo pois os termos são familiares. Quando ao
endereço de IP do autor deste blog, caso não saiba o MST, até pode ser de um
qualquer cibercafé. Quem quiser colocar conteúdo verdadeiramente anónimo em
blogs, pode fazê-lo e nunca será apanhado. Simples, caro MST.
4:20 PM
sargento-S.M.Feira said...
O M S T é uma grande carola, fala de futebol, politica internacional,
orçamento de estado com deficit, PIB e muitas outras coisas. Onde é que ele
emprendeu tanta coisa? Depois, para mostrar que está certo de tudo oque diz
põe aquele ar arrogante (com a generala batia a bola baixinho)para melhor
convencer as pessoas.Um comentador da treta. Quando é que a televisão acaba
com estes tipos que têm a mania que sabem tudo e que podem ocupar largo tempo
de antena a dizer babuzeiras?
4:27 PM
Pedro
Marques da Costa said...
Só para ler os comentários dos senhores (?)/senhoras (?) Locomotiva, Barão
de Lacerda, Miguel Horta e Luis Miguel tem valido a pena vir aqui. É raro
encontrar nos jornais prosas tão brilhantes e divertidas. Parabéns ao
blogue [independentemente do motivo que originou] e parabéns à
blogosfera. O futuro da grande escrita passa por aqui.
Pedro Marques
da Costa - Lisboa
4:32 PM
Anonymous said...
Ó Molin, se a nobreza portuguesa fosse tão lúcida como este barão de
lacerda, olha que não me ralava nada de voltar à monarquia
4:37 PM
Anonymous said...
Jornalista, 40 anos de carreira. Eu. Que não hesitaria em ir "a correr "
contactar os autores da "obra original" - ou os seus editores - que, eles sim,
não hesitariam - julgo eu - em processar o escriba em questão (ou a equipa que
lhe escreveu o livrinho...). Que, como já ficou amplamente provado por aqui,
está terrivelmente mal escrito. Curioso é que os "jornais de referência" e
ou outros que não o são tanto mas têm meios para pagar um ou dois bilhetes de
avião, não se tenham decidido por uma investigação a sério. Que seria uma
"cacha" compensadora do esforço feito. Pode ser que sim, mesmo que me
pareça que não. A conclusão é arrasadora e bem triste: vivemos num país do
faz-de-conta, onde se esquecem os direitos e, mais ainda, as
responsabilidades. Acho que vou emigrar.
4:49 PM
Anonymous said...
Quando decidirem a deslocação a casa do homem para levarem umas pauladas,
contem comigo.
A certa altura do Catch22, Joseph Heller descreve como
Milo Minderbinder, o jovem tenente encarregado da messe de oficiais em
Pianosa, viajava pelo Mediterrâneo e comprava produtos a alemães, italianos ou
sírios, em plena II Guerra Mundial. E dizia: " This is a syndicate, everyone
has a share ", atingindo o cume da sua arte quando fechou um contrato com a
Força Aérea alemã, que bombardeou a sua própria base... Ao pé do Milo, o
MST é um amador...
4:57 PM
BellaMafia said...
Caríssimo Barão de Lacerda,
Que achado me saíu voçê... quando afirma
que antes o "povo" não tinha liberdade para se exprimir livremente, deve se
estar a referir ao tempo em que a cegonha é que trazia os bébés em cestos,
certamente! relembro-lhe que só o anonimato da internet permite-o, porquê?
Ainda recentemente tivemos uma crise internacional envolta em falsos critérios
de liberdade de expressão... vai-me voçê dizer que é a excepção que confirma a
regra. Ah! E devo calcular que com o seu titulo monárquico venha por
afinidade o titulo de professor de português. Voçê de facto dá uma conotação
totalmente nova à palavra SNOB, sim (sin nobilitá)... como disse e bem a
nobreza não são titulos são actos e o seu acto prepotente de chamar a nova
geração de ileterada e inculta, só prova a sua falta de nobreza.
E por
favor parem de justificar o erro do sr. MST, plágio é plágio e ponto final. O
senhor é maior de idade e pelos vistos sabe muito bem defender-se (com paulada
e sabe-se lá o que mais)... tenham é juizo, voçês não recebem percentagens
pelas vendas do pseudo-romance...
5:10 PM
Andreia
Garrett said...
Para quê revelar a identidade? Concordo que não o faça! MST ainda não sabe
quem é e já chama nomes e ameaça, ao invés de se preoupar em defender a sua
obra. O que está aqui em causa é um possível plágio (e atenção sublinho
possível, porque não li nenhum dos dois livros. Embora os exemplos aqui
colocados, a serem verdadeiro, nos clarifiquem bastante...). Plagiar é algo
muito grave. É um roubo. Um roubo de ideias, de inteligência e sobretudo de
criatividade! E que, com toda a certeza, não fosse este pequeno "empurrão"
poucos jornais, face à postura de MST, teriam corajem de denunciar. Até gosto
do MST (à excepção de algumas opiniões demasiado extremistas) precisamente
porque aponta o dedo, coloca-o na ferida mas quando a situação se inverte a
sua posição é demasiado negativa, lamento. Não é o autor do blog que deve ser
confrontado. Sei que pode pecar em credibilidade, por ser anónimo mas antes um
anónimo do que um (possível) plágio!!! Caberá agora a quem foi e está a ser
directamente prejudicado com tudo isto, investigar e recorrer ás instâncias
competentes para tratar do caso. MST apenas terá que argumentar (bem!) e
defender a sua obra. Mostrando que afinal o autor do blog estava de facto
errado e merecia umas boas "pauladas"! Ah e já agora teorias da conspiração
parecem-me de todo descabidas face ao que é aqui apresentado. Não é algo
infantil, os livros foram analisados, comparados e estão identificados vários
excertos bastante próximos. Li comentários de pessoas que leram os dois livros
e que também concordam com as muitas semelhanças. Estarão todos contra MST?!
Parabéns ao autor do blog seja ele/ela quem for, revele ou não a sua
identidade.
O apetite destes comentadores, domonstra o que se passa neste Portugal. O
apetite para destruir é elevado ao extremo. Acredito que as acusações sejam
verdade, o que não aguento, é ver que 3/4 destes comentários, não estão
interessados na pureza da literatura, mas sim na destruição de pessoas.
2:45 AM
Anonymous said...
Com tanto comentário a insultar pessoas, para que serve moderação na caixa
de comentários? Se é permitido todo e qualquer tipo de insulto contra MST!
Será para "limpar" aqueles que insultam os autores deste blog, ou os que não
falam mal de MST? Portugal anda cheio de falsos moralistas! Este blog é a
prova! Pelo menos pelos comentários.
Sinceramente fui apanhado de surpresa com esta abordagem do MST plagiar
obras. Quando li o «Equador» fiquei feliz pela qualidade desse trabalho e
tenho o MST em grande consideração, mas espero sinceramente que ao menos para
manter essa consideração ele saiba defender a sua honra, com hombridade, mesmo
que seja verdade a sua "fraqueza" no acto de plagiar. Ele não precisava disso,
tenho a certeza que não, e acredito que irá apresentar uma obra que não
deixara sobre de dúvidas ao seu génio.
4:29 AM
ulisses
said...
Meus amigos
Como sempre, falta-nos recordar o passado. Somos um povo
que vive apenas o presente e esquece com enorme facilidade a história. Mais,
somos um país boçal, miserável e analfabeto. Um país que tem como primeiro
documento escrito na Língua de Camões um texto chamado Notícia de Torto,
jamais, alguma vez poderia sair qualquer coisa direita. Não diz o povo que o
que nasce torto, tarde ou nunca se endireita! Cá está. Um excelente exemplo é
este povo do rectângulo. Termino, para concluir o raciocínio, que Camões
verteu nos seus Lusíadas parágrafos inteiros da Eneida de Virgílio. Poupo a
populaça do blog às citações de Camões e Virgílio, até porque não percebem
nada de Latim e ainda pensam que é alguma ofensa, ou, então, qualquer jiade
lançada contra a malta do caldo verde. A metodologia é tal e qual esta que
utilizaram aqui no blog. Citações de Camões versus citações de Vírgilio. Fez,
Camões, copianço? Plagiou Virgílio? Deve ser crucificado? Onde andava esta
malta dos blogs para apontar o dedo acusador a Camões. É um desafio que aqui
deixo: Processo a Camões, processo em cima e suspenda-se o ensino d´Os
Lusíadas das escolas. Apesar de discordar muitas vezes de MST e de partilhar
de alguns adjectivos que lhe são dirigidos, é um excelente escritor. Li o
Equador em duas penadas e lerei qualquer livro publicado por
MST.
Ulisses
5:47 AM
Anonymous said...
" Acusação de plágio contra Miguel Sousa Tavares é uma treta Publicada
em 26/10/2006
Pronto, já só falta o tribunal e a paulada...
A
polémica toda começou quando um blogue anónimo lançou a acusação de que o
mega-sucesso de vendas “Equador”, de Miguel Sousa Tavares não passava de uma
cópia de um também sucesso, mas dos anos 70, de nome “Esta noite, a
liberdade”. Miguel Sousa Tavares rebateu as acusações, mas o autor do
blogue não ficou satisfeito. Actualizou o blogue e desafiou os leitores a,
eles próprios, fazerem a comparação entre as duas obras. Caso surgissem
provas que explicassem a cópia, então o autor identificava-se publicamente e
aceitaria defrontar em tribunal Miguel Sousa Tavares. Ora nós cá no 24horas
não viramos costas a um bom desafio. Munidos das referências bibliográficas,
fomos à Biblioteca Nacional e resgatámos a edição de 1976 de “Esta noite, a
liberdade” do Círculo de Leitores, a única tradução em português que existe.
Depois, lado a lado com o “Equador”, toca de encontrar (ou não), as
semelhanças. A personagem principal de “Esta noite, a liberdade” é Luís
Francis Mountbatten, último vice-rei da Índia, que existiu mesmo. Já o Luís
Bernardo Valença de “Equador”, governador civil de São Tomé e Príncipe, é
fruto da imaginação do autor. O blogue afirma que as duas personagens
consideraram os convites que receberam como absurdos. Mas esqueceu-se de dizer
que enquanto Mountbatten não queria aceitar o cargo por achar que era uma
missão impossível e sem esperança, Luís Bernardo achava que representava o
isolamento total. Os factos e personagens que surgem em “Esta noite, a
liberdade” são todos reais, enquanto no livro de Sousa Tavares há um misto de
ficção com realidade. A trama de “Equador” mete a personagem a braços com
desgostos amorosos e lutas contra a escravidão, enquanto em “Esta noite, a
liberdade” os tumultos que originam a independência da Índia, com a morte de
Gandhi e a tensão entre os marajás e o poder britânico são o mote. Muitas
semelhanças até agora? Nem por isso... O blogue vai mais longe e afirma que
os dois livros têm um início semelhante, partilhando descrições, paisagens,
convites, estados de espírito, percepções exteriores. Só pelo facto de o “Esta
noite, a liberdade” começar na Londres de 1947, que a personagem atravessa num
carro a caminho da casa do primeiro-ministro inglês e no “Equador” a acção
começar a bordo de um comboio, do Barreiro para Vila Viçosa em Dezembro de
1905, que a personagem apanha para se encontrar com o rei D.Carlos, parece ser
difícil descrever de forma exacta os dois casos. O assunto principal de
“Equador” é a escravatura nas então colónias portuguesas, enquanto a outra
obra recai sobre o processo de independência da Índia. Continua a parecer
difícil encontrar semelhanças entre os dois temas. Conforme o próprio
Miguel Sousa Tavares explicou várias vezes, a referência que faz à Índia na
sua obra, serve apenas para ajudar na construção de uma personagem. Nas
tais três páginas que o autor do blogue acusa Miguel Sousa Tavares de ter
copiado, o principal ponto de interesse são as descrições de alguns Marajás
indianos, da forma exorbitante como viviam e dos seus gostos
extravagantes. É essencialmente essa parte do romance “Equador” que é
baseada no livro “Esta noite, a liberdade”, que ocupa mais de 6 páginas a
fazer essas mesmas descrições, baseadas em factos, relatos e documentos
reais. Sousa Tavares socorreu-se dessa obra para caracterizar essas
exóticas personagens. Se o gosto de um dos marajás era comer dois a três
frangos à hora do chá, outro gostava de caçar tigres ou outro ainda
divertia-se a brincar com comboios em miniatura, não há forma de fugir a esses
factos. No total de 518 obras que compõem o romance, Sousa Tavares é
acusado pelo tal blogue anónimo de ter copiado três páginas, as que referem as
personagens e factos históricos referentes à Índia. Agora, falta o
confronto prometido por Sousa Tavares na capa do 24horas de anteontem: “Isto
vai ser resolvido em tribunal e à paulada”. "
in
http://www.24horasnewspaper.com
6:03 AM
hr
said...
Todos temos o direito à privacidade et pour cause ao anonimato. Perdemos,
todavia, a possibilidade de invocar esse direito quando acusamos ou nos
dirigimos em tom ofensivo (independentemente de considerações de
culpabilidade) a outrem. O que aqui se faz, tanto em jeito de post, como em
jeito de comentário, é não só uma actuação cobarde, como proto-ordinária:
acusa-se, deturpa-se, comentam-se características físicas e psicológicas do
visado, invocam-se relações familiares, enfim, abre-se o saco e põe-se tudo lá
dentro, a jeito. Triste país o nosso em que um pseudo-blog consegue, à custa
de um post acusatório de autor anónimo, mais de 300 comentários. Incluindo
este.
6:19 AM
Anonymous said...
Plágio parcial. Está lá. Só lhe resta admitir. O pior cego é o que não quer
ver.
Não se trata de inveja, trata-se de desmascarar medíocres e
aldrabões que povoam este país.
Só anonimos a escrever aqui... Muito Bem!! De Louvar!
Quanto a mim..
teorias da conspiração.
7:37 AM
paulinho
dos limões said...
Acho piada é à prosa que vem hoje no 24H, que nitidamente foi escrita de
encomenda.
Se o que diz no artigo (transcrito uns posts acima) é
verdade, pq razão o MST não o disse antes de forma culta e civilizada, em vez
de ameaçar com tribunais e paulada, bem ao estílo Alberto João Jardim? Tinha
logo morto a polémica à nascenca e sairia disto fazendo boa figura.
Assim sai do assunto parecendo um Al Capone, um Pinto da Costa, um
João Jardim, um Valentim Loureiro.
8:16 AM
Anonymous said...
O 24H vem defender o figurão? E alguém se admira? Então o filho dele
trabalha lá. Vai a ver-se e até foi ele que escreveu o artigo...
8:24 AM
Anonymous said...
Não importa raspas se o bogue é anónimo ou não e menos ainda se nele há
insultos ou não. Se há insultos (e não os vejo) os tribunais que resolvam;
se é anónimo (O MST parece conhecer ou diz conhecer o autor) não difere da
quase totalidade dos outros. O que interessa, num blogue, é o que nele
consta - vale por si mesmo. Se é um arrazoado de parvoíces mais ou menos
assumidas ou uma colecção de imputações gratuitas, liga-lhe quem quer; se
alinha factos e o assunto interessa, o que impõe é comprová-los ou não, e
tirar disso as consequências. Ora, neste são feitas comparações de
transcrições. Vocifere o visado o que lhe apetecer, elas são verdadeiras ou
falsa, o que se indaga por mera comparação directa (não nos fiemos no
blogger). Por mim, fá-lo-ei tão cedo disponha de exemplar da obra dos alegados
plagiados. Para já, assumindo provisoriamente como boas as citações
comparativas de excertos, não tenho dúvidas: a serem exactas, estamos em face
de um plágio descarado e repugnante. Vejo com mujita apreensão o facto de
MST se lançar a disparar em todas as direcções menos a de negar a exactidão
das transcrições. Pior, larga a relativizar as similitudes e a fazer de
artista indignado. Muito mau sinal, parece que há mesmo plágio. Em todo o
caso, vou ler. Está ao alcance de cada um fazer o mesmo e saber, sem
mediações opinativas, se é ou não plágio. Se for, cada um que tire as
consequências. Por mim sei tirá-las, e só lamento que a cultura dominante em
Portugal (ou melhor, a cultura dos culturalmente domin antes em Portugal...)
não se aproxime mais da anglo-saxónica, que nestas matérias é impiedosa:
espertinho dos meios académico ou literário que vá longe de mais nisso de se
inspirar nos outros, salta fora da universidade na hora, ou não arranja mais
editor. São modos de estar que por cá não pegam (veja-se o caso da CPC, de
novo e aos poucos a pontificar nos média como tudóloga habitual) e nem parece
que venham a pegar - é esperar pelo que sucederá ao MST. A mãe (e o pai)
devem dar voltas na cova.
De facto, nunca vi tanto anónimo a pronunciar-se.... As campanhas
publicitárias começam assim, ainda que na "onda negativa", lá vão elegendo o
autor para mais uma "tiragem"..e vende...vende..vende...e vocês que fazem?
compram,leem e dizem..bahh..é plágio. Cumpriram os objectivos do autor (e
respectiva editora), o ser comprado e talvez lido. Se é plágio? Prove-se e
sendo, que o autor seja desacreditado (mais)e penalizado.
8:58 AM
José
Amorim said...
Continuo sem perceber por que os autores deste blog não se identificam.
Medo de ir a tribunal?? Mas se têm tanta certeza de que houve plágio só
poderiam não perder a causa...Acho cobardia não se identificarem. Assim parece
fácil!
Não fosse a evidente riqueza de vocabulário do ilustre Barão de Lacerda e
julgaria estar na presença de José Castelo Branco. A maneira como o senhor
Barão escreve lembra-me a maneira como o outro fala.
Deixe lá, se
calhar sou eu que estou a confundir vaidades.
9:11 AM
Raquel
said...
Parabéns aos verdadeiros autores... além de ser um dos meus livros de
eleição é, sem dúvida nenhuma, uma grande obra... só é pena é q um "senhor"
como MST não tenha talento suficiente para fazer um trabalho de igual
valor... (será q uma pessoa como ele se acha inteligente o suficiente para
aldrabar um país inteiro e n ser descoberto??) ó Miguel um bocadinho de
humildade nunca fez mal a ninguém... sabes, neste país ainda existem pessoas
cultas, informadas e (para mal dos teus pecados) atentas!!
9:11 AM
Anonymous said...
Se essa ideia de fazer um blogue a marrar com o Sousa Tavares for para a
frente eu alinho. Mas, sff, nada de ordinarices. Já bastam as dele. Era giro
era fazer um blogue a contrariar as opiniões do gajo. Coisa simples já que ele
fala de cor sobre tudo. É um entendido em tudo sem saber nada de
nada... Contem comigo para acabar com este exagero de ter de levar com ele
em todo o lado. Deve ser o único gajo da TVI autorizado a trabalhar para a
concorrência (Expresso)...
Jorge Maçãs
9:13 AM
João
merda said...
Caro Filipe Ramos, que raio de identificação é a sua? Diz que os que aqui
estão não se identificam, postando todos anonimamente enquanto o senhor
identifica-se claramente como Filipe Ramos. Sem página, sem e-mail, sem BI,
sem certificado digital. Filipe Ramos, perfeitamente identificado e
identificável. Filipe Ramos, vamos utilizar a sua lógica de identificação e
permita que me apresente neste espaço. Sou o João Merda, muito
prazer. Pronto, estou identificado, agora já posso dizer mal do MST.
Acabo de conhecer a blogpolémica. Do que li sobre o assunto - a ser verdade
(não li nenhum dos dois livros), uma de duas aconteceu: a) o MST plagiou e
escreveu o seu livro "à la" avestruz; b) foi obrigado a isso pelos autores
Lapierre e Collins. ;)
9:30 AM
Anonymous said...
Reconheço que não li o livro Equador mas tenho que reconhecer que, pelo
menos, MST teve bom gosto nos autores em que se "inspirou". Lapierre e Collins
são dos bons autores dos nossos dias.
9:34 AM
Pedro
Tadeu said...
Está mesmo a ver-se que a notícia de hoje do pasquim 24horas foi escrito
por ou a pedido de MST. É que NENHUM, mas NENHUM "jornalista" daquele pasquim
tem competência ou talento para escrever daquela forma, quanto mais para
comparar livros com aquele detalhe, excepção feita, claro está, às páginas
amarelas - edição da ilha do Corvo. Aliás, basta ver o que escrevem, como
escrevem e sobre o escrevem nos outros dias da semana...
9:38 AM
Anonymous said...
O blogger não poderia digitalizar páginas do livro original / colocar o
link para a amazon, para dar mais credibilidade ao site? Assim corre o risco
de parecer um frutrado que inventa criticas a alguém de quem não gosta (embora
eu acredite).
10:28 AM
Barão de
Lacerda said...
Exc.ª Bellamafia
Oh minha querida Senhora, não arremeta contra este
velho barão, que ele não tem culpa do título que os descendentes lhe chaparam
nas mãos, perdoe-me o termo. Permita-me dizer-lhe, cara Senhora, que não
presto qualquer importância ao título nem tão pouco alguma vez me servi dele
para conseguir o que quer que fosse; e mais lhe digo: se pudesse escolher
preferia ser baronete, um título cuja ressonância me parece bem mais maliciosa
e divertida.
Repito, estimada Senhora, que a única Nobreza que me
interessa é a do carácter, e não cometerei grande inconfidência se lhe dizer
que conheço, entre os meus pares, uma quantidade alarmante de cretinos e
imbecis; ainda recentemente, num jantar extremamente maçador a que tive de
comparecer por razões familiares, contei mentalmente 7 imbecis, 2 vigaristas
notórios e 3 cadastrados discretos entre os 19 nobres ali presentes. Não é
pouco, minha Senhora!
Ademais, acredite a Bellamafia que este velho
nobre já viveu e viajou mais do que o suficiente para saber que o nascimento é
garantia de cousa nenhuma. «Bon chic bon genre», minha cara Amiga (parto
do principio tratar-se de uma Senhora, embora escondendo-se num pseudónimo de
gosto discutível) não é para quem quer. É para quem pode. E entenda este
«pode» da maneira mais universal possível.
Não julgue mal o barão por
este ter zurzido a geração de ignaros que bolsa alegremente esguichos de
boçalidade e ignorância nestas e noutras charlas cibernéticas. Que queria que
tivesse feito? Aplaudido? Não serão todos ignaros, Senhora, credo!, longe
de mim o agoiro. São alguns, mas não tão poucos como seria expectável num País
que vive em Democracia há mais de três décadas.
Pois se até temos lido
prosas de rara destreza linguistica nesta simpática charla cibernética «à
reverance» do dr. Sousa Tavares! Algumas carregadas de juventude, de estilo e
da mais fina ironia, como as do Senhor que assina Locomotiva, por exemplo, e
as do Senhor Miguel Horta, entre outras mais sisudas mas não menos sérias -- e
certeiras.
Quero acreditar que muitas são escritas por gente jovem, na
força da vida.
Portanto, estimada Senhora, não se precipite nos
juizos, não se leve muito a sério e guarde todos os dias cinco minutos para se
rir de si mesma.
Acredite, minha Senhora: rir das próprias fraquezas é
um sinal de inteligência superior. Os povos Britânicos, exceptuando os
naturais da Escócia, sabem-no bem.
Este velho nobre aprendeu a rir-se
de si próprio e a desejar ser baronete em vez de barão [apenas e só por uma
questão de ressonância acústica] com Seamus Flanagan Rickman, um notável
professor de Literatura que, entre outras liçõs de vida, teve a amabilidade de
viciar o então jovem barão no velho humor britânico. Em Dublin, Eire, há
muitos anos. O riso, ah, o riso.
Felicidades e gargalhadas, cara
Senhora
Barão de Lacerda, Alentejo
10:55 AM
Scolari
said...
Esse senhor que põe constantemente a minha credibilidade em causa afinal
plagiou? De qualquer forma vou esperar que ele justifique o que para já parece
ser injustificavel.
10:57 AM
Joãozinho das Festas said...
O MST foi apanhado com as calças em baixo e o rabo virado para...
10:57 AM
Anonymous said...
A arrogância de um pseudo "menino-bem", Robin dos Bosques disfarçado, pau
mandado do comparsa Pinto da Costa afinal plagiou, só me dá para rir.
10:59 AM
Sol ou
Expresso said...
Será que este assunto vai sair no Sol ou no Expresso do próximo Sábado?
Tenho comprado os 2 desde que o Sol saiu, já comprava o Expresso. Este Sábado
vai ser determinante para optar por comprar apenas 1.
11:01 AM
Anonymous said...
Na Amazon lê-se, curiosamente, e acerca de "Freedom at Midnight" o
seguinte:
Citations (learn more) 5 books cite this book:
A Thousand Suns by Dominique Lapierre on 6 pages
Five Past Midnight in Bhopal: The Epic Story of the World's
Deadliest Industrial Disaster by Dominique Lapierre in Front Matter, and
Back Cover
The Sole Spokesman: Jinnah, the Muslim League and the
Demand for Pakistan (Cambridge South Asian Studies) by Ayesha Jalal on page
221
Five Past Midnight in Bhopal: The Epic Story of the World's
Deadliest Industrial Disaster by Dominique Lapierre in Front
Matter
Mother Teresa: A Complete Authorized Biography by Kathryn Spink
on page 174
Ainda não consta a obra em causa... apesar de nela constar
uma referência bibliográfica.
11:04 AM
Fittsurvival said...
Malta Não se chateiem... vá lá! Este senhores acabam de nos dar uma
ideia que se a Endemol sabe não quer outra coisa: vamos fazer um concurso de
quem encontra mais bocadinhos plagiados. Podemos ir pondo os nossos achados
aqui. O melhor ganha uma sessão de caça em Vila Viçosa ou uma ida a São Tome
com o Morais Sarmento na Air Luxor, segundo o o gosto. Deixemos os bordéis
indianos para a grande final. Divirtam-se! Joguem connosco!
11:09 AM
Anonymous said...
E quanto à questão do anonimato. Se não fosse por essa razão -- entre
muitas outras -- não existiria nenhum blog e toda a gente teria o seu site
omeunomepontocom. Por que razão alguém se há-de incomodar com os anónimos,
quando tantos jornalistas assinam com pseudónimo -- o que vem a dar no
mesmo...
E depois... é essa, verdadeiramente, a razão que nos traz a
este blog? Contar espingardas, perdão, saber quem é ou não anónimo? Ora tenham
dó!
Alan Smithee, vivo e de boa saúde e a morar em Lisboa
11:10 AM
Anonymous said...
Para que não fiquem dúvidas, sugiro a leitura de UMBERTO ECO, «Como se Faz
uma Tese em Ciências Humanas». Editorial Presença, 11ª edição, 2004, pp.180,
com as devidas adaptações:
«Deverão certificar-se de que os trechos que
copiam são verdadeiramente paráfrases e não citações sem aspas. Caso contrário
terão cometido plágio. (...) Os estudante fica com a consciência
tranquila porque diz, mais tarde ou mais cedo, numa nota de rodapé, que está a
referir-se àquele dado autor. (...) Como ter a certeza de que uma
paráfrase não é um plágio? (...) A prova mais tranquilizadora tem-se
quando se conseguir parafrasear o texto sem o ter à vista" (...)»
Há
vários exemplos dados pelo conspícuo filósofo e autor intaliano.
Mesmo
querendo ser advogado de MST, confrontanto os textos não tenho a mínima
dúvida: MST plagiou!
Desonestidade criativa e intelectual. Embuste,
portanto.
Parabéns aos autores deste blog. Dominique Lapierre e Larry
Collins agradecem.
11:12 AM
Barão de
Lacerda said...
Sr. Marco Santos
Ganhe juizo, pobre criatura! Comparar este
velho barão com essa criatura indefinivel e indescritível chamada Castelo
Branco é de um mau gosto atroz. Insulto gratuito, coisa própria de um
malandrim. Cultive-se, seu figurão, e não se lembre de passar à minha beira
sob pena de travar conhecimento drástico e doloroso com um pingalim que me
chegou há pouco de Calcutá.
Sabe o que é um pingalim, ao menos? Não
sabe. Ursulão! ignorante!
Barão de Lacerda, Alentejo
11:16 AM
Anonymous said...
Alguém sabe quem é estes barão de lacerda? é escritor? tem algum blogue?
escreve noutros sitios? o homem é brilhante, carago!
11:19 AM
JMF
said...
Olha, o Tadeu. Só cá faltava este. Vá lá, ao menos reconhece a seriedade do
24 H. Quando um director, de livre vontade, chama «pasquim» ao próprio
jornal... está tudo dito meus amigos.
Obrigado pela sinceridade, Pedro
JMF
11:24 AM
Anonymous said...
Ora bolas, só agora é que perceberam que o Miguelito é um bluff? Cambada
de tótós...
11:31 AM
Karen
silva said...
Saibam toda a verdade sobre Miguel Sousa
Tavares Consultem http://timor-deste.blogspot.com
11:56 AM
Anonymous said...
mensagem ao bloguer encapuzado: fonte proxima de MST jura que vais pagá-las
bem caro meu sacana. prometo-te que te encontro e te faço mil torturas antes
que os teus dias acabem. brincar com o fogo é assim. foge e esconde-te cabrão.
jurei-te vingança ontem, e vais tê-la
12:22 PM
Anonymous said...
a digitalização de duas das páginas (na versão francesa) está aqui:
http://f-world-blog.blogspot.com e remete a comparação para o parágrafo do
"tédio" que não é, conforme aqui neste blogue está claramente explicado, um
facto histórico mas uma classificação de Lapierre e Collins.
12:43 PM
Fátima
Rolo Duarte said...
por lapso não assinei com o meu nome o comentário que acabei de escrever. o
meu nome é Fátima Rolo Duarte. Considero que estes anónimos bloggers estão
cobertos de razão. Não concordo que o caso seja grave, mas penso que pauladas
e queixas-crime são artilharia demasiado pesada para quem, de facto, por lapso
ou intencionalmente, se baralhou todo e transcreveu, traduzindo, frases
completas do livro Cette Nuit La Liberté. Também é fácil verificar que o guião
de Equador é Cette Nuit La Liberté no que não vejo problema algum. Tivesse
Sousa Tavares outra disposição e só lhe ficaria bem confirmar os lapsos, vamos
chamar-lhe assim, e confirmar a sua admiração pela história de Lord
Mountbatten. De resto, o livro Cette Nuit La Liberté não é um mau livro mas
isto já são contas de outro rosário.
12:51 PM
Anonymous said...
Se não fecharem já... Sou jornalista e a última coisa que faria era deixar
aqui o meu nome. Tenho medo, sim senhora. Falta-me a coragem, sim senhora. Sou
mulher, não quero levar pauladas. Sou mãe, tenho filhos para sustentar. O meu
medo é maior do que a minha revolta perante a situação actual da imprensa
deste País. Não muito, porque a revolta é grande, mas o suficiente para não
dar o meu nome. É triste, degradante, inacreditável que os autores deste blog
tenham de fazer um bom trabalho sem assinar por baixo. Mas é verdade. Não há
outra forma de o fazer. Mais ninguém o fez, em página alguma da nossa
imprensa. Não porque os factos não sejam reais. Eles são reais. MST plagiou.
Vê-se, lê-se. Triste, mais triste do que o plágio, é a falta de isenção dos
nossos jornais. Ninguém arrisca investigar ou dar notícias que não convenham.
Mas isso, sabe qualquer jornalista há já uns bons anos. Os leitores é que
talvez ainda não saibam. E sobram os blogues. Os blogues não assinados, não
editados pelos mesmos nomes que assinam as opiniões impressas em papel. Há
censura. Obrigada pelo vosso trabalho.
Só falta alterar o orçamento de estado para que haja fundos para uma
investigação a 1975-2003. Considero o MST um homem inteligente, embora
nervoso e inseguro, o que aguça além do limite a capacidade de, de uma
expressão, contar uma história. Plágio? Só pela tesão. Digo eu.
1:44 PM
luis
said...
por acaso já comparastes o crime do padre amaro com o crime do padre moiret
do Zola?
após 340 comentários, resolvi escrever também. li aqui muita coisa, muita
para levar a sério, muita apenas escrita como brincadeira.
1 - plágio.
não sei de cor a definição, mas também não é o que me interessa agora. será
este o caso?
2 - assumo - não gosto de uma figura que cita como
exemplo de idoneidade pinto da costa e que cospe na selecção nacional apenas
porque o seleccionador não agrada ao seu clube.
3 - os livros de miguel
sousa tavares nunca me apelaram. nunca li nada, a não ser os parágrafos aqui
transcritos.
4 - o essencial está demosntrado: parágrafos inteiros
foram copiados. com que intenção? será legítimo? eu próprio escrevo. durante
dez anos escrevi poesia, e decerto muitos dos meus versos já tinham sido
escritos. não existem donos absolutos de palavras, expressões ou frases.
parágrafos inteiros já custa mais aceitar. e estou a terminar um romance.
com esta história pergunto-me se sem querer seria possível ter feito um
parágrafo igual. porque frases, tenho copiadas por lá, mas assumidamente. por
exemplo, de cesariny.
5 - teria MST a intenção de copiar os parágrafos
inteiros por achar que era essencial que o fizesse para a criação dos
ambientes do seu livro? se sim, faz sentido a citação do original em
bibliografia. mas continua a custar... e se eu fosse leitor dele sentia-me
traído. será legítimo, da mesma forma que um músico hoje em dia utiliza
samples? um parágrafo inteiro... repito... custa.
6 - quanto ao facto
deste blog ser anónimo, isso não interessa para nada. contém factos. mas eu
vou deixar aqui o endereço do meu blog.
7 - MST colocou portugal a ler?
de forma alguma. se formos por aí, também margarida rebelo pinto e paulo
coelho o fizeram. o "grande público", de consumo em massa, que compra livros
no hipermercado e tabacaria, come o que lhe colocam no prato. também se lêem a
maria e o jornal a bola, onde MST diz alguns absurdos semanais.
com
tanta reflexão, concluo isto - não acho legítimo o que MST fez, pois não basta
colocar o livro referido na bibliografia. para ser honesto com o leitor, teria
que colocar em nota de rodapé nos lugares correspondentes que aquilo não foi
escrito por ele. por uma questão de lealdade para ocm quem o lê, e em muitos
casos, o admira e acredita que aquilo é tudo obra dele.
Luís Brito
Pedroso
2:17 PM
Traidora
said...
Pobre MST, é vê-lo agora, já em fecho de redacção, a apagar a crónica do
expresso e a ter de escrever outra coisa qualquer. Deixa lá, podes sempre
copiar o texto de alguém. Assim como assim, já estás habituado.
E por
falar nisso: Traidora, foste tu?
3:58 PM
Anonymous said...
ler aqui que o mst é um dos melhores escritores portugueses dos últimos
anos... mostra que de facto só se lêem livros de hipermercado. credo.
Só falta dizer que O livro: "Portugal e o futuro" de António de Spínola
Edt. arcádia. Ás tantas.....risssssssssssss
6:30 PM
Anonymous said...
Pauladas? Pois eu hei-de dar um murro nas trombas nojentas desse Tavares no
primeiro momento em que ele se atravesse no meu caminho.
9:33 PM
Anonymous said...
Acabei de escrever um mail para a editora inglesa. Dei conta da minha
indignação e sugeri-lhes um rápido processo contra MST. Aconselho todos a
fazer o mesmo.
Maria S. Simões
9:35 PM
Anonymous said...
A próxima vez que encontrar Sousa Tavares num qualquer lugar público, vou
cuspir-lhe na cara. Merda de gente.
9:36 PM
anonimastro said...
Notícia no
DN: http://dn.sapo.pt/2006/10/27/artes/miguel_sousa_tavares_ameaca_denuncia.html
onde
se afirma que o «anónimo [autor do freedomtocopy] sugere, erroneamente, que o
início de Equador seria decalcado quase palavra a palavra da abertura de Esta
Noite a Liberdade»
erro? manipulação? ou o jornalista limitou-se a ler
o post do blasfémias igualmente erróneo?
11:52 PM
Anonymous said...
Tal como eu, mantenha o anonimato. É uma vantagem indiscutível neste caso.
O plágio - a que outros países europeus começam a dar mais atenção - tem
raízes na pequenez do nosso sistema de ensino. Abafa a criatividade,
espartilha o pensamento. Mas não só, tem também a ver com a mesquinhez que se
instala na nossa sociedade: a fama rápida, meteórica, big-brotherizada é a
mais valorizada por alguma imprensa (escrita/audiovisual), e por arrasto,
infiltra-se na inteligentzia. Mas um dia avançe, e se puder, seja também
fundador de uma comissão anti-plágio com imunidade total. Lá estarei para o
cumprimentar.
Senhor Barão de Lacerda, nas suas mãos um pingalim é uma arma para caçar
gambozinos. Seja como for, felicito-o: a personagem que criou para
intervir nesta caixa de comentários é genuinamente odiosa. Creio que nem eu,
nem ninguém, a começar por si, a pode levar demasiado a sério.
Já
agora, se me permite, as palavras «juizo» e indefinivel» escrevem-se,
respectivamente, «juízo> e «indefinível». Na sua azáfama criadora, o senhor
Barão de Lacerda esqueceu-se de colocar o pingalim, perdão, o
assento...
Quanto aos insultos lançados, é Castelo Branco. Mais
refinado e menos bicha, mas é.
1:48 AM
Anonymous said...
É por estas e outras que muitas vezes me sinto envergonhado de ser
português. Nunca pensei que houvesse tanta inveja, tanto rancor, tanta
maldade na mentalidade "lusitana". Clarinha, está caladinha, olha que sou
capaz de contar o que se passou contigo quando foste lavar as cuequinhas num
lavatório dum WC. Olha que tu ára azeiteira já pouco ou nada te
falta. Quando entrares num WC público olha-te no espelho, pois o de tua
casa já está viciado.
2:09 AM
Anonymous said...
Olá pessoal da minha Terra!
Assim como eu, também os autores deste
blogue são anónimos, ou por outra, usam e abusam de pseudónimos!
Por
mer(da)a casualidade, e por simples cuquice, para não dizer outra coisa,
gostaria de saber quem é ou quem são os autores deste Blogue.
Meus
caros se vocês disserem quem são, eu também direi quem sou, e vocês até n~em
vão gostar muito de saber quem eu sou!
Não vou por onde vocês querem
que eu vá, mas vou sim pelos meus próprios passos.
...
Já agora
ficaria imensamente grato se este meu comentário fosse
aprovado.
...
Até à apróxima
2:27 AM
José
Antunes said...
Excelente ideia Maria S. Simões!
Aqui está o site da editora
francesa Éditions Robert Laffont: http://www.laffont.fr/index.htm
E
os vários contactos: http://www.laffont.fr/contact.htm
Eu já enviei
umas mensagens. Para "La direction" e para os "Service éditorial"
Toca
a escrever!
2:42 AM
Senaquerib said...
Não foi Luís de Camões quem escreveu "Os Lusíadas". Foi uma outro gajo
que, por acaso, também se chamava Luís de Camões.
Eu assumidamente não gosto do MST. A arrogância com que esgrime os
comentários na TVI é digna de um Salazar ou de José Mourinho. O problema é que
Salazar foi quem foi, e José Mourinho cumpre com aquilo que diz. Mais uma vez,
vou repetir o que já disse. MST, num jornal da TVI disse: "os portistas"
referindo-se aos habitantes da cidade do Porto e não aos simpatizantes do seu
clube. Um erro nada de mais, não fosse ele o guardião da moral, dos bons
costumes e do português, do nosso país, alguém que, como ele diz, pôs Portugal
a ler.
Acho que MST só resta uma solução, ainda por cima sendo filho de
quem é. Fugir para o Brasil e humilhar-se publicamente, sem antes anunciar na
TVI que no Porto moram portuenses.
3:23 AM
Anonymous said...
Se este embuste vier, de facto, a confirmar-se... que tristeza, que
decepção, que desconsolo. Valham-me o nobre Barão de Lacerda e o Miguel Horta
com a sua requintada ironia palaciana e saber de experiência feito, para
sorrir no meio de tanto lodaçal. Contraíndo a preposição de e o advérbio
antes, só resta dizer que dantes era mais discreta a pobreza de espírito e
menos democrática a sua voz. Verónica de Santana
3:24 AM
Côba
said...
LOOOLlll
Não li o Equador, nem me apetece ler, não conheço o Sr.
Miguel Sousa Tavares pessoalmente, não tenho interesse nisso, nem me apetece
interpelá-lo, mas julgo, ou antes, acho, porque não julgo ninguém,
abosolutamente curioso o quanto esta matéria simples, um plágio, usado em
tantas mesas de escola, interessa a tanta gente, o quanto a vida desse senhor
interessa abordar, julgar, e blogar. Provavelmente ele tem quase dois metros e
isso faz muita sombra, ou então é um bodezito expiatório de matérias pessoais
e sensíveis. Não sei. Mas aquilo acho absolutamente curioso é nº de
anonimatos, não obstante em si mesmo compreendê-lo e aceitá-lo. O que não
aceito é o crime certo e visto aqui de comentar com um nome que não é o seu.
Um crime de plágio de identidades, portanto, eu, continuarei a pensar, ainda e
sempre que neste país, copiam-se estilos e não
competências. Saudações Côba ecodacoba@yahoo.com
3:43 AM
Barão de
Lacerda said...
Leio uma estimada Senhora jornalista anónima que nos explica, com crueza
pungente, a razão de não revelar o nome. Desconfio ser idêntico o motivo que
leva o autor (autores?)deste blogue a não revelar a identidade.
Leio-a
e não me custa acreditar no que diz; Por amigos e contactos diversos no meio
dos jornais, tenho conhecimento de coisas infames a que os jornalistas se
submetem (por acção e omissão) para manterem o emprego seguro. Aliás, este
imbróligo envolvendo o dr. Sousa Tavares tem sido particularmente revelador
acerca do jornalismo que se vai fazendo neste País. Qualquer espírito
lúcido vê isso.
A ditadura dos grandes grupos económicos, respeitável
Senhora, é tão sinistra como as outras. Com a vantagem (para eles, grupos)
de ser silenciosa. Tão discreta e silenciosa como uma reunião de banqueiros à
Baixa Lisboeta.
Estou consigo, respeitável senhora: é um dor de alma
viver e trabalhar num País novamente amordaçado; um País onde a palavra mais
sagrada de todas - Liberdade - é um conceito cada vez mais relativo. Pior:
um País amordaçado sem o parecer. Que ferro!, Que choldra infame! Que
sina!, Que sina!
Felicidades, minha Senhora
Barão de Lacerda,
Alentejo
3:45 AM
round
about said...
CADA VEZ OS JORNALISTAS SE VENDEM MAIS Nunca vi um trabalho t-ao
ignóbil, rastejante e mercenário como o de LEONOR FIGUEIREDO hoje nas páginas
do Diário de Notícias. Vale a pena verem para ficarem chocados tal como eu
fiquei. Se aquela criatura é jornalista apenas merece uma coisa, que lhe seja
retirada imediatamente a Carteira Profissional. Ela para além de nada
informar, manipula, mente, apoia o pagador MST e depois para "provar" que não
existe plágio publica algo que nada tem a ver com o verdadeiro plágio.
Igualmente a pseudo jornalista e mercenária dá-se ao desplante de afirmar que
os textos semelhantes em três páginas do Equador não são suficientes para se
afirmar que existe plágio. Que descaramento!!!
Só agora encontrei o original porque não confio nas transcrições e confesso
que ainda não tinha lido o Euqador. Há, de facto, muitas coisas, digamos,
parecidas demais. São figuras históricas, é certo, mas MST podia ter tido mais
trabalho a puxar pela imaginação nas descrições, já que se trata de um romance
histórico. Em vez disso, limita-se a traduzir do inglês para português e a
colocar um ou outro advérbio de modo.
Quanto à polémica, só o ajuda a
vender mais uns milhares de Equadores.
3:57 AM
antónio
mateus said...
É sempre interessante verificar o nível de vocabulário mantido nos
comentários ao post que originou este blog. Sim senhor, Portugal é um país
de poetas.
4:00 AM
Pedro de
Figueiredo said...
"Portugal é um barco sem rumo, prestes a encalhar, porque ao contrário de
outras embarcações, os únicos elementos que permanecem a bordo são as
ratazanas". Não tenho o minímo interesse por este pseudo meio de
comunicação, ridiculamente designado por "blog". É a primeira vez(e espero que
única) que participo numa "coisa" deste género, escrevendo estas parcas
palavras, mas o assunto em questão, assim o determina. A grande maioria do
povo português, para além de feio, porco e mau (Adaptação de um título de um
filme de Ettore Scola, não vá o "diabo" acusar-me de plágio) é cobarde, agindo
sempre em grupo. Devemos ser o único país da Europa com milicias populares e
linxamentos públicos. Claro que as vítimas têm, no máximo, o estatuto de
pilha-galinhas, já que um malfeitor de uma linhagem superior, seria um bocado
perigoso, para esta gente "corajosa". Não conheço o senhor Miguel Sousa
Tavares, nunca li o "Equador". Não sei se houve plágio, não me parece, mas não
é isso que me move. Aquilo que faz com que perca tempo a escrever estas linhas
é a vergonha. A vergonha de fazer parte de um povo tão indigno, mesquinho e
cobarde como o nosso. Que, escondido pelo anonimato que este processo
possibilita, urra impropérios de fazer corar as pedras da calçada. Desde
chamarem ao autor "porco", "ladrão", "órdinario", até evocarem o facto de
que "até o irmão que é deficiente não gosta dele...", tudo se pode ler nesta
galeria de misérias. Até à poucos dias este senhor escritor era, para esta
mesma gentinha, O MELHOR ESCRITOR DO MUNDO, e o "Equador", O MAIS INTERESSANTE
E BEM ESCRITO LIVRO DO MUNDO. Acredito que a maior parte nunca leu esta obra e
fala por desconhecimento de causa, porque fica bem dizer que a leu (é uma
gente vaidosa). Exactamente como agora, como lhes cheirou a sangue (são uma
mistura de carneiros com tubarões), vieram todos ver se conseguiam dar uma
dentadinha. Isto sem saberem se é exactamente assim, ou de outra maneira
qualquer. Eles querem lá saber. Querem é "festa". Exactamente como quando
param na auto estrada para ver gente moribunda, a revirar-se de dor no
asfalto. Para eles só existe o 8 ou o 80. A virtude, como se sabe,
está no meio... Por fim, gostava de dizer ao chefe da matilha que, se fosse
um homem sério, teria transmitido esta sua "suspeita" a quem de direito, por
carta, dirijida ao autor, aos editores, à policia, ao senhor cavaco, ao rato
Mickey, ao contrário de ter feito deste assunto um espectáculo de circo de 3ª
categoria. Eu nisto estou de acordo com o Senhor Miguel, e também lhe dava
uma pauladas. É que nunca gostei deste tipo de gente.
Pedro de
Figueiredo Lisboa
4:11 AM
F. Teles
said...
Então não havia esse jornal de referência que é o "24Horas" defender o
Miguel Sousa Tavares... Não quero, agora, analisar se o que ele escreve em
"Equador" é plágio, cópia, transcrição ou outra coisa qualquer. Neste momento
o que me interessa é perceber alguma da lógica do pasquim. É, afinal, fácil:
Se dá e espaço editorial dão guarida á conhecida plagiadora Clara Pinto
Correia para botar umas crónicas, porque razão não defenderia o Sousa Tavares?
O jornaleco não é propriamente conhecido pela sua aprofundada noção do ter boa
prosa, investigar seriamente, abusar da honestidade(intelectual ou outra). Se
o que alguém disse atrás acerca do filho de MST trabalhar nesse pasquim se
confirma, então não há coincidências... Quanto á linguagem e tom
arruaceiro, reveladora de enorme categoria, do Sr. Sousa Tavares, essa sim,
coincide perfeitamente com o "24 Horas". De qualquer maneira, prevê-se que
Novembro seja mês de grande contentamento para o Tadeu e restante cambada: vão
aumentar a circulação já que os vendedores de castanhas usam "aquilo" para os
seus tradicionais cartuchos.
ps.: Daqui o meu agradecimento pela frase
"Não há Coincidências" á Margarida Rebelo Pinto. Cá por coisas...
4:17 AM
Locomotiva said...
Pelos anos 30 do século passado, o dadaísta Marcel Duchamp encontrou um
urinol de louça de modelo normal na altura. Chamou~lhe " O Fontanário" e
exibiu-o causando escândalo imenso entre o venerável público, que lhe pediu a
pele, e a crítica que levantou os braços aos céus e clamou por"atentado"ao bom
gosto. A peça que do anonimato, pelo poder de uma assinatura e, diga~se, de
uma deslocação de significado instaurada pelo autor, passou de objecto trivial
a peça de museu, está desde há muitos anos de facto num museu. Foi, e ainda
não existia esse nome que entretanto quase se tornou abominável, de tão banal
e repetido ad nasueam, a primeira "instalação." Inaugura toda uma atitude
da arte em relação a objectos triviais, descodificados e recodificados,
inseridos num contexto diferente, onde as suas funções primordiais embora
estejam latentes deixam de ser as principais.
Bem, o que tem a ver o
Fontanário de Duchamp com as 3 páginas e tal absolutamente plagiadas por
MST?
Primeiro vejo no ar e nas mensagens uma espécie de caça ao
plagiador que não faz sentido nos nossos dias em que tantas vezes a pintura e
a literatura são citacionais, e inserem e integram com o maior à vontade
fragmentos ou elementos doutras obras.
Será por isso que os autores
dessas obras serão falsários? A ideia de pureza literária é complexa e devo
dizer falaciosa. Todo o escritor é um falsário, toda a arte é uma mentira - ou
não fosse ficção. O que pedimos a uma mentira é que ela seja bem contada,
e é imberbe e emocional levantar os braços ao ar e dizer num tom de madalena
enganada "o autor mentiu-nos!"
Todo o autor mente. Mais todo o autor
deve mentir. Deve é mentir com arte, com a maior arte possível e reconstruir
com as suas palavras, imagens, manchas ou urinóis - uma outra realidade que
nos faça ver não melhor, mas de outro modo, a nossa realidade.
Condenar
uma obra designando-a por estranha e anómala faz parte de uma paleta de
semântica fundamentalista. Não é nada estranho que um autor dos nossos dias
plagie, faça copy-paste, integre elementos modificados da obra de um outro ou
outros no seu livro.
(Espanta-me que o MST, que por vezes tão bem sabe
manejar as palavras, não se saiba defender)
Tempos novos tem práticas
de escrita diferente. O copy~paste pode ser instrumentalizado de diversas
formas, o meu ponto é simples; o plágio pode ser criativo e um elemento de uma
obra nova.
Se a pintura tem a liberdade de praticar "a colagem", que
funciona como elemento citacional e de passagem a graus segundos e terceiros
de leitura, a literatura não o tem em menor grau.
Uma obra aberta
contemporânea não tem que obedecer a graus de pureza literária, inclui
escória, cópia, fragmento, citações, outras narrativas, narrativas de
outros.
É absurdo estar a condenar e criticar uma metodologia, uma
oficina literária. O que se pode e deve criticar é o grau de sucesso que
essa metodolgia teve.
Na minha opinião o Equador é um grande livro
falhado por uma razão simples, o tom geral queiroziano, esse estilo
característico que constitui o "peché mignon", epigonia típica de tanto
escriba luso, que nunca mais consegue sair debaixo das saias do divino
Eça.
Por isto tudo o "Fontanário" do livro o Equador é o Eça, não o
Lapierre e o Collins, um destelhado a ajudar as obras pias da Santa Madrasta
de Calcutá, o outro desaparecido da navegaçao.
Pax, Justitiae e
reaprendizagem da nobre Arte de Insultar, que anda tão na mó de baixo que dá
psicodramas baratos com madalenos ofendidos e magoados, e leitores encornados
a reagir incendiariamente.
BTW antigamente havia uma figura de destaque
e quase só uma no jornalismo português - fazia o gaúdio do "vom pobo"
encantado por valentões que varriam feiras à paulada. Era o jornalista
caceteiro.
Essa atitude perdura em expressões como "senti-me esmagado"
pela audição, pela obra, por... Really? Ou então o "é de arrasar". Deve ser
por isso que gostamos tanto de bull-dozers, e que a figura do homem que varre
feiras â paulada também perdura, reciclada e downnloaded por outras vias.
Entretanto, parece-me que não são tanto os livros que devem mudar, são
as mentes.
Incívicas saudações â pirataria em geral, e
agradecimento ao Pedro Marques dos Santos por ter destacado o meu imodesto
heterónimo pela qualidade das intervenções. Concordo com os nomes que ele
apontou. Também acho graça ao Barão. Um bom actor, escreve bem, tem sentido de
humor não entra na patologia dos registos emocionais mas vê-os com auto
irónica sobranceria. Vive no campo o que além de saudável,leva a estar "far
from the madenning crowd."
Acrescentaria porque tem algum picante o
Trickster Boronha, e a Lucy Dalton e mais outros comentadores. Não posso é com
os mão-ao-peito arrependidos ou com os profetas fulminadores donos das grandes
e definitivas condenações. Não leram Arno Gruen? É lá preciso entrar em estado
apoplético por causa de uma trivialidade como um livro trivial. Há muita falta
de sorriso no nosso país e hordas de gente que não se sabe rir de si mesma.
I'll laugh to the sharks.
Valeu a pena iniciar este blog.
Escrever anonimamente não é uma vergonha, não vai contra a netetiquette, é uma
das possibilidades permitidas pela funcionalidade dos blogs. Essa ideia de dar
a cara é estúpida. A cara é o estilo. Nenhum estilo se esconde. A coragem de
uma pessoa é a coragem do seu estilo.
Além disso há a possibilidade de
ter heterónimos, como é o meu caso. Todo o ser humano é um actor. Esse
judicialismo persecutório de ter que ter uma só monoidentidade parece coisa do
Arquivo de Identificação. ou da Judite.
Je est un Autre. La nature
comédienne de toute prose, etc.
Bons souhaits â tout le monde,
aproveitem este belo dia de sol.
Locomotiva
4:22 AM
Paulo
Santos said...
O facto mais perturbante desta história toda é o silêncio da comunicação
social... Aqueles patetas que passam a vida a erguer o "escudo" da
liberdade de expressão - conquistada e, segundo eles, ajudada a conquistar
pelos próprios - sempre que são confrontados, com a sua incompetência e falta
de ética, encontram-se agora tão ou mais atrapalhados (ou não) que o próprio
MST...hilariante
4:28 AM
Anonymous said...
Esta é demais, MST acusa grupo de teatro de Tomar de págio! Resta saber se
o plagiado é realmente MST ou os autores ingleses.
lol
De facto, a peça do Diário de Notícias, é um autêntico vómito jornalístico
4:34 AM
Anonymous said...
Freedom to copy: O blogue necessário! Já agora, reparem também no nível
deste outro blogue e na maneira como trata o assunto do "trambiqueiro da
tvi"
http://f-world-blog.blogspot.com/
«Atento»
4:44 AM
jose
luis said...
EStou estufefacto! Lindo! Parabéns aos autores deste maravilhoso e
educativo blog. Esta malta perdeu a vergonha! Vou pedir para pedir para me
trocarem o livro pelo verdadeiro-Ou mudo eu próprio ao cimo, na capa ,o nome
do autor?
5:14 AM
luisa
said...
Obrigado a round about. Realmente o que foi publicado no DN não dá para
acreditar. É o máximo da bajulice e do mercenarismo ao serviço do jornalismo.
Aliás, não admira desde que o DN tem lá na administração um ser ixecrável
habituado desde Castelo Branco, depois em Macau a estes serviços...por isso é
que o Sócrates exigiu ao Oliveira que essa criatura Afonso Camões fosse
colocada nas administrações do Diário de Noícias-Madeira (um salário), na Lusa
(outro salário), no DN (outro salário) e ainda tem mais, muitos mais. E esta
ligação Sócrates-Camões daria pano para mangas e levar-nos-ia muito
longe..desde os imóveis adquiridos em Castelo Branco com dinheiros de Macau
a...fiquemos por aqui porque não quero que a PJ seja obrigada a destituir um
PM
Então MST, agoras assinas Pedro de Figueiredo?
Parabéns a
locomotiva e ao barão de lacerda
5:20 AM
Anonymous said...
Não sei se conhecem mas encontrei uma especie de dossier na net sobre este
caso. Chamam-lhe caso equador. será q há mesmo caso para
isso...
http://www.grupos.com.pt/casoequador/
5:47 AM
Anonymous said...
Sobre a peça do DN não vale a pena dizer mais nada. É qualquer coisa de
lamentável a todos os títulos. E jornalismo não é. Já enviei um mail para a
editora Laffont e recebi resposta. O caso está a merecer a atenção do
departamento jurídico, as comparações vão ser feitas e, no caso de assim
entenderem, avançarão com processo sobre Sousa Tavares. É caso para concordar
com os autores deste blogue. Ele cumpriu a sua missão.
Imaginação de qualidade precisa-se! Que andará a acontecer por estas
bandas? Já ouvi falar no plágio da MRP e agora MST? Há dias que parecem
noites!
6:21 AM
Anonymous said...
reparem na quantidade de (...) que sao usados nos trechos retirados dos
livros pelo autor deste blog. Autor esse,que já agora diz que no tribunal sim,
irá haver igualdade, sem insultos, amigos ou pauladas...e sem anonimatos,
talvez?
6:51 AM
Anonymous said...
Contactei por e-mail a editora dos autores Dominique Lapierre e Larry
Collins e, até agora, não tive resposta.
Ou isso ou estamos perante mais uma brilhante manobra de marketing.
"Alguém" anónimo acusa o autor de plágio... deixa alguns parágrafos para abrir
o apetite... as pessoas ficam cuiosas e compram o Equador só para ter a
certeza e poder comentar.
Pensem nisto...
7:16 AM
j. roque
said...
luisa conte-nos essa história do Camões em Macau, dos dinheiros que
desviou e para quem? Jornais? Revistas? Políticos? Empreendimentos? Parece que
sim, vá lá, confirme. Em 2000 falou-se que esse Camões "ajudou" muitos
amiguinhos do PS de Castelo Branco...serão os que estão no governo? E quantas
casas comprou esse Camões? Será que Macau ainda pode dar muito que falar? Será
que o Expresso e MST não estão na jogada? Eu lembro-me que o Expresso andava
sempre a publicar cadernos especiais sobre Macau. Como eram pagos? Os
pagamentos entraram na contabilidade do Expresso? Fugiu ao fisco? Será que o
jornal tem um saco azul muito grande e por isso pode pagar bem a
plagiadores?...
7:21 AM
Anonymous said...
E o Pai Natal foi com o coelho da Páscoa no combóio ao circo!
Anuncio-o Barão por respeito e não por credo,
felizmente não caio no arrufo de pôr em causa o gosto (discutível ou não)de
cada individuo... cada um como cada qual... claramente o senhor é um
apologista do "faça o que digo não faça o que faço", a não ser que a sua mente
e os seus dedos estejam desfazados, porquê? pede-me que não faça juízos de
valor e tem razão, não o conheço, desconheço as suas paragens a sua história
ou quem sabe os seus "Equadores"... mas conheço as suas premissas, apesar da
minha juventude e da minha parca experiência conquistadora de outros mares e
outras terras, sem distinguir uma permissa negativa universal com uma permissa
negativa particular... uma atribui a todos a tão famosa qualidade de ignaro
que atribuíu ao povo português, outra apenas conduz a alguns a mesma
qualidade.
Já agora, como eloquente moderador que é, gostava que
estabelecesse os parâmetros do ser Ignaro, Ignóbel, Ignato e todos os
sinónimos a eles adjacentes.
Tem razão sou uma senhora, de sexo e de
carácter, sou apologista da verdade e da seriedade - e por favor não pense que
por isso me rio menos que o senhor ou qualquer outra pessoa. Continuo a
defender que o Dr. Sousa Tavares, não foi e pelos vistos não é honesto, nem
sério.
Gosto da eloquência das suas palavras, lembra-me um Julio Dinis
de consciência moderna. Mas isso não lhe atribui o beneplácito de tratar
os "plebeus" da forma displicentemente airosa como o faz... a nobreza só é
merecida quando se equivale a modéstia do seu par.
E assim me termino
- não a rir, mas a sorrir, porque a vida não são só
palavras...
Cumprimentos,
BellaMafia
7:27 AM
Anonymous said...
Li o DN e o editorial do Publico. Uma vergonha. Este blogue não acusou o
Tavares de plágio. Acusou-o de copiar parágrafos e ter tirado ideias do outro
livro. E provou-o. Agora desviam-se as atenções. Ainda por cima um tal de José
Manuel Fernandes, um vendido à CIA. O fascismo voltou. Escondem-se os crimes
dos amigos como no tempo do Ballet Rose. Eu estou elucidado. E percebo que os
autores deste blog não assinem com os seus nomes. Não voltariam a ter emprego
em Portugal.
Mário Fernandes - Guimarães
7:32 AM
Anonymous said...
Oh nobre povo Português de gloria fundada na inveja!!! Somos tacanhos e
subdesenvolvidos, mas gloriosamente invejosos. O sucesso faz-nos comichão, a
corrupção talvez não. Mas erguemos a bandeira do plágio como arma para
derrubar aqueles que beliscam a consciência nacional e ousam seguir caminhos
tortuosos minados por interesses sensíveis. Oh santa indignação! Aceito
nas vossas causas de denúncia, mas pergunto, quantos de vós não foi inspirado
na vossa existência por criação alheia?
7:32 AM
Barão de
Lacerda said...
Senhor Marco Santos
É a última vez que lhe dirijo palavra, pois não
me parece que valha a pena gastar latim consigo quando há tanta gente
interessante (cada vez mais, noto) a debitar neste blogue.
Primo: o
seu nome próprio (Marco) irrita-me solenemente, embora o caro não tenha disso
a menor culpa; mas irrita, é um facto. Saiba que pode alterar o nome quando
fizer 18 anos.
Secundo: não compreendo nem me interessa compreender a
sua insistência na figura de Castelo Branco. Todos teremos pecados
inconfessáveis mas esse, Senhor Marco, é apenas e só de sua conta. Guarde-o
para si. Nada de muito grave, todavia. Saiba que uma Senhora das minhas
relações também tem fixação pelas chamadas «figuras públicas». Já aconteceu em
charla de amigos a Senhora em questão começar a discorrer sobre os Senhores
António Sala, Edmundo Pedro, Anthimio de Azevedo, Emidio Rangel e Venceslau
Fernandes sem pretexto e motivo plausível.
Tertio: agradecido pelas
correcções. Este velho barão não domina, como gostava, o teclado do
computador, e produz gralhas e lapsos indesejáveis. Mas, helas! domina o
pingalim com destreza bastante para lhe aplicar o correctivo que o Senhor seu
Pai manifestamente não lhe ferrou em tempo útil.
Com esta me raspo.
Como bem lembra o Senhor Locomotiva (mas que espírito, que verve!) faz sol e o
cheiro do campo ilumina o corpo a mente. Não se esqueça, seu rapazola: em
2008 pode alterar o nome próprio na Conservatória do Registo
Civil.
Barão de Lacerda, Alentejo
7:33 AM
Anonymous said...
Tem razão. O editorial do Publico é um asco de amiguismo. E esse JM
Fernandes não tem autoridade para nada. Acabou de vergar a cerviz ao patrão e
despedir mais 50 jornalistas.
António Lobo - Cacém
7:33 AM
Anonymous said...
Mas como é possível negar tamanha evidência?! Se ele até foi roubar a
piadinha do morrer de tédio? Não faz sentido. Só por cegueira. E já agora,
quem me fala desse livro sobre Pondichérry de onde há de ter roubado mais uns
bocados? Gostava de o ler com atenção...
Antunes das Neves
7:41 AM
Anonymous said...
já deu para perceber que há muitos "Equador" no balde do lixo a esta
hora.mas eu tenho perguntas a fazer:o livro é de papel reciclado?quando posto
no lixo,é no ecoponto correcto?e as árvoreszinhas sacrificadas para produzir
estes livros???como é??!!!
7:58 AM
sofia
said...
A Mário Fernandes
Você está certíssimo. Ai de nós que trabalhamos em
redacções de jornais se colocássemos aqui o nosso nome. Emprego por um canudo.
Nos jornais não há liberdade. É a realidade indiscutível. Só o poder instalado
é que conta e ai de nós jornalistas se tentamos contrariar essa onda. Há
dias apresentei ao meu chefe de redacção apenas uma ideia: entrevistar as duas
senhoras desavindas na CM Lisboa, Paula Teixeira da Cruz e Maria José Nogueira
Pinto. Resposta elucidativa: - Só se entrevistar também alguém do PS! Ainda
retorqui dizendo que o diferendo e as quesílias eram apenas entre aquelas duas
personagens. Já não obtive mais diálogo. Conclusão: estou desempregada,
aliás, entro amanhã para outra redacção. Espero melhor sorte.
8:08 AM
luisa
said...
Para j.roque
O Expresso recebeu só de Rocha Vieira/Afonso Camões 8,5
milhões de patacas
Ao tempo: 1 pataca = 20 escudos
8:13 AM
Anonymous said...
É por de mais evidente. Limitou-se apenas a alterar uns números e nomes,
coisas insignificantes numa história como aquela.
Quantos mais plágios
terá feito este cara de pau?
Que vergonha!! O SR. ÉTICO, o SR.
MORAL, o SR. PRINCÌPIOS, O SR. INTELECTUAL. O SR.É UMA GRANDE
FAUDE.
A SRA. SUA MÃE deve estar a dar voltas no túmulo. Que
vergonha para uma MULHER INTELIGENTE, CULTA, DE PRINCIPIOS E DE UMA
INTELECTUALIDADE VASTA.
Resigne-se à sua pobre insignificancia, porque
é isso que eu espero muito, sinceramente, que aconteça.
E desculpe-se
perante todas as pessoas que sempre o gostaram de ler e de o ouvir.
8:34 AM
Nuno
Nascimento said...
Qualquer leitura atenta e desapaixonada das comparações que haveis
publicado entre parágrafos da obra de MST e da obra de Lapierre e Collins
permitirá verificar que não se trata de um plágio mas de diferentes relatos
dos mesmos factos históricos. A excepção poderá ser o parágrafo com que
iniciais o artigo, ainda assim insuficiente para sustentar uma (grave)
acusação de plágio, até porque, estilisticamente, o dito parágrafo não tem
qualquer relevância. Claro que o MST não tem ele próprio qualquer tipo de
literariedade, até porque isso não é genético. Tão pouco a têm os Srs.
Lapierre e Collins. Uns e outros são uns escribas (jornalistas) e não
"escritores" no alto sentido de artistas que utilizam a linguagem como
material de expressão. Como a maior parte dos "romances" publicados hoje em
dia, Equador não é "literatura" nem MST é Joyce, Proust ou Lobo Antunes. Mas
também não é um plagiador, como há muitos por aí, disfarçados de doutos
académicos e grandes artistas.
8:51 AM
Oliveira
da Figueira said...
Ali, á roda dos cafés, surgiu de memória respeitada, esta graça: "Não
sei se alguém se lembra, mas esta não é a primeira bronca que surge a
propósito do «Equador». Logo que surgiu a 1ªprimeira edição, e precisamente
nas páginas do «Público», que agora e pela mão amiga do seu director sai a
terreiro, defendendo MST, foi exposta uma sucessão de erros históricos
patentes no livro. Não sei se terão sido corrigidos nas 26 edições posteriores
- mas aposto que não. Em todo o caso, isso sempre me pareceu vergonhoso
para um livro que foi apoiado com diversos patrocínios (veja-se nas últimas
páginas), e que até teve uma investigadora adstrita para coadjuvar o
MST." "Afinal havia outra" e, se calhar a responsabilidade destas
trapalhadas é dela.
8:53 AM
Anonymous said...
À Bellamafia: a juventude costuma ser bastante atrevida e neste país o
atrevimento é frequentemente fortalecido pela arrogância. Aprenda minha cara
amiga a respeitar e a aprender com quem sabe. Claro que a sua geração não tem
culpa de ser vítima do desvario educacional que atingiu o país tanto ao nível
das famílias como das próprias escolas, substituindo espaços de educação pela
bandalheira. Mas tem culpa quando nem sequer demonstra a humildade de aprender
com quem sabe o que é por demais evidente num dos seus posts. O barão pode
cometer alguns erros de português muito comuns quando estamos a teclar no
computador, como é o caso da acentuação (erro que a minha amiga também comete:
escreve Julio; individuo; saíu; titulo; juizo), mas a minha cara amiga já
comete outros que revelam bem as bases que tem da língua mãe. Vou-lhe dar
só alguns exemplos: escreve V.Exa num dos seus posts : permissa; ignaro;
ignóbel; ignato, ileterada; sin nobilitá. Minha cara amiga cá vai a errata:
premissa, a palavra não provém do verbo permitir; ignóbil, não provém de
nobel; iletrado, provém de littera, mas o e caiu; e a expressão latina
correcta que invocou é sine nobilitas. E creia que este meu post não
pretende ser de modo algum ofensivo ou mesmo petulante. Só lhe pretendo
demonstrar que a arrogância não nos conduz à sabedoria, bem pelo contrário.
A expressão que utilizei - «mais requintado e menos bicha» - foi abusiva e
precipitada, justificando o correctivo que aplicou. Pelo uso dessa expressão,
resta apenas retratar-me apresentando ao senhor Barão um sincero pedido de
desculpas.
Quanto ao resto, absolutamente nada a retirar: um faz poses
com roupas, outro com palavras. Fim de conversa.
9:20 AM
arygato
said...
Há 3 coisas que não quero fazer antes de morrer:
1. ler o Código da
Vinci 2. aprender a jogar sudoku 3. experiências homossexuais
Agora tenho quatro...
9:22 AM
Anonymous said...
Também concordo. Este blogue cumpriu a sua missão. Tornou pública uma cópia
evidente e vergonhosa. Pena é que os jornais não tenham tido a coragem de
avançar para um estudo correcto das duas obras em questão. E não tenham tido o
cuidado de ouvir a outra parte. Só MST e a sua editora tiveram direito a ser
ouvidos. Porquê? Por que não foram ouvidos também os outros autores e suas
editoras? Assim se vai fazendo jornalismo em Portugal...
9:29 AM
hr
said...
Afirmar que este blog cumpriu a sua missão é perigoso, porque legitima a
difamação e a injúria produzidas na página web.
9:43 AM
Anonymous said...
lendo alguns dos posts só posso afirmar que:
(a) a vida pessoal de
MST não deveria por princípio ser invocada como argumento contra o eventual
plágio. perde a razão quem o faz. o que interessa aqui é a sua faceta pública.
a vida pessoal só será plausível de ser invocada se a sua postura na
privacidade colidir frontalmente com o que defende publicamente.
(b)
custa-me que alguns dos comentários tanto pró como contra MST recorram a uma
linguagem de taberna e a ameaças violentas. nada próprias para quem diz
defender a liberdade no geral e a de expressão em particular e a nobreza de
carácter. a liberdade não deve ser confundida com o desrespeito pelos direitos
alheios. é isso que torna este país um paraíso para os arruaceiros.
(c)
fico chocado com o espectro do medo e da hipocrisia que assombra este blog.
medo confesso de jornalistas e de outros que afirmam estarmos num sistema
pidesco camuflado de democracia aberta e que assim legitimamente se defendem
no anonimato. os resistentes às ditaduras também não criaram sempre vários
pseudónimos e até identidades fictícias para poderem circular mais livremente
e fugir à prisão? se as pessoas têm medo de represálias por defenderem o que
consideram a verdade como é que o fazem? põem a cabeça no cadafalso? a
questão da cobardia do anonimato é puramente uma falsa questão. ainda bem que
este é permitido senão não haveria a oportunidade de desmascarar tantas
situações ignóbeis. consequentemente no meu modesto ponto de vista a
questão do suposto plágio passa para segundo plano. o que aqui se torna um
imperativo é percebermos até que ponto existe liberdade de expressão no nosso
país e até que ponto teremos todos os mesmos direitos.
9:48 AM
Anonymous said...
Não percebo onde é que está a difamação. Vejo aqui frases de um livro em
inglês que MST se limitou a traduzir a a enfiar no livro dele. Que difamação?
Espero que a editora inglesa avance com um processo contra MST e a sua
editora. Assim seríamos verdadeiramente esclarecidos.
Manuel Baganha
9:56 AM
Barão de
Lacerda said...
Do editorial do Director José Manuel Fernandes, hoje, no «Público», o velho
barão respiga o seguinte parágrafo:
«(...) Manifestar de forma frontal,
às vezes ácida, uma opinião, mesmo que errada, injusta ou despropositada, não
requer qualquer tipo de coragem: apenas assinar por baixo. E procurar ser
coerente tal como intelectualmente honesto».
Haha!
«Intelectualmente honesto».
É este o busílis da
questão. A honestidade intelectual. Conceito belo como um Templo
Romano, mas que não se aplica somente a quem escreve e opina, com maior ou
menor acidez, sobre os outros.
Aplica-se a toda a gente, nomeadamente
aos que rebatem uma opinião, uma crítica ou uma denúncia (mesmo de autor
anónimo) porque se sentem injustamente visados por ela. Aplica-se também a
Miguel Sousa Tavares.
A honestidade intelectual é um valor absoluto,
não descartável consoante as circunstâncias. Lá por achar que o senhor x
escreveu uma refinada mentirola sobre a minha pessoa, não posso nem devo
responder-lhe na mesma moeda: mentindo, manipulando, sonegando.
O
suposto «agredido» tem obrigação de ser intelectuamente honesto na defesa
perante uma «agressão» que reputa desonesta. Nas sociedades civilizadas,
esta é uma regra de ouro. Vale nas brumosas Terras Altas Escocesas, como
vale em Portugal, na ladina Itália ou nesse vasto aborrecimento chamado
Canadá.
Por isso mesmo, estranha-se que até ao momento o escritor MST
ainda não tenha arranjado tempo para explicar aos seus leitores, de forma
simples e convincente, a razão da extraordinária semelhança entre 3 ou 4
parágrafos de «Equador» e de «Cette Nuit la Liberté».
Que o Equador
não é um plágio, qualquer pessoa lúcida percebe. Claro que não é um
plágio. É um belo romance histórico.
E que as coincidências
(repete-se: extraordinárias!) entre as descrições de certos prodígios
particulares dos Marajás não podem nem devem ser arrumadas na gaveta
conveniente das «fontes históricas», da «pesquisa histórica», e dos «factos
históricos», isso também já todos percebemos. Não
podem.
Porquê?
... Haha!
Por uma questão de HONESTIDADE
INTELECTUAL, voltando a citar o estimável José Manuel Fernandes, que o velho
barão tem na conta de Homem culto, recto e de princípios.
Resumindo, em
linguagem de sapateiro: O MST continua com uma bota mal calçada.
E vai
sendo tempo de a descalçar. Serenamente, sem pilhéria, sem arruaça, sem
fanfarronada.
Agora parto. De viagem. Cumprimentos e felicidades
para todos. Talvez aceite o convite e passe a escrevinhar disparates no blogue
de uns velhos e distintos Amigos de infância (orestauradorolex). Coisa astuta
e com alguma malícia.
Estimações
Barão de Lacerda, Alentejo
10:21 AM
Anonymous said...
O Expresso [Henrique Monteiro, Francisco Balsemão...] dispõem de uma
oportunidade de ouro - estão a poucas horas de a aproveitar - de fazer uma
coisa asseada e prestigiante, sobretudo ante a façanhuda e esfomeada
concorrência do SOL: suspender, até cabal esclarecimento do incidente,
a colaboração/crónica de Miguel Sousa Tavares. Se o não fizerem já, quando
e se tiverem de fazê-lo, será demasiado
tarde. ______________________ Deniz Marques da Costa Bobadela -
Loures
10:26 AM
Barão de
Lacerda said...
Carissima Bellamafia
Desejo-lhe as maiores felicidades. Eu percebi
que era uma Senhora.
E, sim, este barão já deu a volta ao Mundo. Muitos
Equadores, muitas Terras do Fogo, muitas Escandinávias. Muitas ilusões, muitas
desilusões e muita gargalhada.
O importante, cara Senhora, é Amar quem
merece ser Amado.
É isso que fica. A única coisa verdadeiramente
importante.
Eu não li nem um nem outro livro. Sem crucificar, direi, apenas, que não
seria surpresa. Há aí um rapaz, que pinta, maravilhosamente, reproduções de
catálogos que uma amiga hospedeira traz -trazia, pelo menos- de Nova York. Um
must, acima de qualquer suspeita.
P.S.: eu diria que este País tem que
ser uma cópia. Do quê é que não sei.
10:38 AM
Anonymous said...
Ao fim de mais de quatro centenas de comentários ainda ninguém disse que o
filho de MST não trabalha no 24 horas. Trabalhou em tempos. O Pedro Sousa
Tavares escreve no Diário de Notícias, jornal a cujo quadro redactorial
pertence. Basta consultar a ficha técnica. Também não façam qualquer
ligação entre o pai e o filho (para além da óbvia). O moço é intelectualmente
honesto e ao contrário do progenitor - que é fanático por uma colectividade do
norte - é adepto do Benfica.
Quanto à prosa (mais que frete)publicada
hoje no DN, da autoria de Leonor Figueiredo, há que dizer duas coisas: 1 -
deve ter sido difícil a quem editou aquele bobó - antigo jogador do
Boavista... - ter conseguido que alguém escrevesse sobre o assunto, porque o
jornalista é um objector de consciência por natureza e estatuto profissional.
O assunto fere a sua consciência, então recusa o trabalho e está no seu mais
elementar direito;
2 - sem ninguém à vista para fazer a encomenda (não
se esqueçam que o polvo tem tentáculos longos; lembrem-se do Camões, o Afonso,
claro, administrador do DN, que já foi referido aqui em cima, por alguém que o
conhece bem...), entrou em cena a Leonor Figueiredo, possivelmente «enviada»
pelo marido, editor-executivo do jornal...
Tal como dizia o outro:
«Isto está tudo ligado» - era o outro que dizia e eu coloquei aspas... tão a
ver a coisa...
PS: uma palavra para o Barão de Lacerda: caro senhor
Barão de Lacerda, li, reli e voltei a ler e reler as suas prosas. Sempre com
prazer. O senhor escreve maravilhosamente, se tiver ou fundar um blogue deixe
um aviso à navegação, porque será de leitura obrigatória. Bem haja.
PS
2: seria ingratidão ou distração não referir também o Locomotiva e o Miguel
Horta. (A Bellamafia tem potencialidades, mas ainda lhe falta algum
andamento).
10:45 AM
manuela
m. said...
Ó barão, fique, não se vá embora! estava a gostar tanto!
10:50 AM
Anonymous said...
Fiquei desagradavelmente surpreendido com a semelhança entre os textos.
Penso que o MST terá que dar explicações. Mas procurei na NET informação sobre
uma das estórias e encontrei-a. Para ser ou histórico ou um mito conhecido.
Não foi "inventado" pelos autores do texto dito como original. Se alguém
quiser verificar o que eu procurei foi 'Maharaja of Patiala "crushed
diamonds"' no google e encontrei este site
'http://www.ruby-sapphire.com/r-s-bk-india.htm' onde consta um texto numa
caixa com o título "Maharajahs – India's fantastic fetish princes" que refere
a determinada altura "No maharajah followed this course better than an early
prince of Mysore. Informed by a Chinese sage that the finest aphrodisiacs
contained crushed diamonds, he succeeded in quickly depleting the state
treasuries in his princely quest for potence.". Continuo a achar que há
demasiadas semelhanças mas todas as porções de texto descritas, que os autores
do blog dizem não serem todas as que existem no livro, são sobre pretensos
factos históricos ou mitos comuns na india. E isso pode-se enquadrar na
alegada pesquisa histórica efectuada por MST e pelos autores de "Cette Nuit la
Liberté". É um pouco forçado mas possível.
Há muito mais plagiadores e trapaceiros intelectuais em Portugal... Não
percebo porquê, mas nunca ninguem se lembra dos plágios e parafrases do Vasco
Pulido Valente, da Maria Filomena Mónica ou do Rui Ramos. Notas de rodapé não
sao coisa que seres tao iluminados utilizem. Mas enfim, somos todos tao
amiguinhos uns dos outros...
11:09 AM
Anonymous said...
Não perderei o resto da "novela"Mas não posso deixar de ler a fonte.A ser
verdade o que vai no "rosário" é muito triste...mesmo muito!
Bem! Só os comentários fazem um blogue, de tantos que são e de tão grande
variedade! Alguns até bem interessantes e outros, ou os mesmos, a revelar
apurados sentidos de humor! Seria, ou será preciso arranjar algum tempo
disponível para os ler a todos, por isso, de momento, a passagem foi pela
oblíqua. Retenho, no entanto, o mais curto e conciso: o de Joana
(http://www.blogger.com/profile/6968367) e faço minhas as palavras dela,
correndo, assim mesmo, o risco de incorrer no crime de plágio: Já contactou
o Dominique Lapierre e o Larry Collins?
Quando recuperar da paralisia facial de que sofro à conta de tanto rir,
digo qualquer coisa...
11:16 AM
sargento
Scolari said...
Oi. Poxa Migéu agora não dá para ti convocá para o jogo da
selecção. Agora vou pô o lobinho antunes no teu lugá...esse pelo menos
enlouquece o advérsário e pudemo tirá vantagê. vai ser uma babilônia porra.
Palavras para quê? Que MST tinha mau feitio, era mal-educado e
só-ele-é-que-tem-razão-e-mais-ninguém já toda a gente sabia. Só ninguém
imaginava que “traduzia” tão bem obras de outros autores.
Aproveito e
respondo ao sr. João Salvaterra: se o MST fosse amigo do Dr. João Vale e
Azevedo, em vez de plagiador também era acusado de falsificação de documentos
e burla qualificada, e recebia os mesmos 7,5 anos de pena que este recebeu
hoje.
:)
11:19 AM
Anonymous said...
Tenho seguido com atenção esta novela. E, neste momento, também concordo
que já se desvirtuou por completo o essencial da questão. Se MST copiou
parágrafos inteiros de um livro, porque o fez? Ele não responde e, no meu ver,
teve mérito, porque passou a falar-se de anonimato e de blogues e de plágios
mas nada sobre o facto de ter pura e simplesmente traduzido bocados de outro
livro. Também é nítido o comprometimento dos jornalistas em relação ao caso.
Não investigam, não procuram o contraditório. Limitam-se a dar voz à «mágoa»
de MST. E a «mágoa» de MST só pode ser com ele próprio. Tinha bastado pura e
simplesmente não cair na tentação e no facilitismo de copiar o que copiou.
Além disso, eu que já li ambos os livros, também concordo que as parecenças
são muitas. E aconselhava os comentadores deste blog a ler «Freedom at
Midnight». Ao contrário do que MST diz com certo ressabiamento, é um grande
livro. Bem melhor do que o dele.
João Contumélias Chão de Meninos
11:31 AM
Anonymous said...
O senhor Barão de Lacerda é mesmo Barão?
VIVA A MONARQUIA
PORTUGUESA!!!
11:55 AM
Nancy
said...
barão de lacerda, eu, uma jovem ainda imberbe (salvo seja que nem
bigode tenho), fruto da fusão profícua (penso eu) de uma família republicana
com outra de tradições monárquicas, e tantas vezes envolta num dilema
existencial no que toca à escolha entre os dois sistemas confesso-lhe: lendo
as suas palavras tão sábias e de um humor tão refinado, renego totalmente os
ideais laicos e converto-me aos nobiliárquicos. Confesso, igualmente, que
não é só pelo seu discurso- cada vez mais me convenço que esta aristocracia
laica que tomou de assalto o país está a convertê-lo num paraíso escatológico.
Volte barão, sem si o debate esmorece, a veia arrefece, o gelado derrete.
Volte que precisamos de si...
Não acredito em heróis; acredito, isso sim, nos anti-heróis, indivíduos
especializados em destruir o que – na realidade – não existe. São os
guerreiros dos tempos modernos, homens treinados até à exaustão pela vida para
derrotarem quem lhes parece, à partida, impassível de ser
derrotado.
Miguel Sousa Tavares é um espécime raro: alinha nos dois
lados da barricada – é um herói para muitos; e um anti-herói para quase todos.
Estava escrito que um dia teria de se efectuar a destrinça – no fim, rezam as
crónicas, só pode haver um. E este, caros amigos, é o momento da decisão – a
hora (literalmente) da verdade. Por dentro, MST assistirá a uma guerra
desenfreada entre as duas faces de uma moeda que só agora lhe escorregou do
bolso: por um lado, quer ser ele mesmo – e atacar, atacar sem freio, atacar
até aos limites do aceitável (e por sobre os limites do aceitável) quem ousou
cometer o crime hediondo de copiar partes de um livro já redigido e publicado
para uma obra a que deu, pomposamente, a sua assinatura; por outro lado, quer
escapar, com o menor número de ferimentos possível no escalpe, ao ataque de
que está a ser alvo.
É tempo, pois então, de decidir, caro MST. Ou
herói ou anti-herói. Porque – como tantas vezes advogaste com a voz embargada
por uma honestidade intelectual sem mácula – não há preço para a dignidade de
uma cabeça erguida.
12:00 PM
heidi
said...
io laré pi pu, pi pu, io laré pi pu pi pu, io laré pi pu pi pu pi puuuu...
avozito, diz-me tu como é que eu me posso tornar uma grande escritora?
avozito, diz-me tu como é possível viver da sublime palavra escrita? Diz-me
porquê eu não sou feliz, diz-me porquê eu não sou feliz, avozitooo.... Ai
que esta miúda mata-me de tédio, tal como àquele marajá rico e gordo indiano.
Apre! Ó miúda, não tens aí uns livros em estrangeiro? Pronto, agora inspira-te
neles. Não te esqueças é de pedir ao Pedrito para te fazer o trabalho pesado,
que tu és uma menina virada para o intelecto, só te deves preocupar com a
inspiração. Que seja ele a transpirar!!!
12:23 PM
conformado said...
gostaria de deixar aqui uma última homenagem a MST e pelo seu grande feito
ou não feito conforme as inclinações de cada um que opinou. vá lá...perdoem o
rapaz- ainda se fosse um zé-ninguém que tivesse cometido o erro de que o
acusam o linchamento em praça pública seria o mais recomendável e caput
carreira jornalística e artística; agora a um homem tão ilustre não se deve
tocar nem com uma pena e estou certo que este incidente ainda lhe dará maior
prestígio... Não estou em mim que ainda não tenham entendido que neste país
a liberdade tem muitos limites e um desses é não tocar nos nossos grandes
homens e mulheres que defendem a liberdade a qualquer custo menos o seu. um
abraço e bem haja quem se conforma com o inevitável.
12:25 PM
conspiracy reality said...
Isto está tudo ligado, as ordens para os jornalistas do DN fazerem o frete
ao MST, e o JM Fernandes escrever o editorial branqueador, vieram directamente
da Trilateral, que por sua vez as recebeu dos Sete Sábios Ocultos que governam
o mundo do topo oco de uma montanha no Tibete, cheia de computadores e radares
e parabólicas. Somos todos instrumentos inconscientes de vontades invisíveis e
mais poderosas. A sério, caraças!
12:37 PM
Ricardo
said...
Se eu bem percebi foi a história do morrer de tédio e a dos marajás... Sim,
à primeira vista parece-me um pouco foleiro, mas estamos a falar em 3 páginas.
Isso faz com o livro de MST seja mau? não me parece. Eu gostei... Pessoalmente
ja n gostava mt dele antes, mas pronto. Já vi coisas piores a passar em
branco! Que continue na TVI a comentar que sempre lixa o juizo a muitos que
merecem ser lixados. N dou para já os parabéns ao autor do blog, quero esperar
até ao fim da história....
1:52 PM
twilight
zone said...
conspiracy reality, camarada vidente, amigo omnisciente, companheiro de
lutas esotéricas, tem toda a razão, mas esqueceu-se de um pormenor- a
Trilateral fundiu-se em Unilateral e "os Sete Sábios Ocultos que" governavam
"o mundo do topo oco de uma montanha no Tibete" suicidaram-se num ritual
sacrificial em honra do Marajá que pesava 140 Kg. Já não aguentavam o
tédio de viver no Tibete e de comer só folhas de árvore- queriam mais, muito
mais: sonhavam não com locomotivas mas com limusines cheias de magníficos
manjares e piquenas em pelota como as "Belas e Perigosas" do jornal 24 Horas.
Esta circunstância fatídica deu-se quando souberam que em Portugal para se
ser um grande escritor bastava ser-se mediático e vai daí, como acreditavam na
reencarnação, num acto tresloucado cometeram suicídio colectivo sonhando
acordar como futuros grandes escritores em terras de Viriato. Recolheram todos
as obras de Lapierre e Collins, que pensariam dar-lhes jeito na outra vida, e
mandaram-se à lava incandescente. Nem os livros se salvaram!!! Aiiiii, foi uma
tragédia!!! Resultado: quem comanda agora as parabólicas, os computadores e
os radares é Sua Magnificência o Marajá que afinal reencarnou e se tornou
intocável. Ai Minha Mãe, estamos feitos!!!
2:21 PM
Senhora
jornalista anónima said...
Ah, meu caro Barão, quantas Voltas dá o Mundo que acabamos sempre por nos
encontrar, escrevinhando nos mesmos suportes, partilhando a dor de alma de o
fazer neste tão triste País. Pois é, é de facto esse o busílis da grande
questão nacional: e cito-vos, "os jornalistas terem de se submeter (por acção
e omissão) a coisas infames para manter o emprego seguro". Que interessa, no
final,perante o facto deste País amordaçado, se MST é uma besta ou não?
Felicidades também para si, e boa viagem, bons escritos em memória dela, que
esse será afinal o único exercício seguro e honesto que nos resta, em
profissão de tantos caminhos diferentes que este País poderia ter tomado. Mas
não tomou. Tomará algum dia? Uma Senhora jornalista anónima e de eterna
crueza, que se despede, esperando que mantenha a verve, senão aristocrática,
pelo menos em bom estilo pena d'ouro.
2:49 PM
pequena
rectificação said...
Não sendo a autora do comentário que o senhor molin refere, não quis deixar
de rectificar o seguinte: dantes: advérbio; 1. antigamente; 2. outrora.
(De de+antes). Expressão que até o grande (ou pequeno - desconheço a altura do
senhor em causa) Camões já utilizava:
"As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes
navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras
esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota
edificaram Novo reino, que tanto sublimaram (...)"
É apenas um
grão de areia, um detalhe - mas de falsos detalhes está esta história cheia.
Mas como o "DN (...) concluiu (...): Miguel Sousa Tavares não plagiou no
romance 'Equador' a obra 'Esta Noite a Liberdade', de Dominique Lapierre e
Larry Collins"...
Sobre o que se pode ler em
http://www.ruby-sapphire.com/r-s-bk-india.htm, seria importante ler a nota de
rodapé.
2:50 PM
twilight
zone said...
esqueci-me de referir: sua Magnificência, quando irado, trata os seus
súbditos "à paulada" (sua Magnificência Seja Louvada por tão sábias palavras).
Mas é um bom soberano- avisa-os primeiro pela imprensa.
2:56 PM
Anonymous said...
Gostava de saber quantas pessoas, das que aqui, acusam e maltratam a pessoa
de MST, seriam capaz de ofazer cara a cara. Tenho para mim que nenhuma! É que
isto de dizer coisas (leia-se insultos), porque ninguém sabe quem eu sou é mt
giro, mas não leva a lado nenhum! Ninguém tem o direito, a pretexto do que
quer que seja, ser tão intolerante ao ponto de escrever cobras e lagartos, de
outro alguém. E que tal virarmos tanta raiva para quem realmente nos anda a
"lixar" a vida; lembram-se do aumento da electrecidade? E os salários que só
vão aumentar metade do valor da inflação? E o desemprego?...Isso sim meus
amigos é gravissímo e não oiço ninguém a falar sobre o assunto. Haja
paciência! Maria Teresa
Infelizmente , Deus escreve direito por linhas tortas e por consequência,
cada vez , me orgulho mais do que sou e do que faço e cada vez mais acredito
que sou realmente especial. Se é verdade.... é só mais uma das muitas e muitas
farsas e mentiras , as que vamos assistindo todos os dias.* Cumprimentos.* Mp*
Por impossibilidade financeira* não nos foi possível adquirir qualquer
exemplar do Diário de Notícias em que a ilustre jornalista Leonor Figueiredo,
ao que rezam os posts, se ajoelha e faz um..., ou melhor uma defesa mal
amanhada, temente e corporativa de MST. Para melhor aquilatar da justeza da
posição, gostaríamos de pedir a uma alma caridosa frequentadora da Verdade que
nos enviasse o textozito. Pode ser directamente para o mail do "Restaurador"
que se encontra á vista desarmada de na nossa humilde sede. Aproveitamos
para saudar o ingresso do Exmo. Senhor Barão de Lacerda na nossa tertúlia,
esperando que nos espreitem de vez em quando, sem juízos preconcebidos ou
acrimónia. Acrescento que somos gente de paz e que, portanto, as pauladas nos
causam impressão como metologia defensiva. Nisso, somos mais papistas que o
Papa, salvaguardando o respeito devido a Sua Santidade: é de bengaladas que
gostamos,porra! E são de outro nível. Pudera, são do Eça, do verdadeiro, do da
Bayer. Como sempre, continuo a acreditar que não há rapazes maus. Ele há
cretinos, mal-educados, sem carácter, com personalidades esquizo, enfim, ele
há uma multitude de capacidades para cada menino. Mas que não há maus rapazes,
isso não. Com um abraço fraterno do sempre Vosso Padre Américo *a
impossibilidade financeira prende-se com a idéia de que não gostamos de mandar
dinheiro "bardamerda" (citando aqui venerandamente o Dr. Miguel Sousa Tavares
in "24 Horas").
3:40 PM
123 de
Oliveira 4 said...
O Equador mais importante que eu conheço é uma linha que nunca ninguém viu,
o segundo Equador mais importante que conheço é um país na América do Sul e só
depois surge o Equador do MST. Os dois primeiros têm algum interesse o
terceiro nunca me suscitou grande curiosidade porque foi escrito por alguém
que não admiro, por alguém arrogante sem ser bom (arrogante bom há o
Mourinho.O senhor há-de ter os seus valores certamente, eu em nenhuma das
áreas do meu interesse os vejo, não o vejo enquanto escritor muito menos
enquanto comentador. Dinheiro e cultura/bom senso poucas vezes são
compativeis,esse senhor tem dinheiro mas é uma personagem intratável. Poderá
ser um homem culto mas bom senso não herdou seguramente. E isso meus amigos
não se compra ou se tem ou não se tem, e às vezes o berço não nos dá
tudo. Tenho dito
4:16 PM
A
importância de umas aspas said...
Não me parece grave que num livro tão grande se plagiem 3 páginas grave é
negá-lo e não assumi-lo por reparem bastavam umas aspas.
Mas eu Aaaaaaaaaadorei o "Equador"! Foi a minha companhia de praia em
Agosto... e que bem me soube ter a minha nuca apoiada por aquele calhamaço. E
fiquei tão bem visto perante as tias/avós!
Agora, plágio? Copy-paste?
Essas menoridades é que praticaram plágio... plágio premonitório!!!
(a
expressão "plágio premonitório" é ela mesma plagiada - li-a há anos no
"Blitz")
4:28 PM
J
said...
Aqui fica a crónica dele no jornal Expresso do dia
28/10/2006.
Excepção feita ao correio electrónico e à consulta de
«sites» informativos, a Internet interessa-me zero. Todo esse universo dos
«chats» e dos blogues não apenas me é absolutamente estranho como ainda o
acho, paradoxalmente, uma preocupante manifestação de um processo de
dessocialização e de sedentarização das solidões para que o mundo de hoje
parece caminhar. Saber que nesses ‘sítios’ imateriais é possível fazer
praticamente tudo, desde arranjar parceiros amorosos até recrutar terroristas
para a Al-Qaeda, não é, a meu ver, um progresso ou facilidade, mas uma espécie
de impotência, de desistência de viver a vida como ela é.
Tenho lido
muitas opiniões contrárias, de gente que acredita que os blogues e toda essa
conversa «in absencia» são uma forma moderna de democracia de massas, directa
e instantânea, como nunca houve: uma espécie de «speaker’s corner» planetário.
Mas discordo: não penso que a qualidade da democracia se meça pela quantidade
de envolvidos e, menos ainda, pela irresponsabilidade. Não há liberdade de
expressão onde existe impunidade do discurso. E se no «speaker’s corner» fala
quem quer, também é verdade que quem fala tem o rosto a descoberto, pode ser
convidado pelos circunstantes a identificar-se e pode, sobretudo, ser
confrontado e contraditado por estes - enquanto na maioria dos blogues o
anonimato é regra, santo e senha.
Mas não há nada melhor para confirmar
ou desmentir uma teoria do que experimentar-lhe os efeitos. No meu caso
pessoal, as experiências que conheço têm sido eloquentes: por duas vezes me
foram atribuídos na Net e postos a circular textos que não tinha escrito e
cujo conteúdo repudiava veementemente; o mais longe que consegui desfazer a
falsificação foi o círculo de amigos que me falaram no assunto. De outra vez,
deram-me a conhecer a existência de um blogue onde um autor anónimo se
dedicara a fazer a minha biografia, acrescentada posteriormente por toda uma
série de contribuições igualmente anónimas: eram 27 páginas de conteúdo (!),
mas bastou-me ler as duas primeiras para desligar, enojado com a capacidade de
invenção, difamação grave e cobardia que aquilo revelava. Esta semana, enfim,
estava-me reservada mais uma experiência do género.
Um qualquer tipo
dera-se ao trabalho de pegar num romance meu, manipulá-lo devidamente (por
exemplo, pegando num início de frase e acrescentando-lhe outro situado 12
páginas adiante), para afirmar, sem estremecer, que todo o meu livro era um
plágio do outro, “uma fraude sem pudor”. Uma hora depois de este blogue ter
nascido, exclusivamente dedicado a acusar-me de plágio, um jornal
telefonava-me para casa a pedir um comentário à “acusação”. Primeiro, pensei
que estavam a brincar, depois percebi que levavam a coisa a sério e tentei
mostrar o absurdo daquilo: o meu livro era um romance histórico, em que os
personagens principais eram todos ficcionados, assim como a história, o outro
era um livro de história, um relato jornalístico do mandato do último vice-rei
inglês da Índia, em que os personagens eram o Mountbatten, o Nehru, o Ghandi,
o Jidah; o meu livro situava-se em 1905, em São Tomé, o outro em 1949, na
Índia; o meu tratava da escravatura nas roças de cacau de São Tomé, a par de
uma trama amorosa, o outro tratava da independência da Índia; enfim, como se
perceberia, simplesmente, lendo-os, tanto a construção narrativa como a
escrita eram obviamente diferentes, tratando-se de géneros literários
totalmente diferentes. Mas o autor do blogue revelava-se um profissional da
manipulação: ele pegava em excertos afastados entre si da versão inglesa do
outro livro, colava-os como se fossem uma só frase, comparando-os então com
outras frases minhas a que chamava “tradução” e que um jornal dizia serem
“frases inteiras iguais”. Mas iguais eram apenas os factos nelas contidos: os
dados biográficos de quatro marajás da Índia. Ora, como tentei explicar,
qualquer pessoa percebe que um romance histórico ou um livro de história,
quando chega aos factos reais, tem de recorrer a fontes, que são outros livros
ou documentos preexistentes. De outro modo, não os tendo vivido, ao autor só
restaria inventá-los ou distorcê-los, para não ser considerado plagiador: eu
deveria então ter trocado os nomes ou os dados biográficos dos marajás que
convoquei, assim como os do senhor D. Carlos ou de outros personagens
históricos que entram no meu romance. Em vez disso, limitei-me a fazer uma
coisa que nem sequer é habitual neste género literário: identifiquei as fontes
a que recorri, entre as quais o tal livro que o anónimo da Net me acusava de
ter copiado - ou seja, deixei as pistas todas para ser ‘apanhado’. Porém, o
meu Torquemada concluiu ao contrário: se eu citava 29 livros como elementos
“de consulta do autor” e se ele, recorrendo apenas a um deles, encontrara
semelhanças com duas páginas das 518 do meu livro, era caso para “esfregar as
mãos de contentamento, partindo à descoberta de mais algumas pérolas da
exploração do trabalho alheio”.
Infelizmente, ninguém se deu a esse
trabalho ou menos até. Debalde, tentei explicar ao enxame de jornalistas que
imediatamente me caiu em cima que o simples facto de darem eco àquele blogue
anónimo, sem verificarem previamente o fundamento da acusação gravíssima que
me era feita, equivalia a transformar uma mentira privada, ditada pelo
despeito e inveja, numa calúnia produzida à vista de milhares. Com esta
agravante decisiva: o único meio de que disponho para defender eficazmente a
minha honra e o meu trabalho, que é o tribunal, está-me vedado, pois não sei
de quem me queixar e quem fazer condenar como caluniador. Não sendo esta a
regra, como poderá alguém, por exemplo, defender-se convincentemente de um
blogue anónimo que o acuse de pedofilia, tráfico de drogas ou qualquer outra
coisa abominável? Tentei explicar que, perante isto, não bastava reproduzirem
a acusação e ouvirem a minha defesa. Era pelo menos necessário que lessem os
dois livros e percebessem que tudo aquilo era absurdo e que a aposta deste
manipulador anónimo era justamente a de que os jornalistas não se dessem a
incómodos.
Foi tudo em vão, claro. Responderam-me que o outro livro não
estava disponível em Portugal e que, “face à gravidade da acusação”
(justamente...), não se podia ignorar o assunto, pois, como me explicou
sabiamente um jornalista eufórico, “a bola de neve está a correr e é
imparável”. E correu. E foi. Dos tablóides ao respeitável ‘Público’ - onde,
confessando-me não ter conseguido obter o livro supostamente plagiado (e, se
calhar, sem sequer ter lido o meu...), uma jornalista escreveu, preto no
branco: “Há muitas ideias parecidas e frases praticamente iguais”. E, assim,
com esta ligeireza, se suja a honra de uma pessoa e se enxovalham anos e anos
a fio de trabalho, esforço e imaginação.
O que já sabia dos blogues
confirmei: em grande parte, este é o paraíso do discurso impune, da cobardia
mais desenvergonhada, da desforra dos medíocres e dessa tão velha e tão
trágica doença portuguesa que é a inveja. Mas fiquei a saber, e não sabia, que
os blogues, mesmo anónimos, são uma fonte de informação privilegiada e
credível para o nosso jornalismo.
"EQUADOR"...ou, antes,"É QU A DOR" de quem se crê pessoa de bom senso e
tomou chá ao nascer em colher de prata, que constato que a má-criação continua
a ser plagiada. Em catadupa, sem "apelo nem agravo"! Não venho defender ou
acusar o MST de plágio. Deixo essa missão à consciência e profissionalismo do
dito. Apenas apelo para que o deixem explicar-se! Apenas sugiro que as
expressões aqui utilizadas não se vistam de ofensa e de grosseria. Não
acha, Sr.ª Dr.ª Clara Pinto Correia? Na minha idEia, sim! Na sua idÉia, não
sei! Quanto ao atingir o seu nível, depende da perspectiva, evidentemente.
Refere-se a atingi-lo por excesso ou...por defeito? Entrego, igualmente, a
resposta à sua consciência moral e profissional. Tenho 3 períodos
(intervalados pelas férias do Natal, da Páscoa e do Verão, após ter tentado
avaliar os meus alunos sem clonar as notas), 5 irmãs sem défice cognitivo,
saudáveis e boas cachopas, e azeite da quinta, do mais puro, para temperar os
alimentos e a alma. Li o livro, o da presente polémica. A história
afigurou-se-me relativamente bem conseguida, sem brilhantismo excepcional
(nada de novo a oriente, portanto, no que concerne à sintaxe recentemente
publicada por este Portugal com tradição de grande história literária.
Infelizmente parece estar esquecido o código herdado pelos antanhos. Apenas
lamentei a má construção frásica e o facto do MST não saber (tinha obrigação,
Sr. Dr.!)que num verbo composto, utilizando-se o auxiliar "TER", o verbo
principal TEM que estar SEMPRE no particípio passado. E nos seus
livros...NUNCA está! Na verdade ninguém tinha "liberto"(mas "libertado"),
assim como ninguém tinha "morto" (mas matado")...e da mesma forma em todos os
casos congéneres. E noutros, Sr. Dr., em muitos outros que comprometem o
conhecimento elementar da gramática e da sintaxe. E, com isto, tendo-me
"LIBERTADO" dos problemas de consciência e tendo "MATADO" a vontade de me
expressar aqui, resta-me despedir: Adeus...princesa! Visitem o Equador,
cavalheiros. E o senhor, Dr. MST, explique-se, por favor! E defenda-se!
Caso contrário, quem com plágios mata, com plágios morre! Ou terá sido o
Plágio, ele próprio, que iluminou esta gente toda?! Enfim, quem nunca
plagiou, por falta de "idÉias"... que publique o primeiro livro!
Li de
Queiroz
7:20 PM
Pico
pico sarapico said...
Viva a censura! Há, realmente, censura nos meios jornalísticos.
Comprovei-o hoje ao fazer um comentário, não aprovado, num blog aqui da
praça onde gravitam elementos do DN. Ou será que branqueamento não é
censura?
O post em questão, com o título Sexta-Feira, era:
http://corta-fitas.blogspot.com/2006_10_01_corta-fitas_archive.html#116195737486043037
O
meu comentário era (com aspas para não me plagiar):
«Seguramente houve
plágio na utilização do cilicone. Já vi umas iguais mas não me lembro
onde!
Penso que há mão do MST nisto...
Shiuuu!... não se pode
falar de MST neste blog depois do que, Leonor Figueiredo, escreveu
hoje.»
Ainda pensei que fosse erro da primeira vez que enviei o
comentário. Tentei uma segunda vez, com os mesmos resultados.
Deverei
pensar que era por ser off-topic? Ou porque cilicone se escreve com s?
7:21 PM
Anonymous said...
No Expresso, MST voltou a demonstrar o seu carácter. Vitimiza-se
vergonhosamente quando, ao longo da semana, vimos como os seus amigos dos
jornais correram sabujamente em sua defesa. Todos estes comportamentos me dão
vómitos. Por mim, não quero mais saber. Tavares morreu.
9:04 PM
Muitas
horas antes de o «Expresso» chegar às bancas, já nós tínhamos o texto de
MST
CHEGOU A HORA DO
ADEUS... (mas voltaremos, e MST vai desejar que não o
fizéssemos)
Fonte
próxima de MST fez chegar aos autores deste blog a ideia base do texto que sairá
publicado na próxima edição do «Expresso». Nele, MST voltará a não explicar
porque copiou ipsis verbis parágrafos inteiros de um livro, deixando o leitor
entender que esses nacos de prosa eram fruto da sua imaginação e do seu sentido
de humor. «Factos históricos», diz MST. E, para que não fossem assim tão tão
históricos, tratou de alterar alguns números e de trocar uns nomes ao relação ao
original de Lapierre e Collins. Bem visto! MST vai lançar-se, agora, numa
guerra contra a blogosfera que permite o anonimato e que as pessoas escrevam
livremente sob pseudónimos. Também é bem pensado... Mão amiga
dentro do «Expresso» enviou-nos, pré publicação, o texto de MST, e ela aí está,
muitas horas antes de estar disponível aos compradores do jornal. E,
lendo-o, vemo-nos perante uma impressionante retórica de vitimização. Equador
deveria ter sido um romance histórico. Só na primeira edição foram-lhe
detectados 26 lapsos históricos. Mas há notas históricas em que MSTnão se
enganou: as que foram escritas por Lapierre e Collins. MST queixa-se do
comportamento da comunicação social perante este caso. Mais uma vez dá vontade
de rir: só ele teve voz nos últimos dias. Para insultar, para ameaçar, para
soltar palavrões, para dar azo à sua verve que envergonharia um carroceiro. E,
mesmo assim, lamenta-se. Também nós. Tudo o que disse publicamente foi, na
verdade, lamentável. Os autores deste blog tentaram, a devido tempo, que
estas comparações entre «Freedom at Midnight» e «Equador» fossem publicadas num
jornal de reputada seriedade. Debalde. A discussão sobre a matéria não é
permitida. Porquê? Porque MST sabe tirar partido do seu mediatismo. Nenhum
jornalista o questionou, nenhum jornalista tentou contactar a editora de
Lapierre e Collins para ouvir a sua posição sobre o assunto, nenhum jornalista
se deu ao trabalho de comparar as duas obras com seriedade, não caindo na
tentação de querer defender o autor de «Equador» a todo o custo. MST teve sempre
o espaço que quis para continuar a fugir ao assunto e para soltar os seus
palavrões e ameaças. MST até conseguiu que, solícito, o 24 Horas lhe
escrevesse um panegírico. Valeu o «bardamerda» e as «pauladas». O «Diário de
Notícias» fez melhor, negou no texto e afirmou nas citações. Ah! Como é bom ter
filhos bem instalados nos meios de comunicação. Parabéns MST! Só na TVI
manteve o silêncio. Seria certamente confrangedor confrontá-lo, em directo,
perante todo o país, com o seu pecadilho. É para isso que servem os amigos. Para
as horas más. Muito curioso vindo de quem acusa os autores deste blog de
cobardia. Muito curioso... Há uma pergunta à qual MST nunca respondeu nem vai
responder: por que é que transcreveu parágrafos inteiros de um livro? E já
agora, qual a opinião que tem sobre os escritores que o fazem?
Sim, porque o facto é este: MST COPIOU PARÁGRAFOS INTEIROS
DE UM LIVRO. Agora podem escrever os editoriais que quiserem a defendê-lo, mas
isto não é possível negar. Este blog cumpriu a sua missão. Demonstrou
cabalmente as semelhanças entre os dois livros, deixou aqui os parágrafos
idênticos, permitiu a todos os que a ele acederam tirar as suas próprias
conclusões. MST mandou «bardamerda» e ameaçou com «pauladas». Mas não
explicou. Nem vai explicar. Vai fazer guerra à blogosfera. Boa sorte MST! Os
parágrafos publicados neste blog foram um mero exemplo elucidativo. Há
mais... As parecenças entre os dois livros são evidentes para qualquer
espírito lúcido. Mas MST não se limitou a ir buscar inspiração a Lapierre e
Collins. Outros mereceram a sua atenção. MST faz barulho e o barulho impede a
análise. Enreda-se em bravatas e distrai aqueles que lhe acham graça. Copiou
parágrafos inteiros de um livro e não é capaz de o reconhecer, por mais que as
evidências o exibam. Reduz tudo a «bardamerda» e «pauladas». Que
classe! Voltaremos em breve com novidades fresquinhas. E MST continuará a
fazer barulho e a nada explicar. Porque não
pode.
NOTA
FINAL (ou não, logo se vê...): MST volta à lamúria no «Público» (25 Outubro
2006, pág. 24), acompanhado de foto ilustrativa da sua profunda mágoa. Coisa bem
feita! Bravo! As explicações é que são pífias. «Leiam os dois e não há
comparação nenhuma», diz MST. É isso mesmo, dizemos nós: leiam os dois livros e
verão as comparações... Diz o «Público»: «Sousa Tavares diz que há coincidências
entre as obras, que são três ou quatro personagens históricas e factos
históricos, "o que é absolutamente banal" já que Equador é um romance histórico
e as fontes também o são (...)». A colocação das aspas parece ganhar aqui alguma
importância. Então vejamos: Não nos parece banal que os dois livros tenham um
início quase comum; descrição, paisagens, personagens, convites, cadeiras,
estados de espírito, densidades psicológicas, percepções exteriores e um não
mais acabar... Banal é dizer que um é velho (Mountbatten tinha 46 anos) e o
outro (Luís Bernardo) não era ambicioso. Também não nos parece referência
histórica o seguinte: «finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer,
prostrado à mais incurável das doenças: o tédio.» - «His was a malady that
plagued not a few of is surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of
it...». Isto é cópia. Chama-se no universo estudantil copianço descarado.
«Morrer de tédio» não é conceito científico nem informação histórica. É humor.
Mas humor de Lapierre e Collins. «Sinto-me numa posição kafkiana porque ele (o
autor da acusação de plágio) nem tem rosto», diz MST. Mas, mesmo sem lhe
conhecer o rosto, MST insulta: «O perfil é de um escritor falhado, medíocre,
invejoso e caluniador». Como sempre, para MST tudo o que não seja a sua imagem
ao espelho é medíocre e invejoso, podendo até chegar a porco, estúpido, nazi,
atrasado e por aí fora. MST tem de aprender que o insulto não deve ser a
primeira resposta. Mérito, entre outros, que reclamamos para este blog. Com um
nome ou dois, MST teria aproveitado o espaço que lhe dão na TVI para, com
bravata à antiga portuguesa, derreter com insultos quem ousa pô-lo em causa. Sem
nome, e só com os factos, calou-se (calaram-se, porque os jornalistas também
ajudaram ao silêncio). Nos tribunais, sim, haverá igualdade de armas. Aí não há
bravatas, nem insultos, nem amigos nos jornais e nas televisões. Aí há factos. E
aí estaremos nós quando chegar o dia. Até lá deixamo-lo com os seus leitores.
PS: Quanto à
certeza do suspeito, MST que tenha cuidado para não cair na tentação dos
suspeitos do
costume.
PRIMEIRO
AS EXPLICAÇÕES, DEPOIS AS PAULADAS
NR: MST
tem-se revelado «indignado e magoado» com os factos descritos neste blog. Vai
mais longe, manda «bardamerda» e ameaça com «paulada e tribunais» (vg 24Horas de
24 Outubro 2006 pág. 8). O que MST ainda não fez foi explicar a
cópia. Como é seu timbre, ameaça, insulta, e refugia-se na condição
de «vítima do anonimato da net». (Contam-se pelos dedos os blogs com autores
devidamente identificados). Os autores deste blog não têm medo de
MST nem do que aqui está publicado. MST não é insultado nem difamado neste blog.
É confrontado com factos. No dia em que MST explicar de forma explícita (não a
nós, mas aos seus leitores) a cópia que fez, os autores deste blog
apresentar-se-ão voluntária e ordeiramente à sua porta para receberem as
prometidas «pauladas».
Luís Bernardo Valença, instalado
confortavelmente num assento de uma carruagem de 1ª Classe, recosta-se e observa
a paisagem alentejana ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta
sua inesperada viagem. Estava em Lisboa e foi chamado a Vila Viçosa, ao palácio
real, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de
Governador de S. Tomé. Louis Francis Mountbatten, instalado confortavelmente
no assento de um automóvel, recosta-se e observa a paisagem londrina ao mesmo
tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava
em Zurique e foi chamado a Downing Street, residência do Primeiro-Ministro, onde
será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de último
Vice-Rei da Índia. Ambos são jovens bem parecidos com ambições e consideram
absurdas as propostas que lhes são apresentadas. Assim se iniciam os livros
«Equador», de Miguel Sousa Tavares, e «Fredom at Midnight», de Dominique
Lapierre e Larry Collins. Sousa Tavares, na bibliografia publicada nas últimas
páginas notifica a consulta de La Pierre, Dominique e Collins, Larry – «Cette
nuit la liberté», Éditions Robert Laffont, Paris 1975. As parecenças poderiam
ficar por aqui. Mas não ficam. Quem lê a forma como os livros se desenvolvem
nota a olho nu variadíssimos pontos comuns. Não só de construção como até de
linguagem. Uma observação mais atenta dá-nos conta de que há parágrafos
inteiros que foram pura e simplesmente traduzidos, quase ao pormenor. Outros
tiveram uns pequeninos toques: ligeiras alterações de nomes ou de
números. Assim se constituem as fraudes. «Equador» foi um caso raro de
marketing e de vendas. O que teriam a dizer sobre isso os pobres Lapierre e
Collins. Considerámos a hipótese de fazer aqui, para os menos entendidos na
língua inglesa, a tradução dos parágrafos originais. Seria tempo perdido: a
tradução de Sousa Tavares é suficientemente razoável. Cada um de nós poderá
verificar tranquilamente, pelos seus próprios olhos, as indiscutíveis
semelhanças entre os dois livros. E ler, no original, o que o autor de «Equador»
fez passar por seu, sem pudor. Imperdoável. Nas páginas de onde saíram estes
nacos de prosa, outros há que poderiam merecer aqui menção honrosa. Mas isso
seria tirar o prazer de quem pode, a partir de agora, lançar-se na «corrida à
cópia», descobrindo a seu bel-prazer mais algumas pérolas da exploração de
trabalho alheio. Na bibliografia adjacente à 1ª Edição de «Equador», Sousa
Tavares apresenta 29 livros consultados. Esfregamos as mãos de contentamento: se
em apenas um livro conseguiu retirar tudo o que aqui se publica, imagine-se o
que iremos encontrar nos restantes 28... A busca vai começar! Orgulhosamente,
Sousa Tavares disse um dia: «Eu pus o país a ler!» E pôs. Nunca tantos
portugueses terão lido os pobres Lapierre e Collins. BOM
APETITE!
«(...)Sir Buphinder Sing, O
Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o
mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os
seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de
comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu
harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o
pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e
trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e
esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de
Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em
afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o
avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá,
para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e
especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua
Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o
tédio» (...).
Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª
Edição, 2003
«(…) The acknowledged master of his generation in both
fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja
of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His
appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a
strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those
efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he
came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his
passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its
fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem
doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and
dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one
wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an
exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to
aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury
concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while,
their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the
crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder
called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy
special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based
on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his
surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).
Dominique
Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição,
2002
«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais
extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura,
também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e
penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um
comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da
extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada
convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do
vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág.
247, 1ª Edição, 2003
«The passion of the Maharaja of Gwalior
(...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver
rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…)
By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send
the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the
kitchens for a second helping for a hungry guest».
Dominique Lapierre e
Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição,
2002
«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas
capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio
entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez
por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre
o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele
recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem
recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu
que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua
Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em
benefício do seu ceptro erguido. (...)»
Miguel Sousa Tavares, «Equador»,
pág. 246, 1ª Edição, 2003
«(...)Until the turn of the century it had
been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his
subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and
glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully
applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ
and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…). An early
Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious
aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate
discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of
precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»
Dominique
Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição,
2003
«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela
caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha
morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as
divisões do seu palácio. (...)»
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág.
246, 1ª Edição, 2003
«(...) Bharatpur bagged his first tiger at
eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched
together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall
to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his
lifetime… (…)».
Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at
Midnight», pág. 174. 2ª Edição,
2003
ESFARRAPADO
Eis o texto
recentemente publicado no Correio da Manhã.
«O anonimato da
blogoesfera continua a fazer vítimas e a mais recente é o jornalista e escritor
Miguel Sousa Tavares, autor de um fenómeno de vendas que dá pelo nome de
‘Equador’ (ed. Oficina do Livro). E ‘Equador’ é precisamente o livro na origem
da acusação de plágio que surgiu esta semana na internet em
freedomtocopy.blogspot.com.Em ‘Estranha Forma de Escrita’, título do texto que
não poupa nem o livro nem o seu autor, lê-se em jeito de nota introdutória: “Nem
todos temos disposição para ser enganados. Quando compramos um livro, devemos
exigir que ele seja autêntico. Quando não é estamos perante o quê? Aqui fica o
protesto. Por uma questão de higiene!”O texto que se segue compara ‘Equador’, de
Miguel Sousa Tavares, com ‘Freedom at Midnight’ da dupla Dominique Lapierre e
Larry Collins, concluindo que “há parágrafos inteiros que foram pura e
simplesmente traduzidos”. Ao CM Miguel Sousa Tavares disse não ter conhecimento
do caso, o que não obsta a que se sinta magoado com as acusações que descarta
tranquilo, mas magoado... “Não ia plagiar um livro que é um ‘best-seller’
mundial e é no mínimo estranho que os tradutores não tenham dado pelo plágio. Se
fosse para plagiar não escrevia. Há frases que foram escritas mil vezes na
história da literatura, mas tenho o meu próprio estilo. Inimitável”, disse.Sousa
Tavares sucede a Prado Coelho acusado de plagiar o escritor João Ubaldo Ribeiro.
Por debater fica agora questão maior: a da imunidade virtual.»
1.
A questão maior não é, apesar da opinião do jornalista, o da imunidade virtual.
Essa questão tem barbas e meio país já foi insultado através da blogosfera. Na
sua maioria, os bloggers escrevem sob pseudónimo desde sempre. E muitos deles
são jornalistas, que escrevem com outros nomes o que não têm coragem para
escrever nos jornais nos quais trabalham.
2. Sousa Tavares está «magoado». Com
quê? Com quem? Ao contrário do que ele costuma fazer, os autores deste blog não
o insultam. Revelam factos. Ele que desminta esses factos. Os livros estão aí,
editados, para serem lidos.
3. Os
tradutores não deram por ela?!!! Que tradutores? Naturalmente aqueles que
traduziram o original inglês ou francês para
português...
4. «Inimitável», diz Sousa
Tavares do seu estilo de escrita. Tem razão. Ninguém o imita. Ele é que imitou
Lapierre e Collins.
posted by lapierre & collins at 10:46
AM on Oct 20 2006
"ESTRANHA FORMA DE ESCRITA"
458 Comments -
este mst parece eu proprio
1:54 PM
Este Miguel Sousa Tavares não tem um pingo de vergonha naquele trombil!!! A querer plagiar a minha idéia de plagiar. Como se o anormalão mal-disposto fosse capaz de atingir o meu nível...
Não me faltava mais nada... Já tenho o período e a minha irmã, e ainda tinha de aturar este azeiteiro. Ora favas para ele!
7:20 AM
Os portugueses sempre tiveram inveja uns dos outros. Então inventam plágios. O Equador não plágio nenhum.
8:01 AM
Sou melhor que o MST eh eh eh!!!eu pilho plagio tudo mais que me dá na real gana insulto o madail o socrates e ninguem me chateia!! sou o maior o verdadeiro e original trapaceiro
10:42 AM
Só não vê o plágio quem é cego. Infelizmente, ainda não há blogues em braille, pobre batatinha...
12:49 PM
O Batatix tem razão:
Não é plágio, é... tradução!
3:07 PM
De facto, somos um país de brandos costumes... Fica a ansiedade de se saber o que irá dizer o "insigne autor" e, mais do que isso, o que irão dizer os - esses, sim - autores da obra que, pelos vistos, serviu de "inspiração" para um imenso sucesso de vendas.
6:09 AM
De facto, somos um país de brandos costumes... Que dirá o "insigne autor", protagonista de um inédito sucesso de vendas e encaixe financeiro? E o que dirão, já agora, os autores responsáveis por tal momento de inspiração? E como é que poderemos imaginar a "capacidade de trabalho" de MST, que nunca foi muito dado ao esforço de produzir em grande escala..?
6:16 AM
Onde é que esta o plagio?
Um esta em portugues e outro em inglês (?) eheheheh.
7:32 AM
Eh pá! Isto é sério! Este canalha é do pior! Que filho da puta mais aldrabão! Mas por que é que os jornais não pegam nisto? Por medo?
9:06 AM
esta agora...
4:08 AM
Se calhar o rapaz está cheio de boas intenções e apenas segue a máxima do Lavoisier "Nada se perde, tudo se transforma". Repararam nas aspas? estou a citar, não estou a copiar! Se clahar foi uma gralha e o MST tinha aspas do início...ao fim!!!
4:20 AM
Sem Palavras...Segue link para impresa!
Abraço
4:26 AM
... Não estou em mim, acreditem, depois do que acabei de ler! Mesmo assim ainda dou o benefício da dúvida ao Miguel, mas só até ele vir a lume... esclarecer o que parece estar esclarecido...
4:29 AM
" E esta, hein?" - Fernando Pessa
Não é minha, é do Pessa! eheheheheh Abaixo o plágio.
4:37 AM
Muito mal... não esperava tal coisa!!!
5:05 AM
Os factos são os seguintes.
Em 1975, Lapierre e Collins publicam em Paris o livro «Cette nuit la Liberté» (Esta noite a Igualdade).
Em 2003, Sousa Tavares publica em Portugal o livro «Equador» (Equador).
O perfil dos protagonistas dos dois livros é semelhante, apesar de terem nacionalidades perfeitamente distintas. Um foi para a Índia e outro para São Tomé.
Acontece que alguns parágrafos das duas obras também são praticamente iguais.
A única coisa que está aqui em causa é saber se, em 1975, Lapierre e Collins podiam razoavelmente prever que, em 2003, Sousa Tavares, ia ter a mesma ideia e usar as mesmas expressões constantes no «Cette nuit la Liberté» (Esta noite a Igualdade).
Se podiam prever, a conclusão é óbvia: Lapierre e Collins deviam ter incluido na bibliografia consultada, uma referência ao futuro «Equador» (2003).
Não o fizeram.
Se não podiam prever, a conclusão é igualmente óbvia:
Lapierre e Collins não podem ser acusados de não terem citado o futuro «Equador» (2003) na bibliografia consultada.
Como eu tinha previsto.
5:18 AM
Ja contactou o Dominique Lapierre e o Larry Collins?
5:26 AM
O que está aqui verdadeiramente em causa, sem o estar, é o processo de génese criativa. Quem gerou, e quando gerou, o primeiro estado de alma conducente a uma ideia palpável e dízivel pela escrita. Se é que gerou e não foi gerado. O resto não importa para o caso. A Liberdade mede-se por isso mesmo, por podermos ter exactamente os mesmos processos criativos intervalados por 28 anos de diferença. O plágio não existe quando a intenção não é plagiar mas, apenas e tão só, apresentarmos como nossa uma ideia que, por acaso, outros tiveram antes de nós, e da qual podemos até ter uma vaga ideia.
5:27 AM
Estou em estado de choque. Tenho os dois livros em questão e estive a confirmar, tim tim por tim tim todas as «semelhanças» descritas. Infelizmente, há mais.
Admirava o Miguel Sousa Tavares, sempre o tive na conta de uma pessoa séria e recta, cheia de principios.
Isto foi a pior bofetada que ele nos podia ter dado. Que profunda desilusão!!! Como é possível?!? Espero que ele tenha uma boa explicação para as «semelhanças», mas eu já nem a quero ouvir. O «Equador» foi ontem para o lixo. Guardei «Esta Noite a Liberdade» -- o original.
5:42 AM
boa tarde a todos
Para provar que os jornalistas não têm medo destes temas, aqui venho eu, à procura de alguém que me dê mais pistas sobre este caso (q tal o ppo autor do blog?)
Sou jornalista do 24horas e estou a fazer esta estória, m nem o livro "Freedom at Midnight" consigo encontrar, já que está esgotado!! Agradeço toda a ajuda possível: 213306432
Obrigada!
6:01 AM
Muito agradecido pelo despertar. Vamos lá à investigação, então!
6:30 AM
Tradução?
Que eu saiba as várias traduçoes que são feitas, continuam a aparecer com o nome do Autor/Escritor original.
Se assim for começamos a ter por aí escritores (errr, tradutores) que é uma maravilha.
Que tal traduzir o proximo Romance de Dan Brown?
Será que fico rico?
Ou mesmo o próximo livro do Harry Potter...
Será que é uma profissão a considerar??? A ver por este exemplo, hummmm...
...acho que vou começar a vasculhar livros ingleses para os traduzir.
6:41 AM
Que vergonha. Espero que o MST venha a público explicar-se. Parágrafos completamente iguais!?!
6:53 AM
E a minha mulher que diz que o equador foi um dos melhores romances que leu até agora! O que ela não sabe é quem são os verdadeiros autores dessa maravilhosa "obra-prima".
6:56 AM
escandaloso!
7:09 AM
Um pouco estranho...
Se é assim tão notório, porque é que incluiu o livro plagiado na ficha da bibliografia ?
São só estes casos, ou são muitas dezenas ou centenas ?
Se forem só estes pode ser uma mera brincadeira. Não é invulgar, às vezes até são pequenas homenagens a determinado autor, da literatura à musica há casos desses.
7:14 AM
ja li o 'cette nuit la liberté' há demasiado tempo para recordar assim os eventuais plágios... talvez...
agora, duma coisa não tenho dúvida alguma, isto insere-se numa estratégia para demolir um homem (MST) que pese embora a bizarria de algumas opiniões (i.e. FCP, Algarve e/ou touros de morte) continua a ser extraordinariamente incómodo para os poderes e interesses estabelecidos!
7:19 AM
Boa tarde,
Gostaria de contactar o autor deste post para eventualmente escrever uma notícia sobre o assunto.
cumprimentos,
mposser@expresso.pt
7:39 AM
Agradecia que o autor do post me contactasse pois sou jornalista e posso escrever sobre este assunto
mposser@expresso.pt
7:43 AM
A bem da verdade, o primeiro parágrafo citado é escandalosamente igual ao original; mas os restantes apenas denotam chupismo de informação...
8:29 AM
quem se sente enganado, roubado, piratiado que recorre à Justiça.
O próprio só tem de esperar que os acusadores provém as suas insinuações.
9:28 AM
pois, não defenderei nem acusarei, apenas considero que é preciso provar estas acusações. CAbe a quem acusa encontrar provas e levar o dito perante a Justiça. Não nos precipitemos
9:32 AM
Como é possível ainda haver gente aqui a dizer que só com provas? As provas estão aí. A menos que tudo isto seja forjado e que aquelas frases em inglês não existam de facto no livro referido. Se assim não for, não preciso de mais provas. O homem copiou pura e simplesmente e ponto final.
9:37 AM
É por isso k eu admiro pessoas como o José Rodrigues dos Santos... já alguém comprou o seu novo livro? Para kem não sabe o nome do livro é "A Fórmula de Dan Brown" é muito bom!! eu recomendo.
10:15 AM
Embora me sinta profundamente desiludido, afinal MST era a ùltima pessoa de quem esperava semelhante coisa,penso que se está a axagerar afinal o livro tem quase 500 páginas, e estamos a falar de meia duzia de frases.Mas claro que anseio por uma explicação.Paredes de Coura
10:44 AM
ora aí está uma boa razão para se aprender Inglês, se não também Francês e Espanhol, onde se encontram bons autores
mas nem assim me venham com coisa de facilidades, que quem não lê não conhece, não sabe, não traduz nem bem nem mal, não transpõe e plagia, logo, não cria arte, não é artista nem dá a conhecer nem vende nem faz dinheiro, pobre e desconhecido, ainda que honesto homem de uma só cara...
pò raio c'os ditos valores que não dão lucro
11:07 AM
Li os dois livros e, de facto, há muitas semelhanças na construção inicial. Os cenários são diferentes (excepto a Índia, metida um bocado a martelo no Equador), mas os erros históricos das primeiras edições de Equador levam-me a pensar que MST estaria tão influenciado pelo livro de L e C que se visualizou 40 anos depois dos acontecimentos do livro que estava a escrever. E assim se explicaria muita asneira anacrónica que poderia ter sido evitada. Um assunto a merecer a atenção dos estudiosos dos livros, em vez de se preocuparem com coisas sem valor.
Carlos Matias
11:08 AM
Já que estamos numa de copy/paste tirei esta do J.P. George que tem um blog chamado esplanar...
“... o problema central do livro está na escrita, a qual se presta grandes reparos e deixa muito a desejar. Quero dizer: pobreza do vocabulário, limitados recursos expressivos, estilo sem matizes, descuidado, repetitivo. O suficiente para vulgarizar um livro. Feri-lo de morte. Desde logo, há qualquer coisa de errado quando um escritor utiliza, amiúde, as mesmas fórmulas: “a leitura sonolenta do Mundo, o seu jornal de todos os dias (p. 11); “a sua pacata e habitual vida de todos os dias” (p. 15); “tentando adivinhar como era a sua vida de todos os dias” (p. 44); “os rituais de todos os dias” (p. 86). Ou ainda: “regressara à sua Lisboa de sempre” (p. 12); “almoçava invariavelmente no seu clube de sempre, no Chiado” (p. 14); “João Forjaz, um dos membros do grupo das quintas-feiras e seu amigo de sempre” (p. 18); “mal tinha acabado de entrar na sala de baile, vindo do bar e das mesmas conversas de sempre com os mesmos de sempre” (p. 26); “na atitude eterna do caçador esperando a sua presa, como sempre sucedeu desde a noite dos tempos, desde que o primeiro caçador de sempre (p. 41); “a sua delicadeza de sempre” (p. 87); “meia dúzia dos seus amigos de sempre (p. 103). Exemplos como estes abundam, volta e meio tropeçamos em coisas como “o melhor peixe do mundo” (p. 23), “dar a resposta mais natural do mundo” (p. 28), “como se fosse a coisa mais previsível do mundo” (p. 34), “serviram sumo espremido das laranjas de Vila Viçosa – as melhores do mundo” (p. 36), “demorara todo o tempo do mundo” (p. 96), “o homem mais rico e mais avarento do mundo” (p. 245), “com o ar mais calmo e natural do mundo” (p. 322). Mas há mais. Diria mesmo, há muito mais: “Mergulhar na sua boca e ficar lá dentro” (p. 90); “e ele mergulhou, também de olhos fechados, naquela boca e naquela paixão” (p. 312); “a boca que, sôfrega, mergulhava na dele” (p. 323); “e mergulhou a boca na sua” (p. 332); “puxou-lhe um pouco o vestido mais para baixo e mergulhou lá dentro a língua e a cabeça” (p. 335); “agarrou-lhe a boca e mergulhou nela a sua” (p. 383).
Casos como estes denunciam desatenção, descuido, negligência. Porque, enfim, as palavras devem ser escolhidas com rigor e ponderação. E em Equador não parece ter havido esse esforço, esse trabalho. Quero dizer: Miguel Sousa Tavares não conseguiu desembaraçar-se (ou não esteve para isso?!) de certas “muletas” literárias, de certos vícios de linguagem: “via desfilar lentamente a vila” (p. 44), “a igual monotonia da paisagem que via desfilar da sua cadeira” (p. 93), “horas passadas a ver desfilar a costa angolana” (p. 118), “a paisagem desfilava ao ritmo do passo do cavalo” (p. 165); “passeando o olhar” e “passeando os seus lânguidos olhos”; “uma chuva de pingos, grossos como bagos de uva” ou “bátegas de chuva, grossas como pedras”; “rolava o cognac francês dentro do pesado copo” ou “cada um com o seu pesado copo de cognac na mão”; “o Pico de S. Tomé, eternamente afogado em nuvens e nevoeiro”, “da cor do Sol afogando-se no mar”, “quando a tarde já se afogava no mar”; “madrugada adentro”, “pela sua boca adentro”, “subira pela floresta adentro”, “que sussurrava pelo seu corpo adentro”, “o frio que lhe entrara pelo seu corpo adentro”, “mar adentro”, “água adentro”, etc.
(...) Advérbios de modo, então, nem se fala. No mesmo parágrafo, um surto pavoroso
de “estupidamente”, “imediatamente”, “ligeiramente”, “finalmente”, “subitamente”; na mesma página (89), “verdadeiramente”, “instintivamente”, “ligeiramente”, “friamente”, “seguramente”, “naturalmente”, “suavemente”. Não deixa de ser notável, porém, a capacidade de Sousa Tavares para utilizar tantos advérbios de modo numa mesma frase (p. 314): “infinitamente”, “ligeiramente”, “nervosamente”, “livremente”. Difícil é escolher entre tantos exemplos.”
E a rematar:
“ Insuficiência linguística, limitação na linguagem? Trapalhice? Custa-me a admitir, mas é o que parece.”
11:19 AM
Esse Tavares está mesmo na berra. Dêem uma olhada aos blogs osdiasuteis e orestauradorolex
o bicharoco não tem amigos
11:20 AM
Estou chocada...
Foi um dos melhores livros que já li...
Mas são muitas "coincidências"...
Realmente, nao dá mesmo para desmentir quando se é confrontado com factos destes.... e só axo q os jornalistas percam o medo... e o tal "jornalistasemmedo" consiga acabar o seu trabalho sobre o tema
11:26 AM
Não se esqueçam também do blog renaseveados
outros que lhe dão com toda a força e razão! É mesmo assim!
11:26 AM
txiiii
11:32 AM
Que problema. Eu gostei do livro. desconhecia o inglês.
É muito mau.
Claro que todos nós ( eu comecei agora apublicar)) vamos buscar as palavras às leituras, é o próprio Mário Cláudio que o afirma, ninguém tem na cabeça uma fábrica de palavras, mas traduzir e transcrever passagens inteiras?!... Muito mau!...
João Norte
12:06 PM
Estou boquiaberto... Querem ver que o Scolari já sabia disto quando disse que o MST não valia nada enquanto escritor? :-)
12:41 PM
«É por isso k eu admiro pessoas como o José Rodrigues dos Santos...»
LOL ! Escritor admirável esse! Pelo menos foi esperto, fez plágio subtil a tudo o que o andou a investigar durante 20 anos o Augusto Mascarenhas Barreto.
http://www.google.com/search?hs=WZl&hl=en&lr=&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&q=Augusto+Mascarenhas+Barreto&btnG=Search
Lamentávelmente, mesmo assim, estragou um fabuloso argumento num excecrável romance de sopa de peixe com leite das mamas.
1:51 PM
Isto é um verdadeiro exagero. è decepcionante ver que Miguel Sousa Tavares quase que copiou partes de outro livro. No entanto, n é por isso que o livro perde o ser valor, pois ele n esta nas partes copiadas, mas sim no livro como um todo. O livro e muito bom, um romance como ha muito ja nao se via em Portugal. De qualquer maneira, MST esta de parabens! e espero que continue a escrever e da proxima, que tenha cuidado em nao plagiar mais nada porque realmente nao vale a pena. Por causa de uma part insignificante do livro q copiou, ja ha pessoas a deitar o livro ao lixo. Enfim, os erros pagam-se caros MST, mas espero que dêem uma segunda chance ao homem, q afinal d contas ate escreve muito bem, e este foi apenas o seu 1ºromance.
2:30 PM
"...(MST) que pese embora a bizarria de algumas opiniões (i.e. FCP, Algarve e/ou touros de morte) continua a ser extraordinariamente incómodo para os poderes e interesses estabelecidos!"
Incrível. Ele consegue incomodar-se a si próprio?!? Grande contorcionista!!!
3:02 PM
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=647227
Pois é...
4:18 PM
Já que estamos numa de denegrir, alguém da comunicação social que pegue nisto. O homem além de plagiador, penso que dúvidas já não existem, é um tremendo... vá: miserável.
Isto é verídico, esse senhor de seu nome Miguel Sousa Tavares; não sei se ainda é casado se não, mas também nao interessa; quando as questões da legalização do aborto vieram à tona pela primeira vez, ele era um dos tremendamente defensores da PEnalização do mesmo. O que não disse , quando defendia a sua posição é que obrigou a mulher a fazer um aborto contra a sua vontade. É verídico.
4:20 PM
A ser verdade essa fraude, é uma pena!
4:53 PM
É bom que seja mentira.
Por que razão se faz m plágio?
Será sempre o dinheiro a ditar os comportamentos de certas pessoas?
Qualquer dia verei publicado um livro de que eu deveria ser autor, mas um rábula fez-me desaparecer os dados que eu recolhi e, se calhar, o rábula vendeu-os ao autor do livro cujo autor deveria, por direito, ser meu.
HoBranco
5:06 PM
Intrigante... O MST já reagiu publicamente a isto?
5:07 PM
Miguel Sousa Tavares disse ao Correio da Manhã (sic): «(...) Se fosse para plagiar não escrevia. Há frases que foram escritas mil vezes na história da literatura, mas tenho o meu próprio estilo. Inimitável».
Vejamos.
Sousa Tavares é um homem sério.
Isso não tem discussão.
No entanto, isso não invalida o que está à vista: há parágrafos praticamente iguais e semelhanças evidentes entre os protagonistas de «Cette Nuit la Liberté» (Esta Noite a Igualdade) de Lapierre e Collins, publicado em 1975, e o «Equador» (Equador), do próprio Sousa Tavares, publicado em 2003.
Miguel Sousa Tavares não mente, não plagia e tem um estilo «inimitável».
Assim sendo, a conclusão só pode ser a seguinte:
O «Equador» foi escrito por alguém que não Sousa Tavares e publicado em nome dele. E foi esse alguém que se inspirou no «Cette nuit la Liberté (... a Igualdade) com o desconhecimento de Sousa Tavares.
Como, aliás, eu tinha previsto numa crónica que publiquei no «Expresso» à data da publicação do livro.
Mas há outro problema.
Mais grave.
Que afecta a carreira literária de Sousa Tavares.
E que é o seguinte:
Sousa Tavares deixou de ter hipótese de algum dia poder vir a ser candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
O que reduz a lista de candidatos Portugueses a dois nomes.
António Lobo Antunes.
E eu próprio.
5:26 PM
Não gosto do Tavares, não consegui ler mais do que meia dúzia das suas páginas arrogantes, nunca teria dado pelo plágio...
Adorei ler "Esta noite liberdade" que o meu Pai me recomendou numas férias de Verão!
Ainda bem que para alguém foi evidente a cópia vil! estou muito contente por saber que mais gente leu, gostou, respeita e defende Dominique la Pierre e Larry Collins
5:33 PM
Estou enojado.
Já tinha lido o «Esta Noite a Liberdade» (e não «Igualdade», como diz esse arquitecto imbecil) e acabo de confirmar o plágio. Com os meus olhos. E não são apenas os parágrafos descritos no post. Há mais. Pois há.
MST, eu gostava muito de si. Agora digo-lhe: tenha vergonha na cara!
«Se fosse para plagiar não escrevia», diz o senhor?
Irra, isso é que é descaramento!
«Há frases que foram escritas mil vezes na história da Literatura», diz o senhor?
Que lata! Homessa!
E parágrafos inteiros iguais, também foram escritos mil?
Dois mil?
Basta. Ao menos tenha a decência de assumir o erro e não deite mais areia para os olhos dos milhares de «tolos» que julgou ter ludibriado.
Deixo-lhe uma sugestão: aplique a si mesmo o julgamento SEVERO e IMPIEDOSO que tantas vezes aplicou aos outros, muitas vezes com razão, algumas vezes sem ela...
Quer um exemplo?
O senhor ainda tinha crédito, apesar de defender publica e pateticamente a inocência de um mafioso notório como Pinto da Costa, fingindo não saber dos Calheiros, dos Quinhentinhos, das putas pagas pelo FCP para serem servidas aos árbitros, dos cafezinhos, dos almoços... e restante trampa do Apito Dourado.
O senhor, último bastião da ética, dos principios, da seriedade, da honestidade intelectual...
Não era?
Não era?
Mas já não é de todo.
O Equador, sucesso da sua vida, é um belo livro. Mas tem umas manchas terríveis.
Plágios. P-l-á-g-i-o-s.
Que desilusão.
Que pensaria disto, se fosse viva, a Senhora sua Mãe, a GRANDE e IMORTAL SOPHIA?
6:01 PM
Mas será tudo isto verdade? É que eu não quero acreditar que o MST não é, afinal, criativo.
Leitora
6:33 PM
sem comentários... eu a par de outros adiei constantemente a leitura do livro em questão, parece que era um feeling, ainda bem que li este post, pois detesto dar dinheiro a trapaceiros...
Curioso é o facto de MST considerar que as frases citadas no post sejam frases do léxico comum de qualquer escritor. Estranho... de facto não devo ser uma grande escritora, afinal não tive a sabedoria suficiente para encontrar as tão famosas palavras.
É uma vergonha.
Felizmente vou poder ler o verdadeiro livro sem me sentir corrumpida!
6:33 PM
Aaa!
6:39 PM
Sinceramente... Como diria um velho amigo meu, "estupidifiquei" (entre aspas porque foi um amigo que disse, e não eu)...
6:50 PM
Tenho de Tavares a imagem de um ordinário sem nível e sem educação. Agora fico também com a imagem de um burlão. Envergonha o nome de sua mãe, Sophia, uma das grandes senhoras da literatura portuguesa. Gostava de o ver pedir desculpa por esta pirataria. Mas isso seria pedir demais a uma pessoa de menos...
Jorge Cabrita - Barreiro
7:23 PM
O que Miguel Tavares fez não me surpreende. Quem acompanha as suas intervenções repara na forma infame como se refere a todos os que não partilham das suas opiniões. Sou psicólogo há muitos anos e denoto nesse comportamento um profundo complexo de inferioridade. A inferioridade de quem não consegue chegar aos calcanhares do talento da mãe, p. ex., e que necessita de se impor por outros caminhos. Obrigado as autores deste blogue por nos terem demonstrado as fraquezas deste personagem que se faz passar por grande...
Mário Alberto
7:40 PM
E pensarmos nós que este animal ainda quis acusar uns jovens artistas de plágio por uma peça de teatro que impediu de ir a cena... Que porcalhão!
7:56 PM
Muito grato aos intervenientes blogistas...por me terem poupado a aquisição do "Equador"!!!Somos, de facto, um país de "trafulhas"
1:15 AM
Não tenho nenhuma simpatia particular pelo MST, embora partilhe, por vezes, das suas opiniões sobre o estado das coisas, e lhe reconheça algum desassombro que na maioria não abunda. Mas a pose marialva (caça, touros e gajas), a ligeireza de muitas opiniões/afirmações, sobretudo, o discurso absolutamente desonesto sobre futebol, levaram-me a nem sequer tocar no Equador. Há, porém, uma coisa em que lhe reconheço razão: independentemente de saber se plagiou ou não: é lamentável que estas acusações sejam feitas a coberto do anonimato. Alguém, nestes comentários, e muito propósito, cita o J.P.George. Mas esse, diga-se, faz crítica que, para além de exaustivamente fundamentada, é ASSINADA.
PS - O original supostamente plagiado não é francês? Se era para exemplificar com uma tradução mais valia ter usado a portuguesa (que suponho que exista). Já agora.
1:16 AM
Ainda bem que ainda não li o livro.
1:20 AM
Muito grato aos bloguistas intervenientes por me terem poupado a aquisição do "Equador"....Sempre foi verdade que "Num mundo de cegos quem tem olho é Rei"!
1:23 AM
Tenho mesmo saudades dos tempos em que ele fazia as reportagens e as viagens para a Grande Reportagem... Aquela da Túnisia marcou-se para sempre - a escrita, a experiência, as imagens e, acima de tudo, um mapa com um percurso riscado a marcador colorido.
1:37 AM
Talvez o MST pensasse que nenhum português iria ler "Freedom at Midnight" e assim nunca nenhum dos incultos iria descobrir as suas traduções plagiadoras...
1:53 AM
Se as frases citadas constam realmente do referido livro "Cette nuit la liberté" é realmente uma grande desilusão. Sem qualquer desculpa e que fazem persupor que o resto do livro "Equador" foi também plagiado de outras obras.
Realmente isto prova que o mundo é perverso e os homens são tendencialmente desonestos.
Gabriel
2:28 AM
SOUSA TAVARES SEM VERGONHA NA CARA...NAO HESITA EM CONDENAR AS ATITUDES SOCIAIS DE ALGUNS "PORTUGUESES"....E PROVA DO DITADO "FAZ O QUE DIGO, MAS NAO FAÇAS O QUE EU FAÇO"
ROCHA EM PÉ
2:36 AM
Ol livro tem largas centenas de páginas! O que aqui no blog tem como copiado não perfaz 2 páginas. E ele teve a decência de referir o livro original na sua obra. Quanto à questão dos tradutores, trata-se da tradução do livro de Português para várias línguas.
Mas pelo facto de ele não ter vergoha de dizer o que pensa e ainda mais grave, ser do FCP, toda a gente o ataca (até se diz aqui, neste blog, anonimamente, que ele obrigou alguém a abortar!).
A inveja está para os Portugueses como a sesta para os espanhóis. É a imagem de marca!
2:38 AM
«Fredom at Midnight»
Falta aí um "e" (Freedom).
2:40 AM
que vergonha...
já não basta ser um fumador que não respeita os outros, uma pessoa que anda à velocidade quer quer na estrada, porque diz ele que tem um carro bom. Só faltava esta nova de ser tradutor.
2:41 AM
Quem fica a ganhar é a editora do "Esta noite a Liberdade".
Ainda que tudo seja verdade, não se pode cruxificar ninguém desta maneira. É preciso ter calma! O fundamental da história é a mesma coisa, ou estamos a falar só de frases soltas?... É que para mim o Equador é um bom livro pela história no seu conjunto, independentemente de quem a escreveu. Eu posso não gostar da pessoa que escreve,isso não invalida que seja uma boa história.
2:42 AM
hoje ele vai ser o comentador de serviço no telejornal da TVI. Vou gostar de ver o que ele diz sobre o assunto.
2:44 AM
É realmente inacreditável. Depois de ler os excertos das duas obras aqui deixados, concluo tratar-se de uma tradução. No entanto e como tradutora, sei que o nome do tradutor deveria estar incluído na obra. Não será?
Agora a sério: a primeira coisa que me veio à cabeça ao ler sobre esta polémica foi o facto do MST querer processar o grupo de teatro Fatias de Cá por terem plagiado o seu... plágio?!!!!
Aposto que o Carlos Carvalheiro (director dos Fatias de Cá) se está a rir neste preciso momento, enquanto toma o seu cafezinho da manhã.
2:55 AM
Tenho para mim que tudo isto não passou de uma "gralha" literária; na gráfica alguém se esqueceu de colocar aspas no início da 1ª página e no fim da última.
3:03 AM
Eina pá!
Então o Equador tem «picanços»?
Ora, ora.
Tanta conversa, tanta pose e depois... BUM!
Um abraço ao Dominique Lapierre e ao Larry Collins.
Este «arquitecto Saraiva» é o mesmo do Sol? Se não é, parabéns pelo plágio. A escrita, o raciocinio e as conclusões são iguais. Por isso o Sol é o fiasco que é.
3:05 AM
Será que a TVI ainda vai fazer a novela baseada no «Cette Nuit la Liberté/Equador»? O que dirá Moniz disto tudo? E que dirá disto o jornal «A Bola»? e o «Expresso»?
E que dirão disto Lapierre e Collins?
E, já que se falou da grande Sophia, que diria disto o grande tribuno e polemista Francisco Sousa Tavares, pai de MST?
E que dirá disto Pacheco Pereira? E Pulido Valente? E Zé Saramago? E Lobo Antunes? e Francisco José Viegas? E Pedro Mexia? E Clara (não é essa!) Ferreira Alves?
3:16 AM
O homem distraiu-se, pronto, tá mal, não é bonito. Mas daí a crucificá-lo vai um grande passo. Give him a chance.
3:19 AM
Apesar de por vezes achar q as opiniões MST são radicais, o q vai no oposto da sua mãae, e nomeadamente sobre o fcp, ninguém deverá ser julgado na praça pública, pois já vimos como estas coisas poderão destruir uma pessoa. Se há plágio ou algo similar, vão para tribunal, q é lá q se resolvem os diferendos, não é esconderem-se sobre o anonimato e fazerem estas merdas! E eu q até nem gosto dele....
3:20 AM
O Pirata das Caraíbas.
com Johnny Depp.
O Pirata dos Trópicos.
de MST.
3:21 AM
nao li o equador porque a partir do momento em que entro na praia do malhão em pleno agosto e não há NINGUÉM que não o esteja a ler, eu não leio.
mas isso é comigo.
Se realmente se trata de plágio, e contra factos não há argumentos, era altura de mostrar a cara e os factos publicamente sem ser no anonimato. A ver se tiravam a cara de pão de ló àquele emproado do MST...
3:24 AM
Concordo perfeitamente com tudo o que estão a fazer. Na realidade nunca gostei dele e sempre desconfiei que por trás daquela cara existe um individuo sem escrúpulos.
3:30 AM
Já agora onde é que os autores do Cette Nuit La Liberté foram buscar as descrições deliciosas sobre os apetites e idiossincrasias dos Marajás? Se calhar tb. há transcrição..
3:32 AM
"...pobreza do vocabulário, limitados recursos expressivos, estilo sem matizes, descuidado, repetitivo. O suficiente para vulgarizar um livro. Feri-lo de morte."
Apesar da opinião acima referida, devo dizer que "Equador" foi o livro que mais gostei de ler. E, curiosamente, a parte mais "entediante" (na India) foi a que, parece, terá sido plagiada. Toda a história passada em S. Tomé deixou-me maravilhada, com uma vontade enorme de conhecer aquele paraíso, tal a qualidade da descrição (com vocabulário simples, não pobre e com recursos expressivos q.b.). A julgar pelo sucesso do livro não sou a única. Não é um livro vulgar.
Quanto a feri-lo de morte, como a escrita não o conseguiu pareça que há quem queira fazê-lo por outros meios.
De facto MST pôs muitos portugueses a ler, coisa que os supostos plagiados, com todo o seu mérito, não conseguiram. Isto é muito importante no panorama da literatura em Portugal.
Não concordo com o plágio e muito menos com o facto de MST, após as ditas evidências, não o assumir, mas, para mim, o mais importante é que ele - e só ele - conseguiu escrever AQUELE livro. Espero que em breve resolva escrever uma "continuação".
Sara
3:32 AM
Desculpem, sou visitante assiduo da FNAC, nunca peguei num livro do Tavares, quanto mais dar cheta, o diabo seja surdo e mudo.
Se ele escreve tão bem como fala, então, esta tudo dito.
Passo
3:33 AM
Agora a sério:
Este tipo de plágios que são aparentes à primeira leitura, podem merecer uma segunda que os relativiza.
Umberto Eco foi acusado de plagiar o escritor Robert Van Gulik, para escrever O Nome da Rosa. Por sua vez, este Van Gulik, com livros traduzidos em português, aparentava-se nas tramas literárias das suas novelas ( excelentes e baseadas em histórias de um juiz-detective, na China Imperial)a um certo Conan Doyle.
U. Eco, não gostava das comparações. No entanto, reconheceu que se baseou em certos autores para a "ideia geral" da sua obra prima.
Neste caso de MST a questão pode muito bem ser outra, ainda que misturada com esta e que ele certamente vai utilizar como argumento justificativo.
A questão grave, com MST, neste caso, parece ser a cópia pura e simples de ideias, descrições e narrativas concretas, mudando apenas pormenores sem importância e aliás, decisivas e adaptados à sua própria história.
A questão parece simples de resolver e não vai ser com certeza à paulada.
Cabe a MST o ónus de se defender de uma acusação concreta, lavrada num blog anónimo ( o que é pena, mas é compreensível)e onde os elementos disponíveis já são muitos para se dizer terminantemente que não há plágio algum.
Há, pelo menos, indícios de cópia. Se houve plágio, só uma análise aos dois livros o poderá dizer e no final de contas, só mesmo o autor o poderá confirmar.
COmo não confirma, vai ser preciso provar a quem quiser acusar.
Pela minha parte, não acuso. Constato apenas os factos que se apresentam.
Se são desagradáveis para o autor, é pena, mas deverá lemebrar-se o mesmo que em muitas das suas crónicas faz muito pior...
Cá se fazem, cá se pagam.
3:35 AM
Congratulations MST!
Now, you belong to the club:
Pinto Capone da Costa
Valentim Tattaglia Loureiro
Joao Tattaglia Loureiro
Pimentira Barzini Machado
Lourenço Bruscetta Pinto
Adriano Moggi Pinto
Pinto Gotti de Sousa
José Soprano Veiga
Carlos Lansky Calheiros
etc etc
Wellcome to the Family. From now on, you must show respect for the Family. We love you, but don't ever mention or discuss Family matters in public. Ever.
3:43 AM
Bom trabalho! Mas o anonimato não era preciso perante a evidência reclamada, apenas obrigaria a maior contenção. Assim, só contribui para desviar a discussão. No entanto, dá para perceber que está no «meio» e naturalmente não se quer queimar.
3:45 AM
Vão ver que a culpa do picanço ainda é do Pinto da Costa. Poupem-nos! Já não bastava o Apito Dourado e ainda temos de levar com a escandaleira do «defensor oficial».
Que carago!
3:51 AM
Pois, é complicado, Miguel.
Por muito que esperneies e te digas insultado e «magoado»... ainda não vieste explicar a única coisa que tinhas de explicar, não é verdade?
Assim é complicado Miguel.
Muuuuito complicado.
3:56 AM
A verdade é que parece que chegou a vez de Miguel Sousa Tavares expor a sua condição humana. Afinal também plagiou (um bocadinho!). Evidentemente que esta notícia vai ter uma enorme repercussão por todo o lado! Afinal para quem passa a vida a criticar tudo e todos (muitas vezes sem razão), parece que chegou a vez de ele próprio ser alvo dessas críticas. Quem se põe a jeito...
Por último, acho que o livro continua a ser um bom romance. Porém, o escritor talvez devesse aprender alguma coisa com esta lição: ser mais humilde.
3:59 AM
Eu não li nenhum dos livros, mas acho que tenho uma explicação. Provavelmente, o MST leu o livro de Lapierre e Collins e não gostou. Só que, em vez de fazer o que a Manuela Henriques fez (que deitou o Equador ao lixo) decidiu ter uma acção civicamente mais correcta, porque ecológica, e reciclou-o! Foi apenas isso! Quem é que o pode condenar?
4:35 AM
E de quem é a autoria do romance A Filha do Capitão, de quem é?
DOng, errado- Aleksandr Púchkin, que a escreveu em 1836.
4:45 AM
1.º A língua portuguesa é limitada e certas coisas só podem ser ditas de certo modo.
2.º Para a feitura de 'Equador', o Miguel teve que recolher informação sobre personagens históricas, sobre factos reais ocorridos em vida dessas personagens.
3.º O Miguel não podia fugir ou escamotear esses factos. Por exemplo, a existência de um Marajá anafado cuja morte ocorre por motivo de tédio - isto é um dado histórico e não há outra forma de o descrever senão aquela que o Miguel utilizou.
4.º Plagiar é fácil, mas é ainda mais fácil não plagiar.
5:24 AM
não sei como é que ele se vai safar desta... mais vale assumir logo o que fez... mas isso não é nada fácil.
5:32 AM
Estou triste .
Senti o mesmo que experimentei há 52 anos quando um dos meus irmãos mais velhos me disse que não era o Menino Jesus que trazia os presentes de Natal .
5:52 AM
Pois é, à conta disto o MST vai vender mais uns milhares de cópias do Equador.
E o pormenor de pôr o texto plagiado na bibliografia parece-me algo saído de um livro da Agatha Christie.
"Sim, como ele próprio admitiu que era dele a pistola, não pode ter sido o assassino."
6:22 AM
Também denunciei um plágio no meu blog. Hoje em dia, com a internet, é muito mas muito difícil um plagiador ficar impune.
6:26 AM
Já vivi mais do que o suficiente para encarar este tipo de revelações com prudência, distanciamento, tolerância e, vá lá, alguma bonomia. Bravata minha? Não. Confesso que vivi (Neruda -- Pablô Néri-udá, como diz a minha amiga literata Françoise)
Gostei muito de «O Equador», que um certo sobrinho prestimoso levou numa das visitas à Tante excêntrica de Paris. Gostei muito do «Equador», como já tinha gostado muito, e muito antes, de «Cette Nuit La Liberté». Li-o de um fôlego em Paris, onde vivo tranquila e feliz desde 1976. Se não me falha a memória, foi mesmo nesse ano.
Paris, Paris... Eu lia todas as reportagens de Dominique Lapierre no «Paris Match» dos
bons velhos tempos. E cruzei-me com ele no Suez, num desses hasards em que a vida é fértil.
A escrita,... ah, as armadilhas da escrita! Podia estar uma tarde a escrevinhar sobre o Acto de Escrever mas, isso sim, seria presunção, tonterie. E eu não quero passar pelo que não sou.
Voyons. O autor (ou autores?) deste blogue denunciou, escondendo-se no anonimato, um facto envolvendo o escritor MST.
Quem escreve não dá a cara e o nome mas, helás!, o texto que suporta a denúncia é credível, horrorosamente credível.
Cito Gaston Fauvier: «A verdade nunca é caluniosa ou difamatória».
Ouai. Passo os considerandos de índole subjectiva sobre MST (quem somos nós, incluindo MST, para julgar quem quer que seja?). O texto que me interessa é a comparação dos parágrafos. Que não pode ser mais factual e objectivo.
A comparação vale por si só, não precisa de intróito nem de suporte... e não admite grande variedade de interpretações...
Diz esta velha excêntica para os seus botões: a única coisa que o Miguel Sousa Tavares tem de explicar, se o quiser fazer (por respeito aos seus leitores), é por que razão há no «Equador» passagens rigorosamente iguais a passagens de um livro publicado muito antes, «Cette Nuit la Liberté».
Seulement ça.
«O resto é poeira. Que assentará com o tempo, imperceptivelmente. Como a ilusão que cai como folha derrubada pelo Outouno» (Camus).
Maria Clara Desmarets, Paris
6:29 AM
bem...
...palavras para quê, é um adepto do Fê Quiê Piê!
6:57 AM
Miguel ST, explique-se sff.
As coincidências, digamos assim, são perturbantes.
Não é por isto que «Equador» deixará de ser um belo livro.
O que está em causa é outra coisa bem mais importante chamada honestidade intelectual. Que, aliás, o senhor tanto preza e tanto reclama para si.
Portanto, explique-se. Rebata a acusação, defenda-se, descalçe a bota, arranje uma desculpa qualquer... mas EXPLIQUE-SE!
Estamos à espera.
7:01 AM
Corleone, Partana, Barzini, Tattaglia, Gotti, Capone, Soprano, Gambino, Stompanato, Bruscetta ... oh, que HORROR! LA FAMIGLIA!!!
Os cavalos a correr, as meninas a aprender, qual será o mais bonito que se irá esconder?
Acertou: o cavalo mais bonito apareceu hoje degolado na cama de Corleone da Costa!
OK. Não exageremos. Sousa Tavares foi um menino mau mas não pertence ao bando.
7:09 AM
Podemos sempre comer gato por lebre. Um dia enjoamos. A mim já aconteceu aos comentários, a vulso e sobre tudo e mais alguma coisa, do sujeito - que até tem cultura, tirou advocacia, já casou, descasou e voltou a casar, sabe línguas e fala-barato, um homem normal, em suma, com tendência para o narcicismo mas ninguém é perfeito e errar é humano.
Nunca li o livro dele nem o comprei para oferecer, mas não conhecia sequer o original dos franceses (suponho que são)...
Se tivesse lido, pelos excertos que me mostram, não devia ter gostado. Não perdi nada.
O MST agora ver-se-á ao espelho... partido. As pauladas não levem a mal, deu-as nele próprio.
Mas admira-me que após tantas e tantas edições de uma coisa aparentemente vulgar chamada Equador, que circunda a Terra, ninguém, de livreiros/editores a livreirios/analistas/críticos até hoje, já lá vão 3 anos, ninguém tenha tido conhecimento do outro livro. Que experts são estes? Ou são colaboracionistas?
É o estado da bovinidade?
7:14 AM
Afinal este Tavares é como os outros Tavares que ele critica: um chico-esperto, com a agravante de se servir da pseudo-atitude de pouseur armado em irreverente. Na TV é sempre do contra, como jornalista nunca deu uma "caxa" e como escritor é mediano e ainda por cima, copião... enfim, o estereótipo do mau português. Só falta o bigode...
7:15 AM
O FCP, os Caçadores e os Fumadores continuam bem servidos.
Parabéns pelo excelente Equador. E parabéns pelo bom gosto de se ter inspirado, ainda que muito parcialmente (são nacos senhores!), num original de grande qualidade como «Cette Nuit la Liberté».
Caro Miguel: não ligue. Isto é a inveja a falar. Continue a escrever e tenha mais cuidado nas transcrições. Como dizia o meu avô Alberto, a discrição é a alma do negócio - e do béstséla, acrescento eu. Ih! Ih! Ih!, vá, não leve a mal. Andamos todos os mesmo não é?
Um abraço nesses ossos. Já sabe, qualquer coisa apareça, estou no Alentejo.
E traga o espingardão que a gente dá cabo deles, hã? PUM! BANG! PUM! TRÁ-TRÁ-TRÁ-TRÁ, tudo tombado no chão, nã mexe mais!
Ih! Ih! Ih!
Abraço e a estima do
Rodrigo Thomaz Peres de Noronha Saavedra
7:30 AM
Será que se tornou num novo estilo literário o "copy past".
Definitivamente só pessoal até ao final do século XX e haja tempo !
7:37 AM
É de péssimo gosto e refinada cobardia meter o Pai e a Mãe de MST ao barulho.
Muito menos para os caluniar, como esse miserável nojento que escreveu uma valente porcaria sobre Francisco Sousa Tavares.
Se este fosse vivo, certamente despedaçava o crânio do anónimo cobardolas à porretada.
O assunto é constrangedor, mas diz respeito ao filho MST e só a ele.
Deixem Francisco Sousa Tavares e Sophia de Mello Breyner em paz. Dois Portugueses Grandes.
Um minimo de decência e respeito, porra! Custa muito?
Há gente muito ordinária e muito cobarde. Muito ordinária, mesmo.
7:45 AM
Caiu a máscara a um dos últimos arautos da moralidade...
"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno"
F. Nietzsche
PS: MST "suicidou-se" socialmente com o seu próprio veneno
8:01 AM
Ena, pauladas! Isto está bom! Já não bastava aparecer no pasquim mais ordinário e rasca da praça -- o 24 Horas -- e ainda aproveita tão indigna tribuna para vociferar palavrões («bardamerda») e prometer pancada.
Na, isto não é para o meu nível. Irra, que choldra! Razão tinha o Eça. O País não tem remédio.
8:13 AM
Se pusermos um milhao de macacos a teclar em maquinas de escrever durante 1000 anos, um deles vai escrever um verso dos Lusiadas!
Se calhar este plagio foi apenas um acaso.
Nao batam mais neste macaco de imitacao.
8:17 AM
Enfim, se me permitem a grosseria, eu diria que sempre que tropeçamos numa pedra, debaixo dela pode sair algo viscoso... Fica a glória e honra para Dominique la Pierre e Larry Collins que, provavelmente, não pensaram terem o poder de ser plagiados (ou mais verdadeiro ainda, copiados) por alguém que sempre se assume como conhecedor único e absoluto da verdade? Triste, caro MST... pergunto-me que pensará da imagem que o espelho lhe devolve sempre que se olha nele...
8:19 AM
MST, afinal e tão-só... mais um Artista Português!
8:22 AM
Sendo MST o ícone da verdade absoluta em Portugal, até me estranha que tenha coragem de fazer uma coisa dessas. O homem para quem Pinto da Costa é um símbolo de idóneidade, jamais faria tal coisa. Vocês devem estar enganados :-)
8:30 AM
Muito gostaria de ter visto aquela cara de enjoado quando se viu descoberto...Não lí o livro nem nunca me passou pela cabeça gastar um tostão que fosse com tal criatura (o que ele não se deve ter rido dos papalvos que correram a adquirir um exemplar...)e agora basta-me ler o blog para ter a certeza do que afirma. Não me irei dar ao trabalho sequer de consultar o livro na livraria. Livra, ele há cada um...!
8:38 AM
a Maria Clara Desmarets envio a minha admiração sincera. dos muitos posts que li hoje foi o mais justo e isento. parabéns pela elevação e pela clarividência só possíveis por parte de uma verdadeira senhora.
8:40 AM
"Agradecia que o autor do post me contactasse pois sou jornalista e posso escrever sobre este assunto"
cumprimentos,
mposser@expresso.pt
Não percebo... não tem capacidade para investigar sozinho?...A quem mais interessa a identificação ...?
8:47 AM
O que vou aqui escrever é da minha inteira responsabilidade e não foi plagiado!!! Apresento-me como... anónimo, tal como o(s) autor(es) deste blog, por solidariedade para com quem teve a brilhante ideia de desmascarar mais um dos aldrabões deste País de mentira e de mentirosos! MST revela no jornal «24 Horas» de hoje (24 de Out) aquilo que é: malcriado, grosseiro, raivoso, «artista», enganador! Não li o Equador (e ainda bem) nem o original copiado por MST mas sei um pouquinho de inglês para perceber aquilo que é evidente: temos mais um plagiador armado em coitadinho!!! Tenha vergonha MST!!! E em vez de palavrões e pauladas, assuma a sua fraqueza de espírito e retire já o livro das bancas!!! Por respeito aos grandes escritores que este País de mentira e mentirosos, felizmente, ainda consegue ter!
8:52 AM
"ja ha pessoas a deitar o livro ao lixo."
Não façam isso. Com esta bronca, talvez ainda se esgote a edição e, porque não fazer um negociozito com o seu exemplar?... ao menos minimiza-se o prejuízo...
9:02 AM
"Much ado about nothing!"
(desculpem qualquer erro no meu inglês)
Terá sido Shakespeare o primeiro a usar esta expressão?
Francamente, o livro é excelente. A história envolvente.(desculpem os entes seguidos...mas que descuido!)
Ninguém se pergunta como MST soube das façanhas incríveis dos Marajás? Concerteza não as inventou ele! Isto é recolha bibliográfica. Quando fiz um relatório de estágio também copiei frases, com aspas. Mas penso que isso não será muito utilizado em literatura. Se algum crime houve, foi por trapalhice, ou acham que em vez de 500 puros sangues devia ter dito 501?
Finalmente. Deixem o futebol fora disto. Dá para perceber que o ódio com que algumas pessoas escrevem sobre MST tem raízes profundas no futebol. E que grande parte dessas pessoas são adeptas de clubes impolutos e celestiais da capital. Peço desculpa mas não vou desenvolver mais este assunto perante pessoas cheias de razão e que sabem PERFEITAMENTE quem são os maus no futebol. Realmente como muitos disseram, a inveja (ainda para mais cega) é feia.
Não gosto de muitas opiniões dele, mas acho que o seu sucesso e algumas namoradas engraçadas que ele tem ou teve também entram aqui.
Seria um caso psicológico (sociológico) interessante para estudar, como já alguns se propuseram a estudar MST...
9:02 AM
A ideia de criar um blog como este não ocorreria, certamente, aos MST deste país... Pelos vistos, ideias e criatividade é coisa que o «senhor» (?) Tavares não tem... Nem ideias, nem criatividade, nem educação, nem respeito, nem vergonha na cara!!! Talvez por isso o «senhor» (?) Tavares, pseudo-escritor, tenha tido necessidade de GANHAR DINHEIRO à custa de outros... É isso, aliás, que, pelos vistos, tem feito a vida toda... GANHAR DINHEIRO à custa de outros, destilando ódios, vociferando palavrãos, desancando em tudo o que mexe e, sabe-se agora, traduzindo, também, obras há muito publicadas!!! Um génio da baixaria e do embuste; um iluminado da má criação e da vigarice; um «nobel» exemplo de como NÃO DEVEMOS SER nem... escrever! Obrigado bloggers por terem tirado a máscara a mais um rosto da mentira e da intujice! «Senhor» (?) Tavares, será preciso mais para nos deixar em paz e nos poupar, de uma vez por todas, aos seus tenebrosos comentários? Morda a língua e desapareça!
9:08 AM
Agora que descobriste a pólvora, não me queres ajudar a acender o rastilho? Permutam-se informações a preço de amiga (vá lá, dá-me uma "estranha forma de resposta" - put6@sapo.pt)
9:09 AM
bem mas que tragedia.. tanto alarido para que??
Nao interessa se tirou idieas de um outro livro....
a verdade é que nunca ha-de deixar de ser um optimo livro...
Força MST!
9:10 AM
«Bardamerda»? «Pauladas»? O homem é, de facto, do mais reles comportamento social. Que ordinário. E os autores do blogue têm razão. Em vez de insultar e ameaçar, ele que explique porque fez isto e peça desculpa aos leitores. Se não tem carácter, ao menos que tenha respeito pelos outros.
Mário M. M. Pereira - Queluz
9:17 AM
Por uma país de elevada qualidade intelectual: Enterrem os Cabos!!!
9:39 AM
Rapaziada!!
É melhor ninguém escrever nem mais uma palavra no blogue, se não o nosso Miguelão vem por aí abaixo de escantilhão, faz copy-paste disto tudo e ainda edita mais bestseller, eh, eh, eh, eh, eh!!!
Um abraço fraterno
9:45 AM
Vou acreditar que tudo isto não passa de um mal entendido, até porque nutro uma paixoneta pelo tipo. E, por outro lado, estou a adorar o livro.
9:46 AM
Diz o mst que os tradutores não deram por ela. Pudera, nem eles sabiam que estavam a traduzir para escrever outro livro, o Equador!
9:48 AM
Que pobreza de alguns críticos.
A verdadeira culpa de MST é ser adepto do FCP e não entrar na pseudo click intelectual de Lisboa.
Se MST fosse adepto do SLB e amigo do Dr. João Vale e Azevedo estariam a acusar Lapierre e Collins de plágio antecipado.
Ao que chegou a verborreia centralista.
Não tenho MST em boa conta, julgo-o um pouco arrogante e convencido mas tenho a certeza que muitos dos seus actuais crítico(a)s ficavam, até agora, todos embevecidos só de estar junto a MST.
O nosso mal endémico é, como já foi referido, INVEJA!
9:52 AM
Até que enfim a verdade ! Nunca percebemos como é que um indivíduo carregado de sumo de cevada nas veias e nos genes, conseguiria escrever algo.
www.riapa.pt.to
9:54 AM
Que estranho, alguém ignorar completamente as provas do assunto em discussão (o plágio) e discutir antes um possível ataque por razões clubísticas! Nada que seja estranho da parte de certos adeptos boçais, mas esperar-se-ia que alguém que tenha lido os dois livros e sabido da polémica a discutisse com base nas provas, e não num teórico ataque dos da "clik pseudointelectual de Lisboa" a um defensor da honra do FCP e dos corruptos a ele associados.
Este complexo de inferioridade de alguns habitantes do Norte já chateia... Não se pode expor um corrupto ou um plagiador ligado ao FCP sem que venham com esta de ser apenas um ataque clubístico. Ultrapassem o vosso complexo de inferioridade, e aprendam que defender plagiadores ou corruptos contra todas as evidências e sem apresentar provas é sinal de pequenez e de complexos de inferioridade!
10:00 AM
O que mais me encanta nesta história é a forma como o idiota se presta a ser toureado. Nunca pensei que fosse tão pouco inteligente. Grita, chama nomes, ameaça de porrada e continua com a bandarilha enfiada no cachaço. Que maravilha! Um grande aplauso aos autores deste blogue!!!!!
10:05 AM
Ó Lapiz Azul, tenha vergonha! Aproveitar este infeliz incidente que envolve, e só, MST, para atingir um Homem que já não está cá para se defender (Francisco Sousa Tavares) é do mais reles e ordinário que consigo imaginar.
Cale-se seu cobarde, já percebemos que não tem vergonha nem escrúpulos. Se soubesse quem o senhor é pode ter a certeza que lhe espetava um lápis directamente no olho. E se lhe atingisse o cérebro, paciência.
10:11 AM
É isso mesmo: a bandarilha está lá cravada, o touro esperneia, esperneia, mas quanto a explicações sobre o que interessa: népia.
Assim é complicado. Muuuuuito complicado (plágio ao sr. Márcio Ramiro)
10:15 AM
O Miguel está vivo e bem vivo. Parece que facilitou e muito (como é possível uma criancice destas, ó Miguel?) mas vão ver que ele ainda vai colher dividendos desta história. Porque se há coisa que ele é... é esperto! Um espertalhaço!
Quanto às ameaças de porrada e a tentativa de vitimização, acho que isso são cantigas de trazer por casa, habituais no discurso do Miguel. Nada de especial.
Aguenta-te à bronca Miguel. Não iludas a questão, que é pior: está bem à vista que alguma coisa não correu bem. Enfrenta a verdade e sai por cima, Amigo! O livro é muito, muito porreiro e todos temos direito a errar.
Força Miguel!
Que viva Equador!
Escreve outro!
Gabriela L. Pereira - Almada
10:28 AM
Aposto que o volume de vendas dos dois livros vai aumentar bastante...
Chama-se curiosidade mórbida...
10:29 AM
Parece-me um pouco absurdo, para não dizer mesmo ridículo, que o MST seja estúpido ao ponto de incluir na bibliografia do livro obras que ele próprio, EVENTUALMENTE, terá plagiado.
Como gosto muito de metáforas, era a mesma coisa que eu colocasse um letreiro na porta da minha casa com o seguinte aviso: "Caros ladrões: fui passar férias para os antípodas e só venho daqui a três meses. No entanto, deixei a chave de casa debaixo do tapete por causa da empregada de limpeza".
Não era condição obrigatória que quando chegasse a casa tivesse sido assaltada, mas todos os que se dessem ao trabalho de ler o aviso seriam ladrões em potência. Até um dia ser, realmente, assaltado.
Mas estou curioso para saber como equatorial escritor vai descascar este abacaxi. Subir pode custar muito, mas para cair é um instantinho!
10:48 AM
Já agora, eu li o livro do Sousa Tavares. Parece-me que as acusações que estão fundamentadas são demasiado pequenas e irrelevantes para que sustentem uma acusação de plágio.
10:49 AM
Por acaso é essa a opinião que tenho dele: é muito estúpido. Como não tem argumentos para sustentar discussões, insulta e ameaça cargas de pancada. No entanto, não me parece que haja aqui nenhuma acusação de plágio. Apenas se pede ao homem que explique porque copiou parágrafos inteiros de outro livro. E isso, realmente, ele não explica.
Carlos Matias
10:53 AM
plágio ou não, niguem pode dizer que MST n é um senhor, namedida em que tem um estilo maravilhoso à imagem queiroziana ,tarefa dificil para muitos. e tudo aqilo que fazemos é inspirado em aglo que já vimos ou vivemos, por isso amigos, depois de tantos livros vendidos (e deve dizer-se que era muito bom!) não vale apena desprestigiar a imagem do senhor, mas acima de tudo deve fazer-se justiça ou pelo menos uma explicação, até pq a atitude tomada no 24 horas n foi a mais correcta. com os maiores cumprimentos, sara de almeida
11:01 AM
COSTA ve se tens tento na lingua que tu em mim não enfias nada entendes? e deixa de seres garoto desmente a história se fores capaz está publicada no correio da manhã
11:05 AM
Caros amigos, tenho lido com atenção os mais variados comentários e, de uma forma geral, todos condenam a «esperteza saloia» (a expressão é plagiada, não é minha)de MST. O livro pode ser muito bom, mas se calhar não valia nada sem as ideias dos... verdadeiros autores. O que está aqui em causa, a meu ver (e não sou tão sabichão como certos «opinion makers» deste país que aparecem na TeleVIsão...), é um «estranha forma de escrita» de quem, de repente, é desmascarado. Sejam 2 ou 3 parágrafos, 2 ou 3 ideias, 2 ou 3 personagens, a verdade é esta: o sucesso de Equador, afinal, é de outros e não de MST. Não saiu da imaginação desse «senhor» mas, sim, dos SENHORES Lapierre e Collins. Dêem as voltas que derem, pelo menos, este blog já serviu para alguma coisa. Funcionou como detector de mentiras...
11:06 AM
Não comprei o livro até agora, mas pretendia adquiri-lo.
No entanto, confesso que fiquei agora com sérias dúvidas sobre a aquisição. Provavelmente optarei por comprar a versão "original" de Lapierre e Collins.
A única coisa que falta é a explicação do MST. Porquê aquelas cópias a que assistimos aqui?
Quanto ao livro na sua totalidade, o conjunto pode não ser considerado plágio...
Entretanto, não me parece que isso seja suficiente para se dizer dele algumas coisas das que já li por aqui.
11:11 AM
Estão todos a plagiar. É o MST, é o Rodrigues dos Santos (espera pela demora), é o Alberto de Carvalho (espera pela demora), é o Rodrigo da SIC (espera pela demora) e outros, muitos mais. É preciso é calma.
O MST veio hoje no pasquim 24 horas do outro anormal Tadeu dizer que dava paulada e tribunal. Vamos embora prá paulado ó Miguel, mas antes da paulada prova lá que os textos do teu livro não são iguais aos do francês. Melhor, prova lá que são diferentes, se tu até copiaste os nomes dos indianos e dos sirs e tudo mais. Cala-te, pá. Deixa de escrever e dedica-te a fazeres operações plásticas porque és muito feio!
11:52 AM
OK. Plágio não será. Mas copiar frases e parágrafos inteiros (é que nem se deu ao trabalho de disfarçar, arre!) é o quê?
Bonito não é de certeza!
Mas ele não disse nada ainda? Já percebi que saiu nos jornais que o MST está magoado. MAGOADO !???!
Mas magoado com quê? Magoado com quem?
Magoado por «alguém» ter descoberto o que não era suposto descobrir e ter revelado a descoberta ao público?
Nós, leitores e público em geral, é que temos razões para estarmos magoados com ele!
Então não é assim? Ou está tudo maluco?
Então ele foi apanhado com a mão na massa e ainda nos quer fazer crer que está «magoado»?
Melhor seria que nos desse uma explicação, boa?
11:55 AM
estou em estado de choque!!!
11:58 AM
Maria Clara, sei o que estás a sentir. Não o disseste, por modéstia, mas digo eu: a Sophia sabia que podia contar contigo. Sempre.
Lembras-te de Goa? Pois lembras...
Não te apoquentes, querida Amiga. É a vida. Nada de grave. Todos erramos. E o Miguel é forte e há-de sobreviver, o maroto.
Um beijo da Ema
12:06 PM
Porra, não queria ter esse F. Horta e Costa como inimigo: o homem diz que espeta um lápis no olho do outro e que se está bem a cagar na coisa.
Chiça!
12:13 PM
Tudo isto é uma grande trapalhada.
A verdade, no entanto, é variável conforme a latitude. mas esta teoria tem dono: o bom e velho Pascal que a explicitava em longitude (metia os Pirenéus em vez do Equador como barreira diferenciadora).
Modestamente, podemos acrescentar algumas variações sobre a cousa...
12:16 PM
Estúpido, não me parece que seja. Acriançado talvez. Mimado, seguramente. Lembrem-se que não deve ter sido fácil para MST crescer à sombra de um gigante intelectual como a Mãe, Sophia, e de um tribuno portentoso como o Pai, Francisco Sousa Tavares.
Talvez isso explique alguma coisa. Embora não explique tudo. Claro.
12:23 PM
filhos duma ganda vaca...portugueses burros que passam horas agarrados a tv e ao pc acreditam em tudo o que veem.nao e plagio
12:32 PM
o autor do blog que aceite as consequencias do que disse e va a tribunal.
12:33 PM
Estranho, muito estranho mesmo, que ande tanta gente interessada e lamentosa e raivosa à volta do... lixo! De que é que estavam à espera? De pérolas? No meio da trampa?
1:00 PM
Esta atitude imoral (e criminosa) do plágio está em vias de se tornar um desporto de elite no nosso País...
Mas tão escabrosa como a atitude do pretenso autor em questão, é a atitude dos supostos jornalistas que deixam aqui comentários do estilo "sou jornalista, contacte-me para fazer uma peça sobre o assunto".
O que é que se passa convosco, Srs. Jornalistas? Não sabem lêr? Precisam que alguém leia os dois livros e vos conte a história? Ah! Pois é... tinha-me esquecido que este palhaço é também "um dos vossos"...
1:11 PM
Pelo que li o miguel sousa é um...
ele nunca me enganou, é a cambada de pseudo-intelectuais que temos em Portugal
1:18 PM
MST é um personagem que sabe tudo, já foi pivô de informação
da Sic, foi corrido, não é a pessoa que admiro, aliás nunca fui seu fã, e desde que é comentador da tvi piorou a minha opinião, se repararem o lado da face é escohida para tapar o defeito do lábio quando
acentua frazes mais puxadas, mas fico satisfeito pela derrocada ao suposto
mal feitor, quando alguém toca muitos instrumentos !....
1:22 PM
A mim, que sou nobre por nascimento, vocação e educação, o que mais me chateia nesta história é ver o dr. Sousa Tavares, que é um bocadinho canastrão, OK, mas cuja opinião me habituei a respeitar (na Grande Reportagem, no Publico, no Expresso), a proferir ameaças nesse pasquim ordinário e boçal chamado 24 Horas.
De facto, é rasquice atrás de rasquice.
Homem, tenha juizo! Respeite-se. Quer desatinar, desatine no PUBLICO ou no EXPRESSO, que sempre são de outro nível. Até os palavrões soam melhor.
Não sendo elitista -- que não sou --há um certo número de coisas em que não podemos facilitar. Para todos os efeitos, ao 24 Horas diz-se: NÂO, NÃO e NÃO.
É que aparecer no 24 Horas, que vive da merda, na merda e para a merda, não lembra a uma pessoa com um minimo de classe, educação e bom senso.
[Note, sr. Tadeu, não é nada de pessoal: o senhor é esforçado e vê-se que tem o perfil certo para o jornal: fez o que lhe competia: tentou compor a cagada do dia à custa do MST. É para isso que lhe pagam e é isso que o sr. Tadeu sabe fazer].
O MS Tavares é que devia ter cagado no raio do pasquim. Assim mesmo: cagado. De alto.
Nasce um tipo Barão para aturar isto!
Que lástima, que ferro, que choldra!!!
Barão de Lacerda
1:45 PM
Absolutamente espantoso. A barragem dos jornais punha em questão o que li neste blog. Agora, ao ver as comparações entre os textos, não duvido. É uma imensa vergonha! Há frases iguais, conceitos e - até!!!!! - personagens. Nunca tinha lido "Equador" porque ... enfim... mas agora é que não vou ler mesmo.
Estará a explicação na justificação dada pelo autor de "Equador" para outras barracadas? A de que andou a contratar jovens para lhe escreverem o livro qual manta de retalhos?
Parabéns aos autores do blog! E percebe-se bem o seu anonimato pela reacção dos jornais!
Sou jornalista e sei o que a(s) casa(s) gasta(m)!
1:46 PM
Vão ver que ele daqui a uns anos vai começar a plagiar essa grande escritora Sophia de Mello Breyner, mal por mal fica tudo em familia.
2:01 PM
Estará tudo louco????entao o homem nao escreveu Sul e outras pérolas de crónicas de viagens, será que alguém lhe bufa ao ouvido quando ele faz as concisas, astutas e inteligentes intervençoes na tvi ...as crónicas nos jornais..as conferências que dá( onde fala duas horas de improviso eu já assisti a uma). Não passais de umas bestas niveladas pela vossa mediocridade. JP Clemente
3:02 PM
Se vocês soubessem... tenho um blog que se farta de copiar coisas... hehehehe
3:03 PM
Toma seu FDP! Do Nacional da Madeira com Amor!
3:03 PM
Verifiquei agora que o blog faz censura..isso é q é plágio..e dos grosseiros..essa é a mais antiga profissao do mundo. JP Clemente
3:05 PM
Graças a Deus que NUNCA li nada deste gajo. Nunca me inspirou confiança. Além de arrogante tem a mania que é o maior....que vá ler os seus livros à cabeceiro do pinto da costa...
3:25 PM
Já agora, quem é capaz de me dizer se MST plagiou páginas inteiras da obra "Désordres à Pondichéry" de Louis Delamarre.
3:27 PM
Parabéns ao post do Barão de Lacerda. Subscrevo na íntegra.
E uma pergunta. A TVI que fez um contrato chorudo com o despenteado mental agora como é? A série televisiva faz-se e depois? A TVI não se mete em apuros também e não terá que pagar direitos de autor aos franceses?
E o Expresso vai de mal a pior. O prestígio com colaboradores destes vai com a enxurrada...
3:28 PM
Não digam mal dos Sousa Tavares. O F. Horta e Costa já comprou duas caixas de lápis azuis para espetar nos olhos da malta... chiça, que o primo do barão é tramado. Comparado com ele, o plágio do «buldog» Sousa Tavares é uma brincadeira.
3:30 PM
Porra, eu tenho é médo do barão f. Horta e Costa. O gajo ameaçou meter ium lápis azul no olho do outro. Mas por mal antes o tareco ou o buldog do filho e mais o plágio...
3:36 PM
" Plágio " é excessivamente fino para classificar mais um exemplo da epidemia de copianço literário que grassa em Portugal . Depois dos escândalos das Doutoras Clara Pinto Correia e Maria João Pires, só faltava O MST engrossar o que, sem papas na língua, se chama um golpe de chulos intelectuais.
3:41 PM
Confesso que não gosto nem um bocadinho deste Miguel Sousa Tavares. Não gosto dos seus comentários no Jornal Nacional, e muito menos me agrada quando se põe a falar de futebol. Agora que o "seu" EQUADOR é uma autêntica obra-prima lá isso é...
3:41 PM
Não gosto de ir ao encontro do que parece óbvio e parece óbvio que é um plágio (confio no que foi aqui transcrito de um e de outro livro).
Será MST burro para plagiar assim descaradamente? Será isto uma encomenda do próprio para vender mais uns exemplares? A imagem continuará imaculada, os simpatizantes do FCP continuarão a prestar-lhe vassalagem bem como as pessoas que fundamentam opiniões apenas com o que lêem nas capas de jornais do calibre o 24 horas ou do CM. Em Portugal tudo fica sempre em águas de bacalhau, não creio que isto seja diferente. Ele lançará outro livro em breve (vem ai o Natal) e o povo (que agora já é culto) aderirá em massa. Não admiro a personagem mas vejo-lhe alguns méritos. Não o acho genial porque esses escondem-se muito (há excepções claro). Não li o livro nem tenho intenções de o fazer. Não porque toda a gente lê ou leu mas porque não me apetece e prontos (com S no fim).
3:43 PM
O Sousa Tavares esteve hoje no telejornal da TVI e não abriu o bico sobre o assunto. Nem ninguém lhe fez qualquer pergunta sobre o dito.
No pasa nada?
Que porcaria de País é este?
Há demasiadas vacas sagradas e demasiados jornalistas com medo, muito medo, de fazerem perguntas.
Que tristeza!
3:45 PM
Este homem tem passado a vida a insultar pessoas: Saramago, Joaquim Letria, João Carreira Bom, que bem o lixou, apresentando provas da sua falsa integridade; dissse que o Eduardo Moniz era um imbecil e depois este, contratou-o, obrigando-o a apertar-lhe a mão, com as câmaras a filmar a cena repugnante. MST sempre escreveu pessimamente. O Equador é um desastre linguístico. Medíocre como o país. MST está a pagar pela língua. E julgo saber que está mais para surgir. O curioso é que as televisões, que tanto criticaram a esquelética Margarida Rebelo Pinto, apenas tola, silenciaram, quanto ao vergonhoso plágio do enfatuado Miguel. Viva o Benfica!
3:59 PM
Malta! Vocês viram o cavalo na TVI?!!! Que cara! E ninguém tocou no assunto, tudo muito caladinho. Pois. Não pode dizer «bardamerda» ali em directo, não é? Tem de estar quieto para não se espalhar ao comprido. Diz um amigo meu que é vizinho dele que anteontem foi uma gritaria lá em casa do Tavares. Que ele não se calava a vomitar palavreado do piorio. Grande ordinário Por isso é que nem o irmão mongolóide gosta dele.
Paulo Palma
4:15 PM
Há coisas dificeis de me entrar na cabeça... dar uma paulada numa pessoa por exemplo é uma delas...só porque denunciaram uma verdade escabrosa (enganou milhares ou milhões de pessoas, esse sr. e a respectiva editora deveriam recolher os livros, e fazer a respectiva devolução monetária aos lesados, felizmente não sou um deles). Outro ponto que acho delirante é a agressividade verbal que esse sr. usa constantemente em forma de ameaça, muito metafórico, mas quando nos seus comentários semanais num canal de t.v. fala pelos cotovelos, desancando neste Portugal que é pequeno demais para alguem com um ego como o dele... diz mal de governantes, ainda hoje de dirigentes desportivos, e passa impune ninguem lhe oferece paulada,,, mas aki fica uma expressão: para o que este sr. bebe a expressão paulada até deve de ser uma das mais moderadas do seu vocabulário, como ainda não leu um livro com algo mais pesado, isto por enquanto mas aguardaremos,,, a educação já conheceu melhores dias,,, lembro-me dele a criticar a ministra da educação, mas ele é o mal educado não tem formação,, o melhor é não lhe dar conversa...outra coisa que acho divertida é tentar dar aquele ar de gentelman, deve ter lido tambem em algum livro com certeza porque todos nós sabemos o que esse senhor vale... quem tem telhados de vidro não deve mandar pedras
4:17 PM
Diz-nos o «fado»lusitano que quando se fala bem de alguém é porque esse alguém está a baixo da mediocre média deste país invejoso das cuecas limpas do vizinho; falar mal é dar voto de expulsão a pessoas que depois são os Damásios, os Saramagos, os engenheiros da Nokia e todo um conjunto de pessoas que se salvaram da MERDA de país que os viu nascer. COMAM MERDA INVEJOSOS
4:25 PM
Os meus amigos tenham medo, muito medo...
O Horta e Costa não é o Barão da PT. O Barão tem o mesmo primeiro nome do Sousa Tavares: Miguel! E tenho certeza que não se sujava a defender o canastro do escriba/ copista.
O F. Horta e Costa vaza-vos os olhos com facilidade espantosa!!! Lembrem-se do que fez ao Camões quando o zarolho se meteu a trovador com a mulher dele...
Força F.H.Costa! Vá-se a eles! E á paulada como o malcriadão do MST!
4:27 PM
MST, em vez de oferecer pauladas porque nãoconvocar uma conferência de imprensa e rebater tudo o que aqui está dito??? Se acha que estão a montar uma cilada, prove o contrário, mas com factos e provas e nada de pauladas e justiça, porque por essa via...meu amigo, já todos sabemos como acaba... no ESQUECIMENTO. Aproveite e prove ao mundo que a cambada que o povoca está enganada. Consegue???? Estou aqui para ver....
4:35 PM
É uma espécie de voo de Ícaro, um pacto faustiano: querer ser mais do que se é. Em Portugal há muito boa gente a plagiar as ideias dos outros, sobretudo se pertencem a subordinados. No jornalismo também é costume copiarem-se press releases inteiros. Quando confrontados com a atitude, os faltosos costumam indignar-se e ficam ofendidos. Não li o livro, não quero ter televisão, não preciso de falsos deuses. Há muitas pepitas literárias escritas por gente que não tem protagonismo nem vaidade. O portuga tem a mania de idolatrar as pessoas que vão à televisão, compram tudo o que escrevem. Gostei das citações originais, o melhor de tudo isto foi ter ficado a conhecer novos autores.
4:51 PM
Isto tudo não passa de uma cabala para nos desmoralizar a nós portistas, (porque todos sabemos do amor ao FCP por parte do MST), em vésperas de defrontarmos Lucilio and the boys. Aí sim é plágio.... dos 20 campeonatos ganhos nos ultimos 30 anos.Jogaremos até que as orelhas e narizes lhes doam. Viva o FCP
JP
5:04 PM
Tem pastelinhos de bacalhau?
Não tem?
Então dê-me um copo de vinho branco...
Ai Miguel, ai Miguel
A vida tem desta coisas... (e de outras também).
LOL
5:29 PM
Ainda bem que não li o livro...do MST (suponha eu)
Pois tinha muitos outro a frente na minha lista de prioridades
Parabens pela coragem desta revelação pois para além da exclusão do livro da minha leitura fica tb o nojo por este supostos intelectuais... obrigado
bogieman
5:45 PM
o plagio do mst segundo foi aqui divulgado é uma vergonha literária para o País, mas ao ler os comentários feitos sobre este plágio fico ainda mais envergonhado pela ignorancia (para ser meigo) revelada por alguns ao confundirem tudo com o futebol... é fanatismo tal e qual o desse sr de que falam...
cultivem-se
5:52 PM
Vai ser interessante ver o aumento de vendas que o título original vai ter. De certeza que muitos leitores irão deitar fora o seu "Equador" e bastantes mais irão procurar a fonte de inspiração de MST. Ainda não li o "Equador" e até era para o comprar agora, mas mudei de ideias e vou comprar antes o "Fredom of Midnight"!
5:55 PM
Não sei porque é tão grande a surpresa e tão grande a indignação, só mesmo um inculto secundário poderia achar alguma graça ao Equador,um livro ensosso de mal escrito, com um grau quase zero de qualidade literária. Também já se sabe há muito que Portugal é um país de imitadores, daí que a figura retórica da "indignatio" (tão cultivada por padres e ayatollahs e todo o tipo de bons moralistas) seja escusada. Talvez haja candides a mais e ingénuas de três bicos, com falta aguda de leituras, porque é quase imperdoável gostar-se do Equador.
Por isso, "sartus resartus", não surpreende que o imitador e sub-escriba seja crucificado por outros imitadores ou ainda alabado pela vasta e pouco vocal massa de incultos secundários. Uns manobram mal o insulto, outros o elogio. De facto a cultura tv tem andado a fazer estragos óbvios, que espera-se serão reparados por uma geração mais mortífera e lúcida de bloguistas.
A arte do insulto também está decadente, como se depreende dos posts pró e contra (os posts pro ainda conseguem ser mais insultuosos além de fazerem ricochete). O certo é que o MST vai vender a 15 edição ainda melhor e vai ter um imenso amargo de boca ao descobrir que os seus (in)fiéis leitores lhe comprarão o próximo dishonest best seller para ver de onde é que desta veio o plágio. Mas talvez ele entrementes tenha o pequeníssimo talento lusitano de aprender a disfarçar, e venha o plágio em diferido ou triferido, e não absolutamente ad lettera como agora.
A verdade é que MST não terá ficado em piores lençóis do que já estava, Ficou mas foi com a medula espinal mais à vista. Pende para o macaco. Não é lá muito bonito. Mas cada um faz o que pode.
Também é irónico constatar a patologia do dedo acusatório que de repente se vira contra si mesmo
Saudações incívicas ao MST e à leitorada pró e contra, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes frères.
Locomotiva
5:55 PM
Fosga-se, quase 180 comentário é obra.
6:23 PM
Estive a prestar atenção à cavalgadura durante o jornal da TVI. A pose do símio é, de facto, esmagadora. Parece um gorila, capaz de estralhaçar o canastro ao primeiro desgraçado que resolver rebater uma das suas doutas opiniões. Eu, aqui, prometo: se me cruzar na rua com esse invulgar cretino, mostro-lhe com quantos paus se faz uma canoa. CUIDADO SOUSA TAVARES! UM DESTES DIAS, QUANDO MENOS ESTIVERES À ESPERA, UM LEITOR ENGANADO (EU) VAI DAR_TE DUAS BOFETADAS DE MÃO ABERTA COMO SE FAZ AOS RAPAZELHOS DE ESCOLA! VAIS PARA CASA VERMELHO E A CHORAR SEU BARDAMERDAS!
Sunil Dias - Amadora
6:36 PM
Pessoa infrequentável, jornalista medíocre, pseudo-«opinion maker», moralista de meia tigela, hipócrita encartado, vira-casacas moral, escritor de trazer por casa, alcoólico e amigo da coca, eis o Tareco Jr. Portugal merece-o.
6:37 PM
MALTA! VAMOS LÁ FAZER ALGO PARA AJUDAR O BRONCO DO TAVARES!
helpline@vikaspublishing.com
POR ESTE ENDEREÇO DE MAIL PODE-SE ENTRAR EM CONTACTO COM UMA DAS EDITORAS DOS POBRES LAPIERRE E COLLINS. EU VOU RECLAMAR DE TER SIDO LUDIBRIADO POR ESTE PASCÁCIO. FAÇAM O MESMO!
6:50 PM
Vocês não se recordam quando o Tavares insultou o pobre do Madaíl, o do futebol, impondo a ideia de que o Madaíl era semianalfabeto e incapaz de dizer duas direito? O Madaíl ficou à rasca, coitado! É um simplório. Mas o Tavares é um ignorante e escreve com as unhas dos pés. Sabem-no os que trabalharam com ele na »A Luta», jornal do Partido Socialista, e nas televisões por onde passeou a arrogãncia, a tolice e snifações. E engrolou o Santana Lopes, numa jogada provinciana, que arredou o Aletria da direcção da revista Sábado. O homem é um cardápio de indignidades. Viva o Sporting!
6:51 PM
Boa meu! Vou já mandar um mail para esses infelizes roubados. A ver se obrigam o Tavares a cagar a nota que andou a ganhar à conta de indignidades. Que labrego!
Manuel Jorge
6:57 PM
Estou a ler atentamente os dois livros e, de facto, já lá encontrei muitas coisas semelhantes. Não se reduz a estes parágrafos. Até há descrições de personagens quase idênticas. Dêem-se ao trabalho e vejam bem.
Que belo escritor me saiu este MST.
Antunes das Neves
7:12 PM
"Contam-se pelos dedos os blogs com autores devidamente identificados". Pelos dedos de uma mão, das duas? E as dos pés tambem contam?? Esta é de muito má fé. Ou não é leitor frequente de blogs ou o seu objectivo é pura e simplesmente criar "ruido". Se os factos são tão evidentes porque escrever sob anonimato? Só os cobardes é que se refugiam no anonimato como reconhece. "(...)o da imunidade virtual. Essa questão tem barbas e meio país já foi insultado através da blogosfera." Logo, como meio país o foi voce acha-se no direito de o fazer (será este um 'direito adquirido'?). "Revelam factos" quais factos? Meio dúzia de paragrafos entrecortados para dar a ideia de um só? Isso qualquer um faz!! A pergunta que se coloca é: porque o MST e não a Agustina, ou o nosso Noel, ou João? Será que estes estúpido ainda não percebeu que quanto mais "ruido" cria mais os livros vendem. O MST devia estar agradecido por ajudarem a venderm ainda mais!!
1:22 AM
Já tinha ouvido falar deste caso, mas não imaginava que as "coincidências" eram tantas...
;)
1:25 AM
Depois de Carlos Cruz, chega-nos mais outro violador (pedofilizante): Miguel de Sousa Tavares (em cada qual à sua maneira).
Que grandes malandros! E querem ser forçosamente bons, usando e abusando!
Eu sabia que mais tarde ou mais cedo estas situações se iriam desbloquear com esta nova e eficaz forma de comunicação!
Mas ainda há muito para FAZER! É preciso dar a cara, e sairem todos do anonimato, mas para já compreendo que nem todos o conseguirão fazer por muitas e variadíssimas razões... Não há que ter medo quando se está com a razão... é preciso enfrentar este poderio de «monstros» pedofilizantes...
Eis aqui uma boa forma de acabar com estas situações a serem denunciadas...
PARABÈNS, CORAGEM e estejamos atentos de forma ordeira e comunicativa...
É que pressinto que um nova forma jornalística irá surgir muito em breve...
1:30 AM
Vá lá, fotografem ou digitalizem uma ou duas páginas do livro, copiado, esse mesmo de onde sacaram essas cenas do Tavares, e publiquem no blogue que é para ver se calam, de vez, a cambada de palermas cautelosos da blogosfera e arredores. Se não sabem como fazer, peçam a quem sabe.
1:47 AM
Lamentável. Espero que os jornais e as televisões não fujam desta notícia. A ser verdade, o que de facto parece ser, este senhor deve ser severamente punido. Uma vergonha este MST.
2:10 AM
lamentável. MST deve ser severamente punido. Uma vergonha.
2:12 AM
publiquem no vosso blogue as páginas digitalizadas onde constam as cenas copiadas para se acabarem de vez com estes dolorosos momentos de suspense e com as pauladas do MST.
2:16 AM
Essa ideia de andar à chapada ao MST parace-me ignóbil, medieval e bronca. Don`t be emocional! O melhor é os revoltosos e indignados dirigirem-se à editora e reclamarem o dinheiro e irem logo comprar o livro que o inspirou. Porque quando se compra um livro está-se a pagar também a sua originalidade e é essa que deve ser compensada. Fico sempre surpreeendida quando as pessoas dizem que é um dos melhores livros que leram e pergunto-me: afinal quais foram os restantes? Enquanto, continuarem a ler os livros errados perpétua-se o ciclo de dar relevo a gente de segunda, enquanto a excelência tem de emigrar para não viver como um apátrida. Porque razão, um pivot (por exemplo) que leva a vida a encher a cabeça dos espectadores com notícias sensacionalistas pode transformar-se nas horas vagas num escritor de grande talento? Ter vontade de ler livros com capas pirosas, letras que parecem agarrarem-se à carteira, assinados por gente que se popularizou por ir à televisão está na mesma frequência, talvez um grau a cima (porque são mais páginas) de quem tem a febre de consumir revistas cor-de-rosa. Se os leitores do MST querem agora bater-lhe... é lamentável, mas cada um tem os leitores que merece.
2:24 AM
"Hoje estou muito pessimista"
MST in Jornal da Noite TVI 24/10/2006
2:29 AM
Será que alguém pode transcrever o início do "Freedom at Midnight" em Inglês?
2:54 AM
O meu nome é Bruno Silva e sou jornalista do site Portugal Diário.
Tendo em conta a repercussão mediática que este assunto ganhou nos últimos dias, gostaria de entrar em contacto com o autor deste blog, para elaborar uma nova peça jornalista sobre o assunto.
Para tal, deixo o meu e-mail: bsilva@mediacapital.pt
Com os melhores cumprimentos, Bruno Silva
2:58 AM
Sobre a qualidade ou não do livro, não posso comentar, uma vez que o senhor em causa não faz, não fez nem nunca fará parte das minhas prioridades literárias. Como tenho pouco tempo, tenho de dar-me ao luxo de escolher bem.
Já quanto à sua constante pose enchouriçada, altaneira e bazófia é outra coisa. A criatura é absolutamente odiosa. Se não poupa ninguém nas suas crónicas e comentários, por que motivo deveria agora ser poupado? Admito até que, como muitos, esteja a sentir uma nãotãosecretaquantoisso sensação de gozo pelo facto, que vai mais além da típica atitude portuguesa de prazer pela desgraça alheia.
A verdade é lixada: o gajo merece.
NSC
3:02 AM
Parabéns ao autor deste Blog! Tenho o livro em casa porque mo ofereceram, mas já nem vou lê-lo, vou deitá-lo para o lixo! Eu já me admirava como é que o "bon vivant" e cronista desportivo de algibeira, tentáculo dos SISTEMA portista, era capaz de ter tempo para escrever tanto romance... Assim também eu... era romancista!
3:17 AM
Para todos os Horta e Costa:
Expliquen lá porque é que a são, chefe do gabinete do Ministro do ambiente, se encontra neste ministério desde o tempo do Guterres e só não teve tacho, ou teve e nós não conhecemos, durante o ministério do Isaltino.
Também o que é que fizeram aos bens doados por um homo aristocrata à Câmara Municipal de Oeiras.
Também o que é que têm a ver com os terrenos do litoral alentejano propriedade do BES.
Por mim já chega sermos roubados há 200 anos pelas mesmas famílias.
O que pretendem fazer de Pinheiro da Cruz?
3:26 AM
Eu, francamente, acho bem. Aliás, acho mesmo mtu bem; assim é q devia ser sempre. Afinal algumas traduções são tão más, q mais vale dar o nome do tradutor como autor do livro, q envergonhar o escritor original com a tradução!!
Este caso é mais visivel, porque o próprio MST não teve vergonha de pôr no livro os nomes daqueles q traduziu.
Não esquecer, também, todos os outros que para aí andam... tipo o José Rodrigo (dos Santinhos lá dele), q vai plagiar lixo ao lixo, o prob é descobri esse lixo literário, q quem o lê nada vê. ;)
Digamos q uma % bastante elevada da literatura nacional... de nacional ñ tem nada.
3:32 AM
Muito bom, o vosso trabalho "encomendado".
Já agora, foi pago em euros ou em reais?!
3:32 AM
É, de facto, lamentável situações destas acontecerem.
Eu, que até li e gostei do Equador, estava longe de imaginar que, afinal, o livro até nem era original.
Perante estas evidências ainda se torna mais ridícula a figura de MST a fazer-se de vítima dos "mauzões anónimos" da net.
Tenha tento na língua (onde é que eu já ouvi isto) e peça desculpa aos seus leitores pelos 25 € que deram por um livro plagiado.
Bom trabalho de pesquisa. Parabéns ao pessoal do blog.
3:42 AM
Não é a primeira vez.Esse individuozinho com manias de intelectual já antes plagiou páginas inteiras de um romance de um escritor francês dos anos trinta chamado Louis Delamarre chamado "Désordres à Pondichéry"...
O problema é que essa coisa nunca veio a público (Louis Delamarre não deixou família), e como só os editores é que têm poderes para perseguir alguém por plágio (neste caso), a coisa acabou com um "arranjo" à grande e à francesa.
4:13 AM
De facto, há tanta inveja e estupidez em Portugal que não admira que estejamos na cauda da Europa. O livro tem 500 páginas inteiramente em Português. Se os autores deste blog conseguirem provar que a história no seu todo foi plagiada e na realidade não passa de uma tradução, então que o façam.
4:17 AM
Há uma coisa com a qual ninguém conta: se o livro foi tão vendido como dizem, à pala deste escândalo vai ser uma corrida desenfreada às livrarias para comprar a obra plagiadora e a obra plagiada. Nunca pensaram Lapierre & Collins que ainda iriam tirar dividendos de um livro publicado (ou escrito) em 1975, e muito menos pensou MST que esta seria uma bela estratégia de marketing.
Em paralelo e silenciosamente Lapierre & Collins processarão MST mas debaixo da mesa lá resolverão a questão dos dinheiros e ambas as partes continuarão ricos e uns alregremente impunes, outros alegremente enganados
4:26 AM
Mas o MST até escreve bem, apesar do suposto plágio...ou sera que foi alguem que lhe corrigiu os textos no livro Equador?
É pena é ser tão revoltadinho da "guerra colonial", sempre com rispidez nos comentarios que faz nas diversas aparicoes. Faz lembrar o F. Louçã...
Contactem o autor "original" ver onde isto dá....
4:31 AM
Eu ja desconfiava pois uma pessoa que diz que os habitantes da cidade do Porto são portistas (no jornal da noite da TVI) não pode, nem deve escrever um livro que seja digno desse nome. Pois tá visto.
4:32 AM
Exmo.Sr.Prof.Dr.Engº Miguel Sousa Tavares:
Só para dizer:
BEM VINDO Á GERAÇÃO DO COPY/PASTE
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
ou será COPY/PASTE/TRANSLATE...
Nota: Que raio de jornalistas são aqueles da TVI, que perante uma situação destas não tiveram "tomates" para falar uma coisinha que fosse acerca deste assunto???, e logo ali com o Miguel Copy Paste á frente deles...será que a Media Capital é accionista da Editora do "Equador"...
4:33 AM
Têm algum comentário a fazer a este gajo? http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/10/racaoparaporcos.html#comments
4:35 AM
É por isso que só leio BD...
Esse MST é um degenerado.
4:36 AM
Em defesa do MST:
O país anda todo plagiado. A república portuguesa é um plágio da Francesa. Sócrates é um plágio de um yuppie eurocrata. O cardeal Poli. um plágio de um fumador envergonhado. Fátima um plágio da Virgem de Kiev. O nosso socialismo um plágio dos dissidentes da 1a. Internacional. A Opus Dei nossa de cada dia um plágio de um psicopata chamado Escrivá que era um plágio de um Marquês. A Maçonaria nossa um plágio dos ritos escoceses, franceses(modificados ou não) e ingleses. Aqueles aventais, francamente.
Entretanto Eça, o divino, de quem MST é um dos muitos epígonos contemporâneos, plagiou Flaubert. O crime do Padre Amaro é um plágio de La Faute de L'Abbé Moret.
A nossa marinha de Guerra com meio submarino caquético é um mau plágio de uma marinha de guerra. A nossa Justiça um péssimo plágio de uma justiça. Cada clube de futebol e as legiões de mentecaptos que os apoiam plagiam as glórias passadas, que na maior parte dos casos, tirando o glorioso FCP (ou a o religioso FCP?) que promove a santa histeria colectiva - bem haja - são pindéricas. Os dirigentes plagiam primadonas. E são muita feos.
Para não me alargar mais. Qual é o crime de ser plagiador num país onde todos plagiam tudo e todos?
Sinceramente, les belles ãmes indignadas pró e contra.Não é caso para tanto. As televisões continuarão a plagiar~se umas âs outras. O melhor é desligá-las a todas. O Expresso estava â rasca, mortinho por plagiar aquela osga entupida, o SOL. O Público agora também vai plagiar the Sunday Times. Ler jornais em Portugal é um acto de plágio, em si.
O próprio Cavaco é um plágio de si mesmo.
Quoi faire, entâo?
Ler Boris Vian, para começar. Depois de duas revoluções literárias a de Joyce e a de Proust ler reciclagens queirozianas é patético. Todos os leitores do Equador, sobretudo os que gostaram daquilo, são o plágio de um leitor.
O Tamen traduziu brilhantemente o Proust. O J.L. Borges está muito bem traduzido. A inteligência brilha e há de sempre vir ao de cima, mau grado os diferentes exércitos do preconceito.. Porque ler as produções dos que se venderam â TV?
O Rodrigues de Carvalho ( já vai na teceira edição ou quarta?) plagia servilmente o Lobo Antunes. Este pelo menos tem mau feitio, e (descontando as estupendas crónicas que apareceram primeiro no sulpemento do Público, e por isso estás perdoado Lobo) só se plagia invariavelmente a si mesmo desde a Memória dos Elefantes. O Saramago também se plagia, descaradamente, livro após livro. O ponto, Zé! o ponto! a vírgula, a pausa ainda estão â tua espera. Bela e carnívora vírgula! venenoso ponto!
Também está perdoado António Ramos Rosa que declarou há anos em entrevista: sou um plagiador.
Eu plagiador assumido, o chamado Locomotiva, cá estou, infiéis, às vossas desordens.
Mas previno, a verdade é mais dolorosa ainda , em cada portuga instalou~se um medíocre osmótico, do tamanho e lamento dizê-lo do formato de uma neo Basílica )mais cimentáriads, mais Abelha Carraçuda). Daí o tique Pontificante. Daí a pocilga de Papas mediáticos em que gostosamente nos enrolamos. S.S. Tavares III agora leva na carola? Retorno justo do karma para quem paulou na tola de tantos outros.
Essa treta do leitor magoado, pró e contra. O fado dos encornados por MST? Takes two to tango, mes amis, romains, citoyens. Parafraseando Outro Bispo Recentemente Embotelhado (Cesariny) Plagiários somos nós todos desde pequenos, ou ainda menos.
Locomotiva,
Pax, Justitiae e toda a Peçonha em Dia!
PS - Mas quem disse que um escritor não devia plagiar, ou que não podia? O plágio tabém pode ser colagem, citação, pastiche, inscrição aberta e ali deixada , transcrição doutro registo, assimilação do ritmo de um outro e mesmo apropriação irónica ou não do discuros de um outro ou para ser mais lacaniano, do discurso do outro. Mas por onde esta gente, nãp passou por Andy Warhol, nem pelo teorizador das "machines litéraires". Triste admitir que é verdade que os escrutores são rascas, mas os leitores não fazem a coisa por menos.
Surpeende-me ver uma Inquisiçâo de dentes arreganhados tão ignorante como a outra, a gritar por fogueiras? Não. Portugal sempre andou a plagiar a Inquisição. Há inquisidores de esquerda e de direita por toda a parte.
4:57 AM
Não será fácil para o MST vir a público explicar-se. Não terá sido fácil para o(s) autor(es) deste blog descrobrirem que, o MST afinal não era o génio que eles acreditavam que era. Compreendo a ilusão das suas vidas e porque se escondem no anonimato. Afinal, quem muito admiravam, aos seus olhos, não passa de um traidor. A não ser tudo isto, o que poderá ser: i) o(s) autor(es) deste blog não faz(em) outra coisa a não ser procurar quem são os autores que andam por ai a plagiar (neste caso advinha-se que a tarefa seja dura). ii) o(s) autor(es) deste blog tentam um ajuste de contas com o MST (aqui revelam ter fracos princípios). iii) a não ser isto o que será?
As acusações contra MST são muito fortes e sustentadas. Mas os factos a seu favor também são muito fortes. Se MST com o «Equador» contribuiu para que em Portugal mais pessoas adquirissem hábitos de leitura, então o MST tem aqui uma atenuante. Por outro lado, se MST traduz parágrafos inteiros do livro «Cette Nuit la Liberté», contribuiu para divulgar a obra dos srs Dominique la Pierre e Larry Collin.
Muitos dos autores de comentários deste blog, sem nunca terem lido um livro, apressam-se a ajuizar não só o que está em causa como também um rol de outras coisas. Não fora a oportunidade de terem aqui o seu palco jamais se ouviria o que lhes vai na alma.
Luís Miguel
5:03 AM
VAMOS LÁ VER SE ENTENDO:
A "tralha" que ele encontrou no sótão era do avô;
A história estava na génese do Avô ...
Afinal não deu material nenhum !!!
5:05 AM
Pois, confesso que nunca achei que o MST fosse grande coisa como escritor. Nunca me inspirou e acabei por desistir de uma leitura tão desinteressante.
Da dupla Lapierre - Collins, no entanto, aprecio não só a qualidade da sua escrita como todo o trabalho prévio de investigação e documentação sobre os temas.
Já agora, se o MST admira tanto o Dominique Lapierre, talvez queira imitá-lo na sua opção pessoal de vida. É que este senhor e a sua esposa Diminique Conchon, fundaram em 1981 uma obra solidária na Índia (com ajuda da Madre Teresa de Calcultá) para onde direccionam todos os proveitos editoriais e pessoais. Este casal vendeu os seus pertences e a sua casa para construir barcos-hospitais e infraestructuras básicas no Ganges e passa 11 meses por ano na Índia, a trabalhar nas missões. Ou seja, não doaram só o seu dinheiro, doam todo o seu tempo!
Talvez o nosso querido MST se inspire, mas duvido....
5:05 AM
gostei do equador. agora tenho de ler o outro, e com o meu descernimento ficar, ou não, estarrecido com o suposto original.
5:17 AM
Parece-me que a existir plágio e o mesmo, a meu ver, não seja de louvar;
Pese embora o laivo de decepção que assola o meu espírito e a minha alma;
Considerando ainda os inúmeros furores, reacções ilógicas e irracionais que o autor suscita (vá-se lá saber porquê...):
-MST teve, na realidade, um mérito indiscutível e imenso que foi pôr quase Portugal inteiro a LER!
E, melhor ainda, a ler INTERESSADA-MENTE!
Num país como o nosso, onde tão pouco se liga à cultura, não será isto um feito notável?
Deixemo-nos de falsos pruridos e convenhamos - o livro, plagiado ou não, é belíssimo e mereceu totalmente a ampla divulgação que lhe foi dada!
Criado, plagiado na totalidade ou parcialmente, o que é certo é que Equador nos deu a conhecer certos aspectos da nossa hitória muito bem ocultadinhos:
- a escravatura - às claras ou nem tanto;
- a mentalidade torpe e nefasta dos senhores das roças (e tanta roça que parece haver ainda hoje por aí;)
- uma imensa mesquinhez de espírito e cinismo da sociedade que perdura, ainda, nos dias de hoje, enfim...
Que disto e muito mais deveríamos saber todos, parece-me inquestionável.
Incontornável é, também, que quem leu Equador retirou dele enorme prazer e conhecimento, que é para isso que se lê.
Perante isto, não sejamos assim tão inflexíveis: não batam mais no autor e não deitem o(um) livro para o lixo, que isso sim é crime!!!
5:21 AM
Ao ler as primeiras noticias sobre este assunto achei que se tratava de uma vingança ou de um caso de inveja. Com os exemplos que aqui foram dados já começo a ficar na dúvida eacho que o MST devia vir dar uma explicação plausivel para o que se passou caso contrário deve assumir as consequências
5:30 AM
Pois ok. Parece que sim, mas afinal pode ser que não.
Aguardemos a evr o que isto dá e se dá.
Agora espanta-me com franqueza, a mediocridade de quem mistura constantemente futebol, com regiões e com literatura.
Espanta-me que para muitos tudo seja pertença do mesmo saco.
Espanta-me também que não consigam separar as pessoas de algumas das suas ideias.
Mas pronto...isto é apenas mais uma opinião.
Agora o que me espanta mesmo, é que vivendo nós num país de calões, onde formatos de programas televisivos raramente são originais, onde as ideias de negócios são maioritariamente "adaptadas" de outras realidade, onde até a política subverte conceitos "inspirados" em países com outras realidades, se "empale" um autor desta forma tão imediata e incisiva.
Confia-se mais num anónimo, que numa reputada figura pública.
Ainda assim, espero que se comprove a verdade, seja ela qual for.
E pronto,aguardo para ver.
5:53 AM
Sophia envolta em diáfanos véus percorrendo as praias da nossa imaginação e o filho cerne se torna de uma anedota de que custa até gargalhar.
Não leio best-sellers, por princípio, por isso não os compro, logo não vou ter de o largar o Equador no lixo... e os livros são como filhos que se não fizeram mas se desvendam em cada palavra encontrada, em cada frase construída...
Quem manda os "fazedores de cultura" cá da nossa praça se deixarem enrodilhar na sua própria vaidade e estarem sempre bajulando os vencedores.
Quem lhes paga para isso?
Tenho vontade de chorar, por ti Miguel, o das grandes reportagens nascidas do sonho e da aventura...
por mim que não tendo lido o livro sou capaz de inadvertidamente ter ajudado à sua propagação...
5:59 AM
Já vi que tenho de vos dar umas pauladas ...
6:09 AM
Início da 27ª edição do "Equador":
Depois de as coisas acontecerem, é quase irresistível reflectir sobre o que teria sido a vida se tem feito diferente Se soubesse o que o destino lhe reservava nos próximos tempos, talvez Luís Bernardo Valença nunca tivesse apanhado o comboio, naquela chuvosa manhã de Dezembro de 1905, na estação do Barreiro.
Mas agora, recostado na confortável poltrona de veludo carmin da 1ª classe, Luís Bernardo via desfilar tranquilamente a paisagem através da janela [...]
6:14 AM
MERECEMOS O PAÍS QUE TEMOS, BARDAMERDA PARA ISTO TUDO...
6:38 AM
Ao MST
Gostava tanto de levar umas palmadas tuas...
Já estou a geito...
7:09 AM
Este livro tem tradução para português, e pelo menos duas edições!E chama-se "Esta Noite a Liberdade" e é líndissimo!
7:18 AM
Ando farto de me rir. Há anos que não via um emproado como o Tavares levar tamanho baile. É mesmo humilhante. São farpas atrás de farpas e ele, com uma falta de inteligência, que deve ficar na memória de todos nós, parece um cão a tentar morder o próprio rabo. Que refinado cretino! Se por mais não fosse, este blogue deu-nos a hipótese de desfazer o mito Miguel Sousa Tavares. Não passa de um arruaceiro sem nível e de pouca inteligência!
PCS
7:28 AM
Nada se cria, tudo se recria. Nada se perde, tudo se transforma. Em alguns casos, basta apenas tarduzir.
7:43 AM
Vai uma confusão enorme na cabeça de alguns iletrados que por aqui têm largado «prosa» reveladora de um infantilismo e uma ignorãncia verdadeiramente atrozes.
Sendo Barão, mas não sendo elitista, acho muito bem que o Povo use a net para dizer de sua justiça e carpir suas revoltas. É saudável e é muito democrático. Dantes, o Povo não se podia expressar com esta facilidade.
Mas o que tenho lido por aqui (tirando algumas excepções) é deveras incomodativo e confirma a suspeita: há uma geração de ignaros que escrevinha alegremente sobre tudo, sem cuidar ao menos de escrever as idiotices em Português correcto.
Trata-se de fanfarronice mas também de ignorância pura. Os Pais têm a maior dose de culpa, certamente. Mas não toda. Permito-me recordar que esta mesma geração que não sabe escrever Português; que não lê; que não sabe o que é o cheiro do campo; que cresce vidrada nos jogos e nos computadores; esta pobre geração, como se não bastasse, é agredida diariamente com doses substanciais de lixo na Televisão e lixo nas bancas e quiosques.
O resultado está à vista.
Noto que poucos, muito poucos, conseguiram alcançar o que está em causa neste episódio Equador. O que está em causa são ramos de uma árvore e não a floresta inteira.
Estão em causa frases e passagens de um livro de Sousa Tavares (Equador) obviamente iguais a
frases e passagens de um outro livro (Cette Nuit da Liberté) publicado 28 anos antes de Equador.
A larga maioria, obtusa e precipitada, bolsa comentários ferozes sobre MST, permitindo-se juízos de valor alargadissimos: sobre a pessoa, o carácter, os hábitos, a obra e o currículo dele.
Assim mesmo, por atacado, num desbragamento favorecido (aliás: só possível) pelo anonimato da rede.
Outros, mais avisados, restringem-se ao essencial, cuidando de expressar perplexidade face à cópia factualmente demonstrada e pedindo explicações ao visado.
Com a firmeza própria de quem se sente embustado.
Eu, Barão de Lacerda, nobre por nascimento, vocação, educação e trabalho, permito-me apenas sugerir ao Miguel que deixe de lado as ameaças, a vozearia e o palavreado grosseiro -- indignas de um filho de Sophia -- e trate, responsavelmente, de prestar explicações aos seus leitores.
Públicas e convincentes, de preferência.
O resto, caro Povo, é elementar. O Criador deu-nos cérebro também para podermos engendrar os nossos próprios juizos; que serão tanto mais justos e equilibrados consoante o nosso grau de Civismo, Educação, Cultura e Lucidez.
Enfim. Uma pena e uma seca, tudo isto.
Que choldra, que pus, que doença vai grassando por este País.
Barão de Lacerda, Alentejo
7:46 AM
Maria: não é geito, é jeito. Com «j». Deixe lá as palmadas e trate mas é de estudar para não fazer tristes figuras, mulher!
7:51 AM
é preciso ter alguma calma. Shakespeare nunca escreveu nenhuma peça de teatro com uma historia original. Reescreveu sim outras peças q ja circulavam na epoca nomeadamente gregas. É por isso q é um plagiador ? Nunca ouvi essa acusaçao. O grande problema aqui sao os grandes odios q MST tem semeado ao longo dos anos que agr levam grande parte das pessoas a nao pensar duas vezes por ser ele. Acho q devia haver uma analise cuidada ao livro, como outro comentador disse o q foi colocado neste blog nao chega a duas paginas.
valete frates
8:02 AM
Ele é como eu, que sou da claque do FCP! É tudo á paulada, assim mesmo, á PORTUGA, daqueles que ele tanto gosta de criticar e que acha que não deviam de viver aqui, emigra ó beto! Essa de partir as trombas não consideramos um plágio porque o gajo é cá da malta do Zé Nuno!
8:17 AM
Caro Barão e outros incomodados:
Não vai de agora tudo o que o Ill. Barão assinala. Pior: nem se espera que melhore.Permita-me, no entanto a franqueza. O raio do Miguelito merece o enxovalho, não? Sempre o vi amesquinhar, insultar, apoucar todo e qualquer um. Com razão, sem razão, ele é jipe, é camião. Ele, o convencidão de uma figa, a julgar os outros com a sua suposta superioridade em demasiados decibéis... Ele, com a sua fanfarronice barata e a sua vaidade desmedida, pensando ser o único neste País que viu mundo (esquecendo até, porventura, que de um modo ou outro, por esta ou aquela razão, foi coisa que desde o séc.XV os Portugueses sempre foram fazendo). Ele, que com aquela raiva contra si próprio, cegou e fez-se o exmplo do que agora se chama o "Tuga": malcriado, grosseiro, maníaco-depressivo, arrogante, e o que mais o caro Barão se lembrar de bom, bramando contra gente que mal não lhe fez e que, se calhar, se limita a tentar sobreviver neste atoleiro que é uma batalha... Concordamos ou não que, em não se explicando, e ainda ameaçando com pauladas, vociferando, mandando bardamerda (esquecendo que o está a fazer a muitos que o compram e até talvez tenham a paciência de o ler), o Tavares merece a vergonha, que obviamente não reconhece, mas que passa?
Caro Barão, e com esta me vou:
O Miguel ainda não percebeu, que faz parte da "choldra" do Eça.
Que ferro, caro Barão, que ferro...
PS.:Alguém caridosamente,dada a ignorância deste vosso criado, consegue explicar que história é aquela do"Désordres à Pondichéry" de Louis Delamarre?
8:40 AM
Caro Barão de Lacerda,
Que luz, que presença de espírito, que verve, que nobreza, que pilhérias. Sim, senhor, de estalo este naco de prosa. Vamos imprimir, sair a correr para o Grémio e mostrar ao resto da rapaziada tertuliana.
Assinam,
Duque de Saldanha
Conde Barão
Conde de Redondo
Duque da Terceira
Calçada do Duque
Duque de Palmela
Praça D. Pedro IV
Liceu D. Pedro V
Liceu Rainha D. Leonor
8:43 AM
Vamos lá ter calma, eu não nutro simpatia alguma pelo senhor MST, Não li o "Equador" nem tenho intenções de o ler precisamente por não "ir muito à bola" com ele. Mas o que é verdade tem que ser dito, e o que é facto é que ele não é burro para plagiar um best seller... pelo amor de Deus, tenham juízo...
9:13 AM
Reparem bem no pormenor: MST não significa Miguel Sousa Tavares... MST quer dizer MIGUEL SABE TRADUZIR!!! Que vergonha! Não lhe ensinaram na escola que copiar é feio?
Manuel D. - Coimbra
9:17 AM
Caro Barão de Lacerda:
É por pessoas como o senhor que a monarquia acabou, para meu grande desgosto.
Primeiro, trata os seus semelhantes da forma ignóbil que se possa imaginar.
Segundo, chama iletrados (ainda que não a todos...) àqueles que expressam de forma livre a sua opinião. Mas não se coíbe de largar uma verdadeira "pérola" linguística, apesar da sua inesgotável verborreia. E passo a citá-lo, não a plagiá-lo:
"Dantes, o povo não se podia expressar com esta facilidade"
DANTES, caro Barão? Há-de dizer-nos, a todos os iletrados que contribuíram para os comentários deste blog, em que diciionário de língua portuguesa encontra essa palavra.
Antes que pergunte, eu uso o "Aurélio" e como tem português e brasileiro, ainda pensei que essa expressão do DANTES pudesse vir do outro lado do Atlântico. Mas não vi lá nada.
Só essa do DANTES deu para ver a pessoa que é, depois de tudo o que escreveu. Olhe, faz-me lembrar o MST nas suas lições de ética e moral e depois veio a saber-se o que se sabe!
9:29 AM
A Margarida Rebelo Pinto ao pé do MST é uma honesta menina de coro; essa ao menos copia-se a ela própria.
9:37 AM
Miguel Sousa Tavares é 1 BERBERE no verdadeiro sentido do termo e até faz traduções na língua dos BERBERES...
9:41 AM
Qualquer dia vai copiar o Bailinho da Madeira
9:42 AM
Isto tem alguma coisa a ver com o facto de o Sousa Tavares ser um gajo de esquerda?
9:51 AM
Um plagiador que cita a respectiva fonte, de facto, nunca tinha visto. MST até no "plagio" é original, passo o oxímoro.
10:10 AM
coitado do homem... quer ser pós-moderno e não o deixam... aquela pose de neo-colonialista intelectual francês a chafurdar no entulho africano era pose! o que o MST queria era sampla, produzir um disco de hip hop e relembrar o Bronx 1979... yo yo...
A Sociedade de Autores de França já sabe disto? A Oficina do Livro vai ter de pagar pelos samples? A SPA vai continuar a cobrar direitos de autor sobre uma obra plagiada? Que confusão, ainda bem que não compro livros que tem 5% IVA ao contrário dos meus queridos CD's.
10:10 AM
Para mim era fogueira com ele...
Só me pergunto como a comunicação social não denuncia isto!!!!
10:14 AM
Meu caro, eu não sei se ele plagiou ou não. Sei que, pelo que aqui se demonstra, copiou bocados inteiros de outro livro. E mudou uns algarismos para disfarçar a tramóia. E isso é muito grave! Muito grave!
Jorge Marques Fagundes
10:14 AM
E eu a pensar que ele só perdia a noção da realidade qdo falava de bola.
Ele e mais uns quantos e quantas cá da terrinha têm a mania que são espertos, ou porque estudaram lá fora, ou porque viajam mto, pensam que só eles entendem certas coisas, o resto ... a populaça, esses barrabotas que nunca beberam um chá no deserto!? Essa gentalha que anda de transportes públicos!?
Que nunca leu os clássicos!!!! Como é que pode viver sem ler os clássicos!!!!!!!
Esses lupen São bons para serem enganados.
Fartos deles!
claras pintos correias/
ferreiras alves
filomenas mónicas
e miguéis sousa tavares
e afins
(ou seja: A MERDA DA ELITE)
cambada de xico-espertos
ESTAMOS FARTOS DELES
10:19 AM
Li o Publico e tenho a dizer que o argumento invocado por Sousa Tavares contra o anonimato émuito fraco. É fácil invocá-lo por alguém que tem atrás de si um exército de jornalistas (de jornais e tv) solícitos, prontos a dar-lhe espaço para ele se defender e insultar os outros. Depois, dá-se ao desplante de dizer que escreveu um grande livro e que o outro, do qual copiou bocados, é mau. Este tipo é um verme e não vou perder mais tempo com ele.
Albuquerque Menezes
10:21 AM
Fartos deles!!!
fora c/ as claras p. correias/ferreira alves/menas mónicas e também c/ este (que até parecia que só aparvalhava qdo falava de bola)
Ora tomem lá, podem limpar a mão à bota mais a linda elite que bajulam a toda a hora.
NEM PARECE FILHO DE QUEM É
10:24 AM
Agora já sei porque é que há tantos anos que ando a dizer que não gosto deste gajo!
Juro que não era por ele ser um adepto (primário) do FCP! Até porque gosto muito dos meus primos.
10:27 AM
Atenção a MOLIN:
MOLIN disse:
"DANTES, caro Barão? Há-de dizer-nos, a todos os iletrados que contribuíram para os comentários deste blog, em que diciionário de língua portuguesa encontra essa palavra."
Então aqui tem:
DANTES- 1. Relacionador retrospectivo do tempo ou situação anterrior ao da referência. 1.1 no passado, antigamente, outrora.
Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa /pag. 2612)
Letrado
10:29 AM
De esquerda???????????? O Tavares de esquerda???????????? Homessa! Mas de esquerda em que aspecto???? É canhoto???
10:31 AM
Ora entao, regreso as noticias portuguesas para descobrir que afinal aquele tao "afamado" livro de tao "afamado" autor nao e' afinal mais do que uma traducao. De louvar aos descobridores de tamanha facanha. De castigar todos aqueles que cegos se fazem ainda que protegendo - """o mais recente prodigio da escrita portuguesa ???? """""
Os media sao e serao sempre os mesmos , tapados pela importancia vã de alguem que afinal não é ninguem senao um pequeno copiador ... de lamentar que algum dia pudesse pensar que não seria apanhado, para quem de tamanha inteligência... Triste meu Portugal por abraçares alguem que não te merece ....
Juste pour rire .....
10:32 AM
Estimado Miguel Horta
Tem V.ª Ex. razão quando refere que a pessoa em questão -- o Miguel Sousa Tavares -- não é certamente um exemplo de modéstia, equilibrio e humildade.
MST é um individuo de discurso e prosa truculenta que, não raras vezes, exerce o direito à critica com uma rudeza inaceitável. Conheço várias pessoas visadas nos escritos de MST que se sentiram pura e simplesmente insultadas por, tal a violência dos termos utilizados por ele.
Aliás, a reacção de MST publicada pelo pasquim 24 Horas («bardamerda» e «pauladas») não abona grande coisa a seu favor. Num momento que exigia serenidade, boas maneiras e lucidez, MST escolheu praguejar, berrar e ameaçar.
Como MST gosta de referir, e este velho nobre confirma, a Vida é feita de escolhas.
Tem razão o estimado Miguel Horta quando refere, usando um termo popular, que MST «se pôs a jeito». Pôs, sim senhor.
E acrescenta este velho e cansado Barão: um Homem que, conscientemente, se cola a si mesmo uma imagem de seriedade inatacável e que ataca impiedosamente aqueles que, no seu entender, cometem o pecado da DESONESTIDADE INTELECTUAL, não pode cair numa coisa destas.
Poder, pode, claro.
Mas o preço a pagar é muito mais alto.
Sobretudo, parece-me que
MST não tem o direito de esperar dos outros
a compreensão e a tolerância que ele manifestamente não tem quando se trata de criticar (quantas vezes crucificar!)... os outros.
E com esta me calo, que me encontro gasto e cansado
Barão de Lacerda, Alentejo
10:34 AM
A duvida agora não é se plagiou nesta obra ou não , a duvida é se existirão mais plagios da mesma personagem...
Em suma quem é plagio, a obra ou o Autor .... ???
10:34 AM
Denúncias anónimas não merecem crédito.
zapatras
10:38 AM
No meio de muito disparate e outro tanto de mau Português, verifico que há gente mais esclarecida, entre tanta resposta.
A mim, preocupa-me o saber uma coisa: o "plagiar" (apresentar como seu aquilo que copiou ou imitou de obras alheias) tem mínimos e máximos? Isto é: tanto faz uma frase, como um parágrafo, três capítulos, um livro inteiro?
Ou na literatura há regras, como na música? Lembro-me, neste campo, do caso de "My Sweet Lord", de George Harrison, cujas semelhanças com "He's So Fine" ultrapassavam os quatro compassos.
George Harrison pagou milhões de direitos de autor: MST, mesmo que tivesse sido um parágrafo, não pagará nada?
E a razão pela qual cita na bibliografia o livro original de 1973 parece-me evidente: mera precaução, não fosse alguém dar pelas parecenças...
10:46 AM
Bem, uma coisa é certa: o gajo não é de direita.
10:49 AM
Estimado Senhor Molin
Tem V.ª Exc. toda a razão quando refere o lapso. É «antes», obviamente. Perdoe-me a gralha (conceda ao menos o beneficio da dúvida a um velho barão de vista cansada) e não diga, porque não me conhece!, que trato os meus semelhantes de forma ignóbil.
Pelo contrário. Pelo contrário. A Nobreza verdadeiramente importante não vem por nascimento nem consta de algum brasão.
Vem do comportamento.
Passe bem
Barão de Lacerda, Alentejo
10:50 AM
Ó minha cambada de animais gregários, exceptuando o (tu)barão Lacerda que esse é animal, ponto. Ainda não perceberam que se trata de uma manobra publicitária numa altura em que está quase escolhido o elenco de actores da série que aí vem, baseada no livro ? Quem não leu vai a correr ler e toca a facturar mais uns cobres.
10:51 AM
Este blogue é uma obra-prima de manipulação. A começar por ser da autoria de um anónimo - é tão fácil ser anónimo e acusar terceiros de factos graves...
10:53 AM
Actualmente é aqui, e não nos jornais detidos por grandes grupos económicos e de interesse, que se faz bom jornalismo de investigação.
Os meus parabens pela noticia e pelo decouro com que tem estado a responder aos insultos.
10:53 AM
Caramba, que há outro plágio! Do mesmo, claro: quando ameaçou com "paulada", não quereria dizer, como o Eça, que "isto resolve-se à bengalada"?
10:54 AM
I think this is really serious. I'll send this blog address to Avon, the English Lapierre and Collins' publisher.
Thank you.
William G - London
10:59 AM
ESTE TAVARES É UM PERCEVEJO! DESPREZO-O! BARDAMERDA!
11:04 AM
ele diz que quer resolver o assunto à paulada.
vocês não associariam violência ao tipo de pessoa que roubaria?
11:05 AM
mesmo que este blogue seja uma fraude sempre é mais divertido que ler MST ou vê-lo TV - felizmente já não via o bicho porque não tenho TV há 4 anos...
11:15 AM
Caro Molin
Que se saiba o Aurélio não é dicionário bilingue (brasileiro?) como o amigo, certamente distraído pelo calor do cibernético debate, foi distinguindo... É dicionário sim, mas de Português. Só.
Olhe, fora de brincadeiras, olhe que o Barão, por compreensão, não lhe daria as pauladas que o outro promete a torto e a direito. Mas. noutros tempos, uma réguada não seria desperdício. Quer ver porquê?
Dantes, adv. Outrora, antigamente, antes de agora; antes:dantes, havia arroz de quinze e bacalhau a pataco; "não... nada de novo... mesmo nada... Tudo como dantes", Camilo, O assassino de Macário, II, 6, p.90. (De de, e antes).
Isto, claro, não fui que inventei para sair em defesa do nobre Lacerda. Foi retirado da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
Que quer Molin, o Português tem destas... "Quod Erat Demonstrandum".
11:28 AM
http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/era-uma-noite-escura-e-tempestuosa.html
11:38 AM
Quanta dor de cotovelo na lusitania antiga!!!!!!!!!
11:42 AM
Tive curiosidade em "passar" os 271 comentários Uma tristeza !!!
(Realço a canalhice e má-criação dos anónimos "stricto sensu").
Quanto ao assunto em concreto, aguardo os comentários do visado, aos exemplos dados e a outros que aparentemente existem. Num país de faz-de-conta só nos faltava mais este "escândalo" !
11:58 AM
Gostava que me explicasse porque não dá a cara ???
Que consequências pode sofrer, se não der a cara ?
De quem tem medo ?
Não é nada difícil, comprovar o Plágio, e há entidades competentes para o efeito.
Quais são os VERDADEIROS objectivos de colocar esta situação na Blogosfera ?
O que pretende provar ? QUEM ou o QUÊ, de facto pretende atingir ?
Parece-me que MST e o Equador são meros acessórios, neste projecto de nome FREEDOMTOCOPY.
Claro que não vai abrir o jogo.
Uma figura sem rosto acusa VIRTUALMENTE ....... outra com rosto.
Que nome se dá a isso ??
Cobardia.
Pois !
Anote duas coisas:
1 - Não quero saber do MST para nada.
Não me aquece, nem me arrefece.
2 - A assinatura digital do seu IP está plenamente identificada.
Sabia ???
........ santa ingenuidade !!!!
Há pouco tempo também houve aí um "Miguel Esteves Cardoso", da trêta, a bloguar...
Ainda há quem perca tempo com estas "merdas" ....
Tchhhhhhhhhhhhhhh !!!!!!
12:00 PM
Eu acho o tavares giro. É assim baratuncho e ordinário tipo joão jardim. Gente pequenina. Mas fazem-nos rir. No meu tempo, quando o circo ia à aldeia, os palhaços pobres também contavam anedotas ordinárias.
12:08 PM
Foge Câo que te fazem BARÃO
Para aonde se me fazem Visconde...
Eis a nobreza portuguesa....
12:09 PM
incrivel que a mairoia dos comentários sejam feitos por anónimos.....são os veros pts.....
enfim....
12:18 PM
Tenho que deslocalizar a noção de plágio com que está ser focado este debate (?). O principal plágio do MST não é ao estilo do Collins e do Lapierre (coitado este, como nos informa com piedosa solicitude uma senhora que comentou neste blog, agora dando os seus pobres chavos a gente da seita da Madre Madrasta Teresa de Cacultá que baptizava os infiéis moribundos, quer quisessem quer não) de quem copiou varios nacos, mais tarde copy pasted ao longo do seu texto.
Deslocalize-se então com novo foco a noção de plágio que esteve a ser utilizada até aqui .O principal plágio de MST é ao estilo do Divino Queirós, que o Povo não lê porque a ração de televisevês que consome levou â formação de uma nova e surpreendente plebe audio-visual que só reage ao grito e â batatada porque não tem mais nada na cabeça e também nem podia ser doutra maneira.
Nota â margem; tem havido aqui comentários grunhos e ressentidos sobre as élites - mas MST não é elite, como não é ninguém que esteja nos quadros das televisões que sâo máquinas de cortar cérebros âs rodelas.
A élite é outra, e é discreta. First row always to crass and gross people.
Li a entevista de MST no Público. Inconvincente. O MST afirma (sic!) que "o Equador é um Grande Livro." Está no seu direito de fazer o marketing que entender. Só que não é elegante.
Lá grande é o livro. Um tijolo, como se diz na gíria.
Bien né, o MST? Talvez, mas isso só por si não chega para fazer um gentleman.
Saudações infiéis a todos os comentadores, ralé (parece ser a maioria), nobre povo urbano e suburbano e nobres retirados na província - outra abafante realidade, mas pelo menos o ar é melhor e há menos carros. E vêem-se as coisas algumas eternidades antes e depois dos tiques urbanos.
12:32 PM
A vida pode ser dura... Um dia estar lá em cima, e no dia seguinte... ver o nome arrastado pela lama.
Confesso que no caso do MST isso não me causa qq tipo de tristeza. Provavelmente este escândalo vai ajudá-lo a ser menos arrogante! Há poucas pessoas com um ego tão exagerado como o dele e, pior do que isso, que se adoram rodear de delfins que o admiram para se sentir verdadeiramente adorado.
Por isso acho que este caso foi um mal que veio para bem. Um pouco de modéstia e alguma humildade não lhe ficam mal.
Acho que ele tem valor profissional, fez uma carreira de sucesso e, goste-se da figura ou não (e eu não gosto nada) o tipo tem algum mérito. A questão é que ele já era... Já fez... Já não consegue acompanhar a realidade actual ainda que faça todas as 3as feiras os comentários na TVI. A verdade é q ele parou nos anos 80 e na maioria dos temas vive das suas memórias de juventude.
MST arroga-se uma moralidade e uma ética que não tem e este parece-me o ponto mais importante a tirar de toda esta polémica. É o tipo de pessoa que condena os privilégios de quem tem determinado estatuto, mas é o primeiro, por ex., a fumar nos aviões pq as assistentes de bordo sabem quem é ele e lhe facilitam a coisa. É o primeiro bajulador de si próprio que sempre que percebe que falou demais atira a culpa para os outros. É o primeiro a acusar o próximo de mentiroso se necessário para justificar algum mau comportamento da sua parte.
Poderia continuar por aqui fora a falar sobre o MST, mas quem quer saber da vida sexual do escritor, das suas idas ao elefante branco ou da sua necessidade de tomar viagra porque a idade nao perdoa, do vício do álcool, das drogas, etc, etc, etc? Não vale a pena ir tão longe, mesmo porque o tema da conversa não passa por aqui. Fica para outro blogue... O MST que aguarde!
12:38 PM
Nao vos doa o pau!
Um lisboeta que é do "fê quê pê" não presta mesmo!... só merece levar com o pau!...
12:43 PM
"Os portugueses sempre tiveram inveja uns dos outros. Então inventam plágios. O Equador não plágio nenhum", Dominique la Pierre e Larry Collins é que plagiaram o MST.
Palermas!...
12:49 PM
Será que estou a ver bem?????
Será que o 2º Comentário da Clara Pinto Correia, é mesmo dessa espécie de escritora?
Se, realmente é, só digo uma coisa:
O MUNDO ESTÁ PERDIDO E EU JÁ NÃO ENTENDO NADA DISTO!
12:51 PM
Que se investigue se ha ou não plagio e, se o houver, que se faça justiça...
1:18 PM
Deves ser um daqueles professorzecos que estão da mal com o Miguel, só porque desmascara a incompetência dos Professores e não ataca a Ministra.
Porque se atacasse a Ministra da Educação a esta hora era citado em todos os blogs dos Profs incompetentes como aliado e este nunca tinha aparecido.
Já agora vai atrás da maioria dos autores de qualquer coisa e vê se não encontras, informações, ideias, sons etc., para considerares plágios, isto se não disserem mal da Ministra.
1:29 PM
A minha consideração por MST já tinha terminado há dois anos, quando no auge da sua clubística azia contra a Selecção Portuguesa e contra Scolari em especial, ele afirmou, em jeito de balanço da nossa participação no Euro 2004, que a mesma nem tinha sido grande coisa, já que se ficara por 4 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Li e reli e nem queria acreditar! É que, só para apoucar a Selecção Portuguesa - que tem sido um dos maiores motivos de alegria e de orgulho para o país - ele teve o desplante de considerar como um empate aquele jogo épico contra Inglaterra!!! Aliás, um jogo em que Scolari mostrou mais uma vez a sua imensa categoria, já que foi buscar ao banco os jogadores que marcaram os golos: Rui Costa e Hélder Postiga. Nunca lhe perdoei esta falta de patriotismo, pois, por muito amor que possamos ter pelo nosso clube, Portugal está sempre em 1º lugar. Por isso, a baixeza de carácter ora revelada pelo plágio não me espantou mesmo nada.
BC
1:32 PM
Eu acho engraçado anónimos criticarem comentários ou posts anónimos! Ai Jasus! Dêm TODOS a cara!
Eu gostava mesmo de ver isto tudo esclarecido.
Cá esperamos pelos resultados "oficiais" ou então a solução é pegar nos livros e folheá-los juntos!
1:41 PM
Bravo. Aos autores deste Blog os meus mais sinceros parabéns e agradecimentos.
1:43 PM
Cambada de Otários. O elenco de actores da série baseada no livro está quase escolhido. Há que fazer um pouco de publicidade. O MST deve estar a rir-se disto tudo
3:07 PM
"A assinatura digital do seu IP está plenamente identificada."
Oh pides, oh ignorantes! Pois ainda não houve vassourada suficiente que vos tivesse varrido, canhestros beleguins?
3:27 PM
Transcrevo aqui grande, grande parte do Preâmbulo do Livro VII do Tratado de Arquitectura de Vitrúvio, maravilhosamente traduzido por M. Justino Maciel, IST Press, Lisboa 2006, porque está lá, que nem de propósito dirigido a MST, mas em todos os sentidos útil a todos os que vêm falando do “problema que estamos com ele”, tudo o que é preciso saber, e não dirigido apenas aos práticos da arquitectura, mas também a todos os paisanos das letras e não só, sobre plágio. Mais uma vez, MST, que perante Bush, esse selvagem, proclamou ser filho de Atenas e de Roma, se esqueceu de estudar a lição.... Ou será que pensa que isto de ser filho de Atenas e de Roma é um dom natural?
(...)
Preâmbulo
O Mérito dos Escritores
1. Saiba e utilmente procuraram os nossos maiores, através dos escritos, transmitir os seus conhecimentos às gerações futuras, a fim de que se não perdessem mas chegassem, no decorrer dos tempos, à máxima subtileza do entendimento sendo publidados em livro e progressivamente enriquecidos em cada época. A eles, efectivamente, devem ser prestados não poucos mas muitíssimos agradecimentos, porque não deixaram passar egoisticamente em silêncio os seus conhecimentos, em todos os campos, mas procuraram transmiti-los por escrito.
Exemplos Célebres
2. Com efeito, se assim não tivessem actuado, não teríamos podido conhecer a história de Tróia, nem o que Tales, Demócrito, Anaxágoras, Xenófanes e outros físicos pensaram da natureza das coisas, nem quais as regras que Sócrates, Platão, Aristóteles, Zenão, Epicuro e outros filósofos estabeleceram como norma de vida para os homens, nem seriam conhecidos os feitos de Creso, Alexandre, Dario e outros reis ou porque razões actuaram, se os nossos maiores não tivessem transmitido à posteridade os seus escritos.
Condenação do Plágio
3. Se deste modo, pois, lhes devemos estar reconhecidos, devemos também estar contra aqueles que plagiando estes escritos, os apresentaram como seus. São dignos de vitupério, apoiam-se em textos que não lhes pertencem e gloriam-se com a violação do que é de outrém, revelando uma índola perversa; devem não apenas ser repreendidos mas ainda punidos pelo seu modo ímpio de agir. Sabe-se, aliás que já estas coisas foram objecto do cuidado dos Antigos, de modo a não ficarem impunes. Não será descabido referir os desfechos destes julgamentos e como chegaram até nós.
A Novidade das Bibliotecas Helenísticas
4. Os reis da dinastia de Átalo, levados pelos maravilhosos encantos da literatura, instituíram em Pérgamo uma excelente bilioteca para usufruto comum; então, Ptolomeu, levado, por uma irreprimível inveja e impetuosa cobiça, fez todo o possível para, com não menor indústria, construir em Alexandria uma biblioteca semelhante. Tendo-a completado com suma diligência, não se sentiu satisfeito com ela, procurando, com isso aumentá-la e desenvolvê-la. E, assim, ofereceu públicos jogos às Musas e Apolo, cirando, como para os atletas, prémios e honras para os vencedores de jogos literários.
Juízos sobre a Autenticidade das Obras
5. Instituídas estas coisas, realizando-se os jogos, tinha de ser escolhido um júri que se pronunciasse sobre as competições. O rei, havendo já escolhido seis cidadãos e não encontrando facilmente um sétimo juiz idóneo, voltou-se para aqueles que estavam à frente da biblioteca e perguntou-lhes se conheciam alguém capacitado para aquela função. Indicaram-lhe um certo Aristófanes, que diária e metodicamente lia todos os livros com a maior aplicação e a máxima diligência. E assim, na assembleia dos jogos, tendo sido distribuídos lugares reservados aos juízes, Aristófanes, convocado com os restantes, sentou-se no lugar que lhe fora designado.
O Crítico Deve ser Erudito
6. Em primeiro lugar, coube aos poetas recitarem os seus textos, e todo o povo, fazendo sinais, pedia aos juízes que se pronunciassem. Tendo sido pedido a cada um o seu veredicto, seis concordaram em atribuir o primeiro prémio àquele que julgaram ter agradado mais às assistências e o segundo prémio atribuiram-no ao seguinte. Aristófanes, todavia, ao ser interpelado sobre a sua opinião, afirmou que devia ser proclamado vencedor aquele que tinha agradado menos ao povo.
A Verdade Vem Sempre ao de Cima
7. Tendo-se indignado veementemente o rei e a assistência, Aristófanes levantou-se e pediu que se dignassem ouvir o que tinha para dizer. Feito silêncio, explicou-lhes que, de entre os concorrentes, apenas um era poeta, os restantes tinham recitado obras alheias. Convinha, pois, que os juízes se pronunciassem sobre os escritos pessoais e não sobre os plágios. Perante o povo, admirado, e o rei duvidoso, apoiado na sua memória, trouxe de certos armários muitos livros e, comparando-os com os poemas recitados, obrigou os plagiários a retractar-se. O rei, então, ordenou que eles fossem condenados com ignomínia e cumulou Aristófanes de inúmeros presentes, colocando-o à frente da Biblioteca.
(...)
3:32 PM
É curioso que haja ainda quem acente a tónica no autor do blog. É isso que realmente interessa aqui? Tenham juízo!! Ainda não houve ninguém que refutasse, da forma clara e objectiva com que foram apresentadas as traduções, a acusação de plágio. É fácil e lusitano esta forma de lidar com a verdade : quem dela se ocupa é mesquinho, invejoso, frustrado, etc, etc... Em suma, e por favor, comecem a olhar as coisas de frente e deixem-se de conversas da treta. Sr. Miguel Sousa Tavares : explique-nos esta "construção ilegal em área protegida".
3:48 PM
Mais engraçado que descobrir que o MST é um plagiador, é ler os comentários que aqui se fazem.
Depois da douta Clara Pinto Correia que na realidade é um saco de vento (a irmã é bem pior), e da Marg. Rebelo Pinto (que se auto-plagia com frases iguais em todos os livros)é um saco de vento, tocou a vez ao MST.
Não lí Equador, nem faço tenções de lê-lo, pois li 4 ou 5 páginas do "Nao Te Deixarei Morrer, David Crockett" e achei execrável. Que mania os escritores têem de transformar as suas memórias de infância em livros. Para que raio é que queremos saber se o paizinho ou levou ou não ao futebol.
Parabens aos autores do blog. Gostaria apenas que transcrevessem o que ele disse no 24Horas, ou metessem um scan do artigo.
3:50 PM
vou ver se descubro o livro original. A ser verdade é uma enorme desilusão.
António Ricardo
3:54 PM
Vejo que há um senhor anónimo que me chama «animal» por oposição a todos os outros participantes nesta charla, que serão «gregários».
Bravo senhor anónimo! Que espírito, que verve, que elevação. Continue assim e ainda vai parar so 24 Horas ou coisa que o valha. E parabéns pela coragem! É de homem!
Vejo que o senhor anónimo não tem educação e atrevo-mea deduzir que, muito provavelmente, não estudou nem leu os Clássicos. Quanto a isso, pobre criatura, nunca é tarde para começar.
Instrua-se e apure o carácter, é o conselho de um velho barão, note, com viço mais do que suficiente para lhe ferrar duas valentes palmatoadas na cara. Seu rapazola.
Barão de Lacerda, Alentejo
4:12 PM
Já agora, caros editores do blog, querem explicar o que também será novidade? Que MST não escreveu o livro sozinho? Isto é, que, como personagem de peso que é, teve uma valente equipa a investigar e teclar por ele? Julgo que, no final, será por aí que irá surgir a justificação, a água na fervura desta história. Com MST a sacudi-la do capote.
4:20 PM
Estou a ver que há aqui o próprio MST a comentar neste blog. Se não é ele, deve ser alguém muito próximo pois os termos são familiares. Quando ao endereço de IP do autor deste blog, caso não saiba o MST, até pode ser de um qualquer cibercafé. Quem quiser colocar conteúdo verdadeiramente anónimo em blogs, pode fazê-lo e nunca será apanhado. Simples, caro MST.
4:20 PM
O M S T é uma grande carola, fala de futebol, politica internacional, orçamento de estado com deficit, PIB e muitas outras coisas. Onde é que ele emprendeu tanta coisa? Depois, para mostrar que está certo de tudo oque diz põe aquele ar arrogante (com a generala batia a bola baixinho)para melhor convencer as pessoas.Um comentador da treta. Quando é que a televisão acaba com estes tipos que têm a mania que sabem tudo e que podem ocupar largo tempo de antena a dizer babuzeiras?
4:27 PM
Só para ler os comentários dos senhores (?)/senhoras (?) Locomotiva, Barão de Lacerda, Miguel Horta e Luis Miguel tem valido a pena vir aqui.
É raro encontrar nos jornais prosas tão brilhantes e divertidas.
Parabéns ao blogue [independentemente do motivo que originou] e parabéns à blogosfera.
O futuro da grande escrita passa por aqui.
Pedro Marques da Costa - Lisboa
4:32 PM
Ó Molin, se a nobreza portuguesa fosse tão lúcida como este barão de lacerda, olha que não me ralava nada de voltar à monarquia
4:37 PM
Jornalista, 40 anos de carreira. Eu. Que não hesitaria em ir "a correr " contactar os autores da "obra original" - ou os seus editores - que, eles sim, não hesitariam - julgo eu - em processar o escriba em questão (ou a equipa que lhe escreveu o livrinho...). Que, como já ficou amplamente provado por aqui, está terrivelmente mal escrito.
Curioso é que os "jornais de referência" e ou outros que não o são tanto mas têm meios para pagar um ou dois bilhetes de avião, não se tenham decidido por uma investigação a sério. Que seria uma "cacha" compensadora do esforço feito.
Pode ser que sim, mesmo que me pareça que não. A conclusão é arrasadora e bem triste: vivemos num país do faz-de-conta, onde se esquecem os direitos e, mais ainda, as responsabilidades.
Acho que vou emigrar.
4:49 PM
Quando decidirem a deslocação a casa do homem para levarem umas pauladas, contem comigo.
A certa altura do Catch22, Joseph Heller descreve como Milo Minderbinder, o jovem tenente encarregado da messe de oficiais em Pianosa, viajava pelo Mediterrâneo e comprava produtos a alemães, italianos ou sírios, em plena II Guerra Mundial. E dizia: " This is a syndicate, everyone has a share ", atingindo o cume da sua arte quando fechou um contrato com a Força Aérea alemã, que bombardeou a sua própria base...
Ao pé do Milo, o MST é um amador...
4:57 PM
Caríssimo Barão de Lacerda,
Que achado me saíu voçê... quando afirma que antes o "povo" não tinha liberdade para se exprimir livremente, deve se estar a referir ao tempo em que a cegonha é que trazia os bébés em cestos, certamente! relembro-lhe que só o anonimato da internet permite-o, porquê? Ainda recentemente tivemos uma crise internacional envolta em falsos critérios de liberdade de expressão... vai-me voçê dizer que é a excepção que confirma a regra.
Ah! E devo calcular que com o seu titulo monárquico venha por afinidade o titulo de professor de português. Voçê de facto dá uma conotação totalmente nova à palavra SNOB, sim (sin nobilitá)... como disse e bem a nobreza não são titulos são actos e o seu acto prepotente de chamar a nova geração de ileterada e inculta, só prova a sua falta de nobreza.
E por favor parem de justificar o erro do sr. MST, plágio é plágio e ponto final. O senhor é maior de idade e pelos vistos sabe muito bem defender-se (com paulada e sabe-se lá o que mais)... tenham é juizo, voçês não recebem percentagens pelas vendas do pseudo-romance...
5:10 PM
Para quê revelar a identidade? Concordo que não o faça! MST ainda não sabe quem é e já chama nomes e ameaça, ao invés de se preoupar em defender a sua obra. O que está aqui em causa é um possível plágio (e atenção sublinho possível, porque não li nenhum dos dois livros. Embora os exemplos aqui colocados, a serem verdadeiro, nos clarifiquem bastante...). Plagiar é algo muito grave. É um roubo. Um roubo de ideias, de inteligência e sobretudo de criatividade! E que, com toda a certeza, não fosse este pequeno "empurrão" poucos jornais, face à postura de MST, teriam corajem de denunciar. Até gosto do MST (à excepção de algumas opiniões demasiado extremistas) precisamente porque aponta o dedo, coloca-o na ferida mas quando a situação se inverte a sua posição é demasiado negativa, lamento. Não é o autor do blog que deve ser confrontado. Sei que pode pecar em credibilidade, por ser anónimo mas antes um anónimo do que um (possível) plágio!!! Caberá agora a quem foi e está a ser directamente prejudicado com tudo isto, investigar e recorrer ás instâncias competentes para tratar do caso. MST apenas terá que argumentar (bem!) e defender a sua obra. Mostrando que afinal o autor do blog estava de facto errado e merecia umas boas "pauladas"! Ah e já agora teorias da conspiração parecem-me de todo descabidas face ao que é aqui apresentado. Não é algo infantil, os livros foram analisados, comparados e estão identificados vários excertos bastante próximos. Li comentários de pessoas que leram os dois livros e que também concordam com as muitas semelhanças. Estarão todos contra MST?! Parabéns ao autor do blog seja ele/ela quem for, revele ou não a sua identidade.
5:34 PM
Ao bloguista com todo o devido respeito:
É preciso ser-se muito cobarde para acusar assim alguém sem dar a cara. Só por isso declino quaisquer acusações.
Miguel Sousa Tavares foi, é e será um dos melhores escritores que passou por Portugal nos últimos anos.
6:12 PM
Especialmente para o Miguel, com um abraço amigo de um leitor que gostou do livro:
A arte é dom de quem cria,
portanto não é artista
aquele que só copia
as coisas que têm à vista.
Há quem suba de repente,
para de repente cair,
já não me sinto contente
com o meu modo de subir.
Para a mentira ser segura,
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
9:47 PM
Para alem de plagiar é um grande COBARDE ... venha a publico e dê uma explicacao .. se tiver coragem ... é claro...
12:33 AM
lollllll
1:28 AM
A merda também flutua, como a nata.
2:41 AM
O apetite destes comentadores, domonstra o que se passa neste Portugal. O apetite para destruir é elevado ao extremo.
Acredito que as acusações sejam verdade, o que não aguento, é ver que 3/4 destes comentários, não estão interessados na pureza da literatura, mas sim na destruição de pessoas.
2:45 AM
Com tanto comentário a insultar pessoas, para que serve moderação na caixa de comentários? Se é permitido todo e qualquer tipo de insulto contra MST! Será para "limpar" aqueles que insultam os autores deste blog, ou os que não falam mal de MST?
Portugal anda cheio de falsos moralistas! Este blog é a prova! Pelo menos pelos comentários.
2:52 AM
Morte a MST Pim! Pim! Pim!
3:53 AM
http://www.24horasnewspaper.com/mostranews.php?id=2796
eheh ora toma e embrulha.. seus invejosos... plagio o tanas...
4:05 AM
Se a inveja pagasse imposto, há muito que o Eng. Sócrates teria resolvido o problema do deficit do Estado!
4:11 AM
AHAHAHHAHA
MST, manda mais uma linha de coca que isso passa...
Não tens onde te enfiar, rato!
4:21 AM
Sinceramente fui apanhado de surpresa com esta abordagem do MST plagiar obras. Quando li o «Equador» fiquei feliz pela qualidade desse trabalho e tenho o MST em grande consideração, mas espero sinceramente que ao menos para manter essa consideração ele saiba defender a sua honra, com hombridade, mesmo que seja verdade a sua "fraqueza" no acto de plagiar. Ele não precisava disso, tenho a certeza que não, e acredito que irá apresentar uma obra que não deixara sobre de dúvidas ao seu génio.
4:29 AM
Meus amigos
Como sempre, falta-nos recordar o passado. Somos um povo que vive apenas o presente e esquece com enorme facilidade a história. Mais, somos um país boçal, miserável e analfabeto. Um país que tem como primeiro documento escrito na Língua de Camões um texto chamado Notícia de Torto, jamais, alguma vez poderia sair qualquer coisa direita. Não diz o povo que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita! Cá está. Um excelente exemplo é este povo do rectângulo. Termino, para concluir o raciocínio, que Camões verteu nos seus Lusíadas parágrafos inteiros da Eneida de Virgílio. Poupo a populaça do blog às citações de Camões e Virgílio, até porque não percebem nada de Latim e ainda pensam que é alguma ofensa, ou, então, qualquer jiade lançada contra a malta do caldo verde. A metodologia é tal e qual esta que utilizaram aqui no blog. Citações de Camões versus citações de Vírgilio. Fez, Camões, copianço? Plagiou Virgílio? Deve ser crucificado? Onde andava esta malta dos blogs para apontar o dedo acusador a Camões. É um desafio que aqui deixo: Processo a Camões, processo em cima e suspenda-se o ensino d´Os Lusíadas das escolas. Apesar de discordar muitas vezes de MST e de partilhar de alguns adjectivos que lhe são dirigidos, é um excelente escritor. Li o Equador em duas penadas e lerei qualquer livro publicado por MST.
Ulisses
5:47 AM
" Acusação de plágio contra Miguel Sousa Tavares é uma treta
Publicada em 26/10/2006
Pronto, já só falta o tribunal e a paulada...
A polémica toda começou quando um blogue anónimo lançou a acusação de que o mega-sucesso de vendas “Equador”, de Miguel Sousa Tavares não passava de uma cópia de um também sucesso, mas dos anos 70, de nome “Esta noite, a liberdade”.
Miguel Sousa Tavares rebateu as acusações, mas o autor do blogue não ficou satisfeito.
Actualizou o blogue e desafiou os leitores a, eles próprios, fazerem a comparação entre as duas obras.
Caso surgissem provas que explicassem a cópia, então o autor identificava-se publicamente e aceitaria defrontar em tribunal Miguel Sousa Tavares.
Ora nós cá no 24horas não viramos costas a um bom desafio. Munidos das referências bibliográficas, fomos à Biblioteca Nacional e resgatámos a edição de 1976 de “Esta noite, a liberdade” do Círculo de Leitores, a única tradução em português que existe. Depois, lado a lado com o “Equador”, toca de encontrar (ou não), as semelhanças.
A personagem principal de “Esta noite, a liberdade” é Luís Francis Mountbatten, último vice-rei da Índia, que existiu mesmo.
Já o Luís Bernardo Valença de “Equador”, governador civil de São Tomé e Príncipe, é fruto da imaginação do autor.
O blogue afirma que as duas personagens consideraram os convites que receberam como absurdos. Mas esqueceu-se de dizer que enquanto Mountbatten não queria aceitar o cargo por achar que era uma missão impossível e sem esperança, Luís Bernardo achava que representava o isolamento total.
Os factos e personagens que surgem em “Esta noite, a liberdade” são todos reais, enquanto no livro de Sousa Tavares há um misto de ficção com realidade.
A trama de “Equador” mete a personagem a braços com desgostos amorosos e lutas contra a escravidão, enquanto em “Esta noite, a liberdade” os tumultos que originam a independência da Índia, com a morte de Gandhi e a tensão entre os marajás e o poder britânico são o mote. Muitas semelhanças até agora? Nem por isso...
O blogue vai mais longe e afirma que os dois livros têm um início semelhante, partilhando descrições, paisagens, convites, estados de espírito, percepções exteriores. Só pelo facto de o “Esta noite, a liberdade” começar na Londres de 1947, que a personagem atravessa num carro a caminho da casa do primeiro-ministro inglês e no “Equador” a acção começar a bordo de um comboio, do Barreiro para Vila Viçosa em Dezembro de 1905, que a personagem apanha para se encontrar com o rei D.Carlos, parece ser difícil descrever de forma exacta os dois casos.
O assunto principal de “Equador” é a escravatura nas então colónias portuguesas, enquanto a outra obra recai sobre o processo de independência da Índia. Continua a parecer difícil encontrar semelhanças entre os dois temas.
Conforme o próprio Miguel Sousa Tavares explicou várias vezes, a referência que faz à Índia na sua obra, serve apenas para ajudar na construção de uma personagem.
Nas tais três páginas que o autor do blogue acusa Miguel Sousa Tavares de ter copiado, o principal ponto de interesse são as descrições de alguns Marajás indianos, da forma exorbitante como viviam e dos seus gostos extravagantes.
É essencialmente essa parte do romance “Equador” que é baseada no livro “Esta noite, a liberdade”, que ocupa mais de 6 páginas a fazer essas mesmas descrições, baseadas em factos, relatos e documentos reais.
Sousa Tavares socorreu-se dessa obra para caracterizar essas exóticas personagens. Se o gosto de um dos marajás era comer dois a três frangos à hora do chá, outro gostava de caçar tigres ou outro ainda divertia-se a brincar com comboios em miniatura, não há forma de fugir a esses factos.
No total de 518 obras que compõem o romance, Sousa Tavares é acusado pelo tal blogue anónimo de ter copiado três páginas, as que referem as personagens e factos históricos referentes à Índia.
Agora, falta o confronto prometido por Sousa Tavares na capa do 24horas de anteontem: “Isto vai ser resolvido em tribunal e à paulada”. "
in http://www.24horasnewspaper.com
6:03 AM
Todos temos o direito à privacidade et pour cause ao anonimato. Perdemos, todavia, a possibilidade de invocar esse direito quando acusamos ou nos dirigimos em tom ofensivo (independentemente de considerações de culpabilidade) a outrem.
O que aqui se faz, tanto em jeito de post, como em jeito de comentário, é não só uma actuação cobarde, como proto-ordinária: acusa-se, deturpa-se, comentam-se características físicas e psicológicas do visado, invocam-se relações familiares, enfim, abre-se o saco e põe-se tudo lá dentro, a jeito. Triste país o nosso em que um pseudo-blog consegue, à custa de um post acusatório de autor anónimo, mais de 300 comentários. Incluindo este.
6:19 AM
Plágio parcial. Está lá. Só lhe resta admitir. O pior cego é o que não quer ver.
Não se trata de inveja, trata-se de desmascarar medíocres e aldrabões que povoam este país.
6:43 AM
Os autores deste blog estão é feitos com o MST.
É ver montes de gente a ler as noticias nos jornais e querer de uma vez por todas comprar o Equador.
Grande estratégia. LOL
Preparem-se para mais ums edição esgotada do Equador. Grande MST.
Um abraço.
www.portistasdebancada.blogspot.com
6:51 AM
Finalmente alguem reconhece que o M.S.T. é uma fraude . há anos que ele me "usurpou a identidade .Agora vai ter o que merece!!
Cumprimentos
Guarda Abel
7:11 AM
Mas porque é que os tristes Tugas que escrevem estas coisas não se identificam ? porque não escrevem o seu nome ?
7:21 AM
Só anonimos a escrever aqui... Muito Bem!! De Louvar!
Quanto a mim.. teorias da conspiração.
7:37 AM
Acho piada é à prosa que vem hoje no 24H, que nitidamente foi escrita de encomenda.
Se o que diz no artigo (transcrito uns posts acima) é verdade, pq razão o MST não o disse antes de forma culta e civilizada, em vez de ameaçar com tribunais e paulada, bem ao estílo Alberto João Jardim? Tinha logo morto a polémica à nascenca e sairia disto fazendo boa figura.
Assim sai do assunto parecendo um Al Capone, um Pinto da Costa, um João Jardim, um Valentim Loureiro.
8:16 AM
O 24H vem defender o figurão? E alguém se admira? Então o filho dele trabalha lá. Vai a ver-se e até foi ele que escreveu o artigo...
8:24 AM
Não importa raspas se o bogue é anónimo ou não e menos ainda se nele há insultos ou não.
Se há insultos (e não os vejo) os tribunais que resolvam; se é anónimo (O MST parece conhecer ou diz conhecer o autor) não difere da quase totalidade dos outros.
O que interessa, num blogue, é o que nele consta - vale por si mesmo. Se é um arrazoado de parvoíces mais ou menos assumidas ou uma colecção de imputações gratuitas, liga-lhe quem quer; se alinha factos e o assunto interessa, o que impõe é comprová-los ou não, e tirar disso as consequências.
Ora, neste são feitas comparações de transcrições. Vocifere o visado o que lhe apetecer, elas são verdadeiras ou falsa, o que se indaga por mera comparação directa (não nos fiemos no blogger). Por mim, fá-lo-ei tão cedo disponha de exemplar da obra dos alegados plagiados. Para já, assumindo provisoriamente como boas as citações comparativas de excertos, não tenho dúvidas: a serem exactas, estamos em face de um plágio descarado e repugnante.
Vejo com mujita apreensão o facto de MST se lançar a disparar em todas as direcções menos a de negar a exactidão das transcrições. Pior, larga a relativizar as similitudes e a fazer de artista indignado. Muito mau sinal, parece que há mesmo plágio. Em todo o caso, vou ler.
Está ao alcance de cada um fazer o mesmo e saber, sem mediações opinativas, se é ou não plágio.
Se for, cada um que tire as consequências. Por mim sei tirá-las, e só lamento que a cultura dominante em Portugal (ou melhor, a cultura dos culturalmente domin antes em Portugal...) não se aproxime mais da anglo-saxónica, que nestas matérias é impiedosa: espertinho dos meios académico ou literário que vá longe de mais nisso de se inspirar nos outros, salta fora da universidade na hora, ou não arranja mais editor.
São modos de estar que por cá não pegam (veja-se o caso da CPC, de novo e aos poucos a pontificar nos média como tudóloga habitual) e nem parece que venham a pegar - é esperar pelo que sucederá ao MST.
A mãe (e o pai) devem dar voltas na cova.
8:51 AM
De facto, nunca vi tanto anónimo a pronunciar-se....
As campanhas publicitárias começam assim, ainda que na "onda negativa", lá vão elegendo o autor para mais uma "tiragem"..e vende...vende..vende...e vocês que fazem? compram,leem e dizem..bahh..é plágio. Cumpriram os objectivos do autor (e respectiva editora), o ser comprado e talvez lido.
Se é plágio? Prove-se e sendo, que o autor seja desacreditado (mais)e penalizado.
8:58 AM
Continuo sem perceber por que os autores deste blog não se identificam. Medo de ir a tribunal?? Mas se têm tanta certeza de que houve plágio só poderiam não perder a causa...Acho cobardia não se identificarem. Assim parece fácil!
9:07 AM
Não fosse a evidente riqueza de vocabulário do ilustre Barão de Lacerda e julgaria estar na presença de José Castelo Branco. A maneira como o senhor Barão escreve lembra-me a maneira como o outro fala.
Deixe lá, se calhar sou eu que estou a confundir vaidades.
9:11 AM
Parabéns aos verdadeiros autores...
além de ser um dos meus livros de eleição é, sem dúvida nenhuma, uma grande obra...
só é pena é q um "senhor" como MST não tenha talento suficiente para fazer um trabalho de igual valor...
(será q uma pessoa como ele se acha inteligente o suficiente para aldrabar um país inteiro e n ser descoberto??) ó Miguel um bocadinho de humildade nunca fez mal a ninguém... sabes, neste país ainda existem pessoas cultas, informadas e (para mal dos teus pecados) atentas!!
9:11 AM
Se essa ideia de fazer um blogue a marrar com o Sousa Tavares for para a frente eu alinho. Mas, sff, nada de ordinarices. Já bastam as dele. Era giro era fazer um blogue a contrariar as opiniões do gajo. Coisa simples já que ele fala de cor sobre tudo. É um entendido em tudo sem saber nada de nada...
Contem comigo para acabar com este exagero de ter de levar com ele em todo o lado. Deve ser o único gajo da TVI autorizado a trabalhar para a concorrência (Expresso)...
Jorge Maçãs
9:13 AM
Caro Filipe Ramos, que raio de identificação é a sua? Diz que os que aqui estão não se identificam, postando todos anonimamente enquanto o senhor identifica-se claramente como Filipe Ramos. Sem página, sem e-mail, sem BI, sem certificado digital. Filipe Ramos, perfeitamente identificado e identificável. Filipe Ramos, vamos utilizar a sua lógica de identificação e permita que me apresente neste espaço.
Sou o João Merda, muito prazer.
Pronto, estou identificado, agora já posso dizer mal do MST.
9:20 AM
Acabo de conhecer a blogpolémica. Do que li sobre o assunto - a ser verdade (não li nenhum dos dois livros), uma de duas aconteceu: a) o MST plagiou e escreveu o seu livro "à la" avestruz; b) foi obrigado a isso pelos autores Lapierre e Collins. ;)
9:30 AM
Reconheço que não li o livro Equador mas tenho que reconhecer que, pelo menos, MST teve bom gosto nos autores em que se "inspirou". Lapierre e Collins são dos bons autores dos nossos dias.
9:34 AM
Está mesmo a ver-se que a notícia de hoje do pasquim 24horas foi escrito por ou a pedido de MST. É que NENHUM, mas NENHUM "jornalista" daquele pasquim tem competência ou talento para escrever daquela forma, quanto mais para comparar livros com aquele detalhe, excepção feita, claro está, às páginas amarelas - edição da ilha do Corvo. Aliás, basta ver o que escrevem, como escrevem e sobre o escrevem nos outros dias da semana...
9:38 AM
O blogger não poderia digitalizar páginas do livro original / colocar o link para a amazon, para dar mais credibilidade ao site? Assim corre o risco de parecer um frutrado que inventa criticas a alguém de quem não gosta (embora eu acredite).
10:28 AM
Exc.ª Bellamafia
Oh minha querida Senhora, não arremeta contra este velho barão, que ele não tem culpa do título que os descendentes lhe chaparam nas mãos, perdoe-me o termo.
Permita-me dizer-lhe, cara Senhora, que não presto qualquer importância ao título nem tão pouco alguma vez me servi dele para conseguir o que quer que fosse; e mais lhe digo: se pudesse escolher preferia ser baronete, um título cuja ressonância me parece bem mais maliciosa e divertida.
Repito, estimada Senhora, que a única Nobreza que me interessa é a do carácter, e não cometerei grande inconfidência se lhe dizer que conheço, entre os meus pares, uma quantidade alarmante de cretinos e imbecis; ainda recentemente, num jantar extremamente maçador a que tive de comparecer por razões familiares, contei mentalmente 7 imbecis, 2 vigaristas notórios e 3 cadastrados discretos entre os 19 nobres ali presentes. Não é pouco, minha Senhora!
Ademais, acredite a Bellamafia que este velho nobre já viveu e viajou mais do que o suficiente para saber que o nascimento é garantia de cousa nenhuma.
«Bon chic bon genre», minha cara Amiga (parto do principio tratar-se de uma Senhora, embora escondendo-se num pseudónimo de gosto discutível) não é para quem quer. É para quem pode. E entenda este «pode» da maneira mais universal possível.
Não julgue mal o barão por este ter zurzido a geração de ignaros que bolsa alegremente esguichos de boçalidade e ignorância nestas e noutras charlas cibernéticas. Que queria que tivesse feito? Aplaudido?
Não serão todos ignaros, Senhora, credo!, longe de mim o agoiro. São alguns, mas não tão poucos como seria expectável num País que vive em Democracia há mais de três décadas.
Pois se até temos lido prosas de rara destreza linguistica nesta simpática charla cibernética «à reverance» do dr. Sousa Tavares! Algumas carregadas de juventude, de estilo e da mais fina ironia, como as do Senhor que assina Locomotiva, por exemplo, e as do Senhor Miguel Horta, entre outras mais sisudas mas não menos sérias -- e certeiras.
Quero acreditar que muitas são escritas por gente jovem, na força da vida.
Portanto, estimada Senhora, não se precipite nos juizos, não se leve muito a sério e guarde todos os dias cinco minutos para se rir de si mesma.
Acredite, minha Senhora: rir das próprias fraquezas é um sinal de inteligência superior.
Os povos Britânicos, exceptuando os naturais da Escócia, sabem-no bem.
Este velho nobre aprendeu a rir-se de si próprio e a desejar ser baronete em vez de barão [apenas e só por uma questão de ressonância acústica] com Seamus Flanagan Rickman, um notável professor de Literatura que, entre outras liçõs de vida, teve a amabilidade de viciar o então jovem barão no velho humor britânico. Em Dublin, Eire, há muitos anos.
O riso, ah, o riso.
Felicidades e gargalhadas, cara Senhora
Barão de Lacerda, Alentejo
10:55 AM
Esse senhor que põe constantemente a minha credibilidade em causa afinal plagiou? De qualquer forma vou esperar que ele justifique o que para já parece ser injustificavel.
10:57 AM
O MST foi apanhado com as calças em baixo e o rabo virado para...
10:57 AM
A arrogância de um pseudo "menino-bem", Robin dos Bosques disfarçado, pau mandado do comparsa Pinto da Costa afinal plagiou, só me dá para rir.
10:59 AM
Será que este assunto vai sair no Sol ou no Expresso do próximo Sábado? Tenho comprado os 2 desde que o Sol saiu, já comprava o Expresso. Este Sábado vai ser determinante para optar por comprar apenas 1.
11:01 AM
Na Amazon lê-se, curiosamente, e acerca de "Freedom at Midnight" o seguinte:
Citations (learn more)
5 books cite this book:
A Thousand Suns
by Dominique Lapierre on 6 pages
Five Past Midnight in Bhopal: The Epic Story of the World's Deadliest Industrial Disaster
by Dominique Lapierre in Front Matter, and Back Cover
The Sole Spokesman: Jinnah, the Muslim League and the Demand for Pakistan
(Cambridge South Asian Studies) by Ayesha Jalal on page 221
Five Past Midnight in Bhopal: The Epic Story of the World's Deadliest Industrial Disaster by Dominique Lapierre in Front Matter
Mother Teresa: A Complete Authorized Biography by Kathryn Spink on page 174
Ainda não consta a obra em causa... apesar de nela constar uma referência bibliográfica.
11:04 AM
Malta
Não se chateiem... vá lá!
Este senhores acabam de nos dar uma ideia que se a Endemol sabe não quer outra coisa: vamos fazer um concurso de quem encontra mais bocadinhos plagiados. Podemos ir pondo os nossos achados aqui. O melhor ganha uma sessão de caça em Vila Viçosa ou uma ida a São Tome com o Morais Sarmento na Air Luxor, segundo o o gosto. Deixemos os bordéis indianos para a grande final.
Divirtam-se!
Joguem connosco!
11:09 AM
E quanto à questão do anonimato. Se não fosse por essa razão -- entre muitas outras -- não existiria nenhum blog e toda a gente teria o seu site omeunomepontocom.
Por que razão alguém se há-de incomodar com os anónimos, quando tantos jornalistas assinam com pseudónimo -- o que vem a dar no mesmo...
E depois... é essa, verdadeiramente, a razão que nos traz a este blog? Contar espingardas, perdão, saber quem é ou não anónimo? Ora tenham dó!
Alan Smithee,
vivo e de boa saúde e a morar em Lisboa
11:10 AM
Para que não fiquem dúvidas, sugiro a leitura de UMBERTO ECO, «Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas». Editorial Presença, 11ª edição, 2004, pp.180, com as devidas adaptações:
«Deverão certificar-se de que os trechos que copiam são verdadeiramente paráfrases e não citações sem aspas. Caso contrário terão cometido plágio.
(...)
Os estudante fica com a consciência tranquila porque diz, mais tarde ou mais cedo, numa nota de rodapé, que está a referir-se àquele dado autor.
(...)
Como ter a certeza de que uma paráfrase não é um plágio?
(...)
A prova mais tranquilizadora tem-se quando se conseguir parafrasear o texto sem o ter à vista"
(...)»
Há vários exemplos dados pelo conspícuo filósofo e autor intaliano.
Mesmo querendo ser advogado de MST, confrontanto os textos não tenho a mínima dúvida: MST plagiou!
Desonestidade criativa e intelectual. Embuste, portanto.
Parabéns aos autores deste blog. Dominique Lapierre e Larry Collins agradecem.
11:12 AM
Sr. Marco Santos
Ganhe juizo, pobre criatura!
Comparar este velho barão com essa criatura indefinivel e indescritível chamada Castelo Branco é de um mau gosto atroz. Insulto gratuito, coisa própria de um malandrim. Cultive-se, seu figurão, e não se lembre de passar à minha beira sob pena de travar conhecimento drástico e doloroso com um pingalim que me chegou há pouco de Calcutá.
Sabe o que é um pingalim, ao menos?
Não sabe.
Ursulão! ignorante!
Barão de Lacerda, Alentejo
11:16 AM
Alguém sabe quem é estes barão de lacerda? é escritor? tem algum blogue? escreve noutros sitios? o homem é brilhante, carago!
11:19 AM
Olha, o Tadeu. Só cá faltava este. Vá lá, ao menos reconhece a seriedade do 24 H. Quando um director, de livre vontade, chama «pasquim» ao próprio jornal... está tudo dito meus amigos.
Obrigado pela sinceridade, Pedro
JMF
11:24 AM
Ora bolas, só agora é que perceberam que o Miguelito é um bluff?
Cambada de tótós...
11:31 AM
Saibam toda a verdade sobre Miguel Sousa Tavares
Consultem
http://timor-deste.blogspot.com
11:56 AM
mensagem ao bloguer encapuzado: fonte proxima de MST jura que vais pagá-las bem caro meu sacana. prometo-te que te encontro e te faço mil torturas antes que os teus dias acabem. brincar com o fogo é assim. foge e esconde-te cabrão. jurei-te vingança ontem, e vais tê-la
12:22 PM
a digitalização de duas das páginas (na versão francesa) está aqui: http://f-world-blog.blogspot.com e remete a comparação para o parágrafo do "tédio" que não é, conforme aqui neste blogue está claramente explicado, um facto histórico mas uma classificação de Lapierre e Collins.
12:43 PM
por lapso não assinei com o meu nome o comentário que acabei de escrever. o meu nome é Fátima Rolo Duarte. Considero que estes anónimos bloggers estão cobertos de razão. Não concordo que o caso seja grave, mas penso que pauladas e queixas-crime são artilharia demasiado pesada para quem, de facto, por lapso ou intencionalmente, se baralhou todo e transcreveu, traduzindo, frases completas do livro Cette Nuit La Liberté. Também é fácil verificar que o guião de Equador é Cette Nuit La Liberté no que não vejo problema algum. Tivesse Sousa Tavares outra disposição e só lhe ficaria bem confirmar os lapsos, vamos chamar-lhe assim, e confirmar a sua admiração pela história de Lord Mountbatten. De resto, o livro Cette Nuit La Liberté não é um mau livro mas isto já são contas de outro rosário.
12:51 PM
Se não fecharem já... Sou jornalista e a última coisa que faria era deixar aqui o meu nome. Tenho medo, sim senhora. Falta-me a coragem, sim senhora. Sou mulher, não quero levar pauladas. Sou mãe, tenho filhos para sustentar. O meu medo é maior do que a minha revolta perante a situação actual da imprensa deste País. Não muito, porque a revolta é grande, mas o suficiente para não dar o meu nome. É triste, degradante, inacreditável que os autores deste blog tenham de fazer um bom trabalho sem assinar por baixo. Mas é verdade. Não há outra forma de o fazer. Mais ninguém o fez, em página alguma da nossa imprensa. Não porque os factos não sejam reais. Eles são reais. MST plagiou. Vê-se, lê-se. Triste, mais triste do que o plágio, é a falta de isenção dos nossos jornais. Ninguém arrisca investigar ou dar notícias que não convenham. Mas isso, sabe qualquer jornalista há já uns bons anos. Os leitores é que talvez ainda não saibam. E sobram os blogues. Os blogues não assinados, não editados pelos mesmos nomes que assinam as opiniões impressas em papel.
Há censura. Obrigada pelo vosso trabalho.
1:37 PM
Só falta alterar o orçamento de estado para que haja fundos para uma investigação a 1975-2003.
Considero o MST um homem inteligente, embora nervoso e inseguro, o que aguça além do limite a capacidade de, de uma expressão, contar uma história.
Plágio? Só pela tesão. Digo eu.
1:44 PM
por acaso já comparastes o crime do padre amaro com o crime do padre moiret do Zola?
2:07 PM
após 340 comentários, resolvi escrever também. li aqui muita coisa, muita para levar a sério, muita apenas escrita como brincadeira.
1 - plágio. não sei de cor a definição, mas também não é o que me interessa agora. será este o caso?
2 - assumo - não gosto de uma figura que cita como exemplo de idoneidade pinto da costa e que cospe na selecção nacional apenas porque o seleccionador não agrada ao seu clube.
3 - os livros de miguel sousa tavares nunca me apelaram. nunca li nada, a não ser os parágrafos aqui transcritos.
4 - o essencial está demosntrado: parágrafos inteiros foram copiados. com que intenção? será legítimo? eu próprio escrevo. durante dez anos escrevi poesia, e decerto muitos dos meus versos já tinham sido escritos. não existem donos absolutos de palavras, expressões ou frases. parágrafos inteiros já custa mais aceitar.
e estou a terminar um romance. com esta história pergunto-me se sem querer seria possível ter feito um parágrafo igual. porque frases, tenho copiadas por lá, mas assumidamente. por exemplo, de cesariny.
5 - teria MST a intenção de copiar os parágrafos inteiros por achar que era essencial que o fizesse para a criação dos ambientes do seu livro? se sim, faz sentido a citação do original em bibliografia. mas continua a custar... e se eu fosse leitor dele sentia-me traído.
será legítimo, da mesma forma que um músico hoje em dia utiliza samples? um parágrafo inteiro... repito... custa.
6 - quanto ao facto deste blog ser anónimo, isso não interessa para nada. contém factos. mas eu vou deixar aqui o endereço do meu blog.
7 - MST colocou portugal a ler? de forma alguma. se formos por aí, também margarida rebelo pinto e paulo coelho o fizeram. o "grande público", de consumo em massa, que compra livros no hipermercado e tabacaria, come o que lhe colocam no prato. também se lêem a maria e o jornal a bola, onde MST diz alguns absurdos semanais.
com tanta reflexão, concluo isto - não acho legítimo o que MST fez, pois não basta colocar o livro referido na bibliografia. para ser honesto com o leitor, teria que colocar em nota de rodapé nos lugares correspondentes que aquilo não foi escrito por ele. por uma questão de lealdade para ocm quem o lê, e em muitos casos, o admira e acredita que aquilo é tudo obra dele.
Luís Brito Pedroso
2:17 PM
Pobre MST, é vê-lo agora, já em fecho de redacção, a apagar a crónica do expresso e a ter de escrever outra coisa qualquer. Deixa lá, podes sempre copiar o texto de alguém. Assim como assim, já estás habituado.
E por falar nisso: Traidora, foste tu?
3:58 PM
ler aqui que o mst é um dos melhores escritores portugueses dos últimos anos... mostra que de facto só se lêem livros de hipermercado. credo.
4:01 PM
Tantos abutres a pairar por aqui...
4:18 PM
este blog é um plágio
6:27 PM
Só falta dizer que O livro: "Portugal e o futuro" de António de Spínola Edt. arcádia. Ás tantas.....risssssssssssss
6:30 PM
Pauladas? Pois eu hei-de dar um murro nas trombas nojentas desse Tavares no primeiro momento em que ele se atravesse no meu caminho.
9:33 PM
Acabei de escrever um mail para a editora inglesa. Dei conta da minha indignação e sugeri-lhes um rápido processo contra MST. Aconselho todos a fazer o mesmo.
Maria S. Simões
9:35 PM
A próxima vez que encontrar Sousa Tavares num qualquer lugar público, vou cuspir-lhe na cara. Merda de gente.
9:36 PM
Notícia no DN:
http://dn.sapo.pt/2006/10/27/artes/miguel_sousa_tavares_ameaca_denuncia.html
onde se afirma que o «anónimo [autor do freedomtocopy] sugere, erroneamente, que o início de Equador seria decalcado quase palavra a palavra da abertura de Esta Noite a Liberdade»
erro? manipulação? ou o jornalista limitou-se a ler o post do blasfémias igualmente erróneo?
11:52 PM
Tal como eu, mantenha o anonimato. É uma vantagem indiscutível neste caso. O plágio - a que outros países europeus começam a dar mais atenção - tem raízes na pequenez do nosso sistema de ensino. Abafa a criatividade, espartilha o pensamento. Mas não só, tem também a ver com a mesquinhez que se instala na nossa sociedade: a fama rápida, meteórica, big-brotherizada é a mais valorizada por alguma imprensa (escrita/audiovisual), e por arrasto, infiltra-se na inteligentzia.
Mas um dia avançe, e se puder, seja também fundador de uma comissão anti-plágio com imunidade total. Lá estarei para o cumprimentar.
12:43 AM
Senhor Barão de Lacerda, nas suas mãos um pingalim é uma arma para caçar gambozinos.
Seja como for, felicito-o: a personagem que criou para intervir nesta caixa de comentários é genuinamente odiosa. Creio que nem eu, nem ninguém, a começar por si, a pode levar demasiado a sério.
Já agora, se me permite, as palavras «juizo» e indefinivel» escrevem-se, respectivamente, «juízo> e «indefinível». Na sua azáfama criadora, o senhor Barão de Lacerda esqueceu-se de colocar o pingalim, perdão, o assento...
Quanto aos insultos lançados, é Castelo Branco. Mais refinado e menos bicha, mas é.
1:48 AM
É por estas e outras que muitas vezes me sinto envergonhado de ser português.
Nunca pensei que houvesse tanta inveja, tanto rancor, tanta maldade na mentalidade "lusitana".
Clarinha, está caladinha, olha que sou capaz de contar o que se passou contigo quando foste lavar as cuequinhas num lavatório dum WC.
Olha que tu ára azeiteira já pouco ou nada te falta.
Quando entrares num WC público olha-te no espelho, pois o de tua casa já está viciado.
2:09 AM
Olá pessoal da minha Terra!
Assim como eu, também os autores deste blogue são anónimos, ou por outra, usam e abusam de pseudónimos!
Por mer(da)a casualidade, e por simples cuquice, para não dizer outra coisa, gostaria de saber quem é ou quem são os autores deste Blogue.
Meus caros se vocês disserem quem são, eu também direi quem sou, e vocês até n~em vão gostar muito de saber quem eu sou!
Não vou por onde vocês querem que eu vá, mas vou sim pelos meus próprios passos.
...
Já agora ficaria imensamente grato se este meu comentário fosse aprovado.
...
Até à apróxima
2:27 AM
Excelente ideia Maria S. Simões!
Aqui está o site da editora francesa Éditions Robert Laffont:
http://www.laffont.fr/index.htm
E os vários contactos:
http://www.laffont.fr/contact.htm
Eu já enviei umas mensagens. Para "La direction" e para os "Service éditorial"
Toca a escrever!
2:42 AM
Não foi Luís de Camões quem escreveu "Os Lusíadas".
Foi uma outro gajo que, por acaso, também se chamava Luís de Camões.
3:11 AM
Eu assumidamente não gosto do MST. A arrogância com que esgrime os comentários na TVI é digna de um Salazar ou de José Mourinho. O problema é que Salazar foi quem foi, e José Mourinho cumpre com aquilo que diz. Mais uma vez, vou repetir o que já disse. MST, num jornal da TVI disse: "os portistas" referindo-se aos habitantes da cidade do Porto e não aos simpatizantes do seu clube. Um erro nada de mais, não fosse ele o guardião da moral, dos bons costumes e do português, do nosso país, alguém que, como ele diz, pôs Portugal a ler.
Acho que MST só resta uma solução, ainda por cima sendo filho de quem é. Fugir para o Brasil e humilhar-se publicamente, sem antes anunciar na TVI que no Porto moram portuenses.
3:23 AM
Se este embuste vier, de facto, a confirmar-se... que tristeza, que decepção, que desconsolo. Valham-me o nobre Barão de Lacerda e o Miguel Horta com a sua requintada ironia palaciana e saber de experiência feito, para sorrir no meio de tanto lodaçal. Contraíndo a preposição de e o advérbio antes, só resta dizer que dantes era mais discreta a pobreza de espírito e menos democrática a sua voz.
Verónica de Santana
3:24 AM
LOOOLlll
Não li o Equador, nem me apetece ler, não conheço o Sr. Miguel Sousa Tavares pessoalmente, não tenho interesse nisso, nem me apetece interpelá-lo, mas julgo, ou antes, acho, porque não julgo ninguém, abosolutamente curioso o quanto esta matéria simples, um plágio, usado em tantas mesas de escola, interessa a tanta gente, o quanto a vida desse senhor interessa abordar, julgar, e blogar. Provavelmente ele tem quase dois metros e isso faz muita sombra, ou então é um bodezito expiatório de matérias pessoais e sensíveis. Não sei.
Mas aquilo acho absolutamente curioso é nº de anonimatos, não obstante em si mesmo compreendê-lo e aceitá-lo.
O que não aceito é o crime certo e visto aqui de comentar com um nome que não é o seu. Um crime de plágio de identidades, portanto, eu, continuarei a pensar, ainda e sempre que neste país, copiam-se estilos e não competências.
Saudações
Côba
ecodacoba@yahoo.com
3:43 AM
Leio uma estimada Senhora jornalista anónima que nos explica, com crueza pungente, a razão de não revelar o nome. Desconfio ser idêntico o motivo que leva o autor (autores?)deste blogue a não revelar a identidade.
Leio-a e não me custa acreditar no que diz; Por amigos e contactos diversos no meio dos jornais, tenho conhecimento de coisas infames a que os jornalistas se submetem (por acção e omissão) para manterem o emprego seguro.
Aliás, este imbróligo envolvendo o dr. Sousa Tavares tem sido particularmente revelador acerca do jornalismo que se vai fazendo neste País.
Qualquer espírito lúcido vê isso.
A ditadura dos grandes grupos económicos, respeitável Senhora, é tão sinistra como as outras.
Com a vantagem (para eles, grupos) de ser silenciosa. Tão discreta e silenciosa como uma reunião de banqueiros à Baixa Lisboeta.
Estou consigo, respeitável senhora: é um dor de alma viver e trabalhar num País novamente amordaçado; um País onde a palavra mais sagrada de todas - Liberdade - é um conceito cada vez mais relativo.
Pior: um País amordaçado sem o parecer.
Que ferro!, Que choldra infame! Que sina!, Que sina!
Felicidades, minha Senhora
Barão de Lacerda, Alentejo
3:45 AM
CADA VEZ OS JORNALISTAS SE VENDEM MAIS
Nunca vi um trabalho t-ao ignóbil, rastejante e mercenário como o de LEONOR FIGUEIREDO hoje nas páginas do Diário de Notícias. Vale a pena verem para ficarem chocados tal como eu fiquei. Se aquela criatura é jornalista apenas merece uma coisa, que lhe seja retirada imediatamente a Carteira Profissional. Ela para além de nada informar, manipula, mente, apoia o pagador MST e depois para "provar" que não existe plágio publica algo que nada tem a ver com o verdadeiro plágio. Igualmente a pseudo jornalista e mercenária dá-se ao desplante de afirmar que os textos semelhantes em três páginas do Equador não são suficientes para se afirmar que existe plágio. Que descaramento!!!
3:48 AM
Só agora encontrei o original porque não confio nas transcrições e confesso que ainda não tinha lido o Euqador. Há, de facto, muitas coisas, digamos, parecidas demais. São figuras históricas, é certo, mas MST podia ter tido mais trabalho a puxar pela imaginação nas descrições, já que se trata de um romance histórico. Em vez disso, limita-se a traduzir do inglês para português e a colocar um ou outro advérbio de modo.
Quanto à polémica, só o ajuda a vender mais uns milhares de Equadores.
3:57 AM
É sempre interessante verificar o nível de vocabulário mantido nos comentários ao post que originou este blog.
Sim senhor, Portugal é um país de poetas.
4:00 AM
"Portugal é um barco sem rumo, prestes a encalhar, porque ao contrário de outras embarcações, os únicos elementos que permanecem a bordo são as ratazanas".
Não tenho o minímo interesse por este pseudo meio de comunicação, ridiculamente designado por "blog". É a primeira vez(e espero que única) que participo numa "coisa" deste género, escrevendo estas parcas palavras, mas o assunto em questão, assim o determina.
A grande maioria do povo português, para além de feio, porco e mau (Adaptação de um título de um filme de Ettore Scola, não vá o "diabo" acusar-me de plágio) é cobarde, agindo sempre em grupo. Devemos ser o único país da Europa com milicias populares e linxamentos públicos. Claro que as vítimas têm, no máximo, o estatuto de pilha-galinhas, já que um malfeitor de uma linhagem superior, seria um bocado perigoso, para esta gente "corajosa".
Não conheço o senhor Miguel Sousa Tavares, nunca li o "Equador". Não sei se houve plágio, não me parece, mas não é isso que me move. Aquilo que faz com que perca tempo a escrever estas linhas é a vergonha. A vergonha de fazer parte de um povo tão indigno, mesquinho e cobarde como o nosso. Que, escondido pelo anonimato que este processo possibilita, urra impropérios de fazer corar as pedras da calçada. Desde chamarem ao autor "porco", "ladrão",
"órdinario", até evocarem o facto de que "até o irmão que é deficiente não gosta dele...", tudo se pode ler nesta galeria de misérias.
Até à poucos dias este senhor escritor era, para esta mesma gentinha, O MELHOR ESCRITOR DO MUNDO, e o "Equador", O MAIS INTERESSANTE E BEM ESCRITO LIVRO DO MUNDO. Acredito que a maior parte nunca leu esta obra e fala por desconhecimento de causa, porque fica bem dizer que a leu (é uma gente vaidosa). Exactamente como agora, como lhes cheirou a sangue (são uma mistura de carneiros com tubarões), vieram todos ver se conseguiam dar uma dentadinha. Isto sem saberem se é exactamente assim, ou de outra maneira qualquer. Eles querem lá saber. Querem é "festa". Exactamente como quando param na auto estrada para ver gente moribunda, a revirar-se de dor no asfalto.
Para eles só existe o 8 ou o 80.
A virtude, como se sabe, está no meio...
Por fim, gostava de dizer ao chefe da matilha que, se fosse um homem sério, teria transmitido esta sua "suspeita" a quem de direito, por carta, dirijida ao autor, aos editores, à policia, ao senhor cavaco, ao rato Mickey, ao contrário de ter feito deste assunto um espectáculo de circo de 3ª categoria.
Eu nisto estou de acordo com o Senhor Miguel, e também lhe dava uma pauladas. É que nunca gostei deste tipo de gente.
Pedro de Figueiredo
Lisboa
4:11 AM
Então não havia esse jornal de referência que é o "24Horas" defender o Miguel Sousa Tavares... Não quero, agora, analisar se o que ele escreve em "Equador" é plágio, cópia, transcrição ou outra coisa qualquer. Neste momento o que me interessa é perceber alguma da lógica do pasquim. É, afinal, fácil:
Se dá e espaço editorial dão guarida á conhecida plagiadora Clara Pinto Correia para botar umas crónicas, porque razão não defenderia o Sousa Tavares? O jornaleco não é propriamente conhecido pela sua aprofundada noção do ter boa prosa, investigar seriamente, abusar da honestidade(intelectual ou outra). Se o que alguém disse atrás acerca do filho de MST trabalhar nesse pasquim se confirma, então não há coincidências...
Quanto á linguagem e tom arruaceiro, reveladora de enorme categoria, do Sr. Sousa Tavares, essa sim, coincide perfeitamente com o "24 Horas".
De qualquer maneira, prevê-se que Novembro seja mês de grande contentamento para o Tadeu e restante cambada: vão aumentar a circulação já que os vendedores de castanhas usam "aquilo" para os seus tradicionais cartuchos.
ps.: Daqui o meu agradecimento pela frase "Não há Coincidências" á Margarida Rebelo Pinto. Cá por coisas...
4:17 AM
Pelos anos 30 do século passado, o dadaísta Marcel Duchamp encontrou um urinol de louça de modelo normal na altura. Chamou~lhe " O Fontanário" e exibiu-o causando escândalo imenso entre o venerável público, que lhe pediu a pele, e a crítica que levantou os braços aos céus e clamou por"atentado"ao bom gosto.
A peça que do anonimato, pelo poder de uma assinatura e, diga~se, de uma deslocação de significado instaurada pelo autor, passou de objecto trivial a peça de museu, está desde há muitos anos de facto num museu.
Foi, e ainda não existia esse nome que entretanto quase se tornou abominável, de tão banal e repetido ad nasueam, a primeira "instalação."
Inaugura toda uma atitude da arte em relação a objectos triviais, descodificados e recodificados, inseridos num contexto diferente, onde as suas funções primordiais embora estejam latentes deixam de ser as principais.
Bem, o que tem a ver o Fontanário de Duchamp com as 3 páginas e tal absolutamente plagiadas por MST?
Primeiro vejo no ar e nas mensagens uma espécie de caça ao plagiador que não faz sentido nos nossos dias em que tantas vezes a pintura e a literatura são citacionais, e inserem e integram com o maior à vontade fragmentos ou elementos doutras obras.
Será por isso que os autores dessas obras serão falsários? A ideia de pureza literária é complexa e devo dizer falaciosa. Todo o escritor é um falsário, toda a arte é uma mentira - ou não fosse ficção.
O que pedimos a uma mentira é que ela seja bem contada, e é imberbe e emocional levantar os braços ao ar e dizer num tom de madalena enganada "o autor mentiu-nos!"
Todo o autor mente. Mais todo o autor deve mentir. Deve é mentir com arte, com a maior arte possível e reconstruir com as suas palavras, imagens, manchas ou urinóis - uma outra realidade que nos faça ver não melhor, mas de outro modo, a nossa realidade.
Condenar uma obra designando-a por estranha e anómala faz parte de uma paleta de semântica fundamentalista. Não é nada estranho que um autor dos nossos dias plagie, faça copy-paste, integre elementos modificados da obra de um outro ou outros no seu livro.
(Espanta-me que o MST, que por vezes tão bem sabe manejar as palavras, não se saiba defender)
Tempos novos tem práticas de escrita diferente. O copy~paste pode ser instrumentalizado de diversas formas, o meu ponto é simples; o plágio pode ser criativo e um elemento de uma obra nova.
Se a pintura tem a liberdade de praticar "a colagem", que funciona como elemento citacional e de passagem a graus segundos e terceiros de leitura, a literatura não o tem em menor grau.
Uma obra aberta contemporânea não tem que obedecer a graus de pureza literária, inclui escória, cópia, fragmento, citações, outras narrativas, narrativas de outros.
É absurdo estar a condenar e criticar uma metodologia, uma oficina literária.
O que se pode e deve criticar é o grau de sucesso que essa metodolgia teve.
Na minha opinião o Equador é um grande livro falhado por uma razão simples, o tom geral queiroziano, esse estilo característico que constitui o "peché mignon", epigonia típica de tanto escriba luso, que nunca mais consegue sair debaixo das saias do divino Eça.
Por isto tudo o "Fontanário" do livro o Equador é o Eça, não o Lapierre e o Collins, um destelhado a ajudar as obras pias da Santa Madrasta de Calcutá, o outro desaparecido da navegaçao.
Pax, Justitiae e reaprendizagem da nobre Arte de Insultar, que anda tão na mó de baixo que dá psicodramas baratos com madalenos ofendidos e magoados, e leitores encornados a reagir incendiariamente.
BTW antigamente havia uma figura de destaque e quase só uma no jornalismo português - fazia o gaúdio do "vom pobo" encantado por valentões que varriam feiras à paulada. Era o jornalista caceteiro.
Essa atitude perdura em expressões como "senti-me esmagado" pela audição, pela obra, por... Really? Ou então o "é de arrasar". Deve ser por isso que gostamos tanto de bull-dozers, e que a figura do homem que varre feiras â paulada também perdura, reciclada e downnloaded por outras vias.
Entretanto, parece-me que não são tanto os livros que devem mudar, são as mentes.
Incívicas saudações â pirataria em geral, e agradecimento ao Pedro Marques dos Santos por ter destacado o meu imodesto heterónimo pela qualidade das intervenções. Concordo com os nomes que ele apontou. Também acho graça ao Barão. Um bom actor, escreve bem, tem sentido de humor não entra na patologia dos registos emocionais mas vê-os com auto irónica sobranceria. Vive no campo o que além de saudável,leva a estar "far from the madenning crowd."
Acrescentaria porque tem algum picante o Trickster Boronha, e a Lucy Dalton e mais outros comentadores. Não posso é com os mão-ao-peito arrependidos ou com os profetas fulminadores donos das grandes e definitivas condenações. Não leram Arno Gruen? É lá preciso entrar em estado apoplético por causa de uma trivialidade como um livro trivial. Há muita falta de sorriso no nosso país e hordas de gente que não se sabe rir de si mesma.
I'll laugh to the sharks.
Valeu a pena iniciar este blog. Escrever anonimamente não é uma vergonha, não vai contra a netetiquette, é uma das possibilidades permitidas pela funcionalidade dos blogs. Essa ideia de dar a cara é estúpida. A cara é o estilo. Nenhum estilo se esconde. A coragem de uma pessoa é a coragem do seu estilo.
Além disso há a possibilidade de ter heterónimos, como é o meu caso. Todo o ser humano é um actor. Esse judicialismo persecutório de ter que ter uma só monoidentidade parece coisa do Arquivo de Identificação.
ou da Judite.
Je est un Autre. La nature comédienne de toute prose, etc.
Bons souhaits â tout le monde, aproveitem este belo dia de sol.
Locomotiva
4:22 AM
O facto mais perturbante desta história toda é o silêncio da comunicação social...
Aqueles patetas que passam a vida a erguer o "escudo" da liberdade de expressão - conquistada e, segundo eles, ajudada a conquistar pelos próprios - sempre que são confrontados, com a sua incompetência e falta de ética, encontram-se agora tão ou mais atrapalhados (ou não) que o próprio MST...hilariante
4:28 AM
Esta é demais, MST acusa grupo de teatro de Tomar de págio! Resta saber se o plagiado é realmente MST ou os autores ingleses. lol
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=192&id=18871&idSeccao=2489&Action=noticia
4:33 AM
De facto, a peça do Diário de Notícias, é um autêntico vómito jornalístico
4:34 AM
Freedom to copy: O blogue necessário!
Já agora, reparem também no nível deste outro blogue e na maneira como trata o assunto do "trambiqueiro da tvi"
http://f-world-blog.blogspot.com/
«Atento»
4:44 AM
EStou estufefacto! Lindo! Parabéns aos autores deste maravilhoso e educativo blog. Esta malta perdeu a vergonha! Vou pedir para pedir para me trocarem o livro pelo verdadeiro-Ou mudo eu próprio ao cimo, na capa ,o nome do autor?
5:14 AM
Obrigado a round about. Realmente o que foi publicado no DN não dá para acreditar. É o máximo da bajulice e do mercenarismo ao serviço do jornalismo. Aliás, não admira desde que o DN tem lá na administração um ser ixecrável habituado desde Castelo Branco, depois em Macau a estes serviços...por isso é que o Sócrates exigiu ao Oliveira que essa criatura Afonso Camões fosse colocada nas administrações do Diário de Noícias-Madeira (um salário), na Lusa (outro salário), no DN (outro salário) e ainda tem mais, muitos mais. E esta ligação Sócrates-Camões daria pano para mangas e levar-nos-ia muito longe..desde os imóveis adquiridos em Castelo Branco com dinheiros de Macau a...fiquemos por aqui porque não quero que a PJ seja obrigada a destituir um PM
Então MST, agoras assinas Pedro de Figueiredo?
Parabéns a locomotiva e ao barão de lacerda
5:20 AM
Não sei se conhecem mas encontrei uma especie de dossier na net sobre este caso.
Chamam-lhe caso equador. será q há mesmo caso para isso...
http://www.grupos.com.pt/casoequador/
5:47 AM
Sobre a peça do DN não vale a pena dizer mais nada. É qualquer coisa de lamentável a todos os títulos. E jornalismo não é.
Já enviei um mail para a editora Laffont e recebi resposta. O caso está a merecer a atenção do departamento jurídico, as comparações vão ser feitas e, no caso de assim entenderem, avançarão com processo sobre Sousa Tavares. É caso para concordar com os autores deste blogue. Ele cumpriu a sua missão.
João Breyner
5:56 AM
Imaginação de qualidade precisa-se!
Que andará a acontecer por estas bandas? Já ouvi falar no plágio da MRP e agora MST?
Há dias que parecem noites!
6:21 AM
reparem na quantidade de (...) que sao usados nos trechos retirados dos livros pelo autor deste blog. Autor esse,que já agora diz que no tribunal sim, irá haver igualdade, sem insultos, amigos ou pauladas...e sem anonimatos, talvez?
6:51 AM
Contactei por e-mail a editora dos autores Dominique Lapierre e Larry Collins e, até agora, não tive resposta.
7:10 AM
Ou isso ou estamos perante mais uma brilhante manobra de marketing. "Alguém" anónimo acusa o autor de plágio... deixa alguns parágrafos para abrir o apetite... as pessoas ficam cuiosas e compram o Equador só para ter a certeza e poder comentar.
Pensem nisto...
7:16 AM
luisa
conte-nos essa história do Camões em Macau, dos dinheiros que desviou e para quem? Jornais? Revistas? Políticos? Empreendimentos? Parece que sim, vá lá, confirme. Em 2000 falou-se que esse Camões "ajudou" muitos amiguinhos do PS de Castelo Branco...serão os que estão no governo? E quantas casas comprou esse Camões? Será que Macau ainda pode dar muito que falar? Será que o Expresso e MST não estão na jogada? Eu lembro-me que o Expresso andava sempre a publicar cadernos especiais sobre Macau. Como eram pagos? Os pagamentos entraram na contabilidade do Expresso? Fugiu ao fisco? Será que o jornal tem um saco azul muito grande e por isso pode pagar bem a plagiadores?...
7:21 AM
E o Pai Natal foi com o coelho da Páscoa no combóio ao circo!
7:22 AM
Caro Barão de Lacerda,
Anuncio-o Barão por respeito e não por credo, felizmente não caio no arrufo de pôr em causa o gosto (discutível ou não)de cada individuo... cada um como cada qual... claramente o senhor é um apologista do "faça o que digo não faça o que faço", a não ser que a sua mente e os seus dedos estejam desfazados, porquê? pede-me que não faça juízos de valor e tem razão, não o conheço, desconheço as suas paragens a sua história ou quem sabe os seus "Equadores"... mas conheço as suas premissas, apesar da minha juventude e da minha parca experiência conquistadora de outros mares e outras terras, sem distinguir uma permissa negativa universal com uma permissa negativa particular... uma atribui a todos a tão famosa qualidade de ignaro que atribuíu ao povo português, outra apenas conduz a alguns a mesma qualidade.
Já agora, como eloquente moderador que é, gostava que estabelecesse os parâmetros do ser Ignaro, Ignóbel, Ignato e todos os sinónimos a eles adjacentes.
Tem razão sou uma senhora, de sexo e de carácter, sou apologista da verdade e da seriedade - e por favor não pense que por isso me rio menos que o senhor ou qualquer outra pessoa.
Continuo a defender que o Dr. Sousa Tavares, não foi e pelos vistos não é honesto, nem sério.
Gosto da eloquência das suas palavras, lembra-me um Julio Dinis de consciência moderna.
Mas isso não lhe atribui o beneplácito de tratar os "plebeus" da forma displicentemente airosa como o faz... a nobreza só é merecida quando se equivale a modéstia do seu par.
E assim me termino - não a rir, mas a sorrir, porque a vida não são só palavras...
Cumprimentos,
BellaMafia
7:27 AM
Li o DN e o editorial do Publico. Uma vergonha. Este blogue não acusou o Tavares de plágio. Acusou-o de copiar parágrafos e ter tirado ideias do outro livro. E provou-o. Agora desviam-se as atenções. Ainda por cima um tal de José Manuel Fernandes, um vendido à CIA. O fascismo voltou. Escondem-se os crimes dos amigos como no tempo do Ballet Rose. Eu estou elucidado. E percebo que os autores deste blog não assinem com os seus nomes. Não voltariam a ter emprego em Portugal.
Mário Fernandes - Guimarães
7:32 AM
Oh nobre povo Português de gloria fundada na inveja!!!
Somos tacanhos e subdesenvolvidos, mas gloriosamente invejosos. O sucesso faz-nos comichão, a corrupção talvez não. Mas erguemos a bandeira do plágio como arma para derrubar aqueles que beliscam a consciência nacional e ousam seguir caminhos tortuosos minados por interesses sensíveis.
Oh santa indignação! Aceito nas vossas causas de denúncia, mas pergunto, quantos de vós não foi inspirado na vossa existência por criação alheia?
7:32 AM
Senhor Marco Santos
É a última vez que lhe dirijo palavra, pois não me parece que valha a pena gastar latim consigo quando há tanta gente interessante (cada vez mais, noto) a debitar neste blogue.
Primo: o seu nome próprio (Marco) irrita-me solenemente, embora o caro não tenha disso a menor culpa; mas irrita, é um facto. Saiba que pode alterar o nome quando fizer 18 anos.
Secundo: não compreendo nem me interessa compreender a sua insistência na figura de Castelo Branco. Todos teremos pecados inconfessáveis mas esse, Senhor Marco, é apenas e só de sua conta. Guarde-o para si.
Nada de muito grave, todavia. Saiba que uma Senhora das minhas relações também tem fixação pelas chamadas «figuras públicas». Já aconteceu em charla de amigos a Senhora em questão começar a discorrer sobre os Senhores António Sala, Edmundo Pedro, Anthimio de Azevedo, Emidio Rangel e Venceslau Fernandes sem pretexto e motivo plausível.
Tertio: agradecido pelas correcções. Este velho barão não domina, como gostava, o teclado do computador, e produz gralhas e lapsos indesejáveis.
Mas, helas! domina o pingalim com destreza bastante para lhe aplicar o correctivo que o Senhor seu Pai manifestamente não lhe ferrou em tempo útil.
Com esta me raspo. Como bem lembra o Senhor Locomotiva (mas que espírito, que verve!) faz sol e o cheiro do campo ilumina o corpo a mente.
Não se esqueça, seu rapazola: em 2008 pode alterar o nome próprio na Conservatória do Registo Civil.
Barão de Lacerda, Alentejo
7:33 AM
Tem razão. O editorial do Publico é um asco de amiguismo. E esse JM Fernandes não tem autoridade para nada. Acabou de vergar a cerviz ao patrão e despedir mais 50 jornalistas.
António Lobo - Cacém
7:33 AM
Mas como é possível negar tamanha evidência?! Se ele até foi roubar a piadinha do morrer de tédio? Não faz sentido. Só por cegueira. E já agora, quem me fala desse livro sobre Pondichérry de onde há de ter roubado mais uns bocados? Gostava de o ler com atenção...
Antunes das Neves
7:41 AM
já deu para perceber que há muitos "Equador" no balde do lixo a esta hora.mas eu tenho perguntas a fazer:o livro é de papel reciclado?quando posto no lixo,é no ecoponto correcto?e as árvoreszinhas sacrificadas para produzir estes livros???como é??!!!
7:58 AM
A Mário Fernandes
Você está certíssimo. Ai de nós que trabalhamos em redacções de jornais se colocássemos aqui o nosso nome. Emprego por um canudo. Nos jornais não há liberdade. É a realidade indiscutível. Só o poder instalado é que conta e ai de nós jornalistas se tentamos contrariar essa onda.
Há dias apresentei ao meu chefe de redacção apenas uma ideia: entrevistar as duas senhoras desavindas na CM Lisboa, Paula Teixeira da Cruz e Maria José Nogueira Pinto. Resposta elucidativa: - Só se entrevistar também alguém do PS!
Ainda retorqui dizendo que o diferendo e as quesílias eram apenas entre aquelas duas personagens. Já não obtive mais diálogo.
Conclusão: estou desempregada, aliás, entro amanhã para outra redacção. Espero melhor sorte.
8:08 AM
Para j.roque
O Expresso recebeu só de Rocha Vieira/Afonso Camões 8,5 milhões de patacas
Ao tempo: 1 pataca = 20 escudos
8:13 AM
É por de mais evidente.
Limitou-se apenas a alterar uns números e nomes, coisas insignificantes numa história como aquela.
Quantos mais plágios terá feito este cara de pau?
Que vergonha!!
O SR. ÉTICO, o SR. MORAL, o SR. PRINCÌPIOS, O SR. INTELECTUAL.
O SR.É UMA GRANDE FAUDE.
A SRA. SUA MÃE deve estar a dar voltas no túmulo.
Que vergonha para uma MULHER INTELIGENTE, CULTA, DE PRINCIPIOS E DE UMA INTELECTUALIDADE VASTA.
Resigne-se à sua pobre insignificancia, porque é isso que eu espero muito, sinceramente, que aconteça.
E desculpe-se perante todas as pessoas que sempre o gostaram de ler e de o ouvir.
8:34 AM
Qualquer leitura atenta e desapaixonada das comparações que haveis publicado entre parágrafos da obra de MST e da obra de Lapierre e Collins permitirá verificar que não se trata de um plágio mas de diferentes relatos dos mesmos factos históricos. A excepção poderá ser o parágrafo com que iniciais o artigo, ainda assim insuficiente para sustentar uma (grave) acusação de plágio, até porque, estilisticamente, o dito parágrafo não tem qualquer relevância. Claro que o MST não tem ele próprio qualquer tipo de literariedade, até porque isso não é genético. Tão pouco a têm os Srs. Lapierre e Collins. Uns e outros são uns escribas (jornalistas) e não "escritores" no alto sentido de artistas que utilizam a linguagem como material de expressão. Como a maior parte dos "romances" publicados hoje em dia, Equador não é "literatura" nem MST é Joyce, Proust ou Lobo Antunes. Mas também não é um plagiador, como há muitos por aí, disfarçados de doutos académicos e grandes artistas.
8:51 AM
Ali, á roda dos cafés, surgiu de memória respeitada, esta graça:
"Não sei se alguém se lembra, mas esta não é a primeira bronca que surge a propósito do «Equador». Logo que surgiu a 1ªprimeira edição, e precisamente nas páginas do «Público», que agora e pela mão amiga do seu director sai a terreiro, defendendo MST, foi exposta uma sucessão de erros históricos patentes no livro. Não sei se terão sido corrigidos nas 26 edições posteriores - mas aposto que não. Em todo o caso, isso sempre me pareceu
vergonhoso para um livro que foi apoiado com diversos patrocínios (veja-se nas últimas páginas), e que até teve uma investigadora adstrita para
coadjuvar o MST."
"Afinal havia outra" e, se calhar a responsabilidade destas trapalhadas é dela.
8:53 AM
À Bellamafia: a juventude costuma ser bastante atrevida e neste país o atrevimento é frequentemente fortalecido pela arrogância. Aprenda minha cara amiga a respeitar e a aprender com quem sabe. Claro que a sua geração não tem culpa de ser vítima do desvario educacional que atingiu o país tanto ao nível das famílias como das próprias escolas, substituindo espaços de educação pela bandalheira. Mas tem culpa quando nem sequer demonstra a humildade de aprender com quem sabe o que é por demais evidente num dos seus posts.
O barão pode cometer alguns erros de português muito comuns quando estamos a teclar no computador, como é o caso da acentuação (erro que a minha amiga também comete: escreve Julio; individuo; saíu; titulo; juizo), mas a minha cara amiga já comete outros que revelam bem as bases que tem da língua mãe.
Vou-lhe dar só alguns exemplos: escreve V.Exa num dos seus posts : permissa; ignaro; ignóbel; ignato, ileterada; sin nobilitá. Minha cara amiga cá vai a errata: premissa, a palavra não provém do verbo permitir; ignóbil, não provém de nobel; iletrado, provém de littera, mas o e caiu; e a expressão latina correcta que invocou é sine nobilitas.
E creia que este meu post não pretende ser de modo algum ofensivo ou mesmo petulante. Só lhe pretendo demonstrar que a arrogância não nos conduz à sabedoria, bem pelo contrário.
9:13 AM
A expressão que utilizei - «mais requintado e menos bicha» - foi abusiva e precipitada, justificando o correctivo que aplicou. Pelo uso dessa expressão, resta apenas retratar-me apresentando ao senhor Barão um sincero pedido de desculpas.
Quanto ao resto, absolutamente nada a retirar: um faz poses com roupas, outro com palavras. Fim de conversa.
9:20 AM
Há 3 coisas que não quero fazer antes de morrer:
1. ler o Código da Vinci
2. aprender a jogar sudoku
3. experiências homossexuais
Agora tenho quatro...
9:22 AM
Também concordo. Este blogue cumpriu a sua missão. Tornou pública uma cópia evidente e vergonhosa. Pena é que os jornais não tenham tido a coragem de avançar para um estudo correcto das duas obras em questão. E não tenham tido o cuidado de ouvir a outra parte. Só MST e a sua editora tiveram direito a ser ouvidos. Porquê? Por que não foram ouvidos também os outros autores e suas editoras? Assim se vai fazendo jornalismo em Portugal...
9:29 AM
Afirmar que este blog cumpriu a sua missão é perigoso, porque legitima a difamação e a injúria produzidas na página web.
9:43 AM
lendo alguns dos posts só posso afirmar que:
(a) a vida pessoal de MST não deveria por princípio ser invocada como argumento contra o eventual plágio. perde a razão quem o faz. o que interessa aqui é a sua faceta pública. a vida pessoal só será plausível de ser invocada se a sua postura na privacidade colidir frontalmente com o que defende publicamente.
(b) custa-me que alguns dos comentários tanto pró como contra MST recorram a uma linguagem de taberna e a ameaças violentas. nada próprias para quem diz defender a liberdade no geral e a de expressão em particular e a nobreza de carácter. a liberdade não deve ser confundida com o desrespeito pelos direitos alheios. é isso que torna este país um paraíso para os arruaceiros.
(c) fico chocado com o espectro do medo e da hipocrisia que assombra este blog. medo confesso de jornalistas e de outros que afirmam estarmos num sistema pidesco camuflado de democracia aberta e que assim legitimamente se defendem no anonimato.
os resistentes às ditaduras também não criaram sempre vários pseudónimos e até identidades fictícias para poderem circular mais livremente e fugir à prisão? se as pessoas têm medo de represálias por defenderem o que consideram a verdade como é que o fazem? põem a cabeça no cadafalso?
a questão da cobardia do anonimato é puramente uma falsa questão. ainda bem que este é permitido senão não haveria a oportunidade de desmascarar tantas situações ignóbeis.
consequentemente no meu modesto ponto de vista a questão do suposto plágio passa para segundo plano. o que aqui se torna um imperativo é percebermos até que ponto existe liberdade de expressão no nosso país e até que ponto teremos todos os mesmos direitos.
9:48 AM
Não percebo onde é que está a difamação. Vejo aqui frases de um livro em inglês que MST se limitou a traduzir a a enfiar no livro dele. Que difamação? Espero que a editora inglesa avance com um processo contra MST e a sua editora. Assim seríamos verdadeiramente esclarecidos.
Manuel Baganha
9:56 AM
Do editorial do Director José Manuel Fernandes, hoje, no «Público», o velho barão respiga o seguinte parágrafo:
«(...) Manifestar de forma frontal, às vezes ácida, uma opinião, mesmo que errada, injusta ou despropositada, não requer qualquer tipo de coragem: apenas assinar por baixo. E procurar ser coerente tal como intelectualmente honesto».
Haha!
«Intelectualmente honesto».
É este o busílis da questão.
A honestidade intelectual.
Conceito belo como um Templo Romano, mas que não se aplica somente a quem escreve e opina, com maior ou menor acidez, sobre os outros.
Aplica-se a toda a gente, nomeadamente aos que rebatem uma opinião, uma crítica ou uma denúncia (mesmo de autor anónimo) porque se sentem injustamente visados por ela.
Aplica-se também a Miguel Sousa Tavares.
A honestidade intelectual é um valor absoluto, não descartável consoante as circunstâncias.
Lá por achar que o senhor x escreveu uma refinada mentirola sobre a minha pessoa, não posso nem devo responder-lhe na mesma moeda: mentindo, manipulando, sonegando.
O suposto «agredido» tem obrigação de ser intelectuamente honesto na defesa perante uma «agressão» que reputa desonesta.
Nas sociedades civilizadas, esta é uma regra de ouro.
Vale nas brumosas Terras Altas Escocesas, como vale em Portugal, na ladina Itália ou nesse vasto aborrecimento chamado Canadá.
Por isso mesmo, estranha-se que até ao momento o escritor MST ainda não tenha arranjado tempo para explicar aos seus leitores, de forma simples e convincente, a razão da extraordinária semelhança entre 3 ou 4 parágrafos de «Equador» e de «Cette Nuit la Liberté».
Que o Equador não é um plágio, qualquer pessoa lúcida percebe.
Claro que não é um plágio.
É um belo romance histórico.
E que as coincidências (repete-se: extraordinárias!) entre as descrições de certos prodígios particulares dos Marajás não podem nem devem ser arrumadas na gaveta conveniente das «fontes históricas», da «pesquisa histórica», e dos «factos históricos», isso também já todos percebemos. Não podem.
Porquê?
... Haha!
Por uma questão de HONESTIDADE INTELECTUAL, voltando a citar o estimável José Manuel Fernandes, que o velho barão tem na conta de Homem culto, recto e de princípios.
Resumindo, em linguagem de sapateiro: O MST continua com uma bota mal calçada.
E vai sendo tempo de a descalçar.
Serenamente, sem pilhéria, sem arruaça, sem fanfarronada.
Agora parto. De viagem.
Cumprimentos e felicidades para todos. Talvez aceite o convite e passe a escrevinhar disparates no blogue de uns velhos e distintos Amigos de infância (orestauradorolex). Coisa astuta e com alguma malícia.
Estimações
Barão de Lacerda, Alentejo
10:21 AM
O Expresso [Henrique Monteiro, Francisco Balsemão...] dispõem de uma oportunidade de ouro - estão a poucas horas de a aproveitar - de fazer uma coisa asseada e prestigiante, sobretudo ante a façanhuda e esfomeada concorrência do SOL: suspender, até cabal esclarecimento do incidente, a colaboração/crónica de Miguel Sousa Tavares.
Se o não fizerem já, quando e se tiverem de fazê-lo, será demasiado tarde.
______________________
Deniz Marques da Costa
Bobadela - Loures
10:26 AM
Carissima Bellamafia
Desejo-lhe as maiores felicidades. Eu percebi que era uma Senhora.
E, sim, este barão já deu a volta ao Mundo. Muitos Equadores, muitas Terras do Fogo, muitas Escandinávias. Muitas ilusões, muitas desilusões e muita gargalhada.
O importante, cara Senhora, é Amar quem merece ser Amado.
É isso que fica. A única coisa verdadeiramente importante.
Barão de Lacerda, de partida
10:34 AM
Eu não li nem um nem outro livro. Sem crucificar, direi, apenas, que não seria surpresa. Há aí um rapaz, que pinta, maravilhosamente, reproduções de catálogos que uma amiga hospedeira traz -trazia, pelo menos- de Nova York. Um must, acima de qualquer suspeita.
P.S.: eu diria que este País tem que ser uma cópia. Do quê é que não sei.
10:38 AM
Ao fim de mais de quatro centenas de comentários ainda ninguém disse que o filho de MST não trabalha no 24 horas.
Trabalhou em tempos. O Pedro Sousa Tavares escreve no Diário de Notícias, jornal a cujo quadro redactorial pertence. Basta consultar a ficha técnica.
Também não façam qualquer ligação entre o pai e o filho (para além da óbvia). O moço é intelectualmente honesto e ao contrário do progenitor - que é fanático por uma colectividade do norte - é adepto do Benfica.
Quanto à prosa (mais que frete)publicada hoje no DN, da autoria de Leonor Figueiredo, há que dizer duas coisas:
1 - deve ter sido difícil a quem editou aquele bobó - antigo jogador do Boavista... - ter conseguido que alguém escrevesse sobre o assunto, porque o jornalista é um objector de consciência por natureza e estatuto profissional. O assunto fere a sua consciência, então recusa o trabalho e está no seu mais elementar direito;
2 - sem ninguém à vista para fazer a encomenda (não se esqueçam que o polvo tem tentáculos longos; lembrem-se do Camões, o Afonso, claro, administrador do DN, que já foi referido aqui em cima, por alguém que o conhece bem...), entrou em cena a Leonor Figueiredo, possivelmente «enviada» pelo marido, editor-executivo do jornal...
Tal como dizia o outro: «Isto está tudo ligado» - era o outro que dizia e eu coloquei aspas... tão a ver a coisa...
PS: uma palavra para o Barão de Lacerda: caro senhor Barão de Lacerda, li, reli e voltei a ler e reler as suas prosas. Sempre com prazer. O senhor escreve maravilhosamente, se tiver ou fundar um blogue deixe um aviso à navegação, porque será de leitura obrigatória. Bem haja.
PS 2: seria ingratidão ou distração não referir também o Locomotiva e o Miguel Horta. (A Bellamafia tem potencialidades, mas ainda lhe falta algum andamento).
10:45 AM
Ó barão, fique, não se vá embora! estava a gostar tanto!
10:50 AM
Fiquei desagradavelmente surpreendido com a semelhança entre os textos. Penso que o MST terá que dar explicações. Mas procurei na NET informação sobre uma das estórias e encontrei-a. Para ser ou histórico ou um mito conhecido. Não foi "inventado" pelos autores do texto dito como original. Se alguém quiser verificar o que eu procurei foi 'Maharaja of Patiala "crushed diamonds"' no google e encontrei este site 'http://www.ruby-sapphire.com/r-s-bk-india.htm'
onde consta um texto numa caixa com o título "Maharajahs – India's fantastic fetish princes" que refere a determinada altura "No maharajah followed this course better than an early prince of Mysore. Informed by a Chinese sage that the finest aphrodisiacs contained crushed diamonds, he succeeded in quickly depleting the state treasuries in his princely quest for potence.". Continuo a achar que há demasiadas semelhanças mas todas as porções de texto descritas, que os autores do blog dizem não serem todas as que existem no livro, são sobre pretensos factos históricos ou mitos comuns na india. E isso pode-se enquadrar na alegada pesquisa histórica efectuada por MST e pelos autores de "Cette Nuit la Liberté". É um pouco forçado mas possível.
11:00 AM
bardamerda||||||||||||||
11:05 AM
Há muito mais plagiadores e trapaceiros intelectuais em Portugal... Não percebo porquê, mas nunca ninguem se lembra dos plágios e parafrases do Vasco Pulido Valente, da Maria Filomena Mónica ou do Rui Ramos. Notas de rodapé não sao coisa que seres tao iluminados utilizem. Mas enfim, somos todos tao amiguinhos uns dos outros...
11:09 AM
Não perderei o resto da "novela"Mas não posso deixar de ler a fonte.A ser verdade o que vai no "rosário" é muito triste...mesmo muito!
11:10 AM
Bem! Só os comentários fazem um blogue, de tantos que são e de tão grande variedade! Alguns até bem interessantes e outros, ou os mesmos, a revelar apurados sentidos de humor! Seria, ou será preciso arranjar algum tempo disponível para os ler a todos, por isso, de momento, a passagem foi pela oblíqua. Retenho, no entanto, o mais curto e conciso: o de Joana (http://www.blogger.com/profile/6968367) e faço minhas as palavras dela, correndo, assim mesmo, o risco de incorrer no crime de plágio:
Já contactou o Dominique Lapierre e o Larry Collins?
11:14 AM
Quando recuperar da paralisia facial de que sofro à conta de tanto rir, digo qualquer coisa...
11:16 AM
Oi. Poxa Migéu agora não dá para ti convocá para o jogo da selecção.
Agora vou pô o lobinho antunes no teu lugá...esse pelo menos enlouquece o advérsário e pudemo tirá vantagê. vai ser uma babilônia porra.
11:17 AM
Palavras para quê? Que MST tinha mau feitio, era mal-educado e só-ele-é-que-tem-razão-e-mais-ninguém já toda a gente sabia. Só ninguém imaginava que “traduzia” tão bem obras de outros autores.
Aproveito e respondo ao sr. João Salvaterra: se o MST fosse amigo do Dr. João Vale e Azevedo, em vez de plagiador também era acusado de falsificação de documentos e burla qualificada, e recebia os mesmos 7,5 anos de pena que este recebeu hoje.
:)
11:19 AM
Tenho seguido com atenção esta novela. E, neste momento, também concordo que já se desvirtuou por completo o essencial da questão. Se MST copiou parágrafos inteiros de um livro, porque o fez? Ele não responde e, no meu ver, teve mérito, porque passou a falar-se de anonimato e de blogues e de plágios mas nada sobre o facto de ter pura e simplesmente traduzido bocados de outro livro. Também é nítido o comprometimento dos jornalistas em relação ao caso. Não investigam, não procuram o contraditório. Limitam-se a dar voz à «mágoa» de MST. E a «mágoa» de MST só pode ser com ele próprio. Tinha bastado pura e simplesmente não cair na tentação e no facilitismo de copiar o que copiou. Além disso, eu que já li ambos os livros, também concordo que as parecenças são muitas. E aconselhava os comentadores deste blog a ler «Freedom at Midnight». Ao contrário do que MST diz com certo ressabiamento, é um grande livro. Bem melhor do que o dele.
João Contumélias
Chão de Meninos
11:31 AM
O senhor Barão de Lacerda é mesmo Barão?
VIVA A MONARQUIA PORTUGUESA!!!
11:55 AM
barão de lacerda,
eu, uma jovem ainda imberbe (salvo seja que nem bigode tenho), fruto da fusão profícua (penso eu) de uma família republicana com outra de tradições monárquicas, e tantas vezes envolta num dilema existencial no que toca à escolha entre os dois sistemas confesso-lhe: lendo as suas palavras tão sábias e de um humor tão refinado, renego totalmente os ideais laicos e converto-me aos nobiliárquicos.
Confesso, igualmente, que não é só pelo seu discurso- cada vez mais me convenço que esta aristocracia laica que tomou de assalto o país está a convertê-lo num paraíso escatológico.
Volte barão, sem si o debate esmorece, a veia arrefece, o gelado derrete. Volte que precisamos de si...
11:59 AM
Não acredito em heróis; acredito, isso sim, nos anti-heróis, indivíduos especializados em destruir o que – na realidade – não existe. São os guerreiros dos tempos modernos, homens treinados até à exaustão pela vida para derrotarem quem lhes parece, à partida, impassível de ser derrotado.
Miguel Sousa Tavares é um espécime raro: alinha nos dois lados da barricada – é um herói para muitos; e um anti-herói para quase todos. Estava escrito que um dia teria de se efectuar a destrinça – no fim, rezam as crónicas, só pode haver um. E este, caros amigos, é o momento da decisão – a hora (literalmente) da verdade. Por dentro, MST assistirá a uma guerra desenfreada entre as duas faces de uma moeda que só agora lhe escorregou do bolso: por um lado, quer ser ele mesmo – e atacar, atacar sem freio, atacar até aos limites do aceitável (e por sobre os limites do aceitável) quem ousou cometer o crime hediondo de copiar partes de um livro já redigido e publicado para uma obra a que deu, pomposamente, a sua assinatura; por outro lado, quer escapar, com o menor número de ferimentos possível no escalpe, ao ataque de que está a ser alvo.
É tempo, pois então, de decidir, caro MST. Ou herói ou anti-herói. Porque – como tantas vezes advogaste com a voz embargada por uma honestidade intelectual sem mácula – não há preço para a dignidade de uma cabeça erguida.
12:00 PM
io laré pi pu, pi pu, io laré pi pu pi pu, io laré pi pu pi pu pi puuuu... avozito, diz-me tu como é que eu me posso tornar uma grande escritora? avozito, diz-me tu como é possível viver da sublime palavra escrita? Diz-me porquê eu não sou feliz, diz-me porquê eu não sou feliz, avozitooo....
Ai que esta miúda mata-me de tédio, tal como àquele marajá rico e gordo indiano. Apre! Ó miúda, não tens aí uns livros em estrangeiro? Pronto, agora inspira-te neles. Não te esqueças é de pedir ao Pedrito para te fazer o trabalho pesado, que tu és uma menina virada para o intelecto, só te deves preocupar com a inspiração. Que seja ele a transpirar!!!
12:23 PM
gostaria de deixar aqui uma última homenagem a MST e pelo seu grande feito ou não feito conforme as inclinações de cada um que opinou. vá lá...perdoem o rapaz- ainda se fosse um zé-ninguém que tivesse cometido o erro de que o acusam o linchamento em praça pública seria o mais recomendável e caput carreira jornalística e artística; agora a um homem tão ilustre não se deve tocar nem com uma pena e estou certo que este incidente ainda lhe dará maior prestígio...
Não estou em mim que ainda não tenham entendido que neste país a liberdade tem muitos limites e um desses é não tocar nos nossos grandes homens e mulheres que defendem a liberdade a qualquer custo menos o seu.
um abraço e bem haja quem se conforma com o inevitável.
12:25 PM
Isto está tudo ligado, as ordens para os jornalistas do DN fazerem o frete ao MST, e o JM Fernandes escrever o editorial branqueador, vieram directamente da Trilateral, que por sua vez as recebeu dos Sete Sábios Ocultos que governam o mundo do topo oco de uma montanha no Tibete, cheia de computadores e radares e parabólicas. Somos todos instrumentos inconscientes de vontades invisíveis e mais poderosas. A sério, caraças!
12:37 PM
Se eu bem percebi foi a história do morrer de tédio e a dos marajás... Sim, à primeira vista parece-me um pouco foleiro, mas estamos a falar em 3 páginas. Isso faz com o livro de MST seja mau? não me parece. Eu gostei... Pessoalmente ja n gostava mt dele antes, mas pronto. Já vi coisas piores a passar em branco! Que continue na TVI a comentar que sempre lixa o juizo a muitos que merecem ser lixados. N dou para já os parabéns ao autor do blog, quero esperar até ao fim da história....
1:52 PM
conspiracy reality, camarada vidente, amigo omnisciente, companheiro de lutas esotéricas, tem toda a razão, mas esqueceu-se de um pormenor- a Trilateral fundiu-se em Unilateral e "os Sete Sábios Ocultos que" governavam "o mundo do topo oco de uma montanha no Tibete" suicidaram-se num ritual sacrificial em honra do Marajá que pesava 140 Kg.
Já não aguentavam o tédio de viver no Tibete e de comer só folhas de árvore- queriam mais, muito mais: sonhavam não com locomotivas mas com limusines cheias de magníficos manjares e piquenas em pelota como as "Belas e Perigosas" do jornal 24 Horas.
Esta circunstância fatídica deu-se quando souberam que em Portugal para se ser um grande escritor bastava ser-se mediático e vai daí, como acreditavam na reencarnação, num acto tresloucado cometeram suicídio colectivo sonhando acordar como futuros grandes escritores em terras de Viriato. Recolheram todos as obras de Lapierre e Collins, que pensariam dar-lhes jeito na outra vida, e mandaram-se à lava incandescente. Nem os livros se salvaram!!! Aiiiii, foi uma tragédia!!!
Resultado: quem comanda agora as parabólicas, os computadores e os radares é Sua Magnificência o Marajá que afinal reencarnou e se tornou intocável.
Ai Minha Mãe, estamos feitos!!!
2:21 PM
Ah, meu caro Barão, quantas Voltas dá o Mundo que acabamos sempre por nos encontrar, escrevinhando nos mesmos suportes, partilhando a dor de alma de o fazer neste tão triste País.
Pois é, é de facto esse o busílis da grande questão nacional: e cito-vos, "os jornalistas terem de se submeter (por acção e omissão) a coisas infames para manter o emprego seguro". Que interessa, no final,perante o facto deste País amordaçado, se MST é uma besta ou não? Felicidades também para si, e boa viagem, bons escritos em memória dela, que esse será afinal o único exercício seguro e honesto que nos resta, em profissão de tantos caminhos diferentes que este País poderia ter tomado. Mas não tomou. Tomará algum dia? Uma Senhora jornalista anónima e de eterna crueza, que se despede, esperando que mantenha a verve, senão aristocrática, pelo menos em bom estilo pena d'ouro.
2:49 PM
Não sendo a autora do comentário que o senhor molin refere, não quis deixar de rectificar o seguinte: dantes: advérbio; 1. antigamente; 2. outrora. (De de+antes). Expressão que até o grande (ou pequeno - desconheço a altura do senhor em causa) Camões já utilizava:
"As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram (...)"
É apenas um grão de areia, um detalhe - mas de falsos detalhes está esta história cheia. Mas como o "DN (...) concluiu (...): Miguel Sousa Tavares não plagiou no romance 'Equador' a obra 'Esta Noite a Liberdade', de Dominique Lapierre e Larry Collins"...
Sobre o que se pode ler em http://www.ruby-sapphire.com/r-s-bk-india.htm, seria importante ler a nota de rodapé.
2:50 PM
esqueci-me de referir: sua Magnificência, quando irado, trata os seus súbditos "à paulada" (sua Magnificência Seja Louvada por tão sábias palavras).
Mas é um bom soberano- avisa-os primeiro pela imprensa.
2:56 PM
Gostava de saber quantas pessoas, das que aqui, acusam e maltratam a pessoa de MST, seriam capaz de ofazer cara a cara. Tenho para mim que nenhuma! É que isto de dizer coisas (leia-se insultos), porque ninguém sabe quem eu sou é mt giro, mas não leva a lado nenhum! Ninguém tem o direito, a pretexto do que quer que seja, ser tão intolerante ao ponto de escrever cobras e lagartos, de outro alguém. E que tal virarmos tanta raiva para quem realmente nos anda a "lixar" a vida; lembram-se do aumento da electrecidade? E os salários que só vão aumentar metade do valor da inflação? E o desemprego?...Isso sim meus amigos é gravissímo e não oiço ninguém a falar sobre o assunto. Haja paciência!
Maria Teresa
3:23 PM
Infelizmente , Deus escreve direito por linhas tortas e por consequência, cada vez , me orgulho mais do que sou e do que faço e cada vez mais acredito que sou realmente especial. Se é verdade.... é só mais uma das muitas e muitas farsas e mentiras , as que vamos assistindo todos os dias.* Cumprimentos.* Mp*
3:34 PM
Por impossibilidade financeira* não nos foi possível adquirir qualquer exemplar do Diário de Notícias em que a ilustre jornalista Leonor Figueiredo, ao que rezam os posts, se ajoelha e faz um..., ou melhor uma defesa mal amanhada, temente e corporativa de MST. Para melhor aquilatar da justeza da posição, gostaríamos de pedir a uma alma caridosa frequentadora da Verdade que nos enviasse o textozito. Pode ser directamente para o mail do "Restaurador" que se encontra á vista desarmada de na nossa humilde sede.
Aproveitamos para saudar o ingresso do Exmo. Senhor Barão de Lacerda na nossa tertúlia, esperando que nos espreitem de vez em quando, sem juízos preconcebidos ou acrimónia. Acrescento que somos gente de paz e que, portanto, as pauladas nos causam impressão como metologia defensiva. Nisso, somos mais papistas que o Papa, salvaguardando o respeito devido a Sua Santidade: é de bengaladas que gostamos,porra! E são de outro nível. Pudera, são do Eça, do verdadeiro, do da Bayer.
Como sempre, continuo a acreditar que não há rapazes maus. Ele há cretinos, mal-educados, sem carácter, com personalidades esquizo, enfim, ele há uma multitude de capacidades para cada menino. Mas que não há maus rapazes, isso não.
Com um abraço fraterno do sempre Vosso
Padre Américo
*a impossibilidade financeira prende-se com a idéia de que não gostamos de mandar dinheiro "bardamerda" (citando aqui venerandamente o Dr. Miguel Sousa Tavares in "24 Horas").
3:40 PM
O Equador mais importante que eu conheço é uma linha que nunca ninguém viu, o segundo Equador mais importante que conheço é um país na América do Sul e só depois surge o Equador do MST. Os dois primeiros têm algum interesse o terceiro nunca me suscitou grande curiosidade porque foi escrito por alguém que não admiro, por alguém arrogante sem ser bom (arrogante bom há o Mourinho.O senhor há-de ter os seus valores certamente, eu em nenhuma das áreas do meu interesse os vejo, não o vejo enquanto escritor muito menos enquanto comentador. Dinheiro e cultura/bom senso poucas vezes são compativeis,esse senhor tem dinheiro mas é uma personagem intratável. Poderá ser um homem culto mas bom senso não herdou seguramente. E isso meus amigos não se compra ou se tem ou não se tem, e às vezes o berço não nos dá tudo.
Tenho dito
4:16 PM
Não me parece grave que num livro tão grande se plagiem 3 páginas grave é negá-lo e não assumi-lo por reparem bastavam umas aspas.
4:20 PM
Mas eu Aaaaaaaaaadorei o "Equador"! Foi a minha companhia de praia em Agosto... e que bem me soube ter a minha nuca apoiada por aquele calhamaço. E fiquei tão bem visto perante as tias/avós!
Agora, plágio? Copy-paste? Essas menoridades é que praticaram plágio... plágio premonitório!!!
(a expressão "plágio premonitório" é ela mesma plagiada - li-a há anos no "Blitz")
4:28 PM
Aqui fica a crónica dele no jornal Expresso do dia 28/10/2006.
Excepção feita ao correio electrónico e à consulta de «sites» informativos, a Internet interessa-me zero. Todo esse universo dos «chats» e dos blogues não apenas me é absolutamente estranho como ainda o acho, paradoxalmente, uma preocupante manifestação de um processo de dessocialização e de sedentarização das solidões para que o mundo de hoje parece caminhar. Saber que nesses ‘sítios’ imateriais é possível fazer praticamente tudo, desde arranjar parceiros amorosos até recrutar terroristas para a Al-Qaeda, não é, a meu ver, um progresso ou facilidade, mas uma espécie de impotência, de desistência de viver a vida como ela é.
Tenho lido muitas opiniões contrárias, de gente que acredita que os blogues e toda essa conversa «in absencia» são uma forma moderna de democracia de massas, directa e instantânea, como nunca houve: uma espécie de «speaker’s corner» planetário. Mas discordo: não penso que a qualidade da democracia se meça pela quantidade de envolvidos e, menos ainda, pela irresponsabilidade. Não há liberdade de expressão onde existe impunidade do discurso. E se no «speaker’s corner» fala quem quer, também é verdade que quem fala tem o rosto a descoberto, pode ser convidado pelos circunstantes a identificar-se e pode, sobretudo, ser confrontado e contraditado por estes - enquanto na maioria dos blogues o anonimato é regra, santo e senha.
Mas não há nada melhor para confirmar ou desmentir uma teoria do que experimentar-lhe os efeitos. No meu caso pessoal, as experiências que conheço têm sido eloquentes: por duas vezes me foram atribuídos na Net e postos a circular textos que não tinha escrito e cujo conteúdo repudiava veementemente; o mais longe que consegui desfazer a falsificação foi o círculo de amigos que me falaram no assunto. De outra vez, deram-me a conhecer a existência de um blogue onde um autor anónimo se dedicara a fazer a minha biografia, acrescentada posteriormente por toda uma série de contribuições igualmente anónimas: eram 27 páginas de conteúdo (!), mas bastou-me ler as duas primeiras para desligar, enojado com a capacidade de invenção, difamação grave e cobardia que aquilo revelava. Esta semana, enfim, estava-me reservada mais uma experiência do género.
Um qualquer tipo dera-se ao trabalho de pegar num romance meu, manipulá-lo devidamente (por exemplo, pegando num início de frase e acrescentando-lhe outro situado 12 páginas adiante), para afirmar, sem estremecer, que todo o meu livro era um plágio do outro, “uma fraude sem pudor”. Uma hora depois de este blogue ter nascido, exclusivamente dedicado a acusar-me de plágio, um jornal telefonava-me para casa a pedir um comentário à “acusação”. Primeiro, pensei que estavam a brincar, depois percebi que levavam a coisa a sério e tentei mostrar o absurdo daquilo: o meu livro era um romance histórico, em que os personagens principais eram todos ficcionados, assim como a história, o outro era um livro de história, um relato jornalístico do mandato do último vice-rei inglês da Índia, em que os personagens eram o Mountbatten, o Nehru, o Ghandi, o Jidah; o meu livro situava-se em 1905, em São Tomé, o outro em 1949, na Índia; o meu tratava da escravatura nas roças de cacau de São Tomé, a par de uma trama amorosa, o outro tratava da independência da Índia; enfim, como se perceberia, simplesmente, lendo-os, tanto a construção narrativa como a escrita eram obviamente diferentes, tratando-se de géneros literários totalmente diferentes. Mas o autor do blogue revelava-se um profissional da manipulação: ele pegava em excertos afastados entre si da versão inglesa do outro livro, colava-os como se fossem uma só frase, comparando-os então com outras frases minhas a que chamava “tradução” e que um jornal dizia serem “frases inteiras iguais”. Mas iguais eram apenas os factos nelas contidos: os dados biográficos de quatro marajás da Índia. Ora, como tentei explicar, qualquer pessoa percebe que um romance histórico ou um livro de história, quando chega aos factos reais, tem de recorrer a fontes, que são outros livros ou documentos preexistentes. De outro modo, não os tendo vivido, ao autor só restaria inventá-los ou distorcê-los, para não ser considerado plagiador: eu deveria então ter trocado os nomes ou os dados biográficos dos marajás que convoquei, assim como os do senhor D. Carlos ou de outros personagens históricos que entram no meu romance. Em vez disso, limitei-me a fazer uma coisa que nem sequer é habitual neste género literário: identifiquei as fontes a que recorri, entre as quais o tal livro que o anónimo da Net me acusava de ter copiado - ou seja, deixei as pistas todas para ser ‘apanhado’. Porém, o meu Torquemada concluiu ao contrário: se eu citava 29 livros como elementos “de consulta do autor” e se ele, recorrendo apenas a um deles, encontrara semelhanças com duas páginas das 518 do meu livro, era caso para “esfregar as mãos de contentamento, partindo à descoberta de mais algumas pérolas da exploração do trabalho alheio”.
Infelizmente, ninguém se deu a esse trabalho ou menos até. Debalde, tentei explicar ao enxame de jornalistas que imediatamente me caiu em cima que o simples facto de darem eco àquele blogue anónimo, sem verificarem previamente o fundamento da acusação gravíssima que me era feita, equivalia a transformar uma mentira privada, ditada pelo despeito e inveja, numa calúnia produzida à vista de milhares. Com esta agravante decisiva: o único meio de que disponho para defender eficazmente a minha honra e o meu trabalho, que é o tribunal, está-me vedado, pois não sei de quem me queixar e quem fazer condenar como caluniador. Não sendo esta a regra, como poderá alguém, por exemplo, defender-se convincentemente de um blogue anónimo que o acuse de pedofilia, tráfico de drogas ou qualquer outra coisa abominável? Tentei explicar que, perante isto, não bastava reproduzirem a acusação e ouvirem a minha defesa. Era pelo menos necessário que lessem os dois livros e percebessem que tudo aquilo era absurdo e que a aposta deste manipulador anónimo era justamente a de que os jornalistas não se dessem a incómodos.
Foi tudo em vão, claro. Responderam-me que o outro livro não estava disponível em Portugal e que, “face à gravidade da acusação” (justamente...), não se podia ignorar o assunto, pois, como me explicou sabiamente um jornalista eufórico, “a bola de neve está a correr e é imparável”. E correu. E foi. Dos tablóides ao respeitável ‘Público’ - onde, confessando-me não ter conseguido obter o livro supostamente plagiado (e, se calhar, sem sequer ter lido o meu...), uma jornalista escreveu, preto no branco: “Há muitas ideias parecidas e frases praticamente iguais”. E, assim, com esta ligeireza, se suja a honra de uma pessoa e se enxovalham anos e anos a fio de trabalho, esforço e imaginação.
O que já sabia dos blogues confirmei: em grande parte, este é o paraíso do discurso impune, da cobardia mais desenvergonhada, da desforra dos medíocres e dessa tão velha e tão trágica doença portuguesa que é a inveja. Mas fiquei a saber, e não sabia, que os blogues, mesmo anónimos, são uma fonte de informação privilegiada e credível para o nosso jornalismo.
Miguel Sousa Tavares in Expresso 28/10/2006
5:10 PM
Agora, finalmente, o Blog que lhe conta tudo sobre a liberdade de copiar: http://freedomtocopyfreedomtocopy.blogspot.com/
6:13 PM
A INVEJA prevalece neste país mesquinho.INVEJA e mais INVEJA
6:17 PM
INVEJA emais INVEJA
Sentimento muito querido à maior parte dos portugueses
6:20 PM
"EQUADOR"...ou, antes,"É QU A DOR" de quem se crê pessoa de bom senso e tomou chá ao nascer em colher de prata, que constato que a má-criação continua a ser plagiada. Em catadupa, sem "apelo nem agravo"!
Não venho defender ou acusar o MST de plágio. Deixo essa missão à consciência e profissionalismo do dito. Apenas apelo para que o deixem explicar-se! Apenas sugiro que as expressões aqui utilizadas não se vistam de ofensa e de grosseria.
Não acha, Sr.ª Dr.ª Clara Pinto Correia? Na minha idEia, sim! Na sua idÉia, não sei!
Quanto ao atingir o seu nível, depende da perspectiva, evidentemente. Refere-se a atingi-lo por excesso ou...por defeito? Entrego, igualmente, a resposta à sua consciência moral e profissional.
Tenho 3 períodos (intervalados pelas férias do Natal, da Páscoa e do Verão, após ter tentado avaliar os meus alunos sem clonar as notas), 5 irmãs sem défice cognitivo, saudáveis e boas cachopas, e azeite da quinta, do mais puro, para temperar os alimentos e a alma.
Li o livro, o da presente polémica. A história afigurou-se-me relativamente bem conseguida, sem brilhantismo excepcional (nada de novo a oriente, portanto, no que concerne à sintaxe recentemente publicada por este Portugal com tradição de grande história literária. Infelizmente parece estar esquecido o código herdado pelos antanhos. Apenas lamentei a má construção frásica e o facto do MST não saber (tinha obrigação, Sr. Dr.!)que num verbo composto, utilizando-se o auxiliar "TER", o verbo principal TEM que estar SEMPRE no particípio passado. E nos seus livros...NUNCA está! Na verdade ninguém tinha "liberto"(mas "libertado"), assim como ninguém tinha "morto" (mas matado")...e da mesma forma em todos os casos congéneres. E noutros, Sr. Dr., em muitos outros que comprometem o conhecimento elementar da gramática e da sintaxe.
E, com isto, tendo-me "LIBERTADO" dos problemas de consciência e tendo "MATADO" a vontade de me expressar aqui, resta-me despedir:
Adeus...princesa!
Visitem o Equador, cavalheiros.
E o senhor, Dr. MST, explique-se, por favor! E defenda-se! Caso contrário, quem com plágios mata, com plágios morre!
Ou terá sido o Plágio, ele próprio, que iluminou esta gente toda?!
Enfim, quem nunca plagiou, por falta de "idÉias"... que publique o primeiro livro!
Li de Queiroz
7:20 PM
Viva a censura!
Há, realmente, censura nos meios jornalísticos.
Comprovei-o hoje ao fazer um comentário, não aprovado, num blog aqui da praça onde gravitam elementos do DN. Ou será que branqueamento não é censura?
O post em questão, com o título Sexta-Feira, era: http://corta-fitas.blogspot.com/2006_10_01_corta-fitas_archive.html#116195737486043037
O meu comentário era (com aspas para não me plagiar):
«Seguramente houve plágio na utilização do cilicone. Já vi umas iguais mas não me lembro onde!
Penso que há mão do MST nisto...
Shiuuu!... não se pode falar de MST neste blog depois do que, Leonor Figueiredo, escreveu hoje.»
Ainda pensei que fosse erro da primeira vez que enviei o comentário. Tentei uma segunda vez, com os mesmos resultados.
Deverei pensar que era por ser off-topic? Ou porque cilicone se escreve com s?
7:21 PM
No Expresso, MST voltou a demonstrar o seu carácter. Vitimiza-se vergonhosamente quando, ao longo da semana, vimos como os seus amigos dos jornais correram sabujamente em sua defesa. Todos estes comportamentos me dão vómitos. Por mim, não quero mais saber. Tavares morreu.
9:04 PM
Muitas horas antes de o «Expresso» chegar às bancas, já nós tínhamos o texto de MST
CHEGOU A HORA DO ADEUS...
(mas voltaremos, e MST vai desejar que não o fizéssemos)
Fonte próxima de MST fez chegar aos autores deste blog a ideia base do texto que sairá publicado na próxima edição do «Expresso». Nele, MST voltará a não explicar porque copiou ipsis verbis parágrafos inteiros de um livro, deixando o leitor entender que esses nacos de prosa eram fruto da sua imaginação e do seu sentido de humor. «Factos históricos», diz MST. E, para que não fossem assim tão tão históricos, tratou de alterar alguns números e de trocar uns nomes ao relação ao original de Lapierre e Collins. Bem visto!
MST vai lançar-se, agora, numa guerra contra a blogosfera que permite o anonimato e que as pessoas escrevam livremente sob pseudónimos. Também é bem pensado...
Mão amiga dentro do «Expresso» enviou-nos, pré publicação, o texto de MST, e ela aí está, muitas horas antes de estar disponível aos compradores do jornal. E, lendo-o, vemo-nos perante uma impressionante retórica de vitimização. Equador deveria ter sido um romance histórico. Só na primeira edição foram-lhe detectados 26 lapsos históricos. Mas há notas históricas em que MSTnão se enganou: as que foram escritas por Lapierre e Collins. MST queixa-se do comportamento da comunicação social perante este caso. Mais uma vez dá vontade de rir: só ele teve voz nos últimos dias. Para insultar, para ameaçar, para soltar palavrões, para dar azo à sua verve que envergonharia um carroceiro. E, mesmo assim, lamenta-se. Também nós. Tudo o que disse publicamente foi, na verdade, lamentável.
Os autores deste blog tentaram, a devido tempo, que estas comparações entre «Freedom at Midnight» e «Equador» fossem publicadas num jornal de reputada seriedade. Debalde. A discussão sobre a matéria não é permitida. Porquê? Porque MST sabe tirar partido do seu mediatismo. Nenhum jornalista o questionou, nenhum jornalista tentou contactar a editora de Lapierre e Collins para ouvir a sua posição sobre o assunto, nenhum jornalista se deu ao trabalho de comparar as duas obras com seriedade, não caindo na tentação de querer defender o autor de «Equador» a todo o custo. MST teve sempre o espaço que quis para continuar a fugir ao assunto e para soltar os seus palavrões e ameaças.
MST até conseguiu que, solícito, o 24 Horas lhe escrevesse um panegírico. Valeu o «bardamerda» e as «pauladas». O «Diário de Notícias» fez melhor, negou no texto e afirmou nas citações. Ah! Como é bom ter filhos bem instalados nos meios de comunicação. Parabéns MST!
Só na TVI manteve o silêncio. Seria certamente confrangedor confrontá-lo, em directo, perante todo o país, com o seu pecadilho. É para isso que servem os amigos. Para as horas más. Muito curioso vindo de quem acusa os autores deste blog de cobardia. Muito curioso...
Há uma pergunta à qual MST nunca respondeu nem vai responder: por que é que transcreveu parágrafos inteiros de um livro? E já agora, qual a opinião que tem sobre os escritores que o fazem?
Sim, porque o facto é este: MST COPIOU PARÁGRAFOS INTEIROS DE UM LIVRO. Agora podem escrever os editoriais que quiserem a defendê-lo, mas isto não é possível negar.
Este blog cumpriu a sua missão. Demonstrou cabalmente as semelhanças entre os dois livros, deixou aqui os parágrafos idênticos, permitiu a todos os que a ele acederam tirar as suas próprias conclusões.
MST mandou «bardamerda» e ameaçou com «pauladas».
Mas não explicou. Nem vai explicar. Vai fazer guerra à blogosfera. Boa sorte MST!
Os parágrafos publicados neste blog foram um mero exemplo elucidativo. Há mais...
As parecenças entre os dois livros são evidentes para qualquer espírito lúcido. Mas MST não se limitou a ir buscar inspiração a Lapierre e Collins. Outros mereceram a sua atenção.
MST faz barulho e o barulho impede a análise. Enreda-se em bravatas e distrai aqueles que lhe acham graça. Copiou parágrafos inteiros de um livro e não é capaz de o reconhecer, por mais que as evidências o exibam. Reduz tudo a «bardamerda» e «pauladas». Que classe!
Voltaremos em breve com novidades fresquinhas.
E MST continuará a fazer barulho e a nada explicar.
Porque não pode.
NOTA FINAL (ou não, logo se vê...): MST volta à lamúria no «Público» (25 Outubro 2006, pág. 24), acompanhado de foto ilustrativa da sua profunda mágoa. Coisa bem feita! Bravo! As explicações é que são pífias. «Leiam os dois e não há comparação nenhuma», diz MST. É isso mesmo, dizemos nós: leiam os dois livros e verão as comparações... Diz o «Público»: «Sousa Tavares diz que há coincidências entre as obras, que são três ou quatro personagens históricas e factos históricos, "o que é absolutamente banal" já que Equador é um romance histórico e as fontes também o são (...)». A colocação das aspas parece ganhar aqui alguma importância. Então vejamos: Não nos parece banal que os dois livros tenham um início quase comum; descrição, paisagens, personagens, convites, cadeiras, estados de espírito, densidades psicológicas, percepções exteriores e um não mais acabar... Banal é dizer que um é velho (Mountbatten tinha 46 anos) e o outro (Luís Bernardo) não era ambicioso. Também não nos parece referência histórica o seguinte: «finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio.» - «His was a malady that plagued not a few of is surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it...». Isto é cópia. Chama-se no universo estudantil copianço descarado. «Morrer de tédio» não é conceito científico nem informação histórica. É humor. Mas humor de Lapierre e Collins. «Sinto-me numa posição kafkiana porque ele (o autor da acusação de plágio) nem tem rosto», diz MST. Mas, mesmo sem lhe conhecer o rosto, MST insulta: «O perfil é de um escritor falhado, medíocre, invejoso e caluniador». Como sempre, para MST tudo o que não seja a sua imagem ao espelho é medíocre e invejoso, podendo até chegar a porco, estúpido, nazi, atrasado e por aí fora. MST tem de aprender que o insulto não deve ser a primeira resposta. Mérito, entre outros, que reclamamos para este blog. Com um nome ou dois, MST teria aproveitado o espaço que lhe dão na TVI para, com bravata à antiga portuguesa, derreter com insultos quem ousa pô-lo em causa. Sem nome, e só com os factos, calou-se (calaram-se, porque os jornalistas também ajudaram ao silêncio). Nos tribunais, sim, haverá igualdade de armas. Aí não há bravatas, nem insultos, nem amigos nos jornais e nas televisões. Aí há factos. E aí estaremos nós quando chegar o dia. Até lá deixamo-lo com os seus leitores.
PS: Quanto à certeza do suspeito, MST que tenha cuidado para não cair na tentação dos suspeitos do costume.
PRIMEIRO AS EXPLICAÇÕES, DEPOIS AS PAULADAS
NR: MST tem-se revelado «indignado e magoado» com os factos descritos neste blog. Vai mais longe, manda «bardamerda» e ameaça com «paulada e tribunais» (vg 24Horas de 24 Outubro 2006 pág. 8).
O que MST ainda não fez foi explicar a cópia.
Como é seu timbre, ameaça, insulta, e refugia-se na condição de «vítima do anonimato da net». (Contam-se pelos dedos os blogs com autores devidamente identificados).
Os autores deste blog não têm medo de MST nem do que aqui está publicado. MST não é insultado nem difamado neste blog. É confrontado com factos. No dia em que MST explicar de forma explícita (não a nós, mas aos seus leitores) a cópia que fez, os autores deste blog apresentar-se-ão voluntária e ordeiramente à sua porta para receberem as prometidas «pauladas».
Luís Bernardo Valença, instalado confortavelmente num assento de uma carruagem de 1ª Classe, recosta-se e observa a paisagem alentejana ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Lisboa e foi chamado a Vila Viçosa, ao palácio real, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de Governador de S. Tomé.
Louis Francis Mountbatten, instalado confortavelmente no assento de um automóvel, recosta-se e observa a paisagem londrina ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Zurique e foi chamado a Downing Street, residência do Primeiro-Ministro, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de último Vice-Rei da Índia.
Ambos são jovens bem parecidos com ambições e consideram absurdas as propostas que lhes são apresentadas.
Assim se iniciam os livros «Equador», de Miguel Sousa Tavares, e «Fredom at Midnight», de Dominique Lapierre e Larry Collins. Sousa Tavares, na bibliografia publicada nas últimas páginas notifica a consulta de La Pierre, Dominique e Collins, Larry – «Cette nuit la liberté», Éditions Robert Laffont, Paris 1975.
As parecenças poderiam ficar por aqui. Mas não ficam. Quem lê a forma como os livros se desenvolvem nota a olho nu variadíssimos pontos comuns. Não só de construção como até de linguagem.
Uma observação mais atenta dá-nos conta de que há parágrafos inteiros que foram pura e simplesmente traduzidos, quase ao pormenor. Outros tiveram uns pequeninos toques: ligeiras alterações de nomes ou de números.
Assim se constituem as fraudes. «Equador» foi um caso raro de marketing e de vendas. O que teriam a dizer sobre isso os pobres Lapierre e Collins.
Considerámos a hipótese de fazer aqui, para os menos entendidos na língua inglesa, a tradução dos parágrafos originais. Seria tempo perdido: a tradução de Sousa Tavares é suficientemente razoável.
Cada um de nós poderá verificar tranquilamente, pelos seus próprios olhos, as indiscutíveis semelhanças entre os dois livros. E ler, no original, o que o autor de «Equador» fez passar por seu, sem pudor. Imperdoável.
Nas páginas de onde saíram estes nacos de prosa, outros há que poderiam merecer aqui menção honrosa. Mas isso seria tirar o prazer de quem pode, a partir de agora, lançar-se na «corrida à cópia», descobrindo a seu bel-prazer mais algumas pérolas da exploração de trabalho alheio.
Na bibliografia adjacente à 1ª Edição de «Equador», Sousa Tavares apresenta 29 livros consultados. Esfregamos as mãos de contentamento: se em apenas um livro conseguiu retirar tudo o que aqui se publica, imagine-se o que iremos encontrar nos restantes 28... A busca vai começar!
Orgulhosamente, Sousa Tavares disse um dia: «Eu pus o país a ler!» E pôs. Nunca tantos portugueses terão lido os pobres Lapierre e Collins.
BOM APETITE!
«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).
Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003
«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).
Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002
«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003
«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».
Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002
«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003
«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»
Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003
«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003
«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».
Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003
ESFARRAPADO
Eis o texto recentemente publicado no Correio da Manhã.
«O anonimato da blogoesfera continua a fazer vítimas e a mais recente é o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, autor de um fenómeno de vendas que dá pelo nome de ‘Equador’ (ed. Oficina do Livro). E ‘Equador’ é precisamente o livro na origem da acusação de plágio que surgiu esta semana na internet em freedomtocopy.blogspot.com.Em ‘Estranha Forma de Escrita’, título do texto que não poupa nem o livro nem o seu autor, lê-se em jeito de nota introdutória: “Nem todos temos disposição para ser enganados. Quando compramos um livro, devemos exigir que ele seja autêntico. Quando não é estamos perante o quê? Aqui fica o protesto. Por uma questão de higiene!”O texto que se segue compara ‘Equador’, de Miguel Sousa Tavares, com ‘Freedom at Midnight’ da dupla Dominique Lapierre e Larry Collins, concluindo que “há parágrafos inteiros que foram pura e simplesmente traduzidos”. Ao CM Miguel Sousa Tavares disse não ter conhecimento do caso, o que não obsta a que se sinta magoado com as acusações que descarta tranquilo, mas magoado... “Não ia plagiar um livro que é um ‘best-seller’ mundial e é no mínimo estranho que os tradutores não tenham dado pelo plágio. Se fosse para plagiar não escrevia. Há frases que foram escritas mil vezes na história da literatura, mas tenho o meu próprio estilo. Inimitável”, disse.Sousa Tavares sucede a Prado Coelho acusado de plagiar o escritor João Ubaldo Ribeiro. Por debater fica agora questão maior: a da imunidade virtual.»
1. A questão maior não é, apesar da opinião do jornalista, o da imunidade virtual. Essa questão tem barbas e meio país já foi insultado através da blogosfera. Na sua maioria, os bloggers escrevem sob pseudónimo desde sempre. E muitos deles são jornalistas, que escrevem com outros nomes o que não têm coragem para escrever nos jornais nos quais trabalham.
2. Sousa Tavares está «magoado». Com quê? Com quem? Ao contrário do que ele costuma fazer, os autores deste blog não o insultam. Revelam factos. Ele que desminta esses factos. Os livros estão aí, editados, para serem lidos.
3. Os tradutores não deram por ela?!!! Que tradutores? Naturalmente aqueles que traduziram o original inglês ou francês para português...
4. «Inimitável», diz Sousa Tavares do seu estilo de escrita. Tem razão. Ninguém o imita. Ele é que imitou Lapierre e Collins.
posted by lapierre & collins at 10:46 AM on Oct 20 2006